O Demônio da Colina
3 Mais um entardecer
Hoje já era meu oitavo dia, ao relento, em busca desta vila. Ao horizonte, além da presença de morros e montanhas douradas por causa do crepúsculo, vejo também densas nuvens negras tomando o céu, sendo que aquela região já é fria o bastante sem estar molhada.
Eu rio sarcasticamente de mim mesmo por minha bendita sorte e a louvo com um grito alto e repentino:
—Será que não dá para piorar um pouco mais ?
Quando derrepente ouço um uivo vindo da mata, meu coração gela, e amaldiçoo o a minha dita frase anterior, pergunto-me se poderia aquilo ser um lobo ou um urso, meus sentidos ficam ao máximo relevando todos os barulhos restantes, e minha mente fica quieta, importando-se apenas o farfalhar das folhas na região do uivo.
Vejo um vulto percorrer a mata mas não consigo distinguir o que era, meu coração acelera e sinto suar frio, dou alguns passos para o lado em posição de combate, lembro de algumas imagens de meu mestre que acalma-me um pouco e espero o quer que seja.
Quando ouço um galho se quebrando atrás de mim, dou uma profunda respirada e giro meu corpo o mais rápido possível, preparando um golpe em o que quer que seja quando me deparo com um velho que caí no chão de susto pelo meu giro.
Velho
—Ei moleque! mais o que diabos está fazendo.
Diz o velho homem que era quase careca e com uma barba por fazer, ouço alguns latidos vindo da região do uivo e vejo um cachorro saindo do local aonde eu tinha visto o vulto, ele segue rumo ao velho caído e fica latindo para mim.
Velho
—Calma Toby, tranquilo.
Fala para o cachorro que se acalma e para um pouco de latir, o velho me encara e diz:
Velho
—Você? Quem raios é você?
Fico um pouco estranhado pelo pergunta, que em primeiro lugar, eu que deveria estar fazendo. Mantenho-me quieto por algum tempo, enquanto o velho me encara com uma certa estranheza, certamente por minha aparência Delaria, vendo que ele não diria nada mais cedo e digo.
—Sou um simples aventureiro. nada mais e nada menos.
O rosto do velho se iluminou e vejo ele desfazendo suas incertezas.
Velho
—Você veio aqui pela missão do demônio. não é mesmo?
Aceno com a cabeça em afirmação de sua pergunta e seu rosto descontraisse num sorriso, sendo que eu ouço ele falar quase que para si mesmo:
Velho
—Graças a deus.
Ele começa a rir e acariciar seu cachorro, Sinto-me em dúvida sobre o por quê ele sabia de minha missão e pergunto:
—Como você sabe sobre a missão do demônio da colina?
O velho me encara um pouco com uma leve expressão de espanto e sarcasmo e diz:
—E quem, daqui de GoldOre, não conhece sobre a lenda do demônio?
E começa a rir, olho para o lados afim de confirmar algo e só vejo um floresta fechada, sendo o único local aberto a clareira da estrada. O velho parece perceber a minha inquietação sobre região e diz:
Velho
—Não se preocupe garoto, eu te levo para lá, de qualquer maneira eu também estava indo embora devido a chuva.
Ele aponta para as nuvens negras no céu.
Confirmo acenando a cabeça para ele e ele continua:
Velho
— siga-me, serão uma meia hora de caminhada...
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