O Crime
3 Anos depois e sede de vingança
Notas iniciais
O delegado estava aflito. Ele convocou seus assistentes pra uma reunião:
– Companheiros, convoquei a reunião para o "Caso Amanda Afonso". Recentemente achamos a arma do crime, uma pistola moderníssima! Porém, é evidente que o assassino foi esperto e usou luvas. Achamos luvas na mochila de vários alunos, incluindo os suspeitos. Conversamos com um aluno e ele disse que era para o desfile do pelotão da escola. Sem impressões digitais, preciso afirmar que é melhor deixar o caso inacabado!
– Errado! Delegado, eu sempre soube que você era um delegado de merda, mas agora, você está me dizendo indiretamente que gosta de comer merda do café da manhã. Porque a declaração que você fez agora é a prova absoluta de incompetência. Nossa delegacia é a única do bairro, então qualquer caso daqui, procuram a gente, mas nós somos uns filhos da puta, porque não se deve deixar um caso inacabado, muito menos um desses, pense na escola do crime ocorrido. Era a melhor do estado, depois do que aconteceu, estão ameaçando botar fogo ali! Eu não sou um filho da puta, mas você! E se vocês vão deixar esse delegadinho de merda fazer isso, vão todo mundo se foder. Eu me demito! — disse Yuri, um dos assistentes
– Yuri! Você não pode falar isso pra mim, o delegado! Eu posso lhe prender!
– Tente! Eu sou mais rico e poderoso do que você. A perícia que você contratou, você e todos aqui são burros! Mesmo um caso que só depois de 40 anos tudo seja esclarecido, nós devemos pressionar essa tecla até que saia uma letra! Eu tenho milhões de advogado que eu posso comprar pra me defender, eu posso até pagar a fiança, por mais cara que seja. Adeus, delegado!
Os peritos e assistentes também saíram da sala. O delgado não deu a mínima para o que Yuri dizia, colocou o caso engavetado e inacabado.
– Dane-se o que Yuri diz, eu sou o chefe! Se eu quiser dar um fim em um caso que vai tomar meu tempo, eu faço o que quiser com ele, Deus castigará o verdadeiro assassino!
19 anos depois . . .
2014. Se passaram quase 20 anos, mas o caso Amanda Afonso era assunto número 1 em todos os lugares. Eduardo queria deixar Austrália e voltar ao Rio de Janeiro, ele nunca gostou muito da Austrália. Marcela, sua mãe ainda era rude com ele desde o ocorrido. Ele tinha um filho, Júnior, fruto de um relacionamento com uma prostituta, que deu o menino para ele cuidar. O garoto tinha 3 anos.
– Papai, você vai embora?
– Vou sim, fala pra sua avó quando ela chegar do trabalho que eu já fui! Tá?
– Sim!
Eduardo ficou horas e horas no avião, até que finalmente chegou ao Rio de Janeiro:
– Finalmente! Não suportava mais a Austrália, era bicho pra cá, bicho pra lá!
Eduardo alugou um carro e saiu passeando pelas ruas. Ele passou perto de Paola, prima de Amanda, que acabava de chegar de Paris com sua filha. Ele não a reconheceu, mas ela sim:
– É ele!
– Ele quem, mamãe?
– Ninguém, filha! Um conhecido da mamãe.
Paola entrou no carro e foi até a casa da mãe de Amanda:
– Tia Ana, que saudades!
– Paola, você cresceu, tá magrinha! Quem é essa menina linda com você?
– Mariana, minha filha. Ela tem 4 anos!
– Que gracinha! Me conta, por que você veio?
– Mariana — gritou Paola — Vai pra cozinha beber um copo d´água!
– Vai, Paola, me conta!
– Eu só tinha 8 anos quando Amanda morreu. Mas ela era como uma irmã pra mim. Eu sofri quando ela morreu. Os principais suspeitos são os amigos dela, Eduardo e Daniel. Consegui o endereço da pensão que Eduardo está e da casa de Daniel na internet. Eu tenho sede de vingança, eu vou descobrir o culpado e me vingar dele!
– Pensão? Eduardo voltou ao Brasil?
– Sim! Vi ele andando de carro pelas ruas da cidade.
– Eu primeiro vou a casa do Daniel. Você toma conta da Mariana pra mim?
– Claro! Boa sorte! Mas uma coisa!
– O que?
– Quando você descobrir o culpado, o você fará?
– Eu o matarei!
Paola pegou o carro e foi até a casa de Daniel. Chegando lá, saltou do carro e entrou na casa:
– Olá, você é a senhora Bianca, mãe de Daniel?
– Sim, quem é você?
– Sou Paola Afonso, prima de Amanda.
– Veio ver Daniel?
– Sim, digamos que sim!
Quando Daniel chegou na sala, Paola se espantou com o estado dele. Cara pálida, barba sem fazer, cabelo cheio de sujeira, roupas sujas, um fedor horrível e quando ele disse "Oi", ela quase desmaiou com o bafo!
– Oi, sou a prima de Amanda, Paola! Sei como se sente desde o ocorrido, então, decidi vim te ver!
– Eu juro que não a matei!
– Isso, você me provará depois, agora, tome um bom banho, escove os dentes, faça a barba e vista um roupa limpa que vamos na rua.
Ele nem hesitou! Após fazer tudo isso, eles saíram e entraram no carro de Paola:
– Vamos a praia! — disse Paola
– Mas eu estou de cueca! Deixa eu por a sunga!
– Não precisa! Entra de roupa mesmo. Depois, eu te seco com minha toalha!
Paola reparou que na bolsa que Daniel carrega, havia uma pistola, parecida com a do crime:
– Por que carrega uma arma, Daniel?
– Ah! Sei lá, pra correr menos riscos em assaltos!
Daniel tinha ficado pálido de novo, começou a suar e suas mãos ficaram trêmulas! Chegando na praia, mergulharam, correram e depois foram de novo pro carro:
– Foi bom o nosso dia, né?
– Sim, Paola, há tempos não me divertia assim!
Ela deixou Daniel em casa e saiu correndo no carro até a casa da tia:
– Paola, você está bem? Que cara é essa?
– Talvez, o Daniel possa ter matado a Amanda!!!
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