O Cravo e a Rosa.

1 ♣ Capítulo Único - O Cravo e a Rosa ♣


Notas iniciais
Avisos legais serão atualizados logo.

Espero que gostem :3

Capítulo Único.

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O Sol batia contra o lustre de vidro, se passava 4 meses desde que moro com Genésio. Era irritante, pois o mesmo se gabava de qualquer coisa que era ''dele''. Porém, de seu pai.

Meus pais estão na roça, minha mãe internada e meu pai trabalhando duro para pagar uma cirurgia, ah claro. Eu podia pedir pro ''riquinho'' me dar dinheiro e logo após lhe devolver, mas prefiro lutar. Aliás, nessa vida, tem que lutar pra conseguir não? Certamente.

Eu costumo falar sozinho, ou melhor, com meu pensamento. As vezes é imaturo, outras vezes fértil.

Ri consigo mesmo. Era uma segunda-feira gélida, sorte que estou de férias da faculdade. Suspirei ao escutar Genésio me chamando, o que queria dessa vez?

- O Que foi, Genésinho?

- É Genésio. A, esquece. — Bufou. — Olha, a Rosinha me ligou, e disse que quer te encontrar na praça.

- Ahn? A R-Rosinha?

- Imagina, minha vóvózinha. — Zombou. — Claro que é ela seu mané!

— Tudo bem, que horas? — Indaguei irritado.

- 15;oo.

Era 13;36, tinha tempo para me arrumar, e fazer algo. Sentei no sofá e liguei a TV de 89 polegadas, e deixei em um Canal de notícias.

'' Hoje, terá uma tempestade na zona rural de Nova Esperança, e em outras cidades na região sudeste e sudoeste. Não saiam de casa por nada. As gotas de chuva serão 3x mais grossas que o comum, pedimos para ficar em casa, e esperar avisarmos que a chuva parou. As energia eletrica não irão desligar, o presidente conectou cabos contra a chuva, para ficarem atentos. Caso não tenham TV, tem o Celular, computador e rádio, boa tarde. ''

- Porra! Eu tinha marcado de sair com uma mina ai, que merda! — Resmungou o loiro, o que me fez rir. — Qual a graça caipira?

Apenas mostrei a língua e me deitei no sofá, queria descansar um pouco, e aliás, dormir com chuva é ótimo.

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Acordei com o mesmo som de chuva, porém mais calmo. Olhei para o relógio que ficava pendurado na parede, ao lado, da TV.

Marcando 15;22

- GENÉSIO! SEU MALDITO! PORQUE NÃO ME ACORDOU?! ESTOU ATRASADO! — Gritei irritadíssimo.

- Calma caipira, você dorme feito pedra homem! — Riu — Ah, que pena né? Vai rápido, a não ser que ela já tenha ido.

- Maldito. — Murmurei.

Me arrumei rapidamente, e corri ao local. Estava um pouco molhado, porém não me importei.

Alias, sera que ela ainda me espera? Se sim, to ferrado!

- Rosinha perdão pela demora é que eu tava dormindo e...

- Francisco Bento! Chega disso! — Me interrompeu. — Precisamos conversar seriamente.

- Heh?! Aconteceu algo?

- Sim, algo gravíssimo.

- O-O Quê?

- Nosso namoro.

- N-Nosso namoro? O Que quis dizer com i-isto? — Gaguejei, alias, o que ela dizia com isto? — Me responda Rosa!

- Eu to cansada disso! Você sempre atrasado, não nós vemos nos feriados, não mandamos e-mails ou sequer cartas! Nem ligamos um á outro, chico! — Aumentou o tom de voz. Pude ver lágrimas se fazerem no canto dos olhos. O Que me fez ficar abatido. — E-Eu, quero terminar!

- O-O Quê?! T-Terminar?! Porquê?! — Indaguei, óbviamente estava na face o porquê, porém perguntei.

- PORQUE EU NÃO TE AMO MAIS! — A Sinceridade na face pálida dela me assustou, era mesmo verdade? Não fora obrigada a dizer isto? Nem por Genésio? Não, não pode ser. Ele é esnobe e egoísta mas não a esse ponto. Ou Sim?

- O-Ok, cadê as câmeras?

- Ahn? Que câmeras?!

- I-Isso não é uma pegadinha?

- Não.

- Você não me... Ama?

- Não.

- Está mentindo?

- Não.

- Rosinh...

- Adeus Chico, nos vemos por "ai".

♠

Acordei ofegante, era um sonho? Ou melhor, pesadelo? Ou, era um sonho de atenção? Merda...

Me levantei e fui em direção á cozinha, comendo um pão com geleia de chocolate e sai, a procura de Zé.

- Chico, aqui homê! Tudo bão? — Indagou. — Chico? Ocê tá bein?

- Ahn? Ah, sim sim. — Menti. — Zé, cê sabe onde tá a Rosinha?

- Ah, clar homê! Ela tá lá na roça do Hiro!

- Ah, valeu.

Fui em direção ao local, alias, o que fazia ali?

♠

Infelizmente, ela não estava. Acabará de ir, talvez... Devise seguir meu sonho, fui na praça do meu sonho e ela estava sentada, cabisbaixa.

- Rosinha. — Chamei. — Olha, o que aconteceu?

- Precisamos conversar seriamente.

- Iria falar isso, eu começo. — Assentiu. — Olha, minha frô, eu te amô mar que tudo, peloamordejesus, fique comigo pa sempre! — Falei no modo caipira, assim, abrindo uma caixinha vermelho-sangue. — Casa... Casa comigo?

Pude ver os olhos castanhos lacrimejarem, e soltar as lágrimas grossas e quentes. A Mesma me abraçou, respondendo repetidamente um '' Sim ''.

Juntamos nossas testas, e nos encaramos.

- Te amô. — Sussurramos um para o outro, selando nossos lábios quentes e úmidos pelas lágrimas.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!