O Cowboy

25 De volta para o Texas


Notas iniciais
Oi gente! Como estão? Mais uma vez eu estou aqui aparecendo de surpresa pra vcs. kkkk. É que ontem recebi um pedido de uma leitora, dizendo que hoje era aniversário dela, pedindo para que eu postasse, e como hoje é o dia dela, acho que nada mais justo do que atender né? Feliz aniversário MahhCullen! Queria desejar feliz aniversário a minha cidade maravilhosa também, Rio de Janeiro!
Queria agradecer também às lindas que recomendaram a fic no cap passado, SahGodoy, Leila Canuto, monicarosa e ana beatriz. Amei as palavras de vocês meninas! Agora sim... Boa leitura!

Quando acordei, Edward estava olhando para mim com um sorriso lindo no rosto.

— Bom dia Abelhinha. – Ele disse sorrindo.

— Bom dia Cowboy. – Respondi.

— Como está?

— Feliz. Muito feliz. – Respondi sorrindo. – Eu me sinto uma verdadeira mulher agora.

— É o que você é. Mas me fala, o que vamos fazer hoje?

— Além de transar?

— Meu Deus. O que eu criei? – Perguntou sorrindo. – É Abelhinha, além de transar.

— Vamos visitar a minha mãe e almoçar em algum restaurante legal na rua. O que acha?

— Pode ser.

— Aí a gente volta pro hotel antes de escurecer, tomamos um banho juntos, fazemos amor e vamos dormir cedo para irmos embora amanhã à tarde.

— OK. Me parece bem interessante. – Ele disse empolgado. — Vai tomar banho e eu vou pra minha suíte tomar o meu, senão não vamos sair daqui nem tão cedo.

— OK. – Respondi sem pestanejar, afinal eu queria aproveitar o meu último dia aqui para ficar um pouco com minha mãe.

Edward vestiu suas roupas e saiu do quarto, coloquei meu robe e fui até a sacada da suíte para ver a quantas andava o clima. Surpresa foi a minha ao ver que estava fresco e não extremamente frio como lá fora, havia um sol, mas com uma brisa fresca que poderia até ficar fria mais tarde, os termômetros marcavam 14 graus. Após o banho, me arrumei, colocando o casaco sobre o braço para se fizesse frio e bati à porta de Edward.

— Quem é? – Perguntou.

— O amor da sua vida.

— Entra Abelhinha.

Abri a porta e lá estava ele, sentado na cama, assistindo TV enquanto me esperava. Ele olhou para mim e de repente seu sorriso se desfez.

— Você vai com esse short? – Perguntou num tom reprovador.

— Vou. Qual é o problema?

— Tá muito curto. – Ele disse como se fosse óbvio.

— Eu ando com shorts assim todo dia na fazenda. E além do mais eu estou de meia calça por baixo.

— Na fazenda só tem família. Agora você quer ir pro centro de Nova Iorque assim. E a meia calça é transparente.

— Edward, todo mundo anda assim quando tá de dia. – Eu disse mal acreditando que estávamos discutindo por isso.

— Você não é todo mundo.

— Não importa, eu comprei esse short pra usar, e é isso que vou fazer.

— Custa botar uma calça?

— Custa, porque eu quero ir de short.

— Você é tão infantil. – Disse irritado.

— Tá me chamando de infantil porque eu quero ir pra cidade de short? Ah Edward, pelo amor de Deus! Eu sempre andei praticamente de calcinha e sutiã na Califórnia e o Jacob nunca reclamou.

— Eu não acredito que tá me comparando com o seu ex. – Disse visivelmente chateado. – Se ele tava pouco se fodendo pra preservar a namorada dele, eu não estou tá bom?

— É, mas você já me conheceu assim e eu não vou mudar por sua causa.

— Você não vai tirar o short?

— Não.

— Então não vamos mais sair.

— Você quis dizer você. Porque eu vou visitar a minha mãe. – Eu disse virando as costas pra sair.

— Então quer dizer que você prefere continuar com o short a ter a minha companhia. Tudo bem Isabella, pode ir então.

Eu virei para ele ainda incrédula pela discução que estávamos tendo por causa da porcaria de um short.

— A questão não é o short, mas a forma como você pediu. Se você não me aceita do jeito que eu sou, nem sei porque está comigo. Aliás, é muito irônico a gente estar tão bem até ontem e de repente depois de eu ter transado com você, uma coisa idiota dessas já é motivo pra brigar.

— Olha, eu vou fingir que eu não escutei isso, tá legal? Porque até onde eu me lembro quem tava doida pra transar era você.

Dei as costas para ele e saí, com lágrimas nos olhos. Logo vi, o fim de semana estava sendo perfeito demais para ser real. Por que diabos ele tinha que estragar tudo? Por um segundo eu até pensei em recuar e trocar o maldito short só pra evitar briga, mas eu sabia que se fizesse isso ele ia criar o hábito de mandar em mim, coisa que eu não podia aceitar. Afinal estávamos em uma relação homem e mulher, não escravo e senhorio. Se ele não me aceitasse como eu era, nosso relacionamento não teria futuro algum e isso me fez derramar as lágrimas que estavam contidas em meus olhos. Agora as coisas que Carlisle disse vieram com força total em minha cabeça, agora elas começavam a fazer todo sentido para mim. “Bella, é muito complicado, porque por mais que você tenha amadurecido muito nesse tempo que está aqui, você ainda não é o tipo de mulher que faz alguém como o Edward se manter interessado.”

Peguei o primeiro táxi e pedi para que me levasse à casa de minha tia, fui o caminho inteiro pensando, ele nunca nem mesmo me disse que me amava. Eu também não tinha dito a ele, mas não havia um segundo se quer em que estivéssemos juntos que eu não pensasse nisso. Eu só não imaginei que a possibilidade desse ser o nosso fim doeria tanto.

— Tá tudo bem? – Perguntou o taxista olhando para mim pelo retrovisor. – Está chorando tanto.

— Tá tudo bem sim. – Menti. – Obrigada pela preocupação.

— Qualquer coisa é só falar.

— Pode deixar.

Em pouco tempo eu já havia chego à casa de minha tia, assim que saí do táxi comecei a secar minhas lágrimas e bati no portão. Pouco tempo depois minha mãe apareceu para atender.

— Bom dia. – Eu disse forçando um sorriso.

— O que houve meu anjo? – Perguntou segurando meu rosto em direção ao seu e secando minhas lágrimas que insistiam em cair.

— Nada demais. – Menti novamente.

— Você sempre foi uma menina muito forte, não me venha com essa de “nada demais”. Ninguém te conhece melhor do que eu Isabella, pode contando.

— Foi o Edward.

— Vocês terminaram?

— Não... Sim... Ah, sei lá.

— O que houve?

— Ele não queria que eu viesse de short e eu queria vir, aí a gente acabou discutindo.

Minha mãe começou a rir e eu arregalei os olhos incrédula.

— Hei. Você é a minha mãe! Cadê meu apoio moral?

— Ah filha, você é tão jovem. Tem tanta coisa pra aprender ainda. Tanto sapo pra engolir. Tem certeza que vai ficar brigando por causa de um short?

— Mãe, eu não posso deixar ele mandar em mim.

— Eu sei, e está certa. Só que não é motivo pra todo esse choro. Aposto como isso não vai dar em nada, guarda as suas lágrimas pra coisas realmente importantes. Se ele brigou com você por um short é sinal de que ele se importa. Pra que arrumar tanta tempestade em um copo d’água? Não leve tudo a ferro e fogo filha, porque apesar de você ser linda, ninguém aguenta ficar em um relacionamento onde qualquer coisa é motivo pra brigas. Pensa nisso e faz as pazes com o seu Cowboy, tá bom?

— Tá bom. – Respondi dando um leve sorriso.

— Agora vamos entrar.

— Vamos.

Nós entramos, eu coloquei meu boné no porta chapéus, já que minha mãe sempre dizia que quando se vai em casas que tem porta chapéus, devemos tirar os nossos e colocá-los ali, então foi o que fiz. Nós tomamos café, minha família de parte de mãe era incrível mesmo. Eles tinham assuntos interessantes, além de serem pessoas interessantes. Foi então que bateram ao portão e minha mãe foi atender, voltando com um sorriso no rosto.

— Quem era? – Perguntou meu tio.

— Edward. Eu até o chamei pra entrar, mas ele disse que queria conversar com a Bella primeiro.

— OK. Eu vou lá. – Eu disse já me levantando.

Fui até o portão e Edward estava lá, assim que o abri ele me puxou para seus braços e me beijou. Eu não estava com a mínima vontade de sair dali, na verdade estava extremamente feliz, por saber que ele estava disposto a continuar e pelo visto, sem ressentimentos.

— Desculpa. – Sussurrou com os lábios colados aos meus. – Eu sou um idiota.

— Me desculpa também. Eu sou uma idiota por te comparar com quem nunca chegará aos seus pés e insinuar coisas que não são verdade.

— Tudo bem. Eu só preciso saber que a gente está bem.

— Estamos bem. – Garanti.

Edward me abraçou forte e me deu outro beijo.

— Eu... – Eu estava prestes a dizer a frase que tanto tinha vontade, só que ele chegou primeiro.

— Eu te amo minha menininha. – Disse beijando minha testa em seguida.

— Eu também te amo, demais. – Eu disse me aconchegando em seu abraço e deitando minha cabeça em seu peitoral.

— Ah, mas como o amor é lindo! – Disse Charlie chegando ao nosso lado.

— Bom dia pra você também. – Disse Edward sorrindo.

— Vem cá, cadê meu presente? – Perguntei.

— Que presente pirralha? – Perguntou com o cenho franzido.

— Você disse que ia comprar um presente bem bonito pra mim ontem lá no Central Park.

— Não se iluda. Eu só disse aquilo pra impressionar a sua mãe. Cadê ela por sinal?

— Tá lá dentro.

— Estou indo então.

Charlie entrou cantando alguma música dos anos 70 enquanto Edward e eu riamos dele.

— Toda loucura que você e a Esme não herdaram foi pra esse cara. – Eu disse a Edward.

— Todos dizem isso. – Ele disse sorrindo.

— Ele trabalha em que?

— Charlie ganhou 20 milhões no bolão de fim de ano há uns quinze anos atrás. Investiu bem e vive até hoje apenas viajando pelo mundo e desfrutando dos investimentos.

— Então ele é rico.

— Não como o seu pai, mas é.

— Então você é o único dos irmãos que é pobre.

— Sou.

— Parei mal hein. – Eu disse sorrindo e ele me acompanhou.

— Mas se te conforta, eu também sou o único que fez universidade. – Ele disse me lançando um sorriso sedutor.

— É também é o mais lindo, charmoso, gostosão, tudo de bom. – Eu disse o abraçando ainda mais forte. – E acima de tudo o homem que eu amo.

— Hum... Desse jeito eu fico mal acostumado. – Disse sorrindo.

— Vamos entrar? – Perguntei.

— Vamos. – Ele respondeu prontamente.

Nós entramos de mãos dadas e Edward cumprimentou a todos da casa. Quando era a hora do almoço nós fomos junto com minha mãe e Charlie para um restaurante bem legal e almoçamos, quando a noite começou a cair, nós voltamos para o hotel. Hoje ficaríamos na suíte dele. Só pra não dizer que Carlisle pagou por duas totalmente em vão.

— O que acha de a gente tomar um banho de banheira hoje? – Perguntei erguendo uma sobrancelha maliciosamente.

— Eu acho que isso pode ser uma boa. – Ele disse empolgado.

Nós fomos até a banheira redonda que já estava devidamente pronta para uso e tiramos nossas roupas, entrando rapidamente nela, Edward se sentou no banco que tinha em toda sua lateral e eu me sentei em seu colo, de frente para ele. Então me aproximei e o beijei, intercalando os beijões com selinhos, enquanto ele intercalava com mordidas pra lá de gostosas. Comecei a rebolar em seu colo, o provocando, enquanto sentia seu membro dando sinais de vida.

— Gosta de me provocar mesmo. – Disse com a voz rouca.

Olhei para ele mordendo o lábio inferior, o que pareceu deixá-lo ainda mais excitado, porque ele soltou um leve gemido. Me ergui um pouco e ele entendeu o recado, pois posicionou seu membro em minha entrada e eu fui descendo devagar, sentindo ele me preencher lentamente. Edward me abraçou ternamente e me beijou, enquanto me levantava e descia, sentir meus mamilos intumescidos e molhados em contato com os seus, subindo e descendo sem parar. Porra, por que ele me negou todas essas sensações antes? Chega ser maldade. Edward estocava com força e eu rebolava meus quadris contra o seu, sempre em busca de ir cada vez mais fundo. Gemíamos alto e não tínhamos nenhum problema com isso. Tudo que importava era nós dois ali. Terminamos chegando ao ápice juntos, como ontem, e eu nunca me cansaria disso.

— Bella. – Disse Edward parecendo um pouco assustado de repente.

— O que?

— A gente fez sem camisinha.

— Ai meu Deus é verdade. – Eu disse nervosa. – E agora? Tomo a pílula do dia seguinte?

— Não. – Respondeu imediatamente. – Eu sei que funciona de uma maneira diferente, mas pra mim isso é a mesma coisa que aborto.

— Tudo bem, se você não quer eu não tomo, mas corremos o risco de eu engravidar.

— Não vamos nos desesperar antes do tempo tá? As chances de vingar são mínimas.

— Espero que sim. – Respondi. – Eu nem sei o que vai ser de mim se eu engravidar agora.

— É complicado lembrar da camisinha quando se está prestes a transar. Temos que providenciar pílulas anticoncepcionais pra você.

— Tudo bem, nós vemos isso no Texas.

— OK.

Edward e eu ficamos ali, apenas nos curtindo, aproveitando a nossa última noite em Nova Iorque juntos, nos amando como se não houvesse amanhã. Foi simplesmente uma das melhores noites da minha vida.

No dia seguinte, Acordamos cedo pra começarmos a arrumar as coisas para voltar para casa. Nosso vôo era duas horas da tarde, então almoçamos junto com minha mãe e Charlie em um restaurante na cidade. Depois fomos para o aeroporto, conversamos um pouco com minha mãe e Charlie, e depois de todos os procedimentos necessários, já estávamos embarcados e em rumo ao Texas.

A viagem era longa, mas eu passei boa parte dela dormindo, então até que foi rápido pra mim. Assim que saímos do portão de embarque, lá estavam Carlisle e Esme sorrindo para nós.

— Oi meu amor. – Disse meu pai me abraçando e eu retribuí. – Como foi a viagem?

— Maravilhosa. – Ele nem fazia ideia do quanto.

— Mas ligar que é bom nada né? – Perguntou. – Ainda bem que o Edward me ligou quando vocês chegaram, pra dizer que estava tudo bem, senão eu teria ficado sem nenhuma notícia. A não ser pela sua mãe é claro, que falou muito por eu ter deixado você ir sem avisá-la. Esse papo todo.

— Ela é meio paranóica mesmo. – Eu disse sorrindo.

— Oi Edward. – Disse meu pai apertando sua mão. – Gostou de Nova Iorque.

— Sim, é bem legal. Só que eu ainda prefiro o Texas. – Disse sorrindo. – Lá tem muita gente, muita luz. Não gosto muito dessas coisas.

— A pessoa que nasce com essa alma caipira, não tem jeito mesmo né? – Perguntei rolando os olhos. Na verdade aquilo era só pra não perder o hábito mesmo, porque eu amava esse jeito simples do Edward.

— É o jeito dele. – Disse Carlisle. – Eu também prefiro o Texas a Nova Iorque.

— Você também tem esse espírito caipira pai, não pense que me engana. – Eu disse sorrindo e ele me acompanhou. – Agora vamos para casa?

— Vamos.

A viagem foi longa e nós fomos conversando sobre amenidades, até que me lembrei do namorado de minha mãe.

— Pai, você não vai acreditar. – Eu disse como quem fosse contar a fofoca do ano.

— Fala filha.

— Minha mãe tá namorando.

— Que bom. – Disse parecendo realmente satisfeito. – Reneé estava precisando de um namorado mesmo, pra te soltar um pouco né? Porque antes ela não podia ficar um dia longe de você que ficava depressiva.

— Mas a questão não é ela estar namorando, mas com quem ela está namorando.

— Com quem?

— Seu cunhado.

— Edward?! – Perguntou espantado.

— Não pai, o outro.

— Charlie?! – Agora quem se espantou foi Esme, que até olhou para trás.

— O próprio. – Respondi.

— Nossa, mas que mundo pequeno. – Ela disse sorrindo. – Charlie estava precisando de uma namorada mesmo. Vocês o viram?

— Vimos. – Edward respondeu.

— E como ele está?

— Maluco como sempre, com aquele bigode de xerife. A mesma coisa, só que agora está apaixonado.

— Nós podíamos chamar ele e a minha mãe pra vir aqui quando terminarem os três meses. – Eu disse. – Aí a gente dá uma festa, sei lá.

— Me parece uma boa ideia. – Disse meu pai. – Vamos ver isso mais pra frente.

Quando chegamos em casa, fomos recebidos pela receptividade de todos, mas quando cheguei em Rose, percebi que ela estava meio tensa.

— Tudo bem? – Perguntei.

— Não. – Respondeu. – Ontem chegou uma pessoa aqui na cidade, eu acho que você não vai gostar muito de saber quem é.

— Quem é? – Perguntei já preocupada.

— Bella. – Disse Carlisle. – Chegou uma visita pra você.

E de repente ele entrou na sala, arregalei os olhos imediatamente, incrédula da cena que estava vendo.

— Jacob?! – Perguntei sem nem mesmo tentar disfarçar a minha fúria. – O que está fazendo aqui?

— Como o que estou fazendo aqui? Vim visitar a minha namorada!

Olhei para Edward que parecia estar se controlando para não pular na cabeça de Jacob, e confesso que eu estava da mesma forma, quem ele pensa que é pra vir aqui atrás de mim depois de tudo que fez?

Notas finais
Tenso esse final né? E aí? O que acharam? Antes que vocês surtem estou garantindo a vocês que o Jake não tem mais chances com a Bella. Afinal é o mínimo depois de tudo que ele fez né? ¬¬ Bom, é basicamente isso, queria agradecer a todas pelos reviews do cap passado que ficaram incríveis. Quanto à Filha do reitor, vou fazer postar logo mais. E amanhã não tem post pq vou estar na casa de campo, aproveitando o friozinho pra andar no Hércules, meu pangaré (Viram de onde veio o nome do cavalo da Bella? kkkkkkkkk) O meu pai tem um chamado Alasão, e espero eu que o meu futuro namorado tenha um Trovão kkkkkkkkkk. Até mais galera!