*** Mansão Kido — Atenas, Grécia***
Casa Principal, Quarto do Shaka
Tendo o privilégio de vê-lo deitado na grama e eu por cima dele, eu deixava beijinhos pelo seu pescoço subindo até a sua boca. Shaka me abraçava pela cintura. Ele, com um sorriso no rosto, repetia baixinho:
(Shaka) – Que eu não acorde, que eu não acorde...
Sorri. Mordisquei a sua orelha.
(Atena) – Estou aqui, meu noivo...
(Shaka) – Noivo...
Olhei nos seus lindos olhos azuis como o mar e dei um selinho nos seus lábios macios.
(Atena) – Não pode mais voltar atrás! Agora você é meu!
Ele sorriu.
(Shaka) – Todo seu!
Ele passou a mão nos meus cabelos, os tirando do meu rosto.
(Shaka) – O problema de se criar ilusões é que fica difícil acreditar em uma realidade melhor do que você já sonhou ou criou...
Beijei a sua mão que estava no meu rosto.
(Atena) – Também estou vivendo um sonho, Shaka...
Com um sorriso no rosto, me disse:
(Shaka) – Quero te levar em um lugar especial, Vida.
Saí de cima dele. Ele se levantou e me ofereceu a sua mão para que eu a pegasse e, com a ajuda dele, me levantei da grama.
Shaka ficou atrás de mim, suas mãos estavam na minha cintura, deu um beijou no meu ombro e apontou para a ponte à nossa frente.
(Shaka) – Vamos andar um pouco até ali.
(Atena) – Se eu for abraçadinha com você, tudo bem.
Ganhei um beijo no rosto.
(Shaka) – Perfeito!
Andando abraçadinha a ele, levantei um pouco a sua blusa branca e deslizei as minhas mãos, aproveitando o calor da sua pele e o seu cheiro maravilhoso. Ele olhou para mim e sorriu, me beijando na testa. Fomos em direção à enorme ponte que ligava as duas partes da cidade por cima do rio. Subimos até chegar à ponte, apreciando a linda vista do rio Sena e do parque onde há pouco estávamos. Ainda abraçada a ele, eu disse:
(Atena) – Que visão linda!
(Shaka) – Realmente esse lugar é muito bonito!
Olhei nos olhos dele e disse:
(Atena) — Me referia a você, nessa paisagem!
Ele abriu um sorriso lindo e beijou o meu rosto.
(Shaka) — Vida...
Olhei para a grade preta e estava cheia de cadeados presos a ela.
(Atena) – O que são esses cadeados presos à grade?
Cadeados de vários tamanhos e cores, neles tinham iniciais, corações, fitas.
(Shaka) – Os casais apaixonados, ao visitarem este local, geralmente colocam esses cadeados para simbolizar o amor um do outro, que ficaram presos aqui, assim como um estará preso ao outro devido ao amor que sentem.
Olhei encantada tantos casais apaixonados que passaram por ali.
(Atena) – Que lindo!
Ele abriu a mão esquerda e nela surgiu um lindo cadeado dourado com as nossas iniciais gravadas nele. Olhei para ele, e ele com o sorriso lindo no rosto, me disse:
(Shaka) – Esse é o cadeado do nosso amor, ele simbolizará o nosso relacionamento, a nossa união e o amor que sentimos um pelo outro.
(Atena) – Isso é incrível, Shaka!
Peguei o cadeado que ele me oferecia. Era pesado e estava com a chave nele.
(Shaka) – Pode abri-lo.
Girei a chave e o cadeado abriu. Ele estendeu a mão e eu entreguei a chave para ele.
(Shaka) – O prenderemos aqui, nessa grade, junto aos demais cadeados.
Olhei para a grade de ferro, pintada de preto, procurando um local.
(Atena) – Posso prendê-lo em qualquer lugar?
(Shaka) – Onde quiser, meu amor.
Estava empolgada, assim como uma criança com um brinquedo novo nas mãos! Fiquei na ponta dos pés e o prendi na parte mais alta da grade que eu consegui alcançar, queria que estivesse bem visível!
(Atena) – Quero que ele fique aqui!
Ele voltou a ficar atrás de mim e me deu um beijo carinhoso no rosto.
(Shaka) – Para mim ficou ótimo!
Ele abriu a mão, me mostrando a chave dourada.
(Shaka) – Ao jogarmos esta chave fora, no rio, esse cadeado não voltará mais a ser aberto.
Ele deslizou o seu nariz pela lateral do meu pescoço.
(Shaka) – E o nosso amor sempre estará preso a nós dois e jamais nos desprenderemos um do outro.
De olhos fechados, curtindo o carinho que recebia, eu disse:
(Atena) – É exatamente isso que eu quero, que nada jamais nos separe...
Ele sorriu na minha pele.
(Shaka) – Então desejamos a mesma coisa!
Ele fechou a mão com a chave e esperou eu colocar a minha em cima da dele e, em um movimento sincronizado, juntos a arremessamos longe, fazendo-a cair em um ponto no meio do rio Sena. Senti seus braços na minha cintura e sua voz sussurrando no meu ouvido:
(Shaka) – Agora você é minha para sempre...
(Atena) – E você meu para sempre...
Sorri e me virei nos seus braços, ficando de frente para ele. Na ponta dos pés, coloquei minhas mãos no seu pescoço. Olhei para o lindo homem na minha frente, o MEU homem! Fixando o meu olhar nos seus olhos azuis, falei:
(Atena) – É tudo o que eu quero, Shaka, você para sempre na minha vida!
Com o sorriso lindo, me respondeu, deslizando o seu nariz no meu:
(Shaka) – Você sempre me teve, apenas não havia percebido isso!
O puxei para beijar seus lábios macios e pude sentir seu doce sabor na minha boca.
Ouvimos o barulho do abrir de uma porta e, ao olharmos para a direção do som, nos deparamos com o Dite parado na entrada do quarto, Shaka imediatamente desfez sua ilusão. O pisciano nos olhou e arrumou a roupa e os cabelos.
(Afrodite) – Me perdoem, não queria interrompê-los, mas eu já estava desesperado! Sabem que horas são?
(Atena) – Me desculpe, Dite, me perdi completamente nos braços do Shaka.
Shaka me deu beijo na testa.
(Afrodite) – É, eu percebi.
Olhei ao redor e novamente estávamos em pé perto da cama do seu quarto. O Cavaleiro de Peixes jogou os cabelos azul-celeste para trás e cruzou os braços.
(Afrodite) – Não gosto de ser o estraga-prazeres, mas como o almoço já está sendo servido e vocês dois foram os únicos a não descerem, vim chamá-los.
Uau! Como as horas voam quando estamos fazendo algo extremamente prazeroso!
(Afrodite) – Lembre-se, mocinha, que ainda não resolvemos o que irá vestir para hoje à noite!
(Atena) – Depois do almoço serei toda sua, Dite!
Afrodite levantou uma sobrancelha em total descrédito!
(Afrodite) – É bom mesmo ou não vou me responsabilizar por qualquer coisa que saia menos que perfeito! Voltarei para o almoço, não demorem, por favor!
(Shaka) – Estamos indo agora mesmo, Afrodite.
(Afrodite) – Ótimo! Com licença.
Dite saiu fechando a porta do quarto.
Olhei para o loiro mais lindo que já conheci, peguei a mão com a aliança e dei um beijo nela.
(Atena) – É melhor irmos...
Respirei fundo.
(Atena) – Infelizmente não poderá usar a sua aliança agora, quero oficializar para todos antes disso...
(Shaka) – Como achar melhor...
Suspirei de tristeza.
(Atena) – Se não tivesse esse leilão hoje à noite, juro que seria esta noite! E poderia usar essa aliança para sempre...
Ele sorriu e, percebendo a minha cara de chateada, falou sorrindo enquanto deslizava a sua mão pelo meu rosto:
(Shaka) – O importante é que você sabe e que eu sei!
Balancei a cabeça em negativa.
(Atena) – Não, isso não é o suficiente! Faz ideia de como vou ficar? Sabendo que terá outra nos seus braços, sentindo o seu calor e o seu cheiro delicioso?
Ele sorriu, mostrando os lindos dentes brancos.
(Shaka) – Mas eu sou todo seu!
(Atena) – O problema é que ELA não vai saber disso!
Ele, ainda com o sorriso nos lábios disse baixinho.
(Shaka) – Estou adorando seu olhar de ciúmes...
Ele me segurou no rosto e me deu um beijo delicioso, deslizou sua língua devagar pela minha, me fazendo soltar um gemido de satisfação. E continuou assim, me torturando com um beijo lento e gostoso! Depois de deixar a nós dois sem fôlego, ele separou seus lábios dos meus. Só suspirei.
(Atena) – Shaka...
Ele me deu um selinho.
(Shaka) – Mas eu quero te ver assim, calma, confiante...
Respirei fundo.
(Atena) – Isso não é nada fácil!
Com um sorriso calmo, disse:
(Shaka) – Vai ver que não terá com o que se preocupar nesse leilão, é uma noite apenas!
Coloquei a minha cabeça no seu peitoral e o abracei.
(Atena) – Espero que tenha razão...
Ele me apertou mais nos seus braços.
(Shaka) – Adoraria ficar o dia todo aqui com você, mas o Dite nos mataria!
Sorri.
(Atena) – Isso é verdade!
Ganhei um beijo na testa. Shaka se afastou e guardou a sua aliança, definitivamente eu odiava ver essa cena! Olhei para a minha mão direita, retirei a minha aliança e guardei à contragosto.
Shaka me puxou para os seus braços novamente e saímos do seu quarto. Abraçados, descemos as escadas.
Casa Principal, Sala de Jantar
Descemos as escadas e nos aproximamos da mesa. Shaka foi se sentar no seu lugar de costume e sorri para ele. Meus cavaleiros se levantaram, fui para o meu lugar e me sentei.
(Atena) – Me desculpem pela demora, fui resolver umas coisas e me perdi completamente do horário.
Percebi que todos estavam agitados, conversando ao mesmo tempo e não dava para entender nada! Conforme eu servia o meu prato, perguntei em voz alta:
(Atena) – Está tudo bem?
(Máscara da Morte) – Tudo bem, minha deusa! Estamos apenas conferindo o número de pessoas que confirmaram a presença no evento, são muitas e de vários lugares! A Antonela foi buscar nossas roupas, estão prontinhas! Vamos arrasar nesse leilão!
Respirei fundo.
(Atena) – Que bom! Espero que se divirtam mesmo nesse leilão.
Porque eu, com certeza, não me divertirei! Para falar a verdade, estava com um péssimo pressentimento em relação a esse evento! Mas eu não sofreria por antecipação ou, pelo menos, tentaria não sofrer.
Terminamos o almoço e fui a primeira a me levantar. Meus cavaleiros se levantaram.
(Atena) – Podem ficar à vontade!
Olhei para o Dite.
(Atena) – Dite, me acompanha?
Ele passou o guardanapo na boca, afastou a cadeira e se levantou.
(Afrodite) – Vamos.
Ele se aproximou de mim e subimos as escadas juntos.
(Afrodite) – Não me invente de falar com nenhum dos seus maridos até a hora do leilão!
Sorri.
(Atena) – Prometo ser toda sua, Dite!
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