* * * Mansão Kido – Atenas, Grécia * * *

Casa Principal, Quarto da Atena

Sentada de lado e nua no colo do Saga, ele distribuía beijos pelo meu braço e subia em direção ao meu pescoço. Ele disse baixinho:

(Saga) – Você disse que eu teria o momento que eu quisesse... eu ainda quero você, amor...

De olhos fechados, sentindo seus braços fortes na minha cintura e recebendo seus beijos pela minha pele, suspirei, era difícil resistir a tudo isso! Mas eu tinha que tentar:

(Atena) – Eu também te quero, Saga... mas eu fiz o que eu pude para não sair de perto de você...

Mordiscando o meu pescoço, me gerando arrepios, disse:

(Saga) – E eu adorei cada minuto que ficou comigo...

Eu tinha que ser forte.

(Atena) – Eu também, mas, amor, eu já tomei café da manhã com você aqui no meu quarto, banhamos juntinhos, fizemos amor deliciosamente...

Ele cheirava a minha pele. Falou baixinho, me provocando.

(Saga) – Hum... Fizemos?

(Atena) – Sim, fizemos... mas agora precisamos mesmo ir... hoje tem o leilão, lembra-se? Tenho muito o que organizar... você sabe que eu não resisto a você, então preciso que me ajude com isso...

Ele me olhou com seus lindos olhos azuis que eu tanto amava.

(Saga) – Só porque se comportou, eu vou deixar você ir.

Sorri. Dei um beijo nos seus lábios.

(Atena) – Fico feliz em saber que fui uma boa menina com você...

Ele sorriu e olhou o meu corpo nu.

Me levantei e fui para o meu guarda-roupa, ficando de costas para ele, abri a gaveta de baixo para pegar um conjunto de lingerie.

(Saga) – Atena... é disso que eu estou falando... você sabe muito bem que está me provocando nesse exato momento, não sabe?

Ainda inclinada virei o rosto para olhá-lo.

(Atena) – Não faço a mínima ideia do que está falando...

Vesti a minha calcinha preta devagar, fazendo-a deslizar pelas minhas pernas. Peguei o sutiã para colocá-lo, quando o senti atrás de mim e suas mãos quentes foram para os meus seios, sua boca na minha orelha esquerda, seu cheiro delicioso e eu sentia sua ereção nas minhas costas. Com sua voz potente, ouvi ele sussurrar.

(Saga) – Eu nunca sei o que você quer de mim quando faz isso... se quer apenas testar o meu nível de tesão e loucura por você ou se é um convite para que eu te coma na mesma hora...

Pelos deuses! Eu tinha que aprender a não provocá-lo! Eu era péssima nesse jogo de resistência!

(Atena) – Saga... eu adoraria passar o dia inteiro com você nesse quarto... e deixar você fazer o que quisesse comigo... mas já são dez horas, temos que ir, infelizmente...

Massageando os meus seios, pressionou o meu corpo para cima do dele. Soltei um gemido sem querer.

(Atena) – Saga...

Ele falou baixinho no meu ouvido:

(Saga) – Para não perder mais o seu horário, meu amor, não faça esse tipo de convite a mim ou vou entender que me quer dentro de você novamente e não costumo recusar aos seus convites, principalmente quando seu corpo me diz que você me quer, como agora... entendido, Atena?

Respondi, com os batimentos já acelerados! Meus seios estavam duros nas mãos dele, de fato meu corpo sempre reagia imediatamente aos seus toques!

(Atena) – Entendido, amor...

(Saga) – Ótimo!

Saga saiu de trás de mim.

Respirei fundo. Tinha que manter o foco nos afazeres do dia e não no homem de 1,88m dentro do meu quarto, desfilando com o seu corpo composto por músculos, de longos cabelos azul-violeta, que me devoravam com aqueles olhos azuis de predador.

Terminamos de nos vestir, fui para a minha cômoda e peguei meu último par de alianças. Fui em direção a saída, ele me acompanhava para sairmos do quarto, coloquei a mão na maçaneta, girei e ele colocou a mão na porta, impedindo-a de abrir. Ele falou no meu ouvido.

(Saga) – Quando vai assumir o nosso relacionamento? Não tenho tolerância para esperar muito, amor...

(Atena) – Nem eu tenho, assim que o leilão terminar vou providenciar isso, eu prometo, quero tanto quanto você assumir esse relacionamento, amor.

Ele tirou a mão da porta, me permitindo abri-la. Saí primeiro, para ver se não havia movimento no corredor, como não tinha, o Saga saiu em seguida e fomos em direção as escadas.

(Saga) – Pensei que ia chamar o Dite.

(Atena) – Vou ao encontro dele, mas antes eu vou resolver algumas coisas e além do mais tenho que tratar de algumas autorizações com a Antonela também.

Próximos a escada, ouvi o meu nome e parei.

(Julian) – Querida Saori.

Julian vinha na nossa direção.

(Atena) – Saga, pode ir na frente.

Ele parou e cruzou os braços.

(Saga) – Está tudo bem, Atena, posso te esperar, sem problemas!

Ceeerto!

Julian ficou na minha frente, estava elegante e lindo como sempre! Ele olhou para o Saga e o cumprimentou amigavelmente.

(Julian) – Bom dia, senhor Saga!

Atitude bem contrária à do Saga que só acenou com a cabeça. Julian voltou a sua atenção para mim, pegou a minha mão e beijou o dorso.

(Julian) – Está encantadora nesta manhã, Saori!

(Atena) – Obrigada.

(Julian) – Não a vi no café da manhã.

(Atena) – Hãm, eu quis apenas ficar um pouco mais no meu quarto e resolvi tomar o meu café da manhã nos meus aposentos. E você, como está? Sente-se melhor?

Ele sorriu e pegou as minhas mãos.

(Julian) – Graças a essas mãos maravilhosas, confesso que estou ótimo! Mais uma vez, obrigado, Saori!

Sorri sem jeito, mesmo sem ver, podia sentir os olhos do Saga em cima de nós dois!

(Atena) – Fico feliz em ter ajudado!

(Julian) – Eu estava mesmo a procurando, temos que finalizar a criação da Fundação Kido, essa semana ela existirá de fato! E preciso de você para concluir isso.

Uau!

(Atena) – Que noticia maravilhosa! Não sabia que era tão rápido para abrir uma fundação!

Ele sorriu para mim.

(Julian) – Na verdade não é, mas por você consegui fazer ser.

(Atena) – Obrigada, sei que está fazendo o impossível para tudo dar certo!

Ele pegou a minha mão e a beijou. Me olhou com os olhos azul-claros e sem tirá-los de mim, me falou:

(Julian) – Eu disse que realizaria os seus sonhos, Saori, não costumo falhar nas minhas promessas.

(Atena) – Nem sei como agradecer pela sua dedicação, Julian, obrigada!

Ele manteve o sorriso de satisfação no rosto.

(Saga) – Atena, você estava com pressa, lembra-se?

(Atena) – Sim, é verdade, eu tenho que resolver uma coisa antes, talvez eu demore um pouco...

(Julian) – Não se preocupe com isso, a esperarei no escritório o tempo que for necessário. Enquanto isso estarei conversando com o dr. Harris, quero entender cada passo que daremos juntos nessa próxima etapa. Então, se me derem licença.

Julian desceu as escadas.

Me virei para olhar para o Saga, que permanecia de braços cruzados e estava chateadíssimo!

(Saga) – Quando é mesmo que você vai expulsá-lo daqui?

Sorri.

(Atena) – Não posso expulsá-lo, Saga!

(Saga) – Então nesse caso, ele não vai embora por conta própria!

(Atena) – Amor... quando resolvermos toda essa questão da Fundação, acredito que ele retorne para o seu trabalho, ele não pode ficar tanto tempo longe das empresas Solo...

Me aproximei do meu cavaleiro seríssimo e coloquei meus braços no seu pescoço e olhei nos seus olhos azuis.

(Atena) – ... então não quero que fique assim...

Ele me abraçou pela cintura.

(Saga) – Ele não se dá nem o trabalho de disfarçar que a quer...

Sorri.

(Atena) – Mas eu não o quero... eu quero você, amor...

Ele me puxou mais para o seu corpo forte.

(Saga) – Esse idiota vai estar presente quando você assumir nosso relacionamento?

(Atena) – Sim, a não ser que você não queira ele lá...

(Saga) – Esse imbecil tem que ser o primeiro a saber!

(Atena) – Tudo bem, você é quem manda, amor!

Ele sorriu malicioso para mim.

(Saga) – Repete isso.

Sorri.

(Atena) – Você é quem manda, amor.

(Saga) – Adorei ouvi isso.

(Atena) – Você tinha alguma dúvida disso?

Ele me apertou mais.

(Saga) – Não, mas pensei que você talvez tivesse alguma dúvida quanto a isso.

Sorri e dei um selinho nos seus lábios.

(Atena) – Jamais, meu macho alfa...

Ele abriu um sorriso.

(Saga) – Do que me chamou?

Sorri.

(Atena) – Na verdade, quem te chama assim é o Dite, e eu concordo plenamente com ele.

Ele repetiu, balançando a cabeça.

(Saga) – Alfa... gostei disso... vou lembrar de agradecer o Dite pela sugestão.

Bati no peitoral dele.

(Atena) – Não é para você perturbar o Dite!

Com uma cara fingida de inocência me disse.

(Saga) – Eu nunca perturbo ele, na verdade ele me adora! Não percebeu isso?

(Atena) – Vocês dois que se entendam, é um caso perdido para mim! Vou procurar o Shaka, depois vou para o escritório e depois vou ser toda do Dite para nos arrumarmos para o leilão! Agenda cheia, viu?

Ele beijou os meus lábios.

(Saga) – Eu sei que sim... Te amo.

(Atena) – Eu também te amo!

Dei um selinho nos seus lábios, sussurrei.

(Atena) – Te vejo mais tarde, amor...

Eu encostei na parede e fiquei observando-o descer as escadas, depois de uns minutos eu tinha que voltar para a realidade.

“(Atena) – Shaka?”

“(Shaka) – Sim, Atena?”

“(Atena) – Eu gostaria de falar com você, se possível.”

“(Shaka) – É claro, estou à disposição, quer que eu vá ao seu encontro?”

“(Atena) – Depende, onde está?”

“(Shaka) – No meu quarto.”

“(Atena) – Vou ao seu encontro, se não se importar.”

“(Shaka) – Sabe que não precisa me pedir autorização para me ver...”

Fui em direção ao quarto do Shaka, era logo após o quarto do Kanon. Eu levei a mão para a maçaneta, quando a porta se abriu, senti na hora o cheiro delicioso de flores de cerejeira e sândalo, e vi o meu lindo cavaleiro vestido de blusa e calça branca, com seus longos cabelos loiros, os olhos azuis me olhando, e um sorriso encantador nos lábios, ele era nada menos do que lindo! Respirei fundo, acho que não importa quantas vezes eu fizesse isso, mas pedir alguém para fazer parte da sua vida para sempre, dava um frio na barriga!

(Atena) – Oi...

(Shaka) – Oi, por favor, entre.

Bom, era meu último pedido de casamento, mas não menos importante, Shaka carregava não só o meu amor recém descoberto, mas tudo o que eu entendo de amizade, lealdade, proteção e confiança! Ele era e sempre foi o meu porto seguro!

* * *

Notas finais
Continua...