Notas iniciais
O maiorzinho até agora... Viajei um pouco na maionese, mas ok.
Comentem!! seus comentários valem muito pra mim!!

Levanto-o com telecinésia e juntos puxamos a escada para cima, a qualquer momento eu seria testado.

– Desculpe, mas o grupo de dez aumentou. — Juan ria maliciosamente apontando para a cabana já em chamas.

Um grupo de quase vinte Mogs saia por ela, todos correndo ainda à procura de Juan.

– Você pode escolher, se quer lutar ou continuar escondido aqui. — Ele me desafiou

Peguei minha arca e colocamos os dois uma mão no cadeado, ele se esquentou e abriu em um estalo. Juntos a abrimos.

Juan retirou dela um grupo de agulhas enormes, que deviam ter o tamanho do meu antebraço. Achei que ele as usaria como flecha, mas ele as jogou em minha direção, eram muitas para eu parar com as mãos, então as fiz levitar no ar.

– Elas são perfeitas para um arqueiro sem arco, são grandes flechas que respondem facílmente a Telecinésia, mas é pesada demais para uso manual.

Do grupo mogadoriano três eram algumas cabeças mais altos do que o restante e carregavam coisas parecidas com canhões nas mãos. Os mogs menores empunhavam algum tipo de faca ou adaga branca, que brilhava ao reflexo da lua. Sou tomado por uma fúria inigualável quando lembro das cicatrizes em meu tornozelo. Olho para Juan esperando algum tipo de ordem, ele assente balançando a cabeça sinal afirmativo, consciente da luta que estava por vir. Ele preparou uma flecha no arco e mirou no grupo. Quando soltou a corda, ouvi um pequeno ruido da corda batendo em seu braço. Um zumbido encheu o ar na clareira e com um baque surdo um dos mogs pequenos caiu no chão com uma flecha cravada em seu peito. Depois de três segundos ele se transformou em cinzas. Não sei porque, mas aquilo me encheu de força. Pulei em direção aos mogs, enquanto duas flechas pulverizavam outros dois mogs. Rolo pelo chão para amenizar o impacto. Os mogs olham pra mim e gritam correndo em minha direção. Os três mogs maiores não saíram do lugar, e procuravam de onde vinham as flechas.

Um mogadoriano pulou em minha direção brandindo a espada sobre a cabeça. Estiquei meu braço e Cinco das irélias acompanharam o movimento perfurando o corpo dele.

Estou coberto de cinzas. Então percebo que cada braço movimenta cinco irélias. A cada soco que eu desse à distância, elas voariam à frente e desintegrariam o alvo. Um dos Mogs grandes atiravam com seus canhões em direção ao morro que Juan estava.

As irélias refletiam o brilho pálido da lua. Eu já havia derrubado dois Mogs, e uns três se desintegraram do nada. Agora eu estava cercado, eles estavam um pouco longe demais para que eu os acertasse com as irélias. Quando meu braço se movia, elas seguiam o movimento apenas um metro a frente de mim, e se for parar pra pensar, elas se comportam como unhas. Lembrei de Juan dizendo que elas são perfeitas para um arqueiro sem arco. Atirei a primeira irélia contra um Mog que se preparava investir contra mim, e ele virou cinzas. A irélia que lancei voltou quando puxei-a com Telecinésia.

Um dos mogs lançou uma adaga em minha direção, paro-a uns trinta centímetros do meu rosto e a lanço de volta em direção ao peito de seu dono. Outros mogs corriam para me atacar. Desvio da adaga que um deles tentara me perfurar e lhe dou um soco na barriga.Ele cai no chão se retorcendo de dor. Avanço contra um mog e ele me acerta um soco na boca. Esperei que meu maxilar apenas formigasse levemente, mas sou atingido pelo impacto. Minha visão a principio fica um pouco turva, mas logo me recupero, cortando a garganta dele com uma irélia.

– Will — Juan gritou — Olhe em volta.

O fogo que antes estava apenas nas redondezas da floresta agora invadia a clareira, a cabana já estava

completamente queimada, e diversas árvores caiam em meio as chamas. Eu precisava voltar ao morro.

Havia muita fumaça subindo de onde era cabana. Concentrei-me em prender a fumaça com minha telecinésia e a espalho em minha volta. A fumaça à principio me sufoca. Eu tusso algumas vezes antes de correr para onde devia ficar o morro. Com a ajuda da telecinésia dissipo um pouco a fumaça a minha frente e enxergo a escada que antes eu e Juan havíamos colocado em cima do morro. Sem pensar duas vezes subo-a.

– Estavamos esperando por você — um dos mogarianos altos disse enquanto apontava um canhão para a nuca de Juan.

Olhei nos olhos do meu cêpan, ele nunca havia falhado. O que podira ter acontecido? "Tudo é estratégia!" Ele me dizia constantemente enquanto treinavamos na floresta.

Juan olha diretamente para meus olhos e me mostra um sorriso malicioso.

– Você sabe o que fazer — a voz dele ecoava em minha cabeça.

A arca! ela estava ali, aberta, logo atrás deles dois.

– Você venceu — eu disse sorrindo deixando com que as duas irélias caissem no chão — Feliz dia da Dhaelis Irélia.

Levanto os braços como se fosse se render, bem lentamente como os filmes americanos. E então várias irélias atrás do mogadoriano

– Morra — disse baixinho, fiz um movimento como se estivesse puxando algo e quando o Mogadoriano ia puxar o gatilho as irélias perfuraram as costas dele e ele virou cinzas.

Juan deu uma gargalhada gostosa e se levanta para me abraçar.

– Estou orgulhoso de você — ele disse.

– Eu sei... eu sei, mas agora precisamos sair daqui — eu disse.

–-------------------------------------ELLA-------------------------------------

– É sério, eu tinha visto o número Cinco!- Eu disse umas dez vezes aquilo para Marina, mas ela custava a acreditar.

– E por quê não o vimos também? — Marina perguntou.

Eu havia visto ele quando estavamos indo para o Suriname na américa do Sul. Estávamos lá Eu, Seis, Nove e Marina.E somente eu o vi. Ou será que não vi?

Nós nos separamos para acharmos o número cinco o mais rápido possível, pode ser o nosso maior erro, ou a nossa salvação. Mas é a nossa única chance.

Notas finais
^Próximo capítulo será narrado pela Ella, vamos largar o Cinco por enquanto (por pouco tempo), o que acham da ideia?