O' DEATH

1 I NEVER STOPPED LOVING YOU


"Te amar para sempre não pode ser errado".

Vê-lo cair diante de seus olhos parecia surreal demais para acreditar. Um original... morto. Como vampira, ela acreditou que isso jamais fosse possível. E acostumada a arrancar corações alheios, jamais imaginou que o seu fosse ser arrancado de forma tão violenta e fugaz.

Cuidou de si mesma por anos e anos, mas quando chegou a hora de defender àquele que amava mais do que a si mesma, falhou miseravelmente. Não era dada a moralidade e outros conceitos humanos criados para justificar o injustificável, mas teria dado a própria vida para salvá-lo. Morrer no lugar de quem se ama era até nobre, ainda que nobreza não fosse sua melhor qualidade.

Escolheu vingança quando a realidade lhe cobriu de forma sufocante e fria, indo diretamente até os responsáveis por sua dor. Salvatores. Devia ter imaginado que mesmo ali, eles continuariam a serem unidos, irmãos acima de qualquer coisa. E que nem mesmo, Damon, negaria o sangue. Sendo assim, arrancaria o coração de Stefan primeiro, depois pensaria no que faria com Damon e o restante dos responsáveis.

Deu um passo à frente, mas sentiu uma fisgada no peito. Seria possível? Seu coração morto já havia sido arrancado antes... Então, por que ainda doía? Caiu sobre o carpete caro da Mansão Salvatore, cuspindo sangue, apenas com uma vaga ideia do que podia estar acontecendo.

Acordou do outro lado em meio ao vazio e silêncio sabendo que seu inferno seria esse. A solidão, a impossibilidade de experimentar seus desejos mais primitivos como gostava.

Vagou sozinha por tempo indeterminado. Não demorou para entender que estava morta, de verdade. Entretanto, se viu sussurando para o nada existencial. Um pedido fraco como suas esperanças, mas tão forte quanto o amor que sentia.

"Não quero terminar sozinha... Só queria tê-lo de volta. Mesmo aqui".

Não foi atendida, obviamente. Quem atenderia ao pedido de uma vampira sanguinária, condenada ao sofrimento?

Vagou por mais dias. Conheceu melhor seu inferno pessoal. Parecia Mystic Falls, mas completamente sem cores, ou qualquer outra alma atormentada. Se fosse possível teria feito alguma loucura, mas já estava morta... Não havia mais nada que pudesse fazer.

— Sage.

Foi como se tivesse seus vinte e poucos anos humanos novamente. Sentiu uma adrenalina há muito dormente percorrendo todo o corpo. Não acreditava em clichês, mas naquele momento não se importava de estar vivendo um. Virou-se em câmera lenta e deparou-se com aquele que era o dono de sua razão... O dono de tudo o que lhe tornava uma mulher, um ser, e não um monstro.

— Finn.

Correram na direção um do outro e abraçaram-se como os amantes que nunca puderam ser por empecilhos colocados pela família dele. Podia ser impossível, mas Sage teve certeza que sentiu o costumeiro cheiro amadeirado vindo dos cabelos de Finn... Tudo, de repente, tornando-se tão vivo em meio ao vazio.

Descobriu que ele também vagou sem rumo até se encontrarem. Clichê, ou não, sempre soube que estavam destinados um ao outro. Mesmo na morte.

Entenderam juntos que a morte podia ter sido um presente, quando viver havia se mostrado algo superestimado. Finalmente podiam aproveitar a imortalidade que lhes fora concedida.

— Eu nunca parei de te amar, Finn... E não será agora que irei.

Finn Mikaelson sorriu, como não se lembrava de fazer em tempos, sabendo que teria o paraíso ao lado de Sage.

Notas finais
Eles não são os mais amados, mas tem o meu coração com seu amor trágico...
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