PDV – Phietra

Hoje estou decidida a não passar outra vergonha como aquela, tenho que agir naturalmente naquele carro, não como uma louca. Quando chego lá fora vejo o Dougie falando no ouvido da Gi, que na hora em que me viu seu semblante foi de alivio, o que será que ele tinha dito a ela que a deixou assim?

— Cadê o Danny? Você não estava me apressando?

— Você quer que eu v ala e arraste o cara? Ele já esta fazendo o favor de nos levar, então para de graça.

— Vamos? – Disse o Danny vindo até nós.

— Depois continuamos a conversa ok? – E então o Danny olhou para mim sem entender nada eu apenas dei de ombros e lancei um olhar de quem não estava entendendo nada também. E então o Dougie entrou na casa.

— Gi, se eu ficar com cara de idiota como na outra vez comece a falar alguma coisa ta? – Fechei os olhos e respirei fundo, depois de um tempo a Gi me cutuca e fala:

— Devo começar a falar agora? – E ela cai na gargalhada

Foi só então que percebi que estava encarando ele de novo, e então logo desviei meu olhar. O Danny estava parecendo um deus grego naquele carro, estava com uma blusa xadrez azul e um óculos de aviado, eu sempre gostei de homens com xadrez eles fica tão lindos! No começo o carro estava um silêncio mortal, e então o Danny começou a puxar assunto.

— Então as brasileiras vão ter que me mostrar o caminho.

— A Phi mostra, porque ela sabe mais que eu. E a propósito nós não somos brasileiras, apesar de nos considerarmos. – Disse a Gi com educação.

— Somos britânicas também, quando saímos daqui eu tinha dois anos e a Gi tinha 1, vivemos a maior parte de nossas vidas lá. – Olhei pra Gi e sorri lembrando da nossa casa, dos amigos, da faculdade. É tão estranho saber que vou ficar um bom tempo longe do Brasil, foi lá que passei minha infância a pré-adolescência. – Ai com 15 anos eu voltei e fiquei um ano por aqui.

— E namorado? Já namorou alguém daqui? – Ele me olhou de lado e deu um sorriso, que naquele momento tudo o que ele me perguntasse eu responderia sem pensar na resposta.

— Ah só um namorinho apesar do tempo mais não foi nada muito serio, porque a gente era bem jovem.

— Era o vizinho do meu pai, ela ficou morrendo de raiva quando teve que voltar pra casa. – Será que o Tyler ainda mora lá? Faz um tempo que perdi o contato com ele, e então começo a lembrar do tempo que passei aqui foram tempos muito gostosos. Mas logo sou interrompida porque a Gi e o Danny estão me olhando. Então olho pra eles com as sobrancelhas arqueadas.

— Acorda menina, ta no mundo da lua? É falta de educação não responder as pessoas sabia? – A Gi se divertia muito com aquela situação.

— A desculpe, o que você disse?

— Você não parece muito com a sua mãe é loira dos olhos azuis! – E dá aquele sorriso novamente.

— Dizem que eu sou a cara do meu pai, tanto na aparência quanto na personalidade, eu acho que é por isso que eu sou tão apegada ao meu pai.

— E como eles se conheceram?

— Quando meu pai completou dezoito anos ele ganhou uma viagem para o Brasil na época do carnaval, foi ele e um amigo. Eles quiseram ficar em Salvador que é o lugar onde tem o melhor carnaval de rua. – Paro um pouco de falar e olho para o Danny que esta me olhando pelo canto do olho com bastante interesse pela historia e então continuo. – Eles se conheceram no segundo dia de carnaval e foram se encontrando todos os dias, e ai eles acabaram se apaixonando. Mas quando faltava uma semana para ele ir embora minha mãe descobriu que estava grávida.

— Quantos anos ela tinha?

— dezessete anos, ai você já viu o desespero né? Minha avó ficou desesperada a filha caçula grávida de um cara que nem no Brasil morava já a mãe do meu pai meio que gostou como meu pai é filho único ela sentia falta de crianças pra ela poder cuidar, mimar.

— E como, a mãe ficava uma fera quando a gente vinha passar as férias aqui e voltava toda mimada, dizia que a nossa avó e o nosso pai estragava a gente. – Disse a Gi olhando pro Danny e pra mim.

— Ahan. Ai eles decidiram que seria melhor eles morarem juntos, então minha mãe veio pra cá e eles se casaram, e é isso. – E então entramos na rua, olho bem pra cada casa, cada detalhe, era como se eu nunca estivesse saído daqui. – É está casa verde. – Disse apontando com um sorriso de ponta a ponta.

E então ele parou o carro e ficou me olhando com um sorriso de deixar qualquer uma derretida. Comecei a olhá-lo também e sorrir. Até que a Gi nos interrompeu:

— Vamos entrar? – Eu lancei um olhar zangado pra ela que apenas deu de ombros

— Vamos.

— Vocês vão querer que eu venha buscar depois?

— Como assim você não vai entrar? – Na hora em que disse isso me arrependi, pois ele me olhou maliciosamente e sorriu, depois disse:

— Já que você insiste. – E piscou para mim.

Não acredito que to aqui de novo, abro a porta do carro e saio rápido, mas ainda assim consigo ouvir a Gi falando com o Danny.

— Ela ta doida pra vê se tem alguma mulher com meu pai. Ele não é muito bom pra escolher, a maioria das mulheres é linda, mas fúteis e interesseiras.

Quando chego à porta a Anna vem me atender, fica surpresa a me ver. A Anna sempre trabalhou na casa do meu pai, ela viu a Gi e eu crescer.

— Phietra, Giovanna! Quando vocês chegaram aqui? – Quando ela vê o Danny ela arregala os olhos e fica boquiaberta. – Ai meu Deus é o Danny Jones mesmo?

— Sim é ele mesmo, chegamos hoje. – Disse a Gi, e logo meu pai aparece na porta.

— Paaaai. – Vou à direção dele e dou um abraço bem forte. – Ai que saudade. – como reencontrar meu pai me fez bem, ele faz tanta falta na minha vida, é tão ruim você não poder conviver dia-a-dia com seu pai.

— Ai pai quanto tempo, sinto tanta saudade de você. – Disse a Gi abraçando ele.

— Eu também meus amores. Por que não me avisaram que vocês iam vim hoje, eu teria feito alguma coisa pra vocês, me disseram que iam vim amanha, então nem preparei nada. – E só então ele percebe que o Danny esta aqui. – Danny Jones na minha casa que honra. – Disse com aquele sorriso que só o meu pai tem, eu entendo porque as mulheres morrem por ele, só aquele sorriso quebra qualquer pedra, mais pra mim a única pessoa que ele realmente amou foi a minha mãe, depois dela ele nunca teve um relacionamento muito serio, ela também não, acho que quando o amor é verdadeiro a distancia e nem o tempo são capazes de apagar o amor.

PVD – Giovanna

E assim passamos a tarde toda, matamos a saudade do nosso pai, pela Phi a gente teria dormido lá, mas como não trouxemos nada resolvemos dormir outro dia lá. E o caminho de volta foi o mesmo clima, olhares, sorrisos e eu com a leve impressão de estar sobrando ali. Mas era engraçado vê o jeito que a Phi ficava na frente do Danny, com uma cara de boba e na hora me veio um pensamento “Será que eu ficava desse jeito na frente do Dougie?”, eu tinha que me controlar. Estava tão perdida em meus pensamentos que a Phi estava com a mão no meu rosto me chamando.

— Ei garota acorda!

— Ai desculpa estava com o pensamento longe.

— Percebemos. – Disse o Danny rindo.

— Então o que vocês estavam falando?

— O Danny perguntou o que você acha da gente sair?

— Hoje?

— Não amanha, aqui tem ótimas baladas. – Disse a Phi com os olhos brilhando.

— Bom eu ia adorar, mas não estou a fim de segurar vela. – Na hora em que disse isso a Phi ficou mais vermelha que um pimentão e me lançou um olhar que só aquele olhar era capaz de matar qualquer um, o Danny apenas deu um sorriso safado, mas quem respondeu foi a Phi:

— Não se preocupa maninha o Danny leva o Dougie pra você. — Na hora eu parei de rir e encostei. Fechei a cara e disse:

— Não tem graça. – A Phi apenas revirou os olhos e dessa vez quem disse foi o Danny

— Não entendo vocês fazem um casal bonito.

— Você e minha irmã também.

— Giovanna. – Tinha certeza que hoje a Phi me matava, eu achei que com isso ele iria ficar quieto, doce engano o meu ele apenas respondeu:

— Também. Mas o caso agora é você e o Dougie.

— Não tem caso.

— Ah que isso eu vi os olhares de vocês dois um pro outro.

— Mais não teve olhar nenhum.

— Ah teve sim. – Dessa vez foi a Phi que disse eu simplesmente lancei a ela um olhar que dizia “Tem certeza que vai entrar nesse assunto”, ela entendeu rápido e logo mudou o rumo da conversa.

Depois de alguns minutos chegamos a casa, só que estava com um som alto, e uma loira oxigenada estava vindo em nossa direção, quando chegou perto pulou no pescoço do Danny e ele retribui, olhei para a Phi sem entender nada até que ele olha para a gente e explica:

— Bom meninas essa é a Milla. – Eu olhei para a Phi e vi que ela já não foi com a cara da loira, ate que percebi que eles estavam esperando a gente falar alguma coisa.

— Oi eu sou a Giovanna e essa é minha irmã Phietra. – Ela nos olha de cima a baixo e admito que não gostei nada até que a Phi fala:

— O que ta rolando?

— Festa. – Disse o Danny observando o clima que estava meio tenso.

— Huum, mais e a nossa mãe?

— Deve ter saído com o Alan

— Bom então vamos para a festa. – Disse a oxigenada

— Vocês vêm meninas? – Disse o Danny

— Bom será que eu posso chamar uns amigos? – Perguntou a Phietra

— Claro

— Então a gente só vai se trocar e já volta. – Dizendo isso nós duas fomos para um lado e o Danny e a oxigenada por outro. Quando estávamos no quarto eu comecei uma contagem interna 5, 4, 3, 2,1 e.

— Você viu que menina oferecida chegou pulando em cima dele.

— Respira Phietra eles devem ser amigos.

— Sei

— Olha pra quem você vai ligar?

— Pro Tyler.

— Uiiii, já vi que essa festa vai render.

— Por quê?

— Nada deixa pra lá. Vou ir tomar banho enquanto você liga.

— Cuidado pra você não esbarrar com o Dougie por ai. – Ela disse isso maliciosamente fazendo uma cara sexy.

— Gracinha, pode deixar que daquele eu quero distancia.

— Por quê?

— Uma palavra “galinha”.

— Mais Gi...

— To indo. – Tomei meu banho pensando naquele idiota e quando fui sair do banheiro olho para o lado e fui praticamente correndo para o quarto.

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.