O Crime
4 O acontecimento
Notas iniciais
Santana acordou as sete e meia,como acordava pontualmente todos os dias.Kitt ainda estava na cama dormindo,ela era atriz e os horários de gravação começavam bem tarde.Santana a conheceu quando ainda trabalhava na divisão de homicídios,onde Kitt foi uma das testemunhas que estava no local,quando um homem bêbado atropelou um vendedor de frutas no meio da rua.Ela ainda não era tão famosa quanto é hoje.Santana tomou banho,vestiu seu terninho branco e comeu uma tigela de cereais.Ela pegou o distintivo,a arma e antes que saísse colocou o diário dentro da bolsa.
Ela rapidamente chegou a cede do FBI,foi cumprimentada por alguns colegas e babada por outros e foi para a sua sala.
-Chefe me chamou ?-Disse o agente disposto.
-Chamei Tyler,quero que vá buscar a Britanny...
-Quem ?
-A Antropóloga ! Vá agora !
-Claro chefe ! –Disse ele obedecendo.
O telefone da sua sala tocou.
-Lopez !
-Schuester?-Disse ela reconhecendo a voz do homem.
-Liga a televisão!
-O que ?
-Liga!
Santana não falou mais nada e pegou o controle que ficava em cima da sua mesa e imediatamente ligou a televisão.
Televisão: ‘’-Segundo fontes anônimas o Presidente dos Estados Unidos,William Fincher...morreu na madrugada de terça feira.A causa da morte ainda não foi divulgada.As autoridades ainda não deram seu esclarecimento sobre o caso...’’
-Como procedemos secretário?
-Isso era inevitável Lopez! Tinha muita gente envolvida nesse caso.Agora vamos colocar o assassinato por baixo dos panos em quanto descobrimos o que aconteceu,preciso da sua descrição...
-Claro,pode deixar...
-Conto com você.-O homem desligou.
Quinn se aproximou e bateu na porta de vidro chamando a atenção de Santana.
-Eu vi! Vazou...-Disse ela sentando.
-Pois é,precisamos fazer alguma coisa.
-Mas e ai,o que tinha no diário do defunto?
-Quinn ele era o presidente!Mas enfim...Nada que eu conseguisse decifrar...Olha isso.-Pegou o diário e abriu na ultima página.
-’’Volte para a terra agora se sua mente estiver perturbada e seu coração incerto. Pois é só voltando para o começo que podemos ver claramente o caminho. Então, quando chegar a um beco sem saída volte ao início para encontrá-lo’’-Leu em voz alta.
-Então ele gostava de poesia ?
-Não Quinn ! Isso quer nos dizer alguma coisa... A coisa mais lógica que eu pensei foi voltar ao inicio, ou seja, voltar para a contracapa do começo, mas não tem nada escrito. Está tudo em branco.
-Não faz sentido pra mim...
-Pensa comigo,pelo que você me disse esse diário estava muito bem escondido não é ?
-Sim,embaixo do assoalho do escritório que era coberto por um tapete,por algum motivo ele não queria que fosse encontrado,só foi encontrado porque usamos um aparelho de rastreamento 3D que é um protocolo da pericia.
-Então,aqui deve ter alguma coisa a mais,algo que ele não queria que ninguém soubesse.
-Pode ser...Mas qual relação disso com o assassinato?
-Talvez o assassino estivesse à procura disso...
-Faz sentido agora... Mas tem uma coisa martelando na minha cabeça...
-O que ?
-O telefonema.O telefonema que ele foi atender e pediu que os seguranças o deixasse sozinho.
-Você disse que não foi rastreado.
-E não foi.Mas quem poderia ter falado com ele antes de morrer?
-É...Isso é um mistério.
O homem que Santana enviou para buscar Brittany batia na porta, ao lado dele a antropóloga o seguia, Santana imediatamente autorizou a entrada deles, Britanny estava muito bonita nesta manhã,resultado do SPA do hotel.
-Então ?Novidades?-Perguntou ela interessada.
Santana ficou paralisada com a beleza da loira.E distraída não respondeu.Nossa...Ela é mais bonita do que eu pensei!
-Santana?-Quinn a tirou do transe.
-O que ?
-Novidades?-Perguntou novamente.
-A claro...de certa forma...
-Como assim?
-Olhe isso.-Mostrou o diário.
Britanny passou os olhos pela frase.
-Eu pensei em entrar em contato com você, mas já era muito tarde e não quis te incomodar.
Britanny ouviu o comentário, mas não tirou os olhos do diário, voltou imediatamente à primeira pagina como Santana havia feito.
-Eu já pensei nisso não tem nada ai...
-Preciso de um forno!Ou melhor, um ferro de passar !-Disse ela recebendo olhares confusos.
-Ãn?Não é uma boa hora pra passar roupas professora...-Quinn arqueou a sobrancelha.
-Pra que?
-A mensagem está aqui... Tenho certeza!-Apontou para a contracapa em branco.
-Alguma de nós duas precisa ir ao oculista... -Disse Quinn debochando.
-Não vejo nada ai Brittany !
-Ainda não.Mas se me der um ferro ou um forno a mensagem se tornará visível!
-Como assim?!-Disse estranhando mais ainda.
-Eu não a tenho certeza disso,mas eu presumo que temos uma Esteganografia...
-Estegno... o que ?-Peguntou Santana.
-Estegnografia, é uma técnica para ocultar a existência de uma mensagem ,uma forma de segurança .Consiste em fazer com que uma forma escrita seja camuflada em outra pra mascarar o seu verdadeiro sentido.
-E se a gente passa o ferro ai vai aparecer?
-Se eu estiver certa sim.
-E se não estiver?
-Ai vai queimar em vão. Geralmente são usados o suco de limão ou o leite, no papel branco parece não ter nada, mas quando aquecido aparece. Era um método muito usado na espionagem...
-Como você sabe dessas coisas?!-Pensou Santana.
-É até que faz sentido Lopez ! Afinal os líquidos são ácidos e quando aquecido à reação gerada faz com que as substancias escureçam-Disse Quinn completando.
-Vocês tem certeza disso ?Isso é uma evidência federal...
-Não temos outra escolha. -Disse Brittany.
Um homem entra desesperado na sala da detetive,como se algo grave tivesse acontecido.
-Chefe aconteceu um acidente!Rápido!Querem os federais lá agora!
-O que?!-Santana se assustou com a noticia.
As três imediatamente pularam da cadeira.
-O motorista do vagão morreu, e o metro desgovernado atravessou a área que estava em construção e tombou no meio da cidade!Querem você lá agora!
Santana se aprontou, pegou seus apetrechos.
-Vamos?-Disse ela olhando para Brittany.
-Eu?O que eu tenho haver com isso?
-Quero você colada em mim daqui em diante, depois da sua dedução... Seus olhos enxergam bem mais que os meus !Vamos !-Dê um colete para ela !-Disse olhando para o oficial que tinha lhe avisado.
Brittany colocou o colete e entrou no mesmo carro em que Santana,as sirenes eram ensurdecedoras e a adrenalina a deixava cada vez mais nervosa.Ficava impressionada com a calma que a detetive mantinha.
Santana percebeu o nervosismo de Brittany que a fez lembrar as suas primeiras patrulhas policias. As mãos da professora tremiam discretamente e Santana um tanto que por instinto colocou a sua mão sobre a dela segurando com firmeza.Brittany ao sentir o toque olhou automaticamente pra morena.
-Vai ficar tudo bem Brittany... Não se preocupe-Disse Santana com uma expressão confortante.
Brittany retribuiu com um sorriso, sentindo seus batimentos desacelerarem.
O carro ia a alta velocidade, como a detetive tinha ordenado. A cada rua que ficava mais próxima do acidente a movimentação era intensa. Ao chegar Santana viu o desastre que ali havia se tornado. O vagão atravessava a rua,deixando vários carros bloqueados,a movimentação das autoridades era intensa,vários policias conversavam e anotavam depoimentos,cerca de quatro ambulâncias estavam no local para cuidar dos feridos.Os repórteres e os curiosos dificultavam ainda mais o trabalho dos oficiais.O homem de cabeça raspada e um porte físico militar se aproximou.
-Lopez...-Estendeu a mão.
- Puckerman,qual a situação?-Disse Santana.
Britanny a seguia, um pouco assustada com toda aquela confusão.
-Está tudo sobre controle, não precisamos dos federais nesse caso. A policia da cidade dá conta. -Disse ele um pouco incomodado com a presença da mulher.
Puckerman e Santana treinaram juntos no Quantico, a academia de treinamento do FBI,Santana sempre foi a primeira do batalhão e Puck sempre veio depois criando essa rivalidade e inveja dos prêmios que ela conseguia.Ela nunca gostou muito dele,para ela ele era apenas um machista egocêntrico que achava que o mundo girava ao seu redor.Quando foram escolher o chefe do FBI um dos cargos mais almejados das autoridades,dois nomes foram cogitados o de Santana e o de Puck que não fora escolhido.
-Eu fui chamada,então esse caso é dos federais.Quais são dados?
-Você sempre petulante em Lopez... -A expressão do homem se fechou-Já disse está tudo sobre controle.
Santana ignorou o comentário do homem e o deixou só e foi em direção do vagão tombado em meio à cidade.
-Ei você!-Disse ela chamando a garota que estava com uma câmera na mão, não era uma câmera comum era câmera de alta resolução especialmente fabricada para a policia.
A menina virou imediatamente.
-Diga Srta Lopez...
-Qual a situação?
-No vagão havia trinta passageiros, 6 pessoas morreram com o impacto,vinte pessoas ficaram feridas e restante que era a que estavam no final do vagão estão bem.
-Qual seu nome mesmo?-Perguntou Brittany surpreendendo Santana.
-O meu?Sugar Motta, departamento Forense. -Disse ela mostrando o crachá de identificação.
-Só queria saber mesmo, é que nunca esqueço um rosto e lembro de você de ontem.Pobre garota ainda não deve ter se recuperado do grito que levou...
-Ontem?-Perguntou Santana não entendendo nada.
-É ela é funcionaria da Quinn, ela que entregou o diário!
-Claro!Desculpe minha memória...
-Sem problemas chefe...Preciso levar essas evidencias para o laboratório, o Matty pode ajudar vocês...-Disse ela saindo do vagão.
-Ela é a garota que levou um grito da Quinn?
-A mesma... -As duas riram.
-Chefe por aqui! –Disse o homem encaminhando elas para a cabine de comando. -Tem uma coisa muito estranha nesse caso...
-O que aconteceu?Ele passou mal?-Disse ela olhando para o motorista morto. Debruçado sobre o painel de controle.
-Creio que não... Olhe isso... -O homem levantou o motorista deixando seu peito para cima, abriu a camisa de botões revelando um símbolo familiar.
-Tá de brincadeira...-Santana ficou pasma e olhou para Brittany se comunicando pelo olhar ao ver a fênix.
No mesmo momento um toque de celular se propagou pela cabine.
-É seu?
-Não.
-Acho que está vindo do... -Brittany apontou para o bolso do motorista.
Santana não hesitou e pegou o telefone, imediatamente atendeu.
-Quem é!?
-Ora ora se não é a detetive Lopez...-Disse a voz computadorizada.
-Quem é você?
-Pode me chamar de Edward... Mas vamos ao que interessa... A senhorita tem uma coisa que me pertence.
-O que?
-Não se faça de boba detetive, você sabe do que eu estou falando...E viu do que eu sou capaz para conseguir o quero.Não estou para brincadeira.-A voz tinha um tom de superioridade.
-Então é você... O assassino! Parece que seu plano foi por água abaixo...
-A teoria colocada na prática nem sempre é perfeita.
-O que estas pessoas tem haver com isso?
-E o que elas não tem?Tudo tem sua consequência detetive...Elas pegaram esse metro por algum motivo,outras pessoas não o pegaram.O seu roubo é a borboleta e o acidente é apenas o furacão...-Desligou.
-Alo?O que?!
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