O Cálice do Desejo e o Retorno do Passado - 5ª Tem
24 A Antagonista
* * * Centro – Atenas, Grécia * * *
Hotel Primórdio – Térreo — Palco/Bastidores
A Apresentadora olhando para o telão onde aparecia a imagem do Cavaleiro de Capricórnio, disse:
(Apresentadora) — Nossa! Ele faz muito o meu tipo!!! Vamos deixar de enrolação e vamos conhecer logo nosso próximo cavaleiro: Cavaleiro de Capricórniooo!!!!
Shura apareceu no palco com toda a sua elegância e seriedade, recebido com muitos assobios e gritinhos da plateia. Ele se aproximou da apresentadora.
(Apresentadora) — Você é bem lindo! Qual é o seu nome?
Ele, um pouco sem jeito, disse no microfone.
(Shura) — Agradeço ao elogio, me chamo Shura.
(Apresentadora) — Uau! Gostei muito de você, Shura... o que só me faz me arrepender de estar do lado errado do palco... enfim...
Ela voltou a sua atenção para a plateia. Ficando ao lado dele, bem perto, disse:
(Apresentadora) — Quero ouvir os lances de vocês e quero que sejam bem altos, hein!!! Começaremos com 32 mil!!! Ouvi 33??
*
Eu não conseguia prestar atenção a mais nada que a apresentadora falava, por mais que eu estivesse entendendo o que ela dizia, minha mente não estava ali.
Sentados um do lado do outro, ele me olhava, acho que ele estava lendo os meus pensamentos ou eu mesma estava dividindo sem querer, nem eu mesma sabia o que eu estava mais fazendo. Ele colocou a sua mão no meu joelho.
(Afrodite) — Querida, achar formas de ir embora daqui não vai resolver o problema, até porque não poderemos ir.
Bufei com a constatação da realidade.
(Atena) — É, eu sei...
(Afrodite) — Mas o que devemos pensar é exatamente em cumprir o que viemos fazer e assim estarmos livres para retomar a nossa vida à normalidade.
Olhei para os olhos azul-celeste dele.
(Atena) — Isso é exatamente o que desejo, Dite! Só quero que as coisas voltem ao normal! Isso é desejar muito???
Dite olhou para seu dedo anelar da mão esquerda, era onde neste momento deveria estar a sua aliança de casamento.
(Afrodite) — Não, não é...
Voltamos à atenção para a tela quando a apresentadora chamava a vencedora para subir ao palco. Shura puxou um sorriso ao reconhecer quem subia.
Pierre, com um sorriso, seguiu na direção do cavaleiro, muito empolgado estava abanando o rosto, se aproximou do Shura e colocando as duas mãos no rosto do Cavaleiro de Capricórnio, deu um selinho na boca dele. Fazendo a plateia ficar polvorosa!
*
Olhei para o Dite e ambos estávamos surpresos e sorríamos.
(Afrodite) — Bom, pelo menos, este leilão está realizando sonhos também! Porque ele, com certeza, não vai esquecer desta noite, nunca na vida!
(Atena) — Ao menos uma boa notícia.
E foi mesmo, por alguns instantes consegui esquecer meus maridos. Tinha que me lembrar de agradecer ao Pierre por isso.
*
A apresentadora se aproximou.
(Apresentadora) — Que delícia de recepção!! Qual é o seu nome?
Pierre ainda sem tirar os olhos do Shura respondeu a apresentadora.
(Pierre) — Acho que nem sei mais!!! Acredito que seja Pierre.
(Apresentadora) — Então, Pierre, conte-nos como se sente arrematando esse homem maravilhosooo! Porque vou te confessar que estou com um pouquinho de inveja!
Ele, então se aproximou de Shura e agarrou o braço direito musculoso do cavaleiro e olhando para ela disse
(Pierre) — “Extasiado” é a palavra, amore! Ai, desculpa, meninas, mas eu já vim determinado a levar este homem ma-ra–vi-gold para mim! Vocês não teriam a menor chance!
Pierre olhou para o Shura, que puxou um sorriso para ele.
(Shura) — Ah, Pierre... Você não existe!
(Pierre) — Eu garanto que eu existo, já você, um lindo com tudo isso, já não sei... Por Zeus, acredito que estou sonhando acordado!!!
(Apresentadora) — Bom, não vou mais segurá-los, podem seguir para a noite inesquecível de vocês!
Pierre segurou o microfone e disse:
(Pierre) — Boa sorte na próxima meninas.
Mandou um beijo para a plateia enquanto saiam do palco.
Hotel Primórdio – Cobertura – Restaurante
Eles comiam a sobremesa e ela não parava de olhar para o cavaleiro à sua frente que ela havia arrematado. Ele levantou o olhar e os olhos azul-escuros dele se encontraram com os olhos dela.
(Máscara da Morte) — Está gostando da sobremesa, Ly?
(Emilly) — Arãm, está deliciosa...
Ele sorriu.
(Máscara da Morte) — Você é a segunda “ Ly” que conheço. Isso deve ter algum significado... mas não faço ideia do que seria...
Ela sorriu.
(Emilly) — Então, sou a segunda Emilly que conhece?
Ele balançou a cabeça em negativa.
(Máscara da Morte) — Não, ela se chamava Nesly, mas eu a chamava de “Ly”.
Ela arrumou a rosa branca no cabelo que havia ganhado do Mask.
(Emilly) — E se o seu destino for se casar com uma “Ly”? Já pensou nisso?
Mask sorriu.
(Máscara da Morte) — Acredito que eu precisava mesmo da “Ly”, de alguma forma, ela me ajudou com que eu me casasse com o grande amor da minha vida. Mas eu era invisível para o Dite, e depois dela ele me enxergou, entende?
Ela fez um bico de tristeza e falou com a voz melosa.
(Emilly) — Então você é casado...
Mask olhou para ela.
(Máscara da Morte) — O que houve, Ly?
Ela olhou para sobremesa.
(Emilly) — Nada... é que minhas chances acabaram de ir para zero por cento com você, mas foi ingenuidade minha achar que você estaria solteiro...
Ela sorriu e eles voltaram a comer a sobremesa.
(Emilly) — É impressão minha ou você está usando um colar?
Mask sorrindo começou a desabotoar os primeiros botões da camisa social branca para mostrá-lo.
(Máscara da Morte) — Estou sim, eu sempre estou com ele!
A ruiva ficou parada olhando a visão do peitoral definido dele.
(Emilly) — Acho que eu preciso ver de mais perto.
Ela então se levantou da cadeira e se inclinou na mesa, esticando a mão para segurar no colar dele. Ao pegar no colar ela observou o pingente e respondeu.
(Emilly) — É lindo...
(Máscara da Morte) — Obrigado, Ly.
Ela olhou para o Mask e o puxou pelo colar, deixando o seu rosto perto do dele.
(Emilly) — ...Mas o dono é muito mais...
Mask sorriu.
(Máscara da Morte) — Acha mesmo?
(Emilly) — Sim, eu acho... lembra que me prometeu que eu iria poder tocar no seu tanquinho? Ainda vou poder?
Ele sorriu.
(Máscara da Morte) — Pode sim, mas vou ter que terminar de abrir a camisa.
Ela soltou o colar dele, voltou a se sentar na cadeira e ficou esperando que ele terminasse de desabotoar o restante dos botões. Enquanto ele terminava, ela pegou a taça de vinho e tomou um gole.
(Emilly) — Uau, Mask!!!
(Máscara da Morte) — Prontinho.
Ela se levantou da sua cadeira e foi para a cadeira ao lado dele. Eles se ajeitaram nas cadeiras para ficarem um de frente para o outro. Ela o olhou por completo e uma mão em cima do seu peitoral, e a deslizou sentindo o calor da pele dele em seus dedos. Desceu sentindo o tanquinho da barriga definida. Ela respirou fundo.
(Emilly) — Por Zeus... você é magnífico, Mask!
Com um sorriso de orgulho.
(Máscara da Morte) — Obrigado, quero entregar o meu melhor para o meu marido, quero ser o homem mais gostoso que ele já conheceu!
(Emilly) — Tenho certeza de que você é! Você está além da perfeição, Mask!
(Máscara da Morte) — Obrigada, Ly!
Hotel Primórdio – Cobertura – Salão
Antonela dançando com a cabeça encostada no ombro do Saga, virou o rosto fazendo o seu nariz tocar no pescoço dele, ela inalou o perfume da pele dele e sussurrou:
(Antonela) — Que cheiro delicioso você tem... deve ser maravilhoso ficar com o seu perfume na pele... me contento com a sua camisa para me lembrar do seu cheiro, seria possível?
Saga puxou um sorriso ao ouvir isso.
(Saga) — Posso providenciar isso.
Ela sussurrou perto do ouvido dele:
(Antonela) — Obrigada, agora a minha noite está quase perfeita...
Saga puxou um sorriso e a respondeu encostando os lábios no ouvido dela.
(Saga) — Acredito que você quer que eu pergunte o que está faltando para a sua noite ficar perfeita.
Ela se afastou o suficiente para o olhar nos olhos azuis dele e sorriu.
(Antonela) — É, quero sim...
Ela parou de falar e ficou admirando-o.
(Antonela) — Eu digo para mim mesma para não te olhar assim, de pertinho, olhando os detalhes do seu rosto: seus olhos, nariz, boca... mas é mais forte do que eu, não consigo resistir... Te acho lindo demais, Saga...
(Saga) — Obrigado, você também é...
Ela puxou um sorriso.
(Antonela) — Sou o quê?
Ele puxou um sorriso.
(Saga) — Você é linda.
Ela sorriu.
(Antonela) — Se você diz, então vou acreditar.
Ele puxou um sorriso.
(Saga) — Mas isso não é novidade para você, sabe disso.
Ela deslizou a sua mão que estava no ombro dele e subiu para o pescoço dele e ficou fazendo um carinho.
(Antonela) — Ouvir isso de um homem incrivelmente belo e interessante é a primeira vez.
Ele com um sorriso desviou o olhar do dela e olhou para o elevador que sinalizou que havia chegado no andar. As portas se abriram, mostrando a chegada do Shura e Pierre. Saga demostrou frustração. Antonela viu a mudança de expressão no rosto dele.
(Antonela) — Bom, tente ver o lado bom das coisas.
Saga voltou a sua atenção para ela e sem entender perguntou:
(Saga) — O que você disse?
Ela olhou nos olhos dele e falou com calma.
(Antonela) — Está esperando por ela, não é? Então, veja o lado bom, ela não estará com você esta noite, mas também não estará com os outros.
Saga respirou fundo.
(Antonela) — Na verdade é bom para vocês, assim ela não teve que escolher com qual de vocês dividiria à noite.
Saga estava pensativo e sério.
(Antonela) — Mas deixa eu te confessar uma coisa.
Ela ficou na ponta dos pés.
(Antonela) — Se eu estivesse no lugar dela, ainda que eu tivesse que escolher dentre todos esses homens lindos que a cercam, eu não pensaria duas vezes em te escolher, Saga.
Ela deslizou a mão pelo rosto dele.
(Antonela) — Me desculpe se eu não consigo entender como ela consegue fazer isso com você. Você é o suficiente para qualquer mulher!
Ele desviou o olhar do dela.
(Antonela) — Olha para mim, por favor...
Saga voltou a olhá-la
(Antonela) — Sei que você a ama e por isso me magoa te ver assim sofrendo por amor. Eu te amo, Saga!
Saga respirou fundo.
(Saga) — Antonela, por favor...
(Antonela) — Eu não preciso esconder isso, Saga! Eu só queria que você enxergasse o quão maravilhoso você é! Porque se você enxergasse o que eu estou vendo na minha frente, o homem incrível e encantador que você é, você não estaria assim, você não se sentiria assim, ou melhor, você não se permitiria estar em uma relação dessas, passando por isso! Não sei o que você pensa de si mesmo, Saga, mas sei que está muito longe da realidade...
Saga passou a mão nos cabelos, em sinal de nervosismo.
(Saga) — Por que estamos falando sobre isso??
(Antonela) — Porque está deixando que ela estrague a sua noite!!! E consequentemente a minha também!!!
Saga ficou sério.
Antonela respirou fundo.
(Antonela) — Saga, eu te amo, e acostume-se a ouvir isso!! Infelizmente eu não tenho o privilegio que ela tem de tê-lo todos os dias e todas as noites, ainda que, por mais absurdo que pareça, ela não usufrua deste benefício!
Ela segurou o rosto dele com as duas mãos.
(Antonela) — Quanto a mim, eu só tenho esta noite com você! A minha noite! O meu sonho! Lembra?
Ele acenou que sim com a cabeça.
Ela sorriu.
(Antonela) — Sabe o que falta para a minha noite ficar perfeita?
Ela aproximou o seu rosto do dele.
(Antonela) — Um beijo seu...
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