O Crime de Lorde Arthur Kirkland
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Agradecimentos a Toynako, sem ela essa fanfic nunca iria para frente.
A música citada na fanfic é Child's Play da banda Gothika.
A música citada na fanfic é Child's Play da banda Gothika.
Era uma tarde chuvosa de sábado, os cães tinham sido presos, deixando o jardim em completo silêncio, exceto pelo som das gotículas de chuva que caiam sobre a grama. O clima frio era agradável, dando um misto de tédio e preguiça em todos os ocupantes da mansão.
Quando Mary Sue trouxe o chá da tarde, lorde Arthur voltou-se para ela de forma vagarosa, fazendo seus olhos abandonarem a janela e sua atenção ser da moça. Junto com a bandeja do chá, trouxe uma carta com o lacre esculpido em forma de estrela.- Uhm.. — um gemido de interesse escapou de seus lábios, cortando o doce silêncio.Seus dedos percorreram a superfície do papel e, com cuidado, romperam o lacre do envelope. Retirando assim a carta e contemplando-a por alguns segundos a desastrosa caligrafia, antes de, por fim, lê-la."Caro Arthur,Venho recordá-lo que essa noite estarei dando uma recepção em minha casa. Normalmente não tenho o hábito de insistir em meus convites — até porque, se me lembro bem, você já o aceitou -, mas não me surpreenderia caso você esquecesse do mesmo.Sei que você está velho e adora dizer que tem compromissos — compromissos estranhos, devo comentar, pois nunca é visto saindo de casa -, contudo, saiba que estamos o esperando. Será divertido, contratei algumas atrações para entreter os convidados, tem até um quiromante."Arthur parou de ler a carta nesse momento. Era previsível o que se seguiria — um turbilhão de ofensas e insinuações sobre sua aparência, simpatia e idade -, e não valia em nada perder tempo lendo-as. E pensar que tinha concordado em ir a uma festa de um novo rico grosseiro como aquele. Só não desistia do convite porque Alfred — responsável por enviá-lo — era seu parente e por saber o quão criticado seria caso faltasse.Amassou o papel e jogou-o na mesa, servindo-se de chá e apreciando o delicado sabor do Earl Grey. Depois de dois goles, relaxou em sua poltrona, olhando mais uma vez, através da janela, para o seu jardim. Tentou imaginar, por um breve momento, como a festa seria.- Quiromante..? — balbuciou, curioso.Não imaginava que Alfred tivesse esses interesses, pena que ele não tinha recebido a orientação correta. Para todos com o conhecimento mínimo sobre o assunto, era óbvio que quiromantes não passavam de charlatões. Tsc.. Ler o destino através da mão? E os aleijados que nasciam sem mãos? Ou as decisões inesperadas que tomamos? Destino não existia, e não precisava ser um especialista para saber disso.--- --- ---A recepção ocorria com esplendor, nem mesmo a falta de modos de Alfred conseguia deixá-la desagradável. Estavam presentes importantes figuras, como o coronel Gilbert que trouxe seu irmãozinho, Ludwig, também. O pianista austriaco, Roderich, também marcou presença e, atendendo a pedidos, tocou algumas músicas no decorrer da festa.Não foram poupados gastos com comida e entretenimento. Após o jantar, todos foram para o salão principal e tiveram acesso a todos os tipos de jogos. Quando o relógio badalou dez da noite, Alfred foi até o grupo mais ilustre da festa — composto de Arthur, Roderich Edelstein, Gilbert Beilschmidt, Francis Bonnefoy, Antonio Fernandez Carriedo e seus acompanhantes -, pedindo sua atenção.- Vamos começar uma atração muito divertida. Alguém gostaria de participar? — perguntou, sorrindo de forma simpática para todos.- Eu quero! — pronunciou-se Antonio. Todos olharam para ele e riram, a empolgação que ele demonstrava era quase exagerada.Alfred sequer esperou Francis se candidatar também — que já estava preste a levantar-se de sua poltrona para segui-lo -, puxando as pressas Antonio para um dos cantos do salão. Uma cortina — que interligava o salão a uma sala intima — foi aberta e duas confortáveis poltronas, com uma mesa entre elas, já estavam prontas.O grupo, curioso em ver o que ocorreria, decidiu segui-los, surpresos com toda a preparação. Em uma das cadeiras já estava sentado o responsável pela atração, enquanto na outra sentou-se Antonio, admirado. O moreno não escondia seu sorriso ao notar o quão diferente e complexo parecia o jogo que se iniciaria.- Esse é Yao Wang, ele veio da China com seu irmão mais novo, Kiku. — apresentou Alfred, animando-se ao ver os demais se aproximarem.Yao estava em pé, ao lado da poltrona, enquanto Kiku sentava-se na mesma. A beleza deles era rara e única. Todos olharam para Yao, admirando suas feições femininas e traços asiáticos. Como complemento, também utilizavam as majestosas vestes do outro lado do mundo, repletas de bordados e cor.Risadas escaparam dos lábios das damas, cochichando entre si diversos comentários. Ver orientais era uma ocasião rara, mais raro ainda era vê-los com roupas tradicionais e maquiagem — que consistia em pancake branco para a face, blushie rosado para as bochechas e contorno negro nos olhos. Caso eles não se movessem e respirassem, seria difícil imaginá-los como pessoas de verdade.Enquanto Yao mantinha uma pose séria — apesar da mesma não combinar muito com sua face feminina -, Kiku mantinha o olhar em Antonio, sem demonstrar qualquer expressão facial. Antonio correspondia tal olhar, sorrindo com gentileza e esperando instruções para começarem.
Yao, junto de Alfred, explicaram o que se ocorreria. Kiku era um quiromante e poderia ler a mão de Antonio, revelando assim o passado e o futuro do mesmo. Seguindo a risca o que foi pedido, o espanhol ofereceu a mão direita para o profissional, deixando-a sobre a mesa. O pequeno asiático que até então não se manifestou, esticou cuidadosamente as próprias mãos até aquelas lhe estendidas, puxando-a para perto e analisando-a com cuidado.Enquanto todos mantinham os olhos na mão de Antonio, querendo tentar adivinhar o que o quiromante via, os olhos de Arthur não davam atenção a nada, exceto ao próprio Kiku. Não conseguia associar o que estava vendo a realidade. Como o charlatão poderia ter aquele aspecto tão delicado e frágil?Lábios pequenos e rosados, levemente entreabertos desde que tinha começado a analisar a mão do outro. Olhos de vidro — ou ao menos, cintilantes como um -, movimentando-se com curiosidade de um lado para o outro, como se estivessem se divertindo ao ver os traços da palma da mão. Pele clara e movimentos delicados.Era uma boneca.- Você.. — a voz do menino começou, soando suave e chamando a atenção de todos. — Tem grandes problemas com os negócios. Ganha e perde dinheiro com muita facilidade. — relatou, fazendo todos ficarem admirados.- Está corretíssimo! — disse Antonio, ficando com a face iluminada diante a tal constatação. Então funcionava mesmo? — Conte-me mais. — pediu, atento a tudo o que o outro diria.- Seu futuro está marcado por grandes perdas materiais.. — relatou. A preocupação se abateu na face de Antonio, vendo o menor largar sua mão e dar um pequeno e doce sorriso. — Mas terá ganhos inestimáveis. Não terá preocupações ou será pego por enfermidades e.. — voltou discretamente o olhar para o grupo, retornando a olhar para o espanhol em seguida — Terá muita sorte no amor.- Oh, assim espero! — disse, agradecido por tal previsão. Ter saúde e felicidade vinha em primeiro lugar, o resto era resto.- Certo, quem será o próximo? — perguntou Alfred, ansioso por querer ver mais previsões e descobrir mais coisas íntimas sobre seus amigos.- Eu vou! — falou Francis, aproximando-se da poltrona assim que Antonio levantou-se.- Espere! — Gilbert tocou-o no ombro, puxando-o e impedindo-o de fazê-lo. Eles se encararam por alguns segundos, como se desgostassem da situação presente. — Deixe o Ludwig ir primeiro, ele está curioso.. — Falou em tom sério, trincando os dentes.- Ele é só uma criança, pode esperar.. — respondeu Francis no mesmo tom.- Vá, sente, Ludwig! — disse a voz doce e gentil e Joana, ajudando o pequeno alemão que possuía seus nove anos a sentar-se na cadeira. — Mostre sua mão para ele. — orientou, alegre.- Era a minha vez! — queixou-se Francis, cruzando os braços. Gilbert gargalhou, satisfeito por ter ganho a discussão sem nenhum esforço, enquanto Joana voltou o olhar para o noivo, encarando-o.- Deixe as crianças irem primeiro! — disse com desgosto, repreendendo Francis, que apenas suspirou e deu-se por vencido. Com Gilbert era possível argumentar, mas com Joana era exaustivo e no final — sempre perdia, ela era incansável — totalmente decepcionante.- Aqui.. — falou Ludwig, expondo sua mão e deixando o olhar fixo em Kiku, pensativo.- Você odeia injustiças e travará grandes batalhas contra elas. — começou, fazendo as discussões acabarem e todos ouvirem com atenção o destino da criança. — Seu medo de demonstrar dor pode te trazer grandes prejuízos. Irão culpá-lo quando você tentar fazer justiça e vai haver um dia que você duvidará de sua fé.- Impossível! Ludwig é católico e sabe que se o mundo for injusto, Deus dará um jeito de punir os malvados! — pronunciou-se Gilbert, irritado por alguém tentar colocar infelicidade na vida de seu irmão.- Ei, é só um jogo. Não precisa levar isso a sério.. — falou Antonio, tentando acalmar o amigo.- Você só está falando isso porque sua previsão foi boa! — quase gritou, indo até a mesa e separando as mãos de Kiku e Ludwig.- Pare. — mandou Ludwig, desvencilhando-se da mão do irmão e restabelecendo o contato com o japonês. — Continue, por favor. — pediu ao quiromante, decidido a ouvir seu destino até o fim.- Ei, Lui.. — Gilbert não sabia como reagir, surpreso pela rejeição do irmão. Ele queria mesmo ouvir tantas bobagens? Por quê? Não permitiria que o irmãozinho passasse por qualquer dificuldade!- Kiku.. — Yao tocou no ombro do irmão, querendo orientá-lo a não dizer nada desnecessário.- O seu irmão o ama muito. — relatou Kiku, deixando de olhar para a mão do pequeno e olhando diretamente em seus olhos azuis. Ludwig correspondia ao olhar sem hesitação, confiante de que indiferente de seu destino, lutaria com todas as suas forças em todas as adversidades.- Eu sei.- Não.. — negou, movendo a cabeça em um aceno negativo e tocando em uma das linhas da mão de Ludwig. — Ele realmente o ama muito. Você não trará cicatrizes, mesmo colocando-se diante dos maiores perigosos.- Há como evitar isso? — perguntou, tentando conter as próprias emoções. Sabia que Gilbert o protegeria, mas não queria colocá-lo em problemas sempre que decidisse fazer algo.- Desista. — pediu, apertando um pouco a mão do menor e voltando a observá-la. — Você irá retribuir a ajuda que recebeu, mas desista em pensar que pode lutar sozinho. Há muitas pessoas que o amam e você estará sempre cercado de amigos, é o seu destino.- Eu entendo.. — deu os ombros, sem saber se deveria ficar feliz ou triste com essa previsão. Em parte era bom saber que sempre teria companheiros, mas também temia que sua personalidade os colocassem em apuros. — Muito obrigado. — agradeceu, levantando-se da poltrona.Todos ouviram suas previsões, um por um, exceto Arthur. Ele ignorava tudo o que era dito, ficando imóvel, contemplando o belo asiático. Nunca tinha visto alguém tão belo quanto ele, sentia-se enfeitiçado pela presença do mesmo. Queria tocá-lo também, sentir a mão dele contra a sua, mas temia não ser cuidadoso o suficiente e acabar quebrando-o.No badalar das onze horas, Alfred anunciou o fim do jogo, decepcionando muitos curiosos que não participaram do grupo quando houve chance. Yao, que passou algum tempo conversando com Roderich, sussurrou algo para o americano, que sorrindo, concordou.- Irei para o piano. — declarou Roderich, afastando-se e indo rumo a um tablado, onde estava a banda da festa. A mesma parou de tocar, cedendo espaço ao famoso pianista.- Venha, Kiku. — pediu Yao, esticando um braço para Kiku e ajudando-o a se levantar.Arthur ficou abismado com a cena, não imaginava que ele fosse capaz de andar. Claro, ele era magro, portanto, possuía leveza o suficiente para fazê-lo. Mas com toda a sua aparência, suspeitava que o truque não fossem as previsões, mas sim alguns fios ocultos que movimentasse-o, como uma marionete.Kiku foi levado até o piano, sendo cedida uma cadeira para ele, onde sentou-se. Sua postura era excelente e suas mãos ficavam pousadas delicadamente sobre suas pernas, enquanto Yao afastava-se, deixando-o só com os músicos. A melodia começou e todos voltaram-se para o tablado, curiosos pelo que o quiromante faria.- Não posso falar, não posso ver. — falava baixo, acompanhando o ritmo da música. Um sorriso nasceu nos lábios de Arthur, além de todos os dotes físicos, não imaginava-o capaz de cantar com tanta maestria. — Por que está tão fria a minha pele? — questionou, deixando o ritmo do piano prosseguir.Os violinistas da banda acompanharam o ritmo, divertindo-se. Para eles, que passaram a noite tocando clássicos e músicas dançantes — as favoritas do dono da festa -, era maravilhoso ter a chance de tocar algo tão mórbido. O compasso profundo e obscuro definitivamente não combinava com o tema alegre, dando um contraste empolgante para os músicos.- A risada infantil.. — continuou depois de uma breve pausa para o instrumental — De uma criança a brincar. Eu posso ouvir, na minha escuridão.. — o olhar do cantor saiu do vazio, vagando pelo público, parando diretamente em Arthur — Em algo carmesim, começo a me afogar. — seus lábios ficaram trêmulos e isso deixou o inglês ansioso, sentia que o outro estava sofrendo. — Quem me assassinou?Não houve dúvida alguma, o loiro sabia que ele estava perguntando isso para si. Mas como ele teria sido assassinado? Estava ali, não estava? Voltou o olhar para as pessoas a sua volta, quebrando o contato visual com o oriental, caçando o responsável por fazê-lo sofrer.
Focalizou então em Yao, cogitando a hipótese dele ser o responsável. Algo na postura deste o fazia sentir asco, era como se por baixo daquelas vestes, ele escondesse algo repugnante. Não sabia explicar.- Onde estão meus braços? E os meus pés? — voltou a cantar, fazendo Arthur olhá-lo novamente, mas notando que ele já não o observava, apenas vagava com o olhar pelo salão. Estaria ele procurando seu corpo mutilado? — Por que está tão fria a minha pele? — fechou os olhos, tomando fôlego.Os pés de Arthur começaram a se mover, estava totalmente hipnotizado pela voz doce do pequeno. Queria entendê-lo, saber o motivo dele clamar por ajuda, e ainda mais, saber a razão por querer tanto ajudá-lo.Foi ultrapassando as pessoas, uma a uma, parando diante do tablado, esperando ser mais uma vez notado por ele e ter os olhos castanhos correspondendo ao seu olhar.- Queria sentir o calor da chuva em minha pele.. — continuou a cantar, mordendo discretamente os próprios lábios, olhando fixamente para um ponto do salão, próximo ao tablado. — Por que você me matou? — perguntou, com a voz fraca e angustiada.Arthur ficou curioso para saber para quem ele olhava, virando a face para o lado. Sua surpresa foi clara ao notar que era Alfred, que em resposta sorria de forma maliciosa. Havia algum significado naquilo? Ou era mesmo apenas uma canção? Não imaginava Alfred, que sempre foi tão bobo, matando alguém, porém também, não o imaginava sorrindo desse jeito.- O que foi, Arthur? — perguntou em um tom simpático, substituindo aquele desagradável sorriso por algo mais ingênuo e infantil. Alfred caminhou lentamente até Arthur, cada passo que ele dava fazia o coração do inglês disparar. — Você me parece nervoso.. Ah, não me diga, arrependeu-se por não ter tido a sua sorte lida, não é? Mas agora a atração acabou.- Não é isso.. — engoliu a seco, tentando controlar aquele pavor repentino.Alfred era mais alto, mais jovem e mais forte que Arthur. Se quisesse matá-lo, era bem capaz de conseguir. Mas não seria louco de tentá-lo, não é? Ainda mais em uma festa cheia de pessoas. E não era como se houvesse algum motivo para fazê-lo.Ouviu então o som de uma cadeira se arrastando, fazendo-o olhar rápido para o tablado. Kiku havia tropeçado ao se levantar, mas Roderich tinha o socorrido, segurando-o pelo braço e evitando uma queda.Ele era realmente muito fraco, não duvidava que ele se machucasse caso caísse. Voltou-se então para Alfred, para que prosseguissem com o diálogo, porém notou os olhos dele fixos em Kiku, sorrindo como se achasse graça o tropeço. Ele não ficava preocupado?- Que vexame.. — comentou, dando atenção a Arthur novamente. — Vou apresentá-lo a você. Vamos à sala íntima, ele deve estar indo para lá agora. — disse, saindo andando. Arthur sequer teve chance de respondê-lo, mas dada a proposta, não hesitou em segui-lo.Foram para sala íntima, uma área pequena e bem decorada. Sentaram-se em um enorme sofá, aguardando a chegada dos outros, o que ocorreu em menos de três minutos. Yao entrou acompanhado de Kiku, dando um sorriso leve ao ver os dois ali e aproximando-se dos mesmos.- Espero que a performance de Kiku tenha agradado aos senhores. — disse Yao, utilizando um tom cordial, cumprimentando-os seguindo as normas ocidentais e apertando a mão. — Sou Yao Wang — apresentou-se ao segurar a mão de Arthur.- Prazer, Arthur Kirkland. Foi incrível, ele canta muitíssimo bem. — disse Arthur, voltando o olhar para o quiromante, curioso.Era estranho, ele mantinha o olhar baixo e não demonstrava qualquer sentimento. Nesse momento, sem dúvida alguma, ele estava igual a uma boneca. Estranho é que ele não era feio para justificar uma possível timidez e ainda tinha cantado diante de todos.Será que ele desgostava de conversar com os outros? Por isso que nada dizia?- Mas ele tropeçou, não foi? — perguntou Alfred, encarando o outro. Yao e Arthur olharam para Alfred, visivelmente desgostosos por tal comentário. — Arthur quer ter a mão dele lida, você pode fazer isso, não pode? — continuou, ignorando os olhares.- Sim. — respondeu, sentando-se ao lado de Arthur. Olhou diretamente para os olhos verdes por um momento, mas logo desviou-os, como se fosse desagradável olhá-los. — Sua mão. — pediu, erguendo as próprias mãos e esperando que o outro levasse a dele até elas.- Ah, claro. — entregou sua mão às dele, sentindo o toque suave dos pequenos e magros dedos do moreno. Estranhava a forma que ele agia, parecia não gostar dele, mas sequer tinham conversado para ele agir assim.Curvou-se discretamente sobre o menor, sentindo o aroma suave dos fios negros de seu cabelo. Aroma semelhante a chá. Será que possuíam esse gosto em comum? Seria uma grande coincidência. Era tão estranho tê-lo tão próximo de si, seu coração disparava e o toque das mãos o deixava arrepiado, mas isso estava longe de ser desconfortável. Mesmo que fosse seu desejo, acreditava que seria impossível afastar-se dele.- Você.. — hesitou, mordendo de leve os próprios lábios, olhando de relance para Arthur, mas voltando a abaixar o olhar. — Pode me mostrar a outra mão? — pediu, visivelmente desconfortável.Continua..
Notas finais
Será que mereço um review..?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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