Cássio tinha uma verdadeira adoração por Dona Margarete, uma paciente recorrente no hospital. Então, no dia que ela faleceu, foi como um baque para ele.

Durante o expediente sentia-se amortecido, sem reação, mas, quando chegou em casa, desabou.

Sentou-se no corredor e chorou por horas. Seu trabalho não foi suficiente para salvá-la.

Adriana aproximou-se lentamente. Não perguntou o que acontecia, apenas colocou um curativo no braço dele, ainda que não tivesse nenhum ferimento visível.

E o abraçou em conforto.

Naquele momento, uma chispa de empatia o aqueceu e o fez sorrir.

Adriana também entendia como aquele trabalho poderia ser doloroso.