O Demônio da Colina

2 Algum tempo atrás


Havia aceitado fazer está missão acerca de um mês atrás, e lembro que ao levar o folheto no balcão, Marguarete, a recepcionista da guilda me encarou com assombro, quase que me questionando com os olhos sobre o folheto que estava segurando, como era um membro novo de-lá e não conhecia muito sobre as particularidades do local, não entendi bem o por que daquela reação, porém, a recompensa era extremamente alta e o que tinha que fazer, bem, por tanto dinheiro, isto realmente não importava, creio que deve se ter passado centenas de coisas na cabeça dela, pela demora que levou para terminar o registro da missão, e também pela sua insistência ao me perguntar tantas vezes se eu estava realmente certo em escolher aquela missão, coisa que nunca tinha me perguntado antes.

A uns quinze dias atrás um de meus amigos da taverna me indagou que ouvira sobre o fato de eu ter pegado a missão do "DEMÔNIO DA COLINA", confirmei o que ele disse e ele ficou exasperado com tal afirmativa, encontrou-se aos berros afim de pedir para que eu desistisse de tal empreitada, claro que ele não tinha o ofício de aventureiro como eu, por que se não, perceberia que dizer para um aventureiro renunciar a uma missão que havia aceitado por livre e espontânea vontade é quase uma ofensa, por isso relevei o que ele disse, porém, estava curioso com o fato de ele saber o nome da missão que eu tinha pegado, mesmo que eu não tivesse comentado com mais ninguém desde o dia que a aceitei.

E a oito dias atrás quando já estava preparado rumo ao vilarejo de GoldOre para a realização da bendita, fico em uma das estalagens encontradas ao fim da cidade de Tamriel onde por informações colhidas, já que o vilarejo não se situava em nenhum mapa, era o caminho rumo a lá. E na estalagem, durante o tempo em que me encontrei no bar, um bêbado veio em minha direção e dizendo:

—Você tem que desistir disso.

lembro que me encontrei com um certo desconcerto ao perceber que era comigo que falava.

—Do que você está falando.

disse e ele continuo.

—Desista, moleque.

se aproximou de mim com um cheiro forte de álcool e disse.

— Se você teme por sua vida, desista. Desista!

—Nem sei do que está falando.

disse e ele agarrou o meu ombro e gritou.

—Da missão do DEMÔNIO DESISTA!

O velho bêbado começou a fazer uma cena no meio do bar ao ponto de alguns fúncionários terem de tirá-lo a força e o clima após isso ficou um tanto quanto desconfortável, lembro de ter subido para meu quarto para não ter que ouvir os cochichos das pessoas envolta.