O Décimo Primeiro Portão
3 A Nova Era do Gelo
Notas iniciais

Capítulo 3: Chapter Three
Atualmente...
Passaram-se cinco anos desde que entrei para o Acampamento Meio Sangue. Nas Férias de Verão, sempre visitava meu pai, que parecia estar bem, sem nenhum ciclope ou monstro tentando devorá-lo, ou seja, muito melhor do que antes. Muitas coisas aconteceram nesse meio tempo, tipo a tal Deusa Gaia despertando, mas Percy e mais um grupo de seis pessoas. Ele era famoso por aqui, mas eu não o conhecia nunca tive coragem de falar com ele. Diante de tantas coisas, a minha estadia no chalé Quatro também mudou. Katie, que era a líder, acabou sendo substituída por Miranda, sua irmã mais nova.
– Anda logo, Ikaro! Estamos atrasados pra reunião lá no refeitório. – Olhei pela janela e lá estava Bellatriz e sua cara de satisfeita. – Se Demorar mais um minuto, eu vou embora! – Resmungou, de braços cruzados.
Durante esse tempo, Eu e Bella acabamos nos tornando muito unidos. Afinal, chegamos junto ao acampamento, um entendia o que o outro sentia, e por incrível que pareça, sim, ela tem sentimentos.
– Já vou. Carie, não! – Gritei para Carie, a planta carnívora do Chalé quatro. Ela tentava devorar o porquinho da índia de Ketlein. – Está bem Rolland?- Sorri, colocando um pouco de ração pra ele.
– Já estou indo embora! – Gritou Bella.
– Ei! EU já estou indo! – A Alcancei bem ofegante. – Sabe por que nos chamaram tão cedo?
– Não tenho a menor ideia, o papai não falou nada sobre isso. Estranho. – Bellatriz pensou em voz alta. – Mas, não deve ser nada. – Sorriu sem graça.
Chegamos ao refeitório onde todos já tomavam café. As mesas eram dividias para os chalés, acho que uma maneira de diferenciar e saber qual era a natureza de Bia. Miranda me chamou para sentar com os outros na mesa. Na mesa do chalé de Afrodite as meninas riam e se maquiavam e os meninos... Olhavam pros próprios reflexos nos talheres. A mesa do chalé de Hefestos parecia mais uma oficina gigante, os filhos de Hefesto não paravam de construir, chegava a dar medo.
Bella estava sentado com seus irmãos na mesa principal junto a Dionísio, enquanto ao seu lado uma mesa diferente: O Tal Percy, a loira Annabeth, um sátiro que Rupert não gosta muito, Grover, junto com Piper e Leo, é, eu conhecia todo mundo aqui, mas acho que ninguém sabia da minha existência.
– Bom Pessoal, o que temos para falar aqui é um pouco sério. – Começou Quíron. – Desde o mês passado, não consigo entrar em contato com o Olimpo.
Uma série de comentários maldosos e suspeitas começou a ser ouvida. E claro, o chalé de Deméter não era exceção:
– O que será que houve?- Perguntou Ketlein, preocupada.
– E você me pergunta. – Trent deu de ombros, tirando um pão com manteiga do bolso dos casacos.
– Por Deméter! Será que não podem ouvir o que o mestre Quíron está dizendo? – Resmungou Miranda. – Escutem!
– Eu tentei entrar no Olimpo por Manhattan. – Dionísio tomou a palavra. – Mas... nada.
Vi Percy cochichar algo no ouvido de Quíron que deu a palavra a ele:
– Alguns dias atrás, uma Deusa se comunicou comigo. – Contou o filho de Poseidon. – Porém, antes que pudesse dizer algo, ela sumiu.
– E quem seria? – Um dos filhos de Áries perguntou.
– Perséfone. Rainha do mundo inferior. – Larguei meus talheres no prato assim que ouvi tal nome.
Algumas semanas atrás, eu sonhei com o dia em que viajei a Nova York com meu pai. Tinha cinco anos na época, e foi quando acabei me perdendo no Central Park. Lembro que acabei me perdendo na floresta, saía correndo, gritando por meu pai. Foi aí que do nada, senti alguém tocar em meu ombro.
– Olá garotinho. – Uma Mulher linda, possuía longos cabelos pretos e uma pele morena. Usava um casaco de pele e uma blusa social branca. – Está perdido? – Perguntou me pondo nos braços, por algum motivo, não tinha vontade de gritar.
Ela começou a me guiar pelas árvores. Já estava anoitecendo, quando finalmente achamos a praça do Central Park, e ao longe via meu pai preocupado, chorando em um banco.
Ela me pôs no chão e eu a encarei, corado.
– O-Obrigado, Moça. – Agradeci sem graça.
– Não precisa agradecer um dia você vai retribuir, eu te salvei, um dia é você que irá me salvar, irmãos devem se ajudar, certo?- Sorriu.
– Ikaro! – Meu pai havia me visto e corria em minha direção, quando olhei para trás, a moça havia sumido.
O Sonho se dissolveu e se transformou em um castelo desabando. A Mesma moça com roupas de rainha corria, fugindo das rochas.
– Perséfone! – Gritei, mas... Desde quando sabia o nome dela.
“Um Dia é você que irá me salvar, irmãos vem se ajudar certo?”
Não entendi o porquê daquele sonho, mas uma coisa era certa, poderia ser um pedido de socorro.
– Desculpem pessoal. – Um dos garotos sentados a mesa do chalé 23, o de Quione, a Deusa da Neve, se pronunciou. – O Pessoal do Olimpo não vai poder responder. – Todos os semideuses da mesa se levantaram e ele tomou a frente. Vi o rosto de Annabeth ficar com o semblante preocupado. – Vocês são muito óbvios. – Ele girou os olhos.
– O que está querendo dizer?! Fale agora! – Exigiu Piper.
– Não estou falando nada. Apenas que não podem responder vocês agora. Estão muito ocupados no exílio.
– Christian McKay, explique-se agora! – Ordenou Quíron.
– Estou dizendo que os Deuses do Olimpo são muito tolos, por favor. – Começou a rir. – Dionísio, eu acho bom vir conosco. – Os outros membros do chalé de Quione puseram-se em posição de ataque, assim como o chalé de Áries, que se pôs na frente do Deus.
– Ai Ai, como minha mãe disse... Vocês são todos uns imbecis. – Christian pulou e uma enorme rajada de neve saiu de suas mãos, congelando os filhos de Áries o que não adiantou muito. — Filhos de Quione, DESTRUAM O ACAMPAMENTO!
Os Semideuses do chalé 23 espalharam-se pelo refeitório começando a congelar tudo o que vissem pela frente enquanto Christian lutava com Percy.
– Cansei da brincadeira! – Christian tirou do bolso uma espécie de colar e pôs no pescoço. – O portal para o exílio!
Ventos sobrenaturais começaram a soprar no refeitório, fazendo Dionísio erguer-se do chão e levitar completamente.
– o que está? – Dionísio gritou.
– Mais um pra minha coleção de Deuses. – Christian começou a rir.
Corri pelo refeitório desviando dos golpes que uma das filhas de Quione lançava sobre a mesa do chalé quatro.
– Chalé Quatro! Formação! – Todos subiram na mesa ao ouvirem as ordens de Miranda. – Agora!
– JÁ! – Todo o chalé Quatro gritou.
Raízes de plantas começaram a crescer em volta da mesa, e logo galhos impediam a visão de nossa mesa. Alguns controlavam os galhos como lanças, para enfrentar os golpes dos filhos de Quione. O Vi Kenon e o resto do chalé de Apolo usavam arcos e flechas, tudo havia se transformado em um campo de batalha.
Emi e os outros filhos de Hipnos marchavam sobre o local parecendo um exército de zumbis sonâmbulos. Os olhos de todos brilhavam de um azul claro tão intenso que todos que todos que os olhavam, caíam adormecidos no chão.
Bella e os outros filhos de Dionísio transformavam o chão em um grande lago vinho, tentando fazer com que se afogassem.
Os Filhos de Afrodite usavam o charme para conter as lutas, com exceção de Piper que lutava bravamente usando uma adaga. Leo liderava os filhos de Hefesto, lançando chamas e impedindo o avançar dos filhos da deusa Quione. Annabeth, usando uma espada brilhante de bronze, usava a estratégia e golpeava grandes monstros de neve junto com o chalé de Atena. Rupert e Grover pareciam ter feito uma pequena trégua, dando coices propositais em alguns monstros de neve.
Enquanto todos lutavam bravamente pelo seu chalé, Percy surfava na onda de vinho feita pelos filhos de Dionísio tentando agarrar a mão do Deus.
– Christian! Estamos perdendo!- Gritou uma garota.
– Chega! Cansei desses semideuses podres me atrapalhando! – Gritou Christian.
O que parecia ser uma vitória garantida tornou-se algo letal. Dionísio fora sugado pelo portal giratório e os filhos de Dionísio pareceram enfraquecer.
– Está na hora de dormir, pessoal. – Lançando um tipo de bomba no campo, todos respiraram um gás nocivo e um a um dos meios-sangues começaram a cair sem forças.
Quíron e todos os outros estavam desmaiados. Eu, Kenon, Bella, resistindo para não chorar, Emi e mais dois semideuses que não conhecia, eram os únicos em pé.
EM pânico, era o único filho de Demeter ainda em pé, controlava todas as plantas em volta da mesa, afugentando os bonecos de neve. Aos poucos, todos os cipós começaram a congelar, e eu comecei a perder força. Bella parecia ter ficado mais forte ao ver o pai sugado, usando a força física , golpeou Christian no rosto, mas antes que pudesse revidar, ela se afastou.
– Ikaro! Isso é um pé de uva? – Perguntou gritando.
– Sim! – Confirmei.
– Está pensando o mesmo que eu? – Perguntou sorridente, pulando ao meu lado, me ajudou a controlar as plantas que davam uva e demos um soco em uns três bonecos de neve.
– Ai que sono! – Emi deu um bocejo alto. – Para uma boa noite de sono, levantem-se! – Os bonecos de neve adormecidos levantaram, seguindo as ordens de Emily. – Acabem com eles! – Gritou mais acordada do que nunca.
– Não vamos conseguir por muito tempo. – Uma garota de cabelos compridos castanhos e olhos castanhos, apareceu , jogando uma das mesas do refeitório em cima de um dos filhos de Quione. – Temos que fugir, ou se não, estaremos condenados!
– Concordo com ela! – Falou Kenon, jogando uma esfera brilhante em direção ao campo. – Precisamos sair daqui, o mais depressa possível.
– Eu acho uma boa! – Apoiou Emi, vendo seus bonecos zumbis serem destruídos.
– Corram! – Gritou Kenon, usando um dos cipós como distração, nós e mais um grupo que eu não conhecia corremos em direção a floresta.
– Você é um filho de Deméter! – Lembrou a garota de cabelos castanhos. – Consegue nos ocultar na floresta! Depressa!
– E os outros? – Um garoto de olhos azuis que corria ao lado de Kenon, perguntou.
– Não temos como fazer isso agora. – Ouvíamos os filhos de Quione marcharem em nossa direção.
– Ikaro, agora! – Pediu Bella.
Entramos na floresta e ultrapassamos a barreira do acampamento, estávamos totalmente expostos a monstros que queriam nos devorar. Maravilha.
– Eu ainda não sei fazer isso muito bem, Bella! Só a Miranda, sabe! – Confessei a filha de Dionísio que corria na minha frente.
– Ou isso ou morremos, sinta-se livre pra pensar! – Ironizou Bellatriz.
Logo a mata foi ficando mais densa, todos já estávamos cansados, não tinha escolha, eu precisava tentar.
– Aura da Natureza. – uma Energia verde começou a se esvair do meu corpo.
– Isso, menino das plantas! – Comemorou Bella.
Concentrei-me o melhor que podia e fiz um gesto com as mãos para trás. O que era uma trilha (feita com lanças e espadas, clara) cobriu-se de plantas e cipós, a passagem estava bloqueada.
Andamos mais um pouco, a aura verde ainda não tinha desaparecido, havia conseguido um controle sobre ela, ainda bem. Havíamos despistado os servos de Christian o que me deixou aliviado. Com a ajuda de Jéssica, a garota de cabelos castanhos, que se revelou filha de Nêmesis, a Deusa da Vingança, nós montamos um acampamento próximo a um rio.
– Bom alguém pode me explicar que porra aconteceu lá?! – Perguntou Kenon enquanto todos estavam em volta da fogueira.
– Eu explico. – Jéssica tomou a palavra, estava ansioso pra ver o que ela diria. – Mas primeiro, temos que chegar a um lugar seguro.
Bellatriz POV
Estranho. Essa é a palavra que definia os últimos cinco anos da minha vida. Não é toda garota que tem uma mãe alcoólatra e um pai que é Deus da bebedeira, realmente eu tenho uma herança forte no sangue. Quando achava que finalmente algo fazia sentido, vem o chalé 23 e começa a destruir o acampamento que eu já conseguia chamar de lar, queria saber se tudo isso era pura coincidência ou era o Olimpo tramando contra mim. Eu estava seriamente tentada em acreditar na segunda opção.
Ficamos correndo por horas, até estar longe o suficiente do acampamento. Resolvemos montar uma tenda pra descansarmos um pouco e logo sair dali. Treze semideuses sem a proteção do acampamento, juntos no mesmo lugar? O Nome encrenca estava estampado naquela ideia.
Joane Silver, filha da Deusa Héstia, conseguiu acender uma fogueira e todos nós sentamos em volta dela para nos aquecer. Fazia muito frio naquela noite. Ikaro deixava a mata cada vez mais densa, para que nem a fumaça conseguisse entregar nossa localização para as tropas geladas de Christian.
– Bom, acho que deveríamos nos apresentar, antes de qualquer coisa... – Aconselhou Jéssica, sentando em um tronco de árvore. – Bom eu sou Jéssica Devine. Chalé 16. Filha de Nêmesis, Deusa do Equilíbrio e Vingança. – Contou olhando para a pessoa ao seu lado.
– Eu sou Tiago. – O Garoto de olhos castanhos se apresentou. – Sou irmão da Jéssica e minha mãe também é Nêmesis. Olá. – Sorriu triste, Para um filho da Deusa da Vingança até que sabia ser simpático.
– Meu nome é Sharon Reinald. – A Loira de olhos verdes penetrantes, falou seu nome em seguida. – Chalé 11. Filha de Hermes, Deus dos carteiros. Eu treino para ser uma carteira do Olimpo e ajudar meu pai a entregar suas cartas.
– Eu sou Joane, filha de Héstia, e esse aqui é Kayo, filho de Morfeu. – Apresentou Joane sem muitas cerimônias.
– Eu sou Brandon Walker! Filho de Ares! – Falou animado tirando uma enorme lança de sua armadura.
– Legal, mas que tal guardar isso em? – Uma Garota puxou a lança e a jogou para dentro de uma tenda feita ao lado. – EU sou Lucy Wendill. Filha de Éolo, Deus dos Ventos e das informações. – Sorriu simpática. – É um prazer, pessoal! – Acenou.
– Eu sou Mitchell Florence. – Um Garoto realmente... lindo sentou-se ao lado de Tiago na fogueira e começou a encarar a fogueira, como se estivesse se concentrando em algo. – Chalé 10. Filho de Afrodite.
– Um Filho de Afrodite? – Jéssica perguntou e ele assentiu. – Isso é raro. – Riu e Mitchell sorriu de canto.
– Não subestime os filhos da Deusa do Amor, podemos ser mais perigosos do que imagina. – Revelou e eu confesso que senti um calafrio.
– Bom, presumo que eu seja o próximo. Mas vendo por suas características, sugiro que você seja uma filha de Dionísio. – Arregalei os olhos e ele sorriu. – Sua pose desleixada e comportamento despreocupado são características do nosso patrono. – Contou. – Sou Gustav. Gustav Green. Chalé 6. Filho de...
– Atena, Deusa da Sabedoria. – O Garoto de cabelos castanhos claros e olhos mais azuis que o céu sorriu vendo o olhar fuzilante de Gustav sobre si. Havia roubado a cena de glória dele. – Bom, agora é minha vez. E aí pessoal, tudo beleza? – Gustav bateu a mão na testa e eu não pude deixar de rir. – EU sou Derek Philips. Chalé 7. — Olhou pra mim e ele sorriu, eu senti meu rosto arder. – Filho de Apolo, Deus do Sol, do arco e flecha e da cura.
– Bom, meu irmão roubou minha cena. – Um Loiro deu de ombros, um loiro bem conhecido por mim. – Kenon Foster, irmão do Derek, também filho de Apolo. – Olhei para Lucy que olhava para o outro lado, corada.
– Aiai... – A Garota ao lado de Derek bocejou. – Essa correria me deixou com sono. Emily Houston, filha de Hipnos, Deus do sono. –E começou a cochilar.
– Não liguem pra ela... – Pedi. – A Emi é assim mesmo. – Sorri sem graça. – Como o esperto aí disse, sou filha do Dionísio. Meu nome é Bellatriz Black.
Todos olharam para o último que faltava se apresentar. Por que não estava surpreso? Ikaro estava lá, parado, parecia ter sido congelado por Christian ou algum outro filho de Quione. Ele sempre ficava assim perto de pessoas estranhas, embora Emi e Kenon fossem amigos nossos.
– É... – Tomei a palavra e todos me fitaram. – Esse aí é o Ikaro. Ikaro Uhira. Ele é meio tímido, fica sem graça na frente de pessoas estranhas. – Sorri sem graça. – Ele é do Chalé 4 e é filho da Deusa Deméter. – Contei e todos voltaram a encará-lo. Ele corou e se afastou mais da fogueira, envergonhado.
– Então Jéssica, que tal nos contar o que está acontecendo?! – Perguntou Kenon, um pouco nervoso.
– Aqui não, não é seguro. – Respondeu a filha de Nêmesis. – Vamos para o leste, por ser mais quente, os filhos de Quione terão mais dificuldade para nos seguir com a mesma velocidade.
– Também acho. – Concordou Gustav. – É uma questão de horas até nos encontrarem, aqui ainda não é seguro. Bellatriz...
– Bella. – Corrigi-o.
– Ok, Bella... – O Filho de Atena prosseguiu. – Será que conseguiria ver o que está acontecendo no acampamento?
– Consigo, mas preciso recuperar as energias. – Confessei. – Eu estou exausta, apenas vinho pode restaurar minhas forças.
– Não seja por isso. – Derek surgiu com uma taça de vinho em mãos. – Eu adoro vinho também, sempre ando com uma garrafa. – Me entregou a taça.
– Obrigada. – Agradeci, sem graça e tomei tudo em gole só.
Senti minhas forças voltando, é como a bateria de um celular recarregando após ficar um tempo no carregador. Me concentrei o máximo que pude e um gato branco apareceu na minha frente.
– Oi amiguinho! – Acariciei seu pescoço. – Faz um favor pra mim? Pode ir ver como anda o acampamento meio sangue e nos informar? – O gato ronronou e seguiu seu caminho.
– Legal. – Elogiou Lucy.
– Os Filhos de Dionísio tem uma afinidade com felinos. Conseguem conversar e interagir com eles. – Contei.
Agora ficaríamos ali. Por um bom tempo. Todos espalharam-se pela pequena clareira. Emi, Joane e Kayo, respectivamente filhos de Hipnos, Héstia e Morfeu, estavam recostados em uma árvore falando do acontecido. Mitchell, Bradon e Gustav estavam afiando as armas. Jessica estava cuidando do irmão Tiago que foi ferido em batalha. Ikaro foi sentar-se perto de Lucy Wendill, filha de Éolo, e Sharon, filha de Hermes. Vi Kanon e Derek perto de um arbusto e resolvi sentar-me com os irmãos.
–Oi... Posso ficar aqui!?
–Claro que pode Bella. -Respondeu Kanon.
–Obrigada. E obrigada, Derek, por ter me defendido do Mitchell.
–Não agradeça. -Disse sem tirar os olhos do arco que estava encerando.
–Mas eu gostaria de agradecer, ninguém nunca faz isso...
–Eu faço.-Ele levantou a cabeça e eu vi aqueles olhos azuis penetrantes.-Agora será que dá para me deixar em paz!?
–Tudo bem. -Levantei e me afastei.-Rabugento! Me salva e depois briga comigo! Rídiculo!
Vi o gato negro surgir dos arbustos e vir na minha direção. Ele se enroscou mas minhas pernas e depois sentou-se olhando pra mim com ar triste.
–O que aconteceu!?
–O gato voltou! Meus irmãos estão bem!?
–O professor Quíron!?
–Calem-se! Como esperam que eu escute o que gato tem a dizer com essa bagunça aqui!? -Todos calaram-se e me olharam feio. -Agora façam silêncio semideuses.
Abaixei-me perto dele e ele começou a descrever o que havia visto e presenciado. Sinceramente? Não gostei nada do que ouvi...
Continua...
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