O Conto dos Cavaleiros de Ouro

5 Capítulo IV - O Verdadeiro Mal


Notas iniciais
Provavelmente esse não será o capítulo mais longo do livro, mas preparem seus olhos e sua imaginação esse capítulo é foda!

Quando Hakurei resolve se sacrificar com sua técnica Hecatombe dos Espíritos, naquele crucial instante, sem que nenhum dos dois perceba. Krest de Aquário os pega e então os congela naquele instante, antes mesmo a explosão acertá-los, com suas habilidades extras de projeção, conseguiu colocar os dois corpos de Hakurei e Sage para fora do Santuário, em uma área completamente isolada, ainda mais longe do vilarejo de Rodorio. O lugar era aberto, parecia um deserto, não tinha vegetação, mas muita areia e terra, não havia nem árvores próximas e nem nada por perto.

Krest os observa por um tempo, os irmãos estavam congelados em uma espécie de caixão completamente gelado e reforçado. Nada poderia quebrá-los a não ser o próprio Krest. Este já havia deixado as duas Servas de Atena ali naquele mesmo lugar e quando sentiu a elevação do cosmo dos irmãos decidiu intervir, porém, sabia que algo estava errado, ao congelar Sage, este possuía uma fada junto ao seu corpo, o que fez com que Krest libertasse Hakurei por primeiro daquela prisão de gelo.

Apenas ao tocar seu dedo indicador sob a superfície do caixão gelado o mesmo se desfez em instantes, libertando assim Hakurei de Altar, que estava bastante ferido e muito cansado.

— O que aconteceu Hakurei?

O homem estava assustado, havia concentrado um montante de cosmo e disparado de uma só vez o que lhe fez desmaiar, pouco depois, lembrou-se e viu Krest logo a sua frente e ao seu lado, Sage, seu irmão totalmente congelado, despertou com a pergunta de Krest, ele então se levantou, mas estava muito ferido para ficar em pé.

Fadas do Submundo... Estão controlando Sage e todo o Santuário. – Ele olhou para o irmão e voltou a olhar para Krest.. – Você nos salvou Krest, obrigado.

— O Santuário está vivendo uma forte conspiração, Hakurei. É muito bom saber que você não foi dominado por esses espíritos sujos. – Disse ele esticando a mão para o cavaleiro de prata levantar-se. – Rugonis e eu sentimos o forte cosmo de Zeno e logo nos direcionamos para o templo de Atena, a Deusa foi raptada e essas fadas estão infestando o Santuário.

— Eu encontrei Rugonis fora do templo de Atena, estava voltando de Jamir... Pégaso está traindo o Santuário? – Disse pensativo. – Essas fadas são obras dos espectros, não são?

— Provavelmente. – Respondeu Krest olhando para a direção do Salão do Grande Mestre. – O que mais me preocupa é que o cosmo de Zeno estava próximo ao de Itia que imediatamente também sumiu, porém, agora me parece que Itia está de volta, porém, como Mestre do Santuário, ele deveria ser impor aos acontecimentos... O que será que aconteceu? – Krest estava pensativo, então olhou para o corpo de Sage. – O que faremos com ele?

— Eu tentei utilizar as Ondas do Inferno para falar diretamente com sua alma, mas as fadas não me permitiram, precisamos tirá-lo desse transe. – Comentou Hakurei com o cavaleiro de ouro, olhando para o irmão.

— Entendo e o que tem em mente, Hakurei? – Disse sério o homem.

— Preciso confirmar uma coisa. – Disse Hakurei olhando fixamente nos olhos de Krest. – Poderia tirá-lo desse caixão, para que eu possa confirmar?

— Tudo bem. – Completou. Agachou e então encostou seu dedo indicador da mesma forma que fez com o caixão de Hakurei, a fada que havia sido congelada junto com Sage, fora esmagada por Krest quando tentou se locomover. Sage parecia desacordado e como Hakurei o cavaleiro de ouro acordou assustado, diante do irmão e do cavaleiro.

— Sage? – Disse Krest, confirmando se era o cavaleiro mesmo ou se ainda estava possuído.

— Senhor Krest... – Disse ele coçando sua cabeça, ela estava doendo e viu seu irmão todo ferido. – Hakurei o que houve? – Imediatamente ele se levantou.

— Muitas coisas, você se lembra do que aconteceu? – Perguntou Hakurei.

— Sim... Malditas fadas.— Ele disse batendo em sua cabeça. – Me deixei dominar para saber quem era o feitor disso, mas... Acabaram tomando conta de mim. Sorte que você apareceu, Krest. – Olhou para o cavaleiro.

— Não há de quê. – Disse Krest. – Provavelmente se os cavaleiros de ouro estão sendo dominados pelas fadas, os cavaleiros de prata e bronze também estão, o Santuário deve estar uma bagunça, o que nunca aconteceu antes, pelo menos que eu tenha presenciado. – Ele então olhou para os dois. – O que vocês farão?

— Precisamos recrutar o maior número de não-controlados possível para então combater aqueles que provavelmente estão. – Disse Sage, se colocando em uma postura mais ofensiva. – Antes teremos que cuidar de Hakurei e esse seu ferimento no braço.

Quando os três estavam conversando, uma alteração no cosmo foi sentida, eram o cosmo de Itia e Gateguard, os três se assustaram, logo depois desse pico enorme, tudo se acalmou novamente, embora os gêmeos soubessem que Gateguard também era discípulo de Itia, não gostavam dele.

A noite já caminhava para o seu final com a lua um pouco próximo ao horizonte, os primeiros raios do sol já podiam ser vistos criando um bonito e exuberante crepúsculo nos céus do Santuário.

Foi então que um cosmo poderosíssimo simplesmente desapareceu, o cosmo era grandioso e acompanhado de um outro cosmo gigantesco, os três imediatamente olharam para o Salão do Grande Mestre, sentem um enorme vazio dentro deles e já sabiam o que havia acontecido. Itia havia morrido.

Itia... Pensou Krest olhando para o Salão, ambos eram amigos. Viveram juntos na época da Guerra contra Ares, sobreviveram à guerra e se tornaram muito amigos ao longo desses duzentos anos que se passaram desde então. Krest sentiu uma dor em seu peito, pela morte do amigo e logo as reações de seus discípulos vieram á tona.

Hakurei e Sage tremiam, seus corpos não acreditavam que o cosmo de Itia havia completamente desaparecido. O Mestre Itia, como o chamavam era um homem incrível e sua sabedoria superava a de qualquer homem vivo sob a terra, até mesmo dos próprios Deuses. Eles treinaram imensamente os gêmeos desde quando eram crianças e assim Itia os transformaram em cavaleiros de Atena. Sage deixou a raiva tomar conta de seu corpo e começou a correr em direção ao Salão do Grande Mestre.

— Eu vou acabar com o maldito que matou o Mestre! – Ele gritou antes de sair precipitadamente em direção ao salão. Lágrimas começavam a escorrer de seu rosto e com o vento elas desapareciam no ar.

— Sage! – Gritou Hakurei tentando alcançar o irmão. – Espere! Pode ser uma armadilha!

Sage parou, enxugando seus olhos com a armadura, olhou para o irmão e acenou com a cabeça que sim, talvez, realmente fosse uma armadilha. Eles se lembraram de como encontraram Itia pela primeira vez e também como o mestre ajudou em seus crescimentos. Hakurei e Sage deixavam escapar algumas lágrimas enquanto olhavam para o monumento do Salão do Grande Mestre, enquanto Krest apenas fazia suas preces em silêncio. Possivelmente poderia ser uma armadilha, mas da forma que o cosmo desapareceu, era bastante verídico de quem Itia acabou falecendo ou morreu assassinado.

Um tempo silencioso se formou e os primeiros raios de sol já estavam surgindo no horizonte montanhoso, o clima e o ambiente ajudavam para como se estivessem em um verdadeiro funeral, nem mesmo os pássaros da manhã estavam cantarolando naquela região.

O silêncio foi quebrado com um suspiro de Krest.

— E então? – Disse Krest. – Acredito que Rugonis é capaz de trazer Atena, o que mais me preocupa é... Fahir. – Ele olhou para a casa de Virgem. – Nem mesmo nessa situação ele para a sua meditação e também... Por que as fadas não adentram a casa dele?

— Fahir é um homem estranho, eu nunca falei com ele. – Disse Sage se aproximando. – Eu e Hakurei iremos até o abrigo dos cavaleiros de prata, precisamos ver se ainda há cavaleiros sãos.

— Com certeza, não vamos perder mais tempo. Contamos com você Krest. – Disse já o cavaleiro de prata correndo pelo campo aberto, havia um caminho ao sul que então levava até o Coliseu e de lá poderiam ir ao abrigo dos cavaleiros de prata.

Eles se despediram e Krest ficou ali, as duas Servas de Atena também estavam ali, mas já curadas, porém, desacordadas. Não queria deixá-las sozinha, mas também, não queria ter que esperar por alguém, o mesmo se sentou de forma como se fosse meditar e ficou ali, além de poder se projetar em uma velocidade extrema, Krest também tinha a habilidade de telepatia.

Os irmãos correram como nunca correram antes, o lugar era bem aberto e então foram ao sul, se dirigindo para o Coliseu. Se aproximando, puderam ver inúmeras borboletas sobrevoando aquela região e no centro do Coliseu, muitos corpos de ascendentes a cavaleiro como também guerreiros rasos. Os guerreiros rasos se tratavam de guerreiros sem armadura, serviam para treinamento e também eram utilizados para resolver problemas mais sociáveis e também protegendo os civis.

Os cavaleiros de Atena eram tratados como grandes guerreiros, tendo um grande fardo. Os gêmeos então olhando de cima do Coliseu, que era sob um monte, se direcionaram pelo caminho que levava ao abrigo dos cavaleiros de prata. O abrigo era feito de casas simples, porém, bem arrumadas. Eles correram para aquela direção sem dar muita importância no que acontecia no Coliseu, mais alguns minutos e viram que o abrigo dos cavaleiros de prata estava em chamas.

Recuperaram o fôlego logo após virem o lugar repleto em chamas.

— Chegamos tarde demais! – Disse Sage olhando para o abrigo todo em chamas e destruído.

— Acredito que ainda haja cavaleiros vivos e também não sendo controlados pelas fadas, não há fadas por aqui. Veja! – Olhando ao redor não via nenhuma borboleta daquelas esverdeados e marrons que eram do submundo.

— Vamos nos separar, assim podemos ter melhores condições de procurar. – Sugeriu Sage.

Hakurei concordou com a cabeça e foram divididos em meio aquelas chamas e destroços. O abrigo dos cavaleiros de prata, era bastante grande, na realidade eram vinte e quatro armaduras de prata, então construídos eram vinte e quatro abrigos. Os abrigos não eram bonitos, mas aconchegantes e confortáveis. Era como um pequeno bairro embutido nas costas do Coliseu, logo abaixo da escadaria que levava à primeira das Doze Casas, a de Áries. O lugar era bem arejado e como os primeiros raios do sol já começavam a surgir no horizonte, o dia também ia amanhecendo. Hakurei correu para a direita do abrigo, o lugar estava mais cheio de destroços do que de chamas, com o sol nascendo exatamente em sua frente, ele ficou cego por instantes e logo sentiu dois cosmos ao seu redor, cosmos parecidos com o dele, eram cavaleiros de prata. Eles surgiram dos destroços, um deles era Forel de Cinzel, um grande guerreiro que estava dominado pelas fadas, o outro era um recém promovido, Kanhoji de Mosca.

Forel era loiro, tinha longos cabelos e olhos escuros, seu porte era grande e não era tão musculoso assim, mas era tido de grande habilidade e de grande força. Kanhoji tinha cabelos curtos e escuros assim como seus olhos, era de estatura média e sua armadura lembrava uma mosca, assim como Forel que vestia sua armadura Cinzel e tinha uma tonalidade completamente cinza, porém, prateada devido sua patente.

— Forel... Kanhoji... – Não demorou muito para que os dois viessem em direção à Hakurei e o mesmo defendeu-se bloqueando o ataque dos dois com seus braços, um de cada braço, aquele que estava machucado da luta contra seu irmão sofreu as conseqüências e novamente foi machucado, levando Hakurei a sentir uma enorme dor.

Sage decidiu correr e procurar pelo lado esquerdo do abrigo, se manifestou para os lados das chamas e buscou algum sobrevivente, mas só enxergava fogo e destroços. Sua esperança o fazia procurar por alguém, principalmente por cavaleiros que não estavam sendo controlados pelas fadas. De repente, ouviu alguém chamando seu nome, alegrou-se e virou para então ver quem o chamava.

— Sage. – O homem que lhe chamava vestia a armadura de Touro. Seu elmo era irreconhecível e o mesmo não era tão robusto como se pensava. Sua estatura era média, seus olhos eram grandes e seu lábio carnudo, possuía o cabelo curto e loiro, era basicamente um jovem.

— Francisca! Que bom que está aqui! – Disse o cavaleiro de Câncer, se aproximando do outro cavaleiro.

— Sim. – Ele então elevou seu cosmo e cruzou seus braços. – Assim posso matar um cavaleiro de Ouro. – Seus olhos então se fixaram em Sage e o mesmo notou que as fadas do Submundo o haviam dominado, Francisca era muito poderoso.

Gateguard continuou sua caminhada após observar às escondidas a luta de Hakurei e Sage e então ver que ambos acabaram mortos. Como estavam na casa de Capricórnio e as casas seguintes estavam sem os seus respectivos defensores, o cavaleiro de ouro que era rodeado de fadas chegou até o Salão do Grande Mestre.

Passou pela casa de Peixes e de Aquário e ordenou que algumas fadas permanecessem por lá, caso os respectivos cavaleiros voltassem. As fadas sobrevoavam e circulavam o corpo de Gateguard que sempre estava em sua postura ereta e serena. O sorriso em sua cara era incontestável e ele às vezes gargalhava.

Sage sempre foi um problema... Pensou consigo enquanto atravessou a casa de Peixes e começou a subir a pequena escadaria para o Salão.

Entrando no Salão não vê absolutamente nada, apenas o trono vazio do Mestre do Santuário por ali e a mobília toda impecável. As fadas começam a tomar conta do lugar e ele senta brevemente no trono, estava esperando por alguém.

Esperou pouco até que as portas do Salão do Grande Mestre se abriram, quem estava chegando era Itia que também estava rodeado de fadas. O velho mestre tinha longos cabelos brancos, seu manto era impecável e era visível sua pele franzida. Ele deu alguns passos e parou de frente para Gateguard que estava sentado ao trono.

— O que...? – Ele arregalou os olhos, assustado. – Gateguard!

— Ora, ora, ora... – Disse o cavaleiro levantando-se vagarosamente e mudando drasticamente sua postura. – Mestre Itia... Que bom retornar, era você mesmo quem eu esperava.

— O que faz aqui, Gateguard? – Comentou Itia parecia alterado. – Você não deveria estar aí. Onde estão os outros cavaleiros? O Santuário está um tremendo caos. – O velho mestre parou e encarou o discípulo que fazia uma postura ofensiva.

— Pelo jeito Zeno foi o único que descobriu... Uma pena ele ter se sacrificado à toa! – Em volta do corpo de Gateguard um cosmo amarelado pôde ser visto e o cosmo queimava de tal maneira que Itia assustou-se. – Ele não foi capaz de te matar, mas... Eu serei. Força Ascendente!

O cosmo que estava ao redor de Gateguard se manifestou e parecendo como um carneiro gigante e dourado foi em direção a Itia que imediatamente rebateu o golpe apenas movimentando seus braços e o cosmo bateu contra a parede do Salão. Eles se encararam por muito tempo, como se seus cosmos lutassem entre si, o nível daquela batalha era altíssimo e as paredes começavam a rachar apenas por eles elevarem seus cosmos.

Itia tomou a atitude de atacar seu antigo discípulo concentrando o cosmo em seus punhos, na metade do caminho disparou contra Gateguard, as pequenas esferas de cosmo pareciam destruidoras e foram em uma velocidade incrível em direção à Gateguard.

Muralha de Cristal! — Pronunciou Gateguard levantando seus braços antes que as esferas de energia lhe acertassem, a sua frente então cresceu uma espécie de parede que lembrava cristais, as esferas atingiram aquilo e desapareceram, a muralha do cavaleiro de ouro era bastante resistente. Foi então que ele decidiu partir em direção ao seu mestre, com o braço levantando na altura dos olhos e concentrando seu cosmo justamente naquele punho visou atacar Itia, que se surpreendendo com a força do cavaleiro pareceu ceder.

O punho de cosmo se transformava na última hora antes de atingir Itia, parecia como uma rede que então entrando em volta de Itia o prendia fortemente sem que o Grande Mestre esperasse.

Rede de Cristal! — Disse Gateguard vendo que agora Itia estava preso em sua técnica e seu cosmo assim também banido. A rede de cristal não só prendia o corpo físico da vítima, como também selava o uso do cosmo da mesma, uma técnica incrível e bastante poderosa, onde a vítima ficava a mercê do usuário. – Mestre Itia... Uma pena o senhor acabar morrendo. Você que era antigamente o meu maior idealizador, agora se tornou um velho fraco.

Itia estava preso na Rede de Cristal, seu corpo não se movia e seu cosmo não poderia queimar, devido à habilidade de Gateguard. Ele apenas se concentrou em ficar quieto e de cabeça baixa, como se estivesse pensando em alguma estratégia para sair daquela prisão.

— Acha que consegue escapar da minha Rede de Cristal?— Ele se aproximou de seu mestre. – Foi você mesmo quem me ensinou isso, não lembra? Mas acredito que ainda tem algum truque na manga, por isso, eu prefiro acabar logo de uma vez com isso. – Ele então fez seu cosmo se concentrar em sua mão esquerda que estava aberta e com os dedos juntos. – Vou matá-lo logo de uma vez.

Gateguard numa velocidade incrível atravessa seu braço no peito de seu mestre, bem na direção do coração. Itia cospe uma enorme quantidade de sangue e de imediato seu cosmo desaparece. As borboletas que estavam por todo o lugar começavam a se manifestar e davam voltas em torno do corpo de Itia. O cavaleiro de ouro retirou seu braço do peito de seu antigo mestre e deixou que as fadas terminassem o serviço, elas começaram a criar uma espécie de casulo. Enquanto Gateguard limpava seus braços do sangue de Itia, algumas fadas se aproximaram dele e ele as observou e sua expressão que anteriormente era de superioridade, mudou drasticamente para frustrado. Ele descobriu que Sage e Hakurei estavam vivos, pois as fadas não encontraram suas almas no mundo dos mortos. Tais borboletas podiam ir e voltar quantas vezes quisessem e Gateguard podia controlá-las.

As outras fadas já consumiram o corpo de Itia e formaram realmente um casulo com ele, elas pareciam carregar o corpo do mestre e em um piscar de olhos elas desapareceram junto com o mesmo. Gateguard ficou ali, sentou-se naquele trono e ficou naquela sala vazia enquanto impaciente começou a bater o pé.

Sage ou Hakurei qual deles matarei primeiro? Pensou consigo enquanto batia o pé de forma impaciente, sua postura no trono não era nada exemplar e ele então de sobressalto sorriu. Hakurei, matarei você primeiro. O dia então começava a raiar e Gateguard andava tranquilamente em direção à porta de saída do Salão.

Ézio, Alexis, Esídio e Leon, corriam pelos arredores do Coliseu, em uma pequena floresta que era ao noroeste de onde se localizava o Santuário, a floresta não era tão densa, mas sua vegetação era alta, o que dificultava a movimentação deles. Ézio era quem liderava aquela expedição, ele disse que sabia quem era o feitor que estava a controle das fadas e também ele parecia não estar controlado por elas. Em meio à movimentação Ézio foi explicando toda a situação para os cavaleiros de bronze e também sobre a conspiração no Santuário.

Avançaram mais um pouco e estavam distantes do Coliseu e muito mais distantes do Santuário, a vegetação e a floresta davam espaço para um precipício enorme e também, uma espécie de caverna, logo na sua entrada haviam muitas borboletas sobrevoando o local e foi aí que eles pararam antes de descer pelo precipício.

— Como eu disse... Se essas borboletas te tocarem, vocês serão controlados por elas e lutarão entre si. – Ele estava sério e dizia olhando para as borboletas. O precipício devia ter pouco mais de vinte metros e a vegetação que anteriormente era alta, agora parecia mais como uma savana, o Santuário era construído acima de montes e naquela região era comum, ter uma mescla de ambientes daquela maneira.

— E se sermos controlados por elas, não tem como a gente se livrar disso? – Perguntou Esídio curioso e ao mesmo tempo assustado, afinal, eram muitas na entrada daquela caverna, que parecia ir ao subsolo.

— Não sei, talvez tenha, mas o garantido é que você tenha que morrer para se livrar. – Disse Ézio de forma séria, parecia realmente não estar brincando, o que fez com que os três cavaleiros de bronze dali ficassem espantados.

Ézio então pulou daquele precipício, sua habilidade de saltar era incrível, em meio ao ar ele pareceu concentrar seu cosmo que era de uma cor branca azulada, em meio a queda ele com suas pernas chutando o ar, emitiu ondas de cosmo que foram em direção às borboletas, numa velocidade incrível e ainda no ar, as ondas de cosmo foram atingindo a entrada daquele lugar, eram muitas ondas que na verdade pareciam como lâminas de vento que rapidamente atingiam o inimigo a velocidade era incrível e os três que observavam quase não viram todas os feches de cosmo lançados.

Foices de Vento!— O vento era alterado naquela ocasião e o cosmo se unia à ele, formando grandes lâminas, as borboletas foram todas eliminadas, enquanto Ézio estava prestes a tocar ao chão ele fez uma acrobacia e rolou, caindo em pé. – Vamos, o caminho está livre por enquanto. – Alertou a todos lá em baixo.

Os três imediatamente fizeram da mesma maneira e pularam daquele precipício, todos caíram em pé, mas pouco desequilibrados, observaram por pouco a entrada daquela caverna. Não hesitaram e foram rapidamente para dentro daquele lugar, como ainda era noite ao adentraram na caverna a escuridão tomou conta dos quatro, o lugar era um breu por completo. Não conseguiam enxergar um palmo a frente dos olhos, porém, eram guiados pelo cosmo, de dentro da caverna. Começaram a sentir esse imenso cosmo quando deram os primeiros passos adentro.

— O que é esse imenso cosmo? – Perguntou Leon continuando a correr.

— Um espectro. – Disse Alexis ao jovem, ela também sentia aquele imenso cosmo e comparado aos demais, era incrivelmente superior. – Seria um dos três Juízes?

— Acredito que não. – Respondeu Ézio. – Um cosmo desse tamanho não pode ser considerado de um dos três Juízes. – O homem estava a frente de todos, ele guiava a todos, apesar de que a caminhada era em linha reta.

— O que são os três Juízes? – Perguntou Leon, realmente as aulas teóricas não eram as mais importantes para ele.

— São os três Juízes que regem o inferno. – Respondeu Ézio. – Todos os espectros trabalham para um desses três Juízes do Inferno e como já devem imaginar, os três Juízes são ordenados por Pandora que é mandada por Hades. – Ele então riu. – Uma hierarquia um tanto quanto esquisita, não é? O que mais me incomoda na verdade são os Deuses Gêmeos.

— Deuses Gêmeos? – Alexis se espantou.

— Sim. – Respondeu sério Ézio, o homem não parecia muito de brincadeira no geral. – São Deuses a favor de Hades, um é o Deus da Morte, Thanatos e outro é o Deus do Sono, Hypnos. Eles vivem desde o início dos tempos e são extremamente fortes.

— Eu não sabia disso... – Disse Alexis com seus pensamentos embaralhados. Diminuiu o ritmo após ouvir sobre os Deuses Gêmeos e continuou logo após, voltou ao ritmo normal.

Mais a frente os quatro finalmente chegaram em um espaço mais aberto e luminoso, parecia ser um altar. Havia ali uma mesa de pedra e vários candelabros com fogo acesos, iluminando a caverna, o cenário era grotesco e haviam milhares de casulos nas paredes, com certeza, as borboletas vinham dali, eles pensaram. Andando vagarosamente eles buscaram com os olhos algum perigo, mas não enxergaram nada, observaram mais de perto aqueles casulos e eles pulsavam, como se estivessem ainda se produzindo e se formando como um feto.

Caminharam pelo altar e mais a frente um pequeno corredor cavernoso os aguardava, passaram pelo corredor que ainda era repleto de casulos pelas paredes e teto. Avançaram e novamente foram em um lugar mais aberto ainda, lembrava o Coliseu, mas era em uma caverna, no subsolo. Havia certos pilares que parecia ter um segundo andar também cavernoso. Eles sentiram novamente um cosmo altíssimo e se esconderam não somente seus corpos, como também seus cosmos e tomavam cuidado para que não descobrissem suas localizações.

Um espectro surgiu no segundo andar que era possível ver, o espectro vestia uma armadura negra e possuía asas como borboletas, ao seu redor muitas borboletas sobrevoavam por ali e também, havia dois cavaleiros junto dele, como se fossem seus servos. Eles pareciam conversar e o lugar onde estavam dava um eco estrondoso fazendo os quatro cavaleiros ouvirem.

— Meus caros amigos. – Disse o espectro olhando para eles. – Sinto em informar que nosso plano para acabar com Atena está apenas começando, vários cavaleiros de Ouro já estão dominados por minhas lindas fadas do Submundo.— Ele disse e rapidamente mudou sua tonalidade. – Jafar de Quilha e Teras de Compasso, sinto que há invasores aqui. Ordeno que vocês acabem com esses lixos!

— Sim senhor. – Disse Jafar. Este era um homem robusto, sua armadura era de prata e era tido como um exímio lutador, já era mais experiente e parecia ter a mesma idade de Ézio. Possuía uma rasa barba e olhos grandes, seu cabelo era escuro e de tamanho médio.

— Iremos acabar com a raça dos cavaleiros de Atena, mestre. – Comentou Teras, o jovem assim como Jafar possuía uma armadura de prata, tinha cabelos curtos e castanhos escuros.

Quando ouviram isso, Ézio imediatamente agiu e se mostrou elevando seu cosmo, não demorou muito para que Esídio também fizesse a mesma coisa. Rapidamente os dois cavaleiros de prata possuídos pelas fadas voaram em direção aos dois cavaleiros. Jafar atacou Ézio e Teras foi em direção à Esídio, ambos se confrontaram e bloquearam seus ataques, o caminho estava livre e o espectro se virou de costas entrando em um outro lugar no andar de cima daquele Coliseu subterrâneo.

— Jafar! – Disse Ézio, defendendo o golpe do cavaleiro cruzando seus braços e bloqueando o ataque. – Você está dominado!

— Eu vou matá-lo! — Respondeu Jafar, ainda socando o oponente e o jogando para a área anterior que lembrava um altar e era repleta de casulos.

Nessa brecha, rapidamente Alexis e Leon agiram rapidamente avançaram em direção aquele espectro deixando seus dois companheiros para trás. Nesse meio tempo, Teras viu os outros dois partindo e num movimento acrobático, direcionou seu ataque contra Leon e Alexis, porém, Esídio o interceptou e segurou o ataque do cavaleiro de prata.

— Avancem! – Gritou Esídio. – Eu não deixarei ele passar daqui! Acabem com o espectro das fadas.

Leon e Alexis acenou com a cabeça e então avançaram, para o segundo andar daquele Coliseu, iriam seguir o espectro. Esídio e Teras começaram uma batalha, ambos pareciam ter a mesma idade, porém, Teras era um cavaleiro de Prata e sua habilidade era superior a de Esídio.

— Você não pode contra mim! – Ele concentrou seu cosmo em seu soco e então, socou o cavaleiro de Hidra. – Você é apenas um cavaleiro de bronze. Não pode contra meu poder. – Riu e então riscou o chão rapidamente com seus pés, formando um círculo, ele uniu seus braços dentro daquele círculo e o cosmo pareceu se concentrar justamente ali. – Rajada de Terra!— Grandes colunas pontiagudas começaram a surgiram debaixo da terra para atingir Esídio.

Droga... Esídio não teve como prever essa habilidade, ele estava em pleno ar quando esse golpe estava sendo lançado, não tinha como se esquivar, portanto, virou seu corpo para a terra e juntou seus braços junto ao seu peito para se defender, as colunas de terra eram fortes e rígidas, quando atingiu Esídio algumas delas o lançaram para cima.

Não demorou muito para que novamente aqueles pilares de terra fossem ao encontro de Esídio, dessa vez as colunas eram mais finas e mais afiadas ainda, pareciam sair da terra como espinhos e o cavaleiro de prata se mantinha dentro daquele círculo.

Esídio viu que as colunas de terra agora se pareciam como espinhos, ele estava ao ar em uma postura completamente defensiva, mas sabia que aqueles espinhos poderiam perfurar sua armadura e também a armadura, buscou um impulso contra o teto do lugar e se movimentou em direção aos espinhos, com a concentração do cosmo em sua mão, esticando seus dedos como uma presa ele então desceu como uma flecha contra os espinhos.

Presas Venenosas! – O golpe foi quebrando todos os espinhos do inimigo e Esídio conseguiu alcançar o chão, sem ser ferido, aquilo fez Teras ficar surpreso, mas sem dar chances para seu oponente, logo mais colunas pontiagudas surgiram da terra para atacar Esídio.

— Não adianta! Eu sou invencível! Nada pode parar a minha Rajada de Terra!— Ele começou a gargalhar, as fadas do submundo lhe davam ainda mais poder e Esídio sofria com a batalha. – Eu sou um o cavaleiro do compasso, eu consigo medir todos os seus movimentos, pois não há nada que não possa ser medido!

Esídio estava cansado, as colunas de terra vieram novamente em sua direção e como dessa vez ele estava em terra, o golpe seria mais rápido, não foi possível esquivar-se do golpe, os espinhos de terra juntamente com as colunas adentraram no corpo de Esídio, muitos ferimentos foram causado e o sangue foi jorrado, com as colunas e espinhos de terra saindo do chão, alguns até o prenderam e estavam cravados no corpo do cavaleiro de Hidra, Teras então saiu do círculo que ele havia feito no chão e começou a caminhar.

— Eu disse que um cavaleiro de bronze não seria páreo contra mim, vocês defensores de Atena não podem defender ninguém! – Disse Teras. – Dizem que podem defender a justiça, mas qual é a justiça que defendem, uma Deusa que não pode salvá-los da morte? Mestre Hades nos mostrou qual é a verdadeira salvação... – Ele então se aproxima de Esídio e fica a um palmo de seu corpo que estava preso pelas colunas de terra que haviam crescido por ali.

— Então por que você se tornou um cavaleiro de Atena? – Disse Esídio com a cabeça baixa, seu corpo estava todo ensangüentado. – Você não merece usar essa armadura que está vestindo, você deve estar sendo controlado pelas fadas, mas eu não me importo, você luta contra Saeko, digo, Atena... Você não pode continuar lutando ao lado de Hades. Aqueles que abandonam seu destino não merecem estarem vivos. – Ele então levantou sua cabeça e encarou o homem. – Você disse que é capaz de medir os meus movimentos... Mas uma Hidra é sempre imprevisível!

Uma aura enorme surgiu ao redor do cavaleiro de bronze, aquelas colunas de terra que eram rígidas como aço foram se despedaçando, Teras sentiu medo e deu um passo para trás.

— Eu não preciso dos meus braços para acabar com você! – Disse Esídio elevando seu cosmo que estava com uma coloração roxa e o cosmo começou a se formar uma Hidra, com suas cinco cabeças rugindo. – Rugido da Hidra Venenosa! — Foi então que o cosmo do lugar se concentrou e se transformou em um furação arroxeado que foi em direção à Teras.

O golpe o atingiu por inteiro, a coloração roxa era por causa do veneno que continha no cosmo, devido à armadura de Hidra, sendo assim, Teras foi atingido pelo golpe que além de venenoso era também poderoso e cortante. O Rugido da Hidra Venenosa continha uma grande quantidade de cosmo que atingia fortemente o oponente e fez com que o cavaleiro de prata acabasse caindo de costas no chão, os espinhos eram destruídos e Esídio também caía, mas de cara ao chão, um estava desacordado outro estava morto.

Jafar com seu golpe em Ézio o lançou contra as paredes cavernosas e acabou indo junto do cavaleiro de prata que era seu amigo no espaço anterior que continha um altar e muitos casulos das fadas. Após chegarem por lá, eles deram um espaço entre eles, estavam se estudando com os olhos, visando perceber qual seria o melhor ponto para atacarem.

— Jafar... Lute! – Ézio disse. – Sinta o cosmo dentro de você! Só assim poderá despertar dessa maldição.

— Eu sinto o cosmo dentro de mim, Ézio... – Ele também disse, o homem era sério e sua voz grossa. – Eu não me deixei ser controlado, eu realmente trai Atena e seus falsos ideais de justiça.

— O que? – Espanto Ézio perguntou franzindo o cenho.

— Sim, é isso mesmo que ouviu. – Respondeu a pergunta do homem. – Você acha mesmo que uma Deusa que está sempre lutando para proteger a terra pode espalhar a justiça? Quantos homens morreram para defender essa Deusa e quantas premiações essa Deusa lhe deu, Ézio? É você que não está entendendo... Atena não é uma verdadeira Deusa, ela é fraca e os cavaleiros que a seguem também! – Jafar então elevou seu cosmo, sua armadura era a de Quilha e era bastante brilhante. Ele se direcionou seu cosmo até suas mãos e as levantou para o alto, logo uma aura em fogo surgiu nos braços e mãos de Jafar e no centro das duas mãos se formava uma esfera luminosa de fogo. – Coroa de Fogo!

Jafar então abaixou as mãos lançando o golpe em Ézio que vendo o poder destruidor daquela esfera, se manteve paralisado por instantes, mas logo que recuperou sua atenção decidiu então rebater o golpe, sabia que rebatendo causaria um dano no lugar onde estavam lutando que não era tão grandioso assim, mas as futuras borboletas do submundo poderiam morrer e assim acabar de uma vez por todas com essa ameaça, ele não se importava de se sacrificar, afinal, era para isso que os cavaleiros de Atena viviam.

Ézio então concentrou o cosmo em sua perna direita, a sua aura era branca e brilhante, assim como sua armadura que era também reluzente. Ele então saltou e com a perna direita lançou o cosmo concentrado em direção a energia de fogo de Jafar.

Tornado Divino!— O golpe foi lançado e aquele cosmo se transformou em um águia antes de se chocar com o poder do inimigo, ao se chocarem uma explosão foi causada o que resultou numa luz tão forte e em uma forte ardência no ambiente, os casulos que continham as fadas foram queimados e aquele pequeno espaço que continha um altar e era de pequeno diâmetro, foi aumentado devido aos poderes colididos que causaram rachaduras e quebra nas paredes cavernosas.

— Então você veio aqui para acabar com as fadas? – Riu Jafar encarando o cavaleiro à sua frente. – Vai ser o túmulo delas, mas também será o seu Ézio. – Avançou bruscamente contra o ex-companheiro, seu punhos estavam circulados com cosmo, se encontraram e ambos lutavam bravamente, se defendiam e bloqueavam e ao mesmo tempo lutavam, era uma batalha de um alto nível, apesar de serem cavaleiros de prata, a cada golpe, as paredes tremiam, algumas pedras rolavam e o chão balançava. Eram incrivelmente fortes, até que Jafar consegue golpear Ézio no queixo e faz com que o homem voasse de encontro com o teto, ficando preso por lá.

— Ézio... Para que você luta? Justiça? Verdade? O que Atena fez por você que não lhe permite enxergar o quão cego você está sobre essa Deusa. Você costumava ser um homem sábio desde quando treinávamos no Santuário. – Disse Jafar, olhando para teto, vendo que o buraco que se formou ali com o impacto era grande e o cavaleiro de Atena estava preso lá em cima, pois ainda não havia descido. – Eu jamais entenderei que tipo de justiça Atena prega, sendo que ela mesmo não vem à batalha! – Ele ergueu seus braços da mesma forma que antes e então concentrou seu cosmo da mesma maneira, entretanto, dessa vez parecia maior a concentração do cosmo. – Coroa de Fogo!

O golpe foi lançado em direção ao teto, causou um imenso estrago no local quase que abrindo um caminho para a superfície de tão poderoso que havia sido. Os destroços ainda estavam caindo e Jafar estava já conformado com a morte de Ézio que após aquele golpe dificilmente estaria vivo, o homem abaixou sua guarda e em um piscar de olhos sentiu uma pontada em seu peito, rapidamente, sentiu o sangue subir pela garganta e imediatamente cuspiu, não conseguia entender o que estava acontecendo.

— Justiça? O que você sabe sobre justiça traindo o seu próprio juramento? Eu luto para que a humanidade possa viver em paz, eu luto pelas pessoas que não conseguem lutar e queriam estar defendendo a terra onde vivem e a vida que tem. Eu luto pelas pessoas que acreditam na esperança e que acreditam em nós. Atena acredita em seus cavaleiros e é isso que nos motiva a continuar a lutar, o amor de Atena é o combustível que mantém a nossa esperança e cosmo acessos e seu amor e fé em seus guerreiros são eternos. – Ele então retirou seu braço que atravessava o corpo de Jafar, os destroços continuavam caindo e eles seriam soterrados se ficassem por ali. – Somos invencíveis! Meteoros!— Para finalizar ele então completou com suas técnica meteoros, que era um punhado de socos em uma velocidade extrema, quase que invisível aos olhos de um humano comum, os socos atingiram Jafar e o cavaleiro foi lançado longe, os destroços começaram a cair mais rapidamente e Ézio então não teve como sair dali, até que foi atingido por uma pedra e aquela caverna começava a ser destruída.

Enquanto Ézio e Esídio lutavam para que Alexis e Leon avançassem contra o espectro, ambos com um salto conseguiram chegar até o segundo andar daquele Coliseu subterrâneo onde Esídio lutava contra Teras. Nesse tempo seguiram o espectro pelo corredor que ele entrou no segundo andar, o corredor era estreito e de pouca movimentação, não havia quase luz e as tochas que iluminavam anteriormente o lugar não existiam por ali. Continuaram a seguir como se fosse um labirinto sem fim, porém, só havia um caminho, mas era todo irregular e estreito, quando se deram conta estavam já caminhando à tempos e não encontraram ainda o inimigo, mais a frente finalmente saíram do corredor estreito e deram de cara com um lugar espaçoso, era circular e muito espaço em questões de dimensão, do teto ao chão não devia ter muito mais do que cinco metros, mas o lugar era largo. À frente havia uma porta e paredes não cavernosas, mas paredes normais como se fosse de uma casa, ambos pararam ali de frente.

— É aqui? – Disse Leon.

— Provavelmente. – Alexis fez com que suas correntes fossem à frente em direção a porta, quando as correntes iam tocar a mesma, ela se abre revelando o espectro dali.

— Nunca pensei que eu poderia ter companhia de novos cavaleiros de Atena por aqui. – Disse o espectro. Ele tinha cabelos repicados e curtos, de tom azulado. Sua armadura era a representação de uma borboleta e a asas que continha nas costas era bastante bela e reluzente. O espectro era rodeado de borboletas daquelas que eram conhecidas como Fadas do Submundo.— É bom, pois assim posso aumentar mais a minha coleção de cavaleiros. – Sorriu.

— Então é você o responsável por essas malditas fadas? — Perguntou Leon, dando um passo a frente, a distância deles era de cerca de vinte metros.

— Do que você chamou os meus bebês? – O homem se enfureceu e com o bater de asas de sua armadura fez com que Leon fosse arrastado para trás, cerca de quatro passos. – Eu sou Myu de Papillon, da Estrele Celeste do Encantamento. – Ele bateu em sua armadura duas vezes. – Essa é minha sobrepeliz, eu sou a fada que irá acabar com todos vocês.

— Sobrepeliz? — Estranhou o termo Leon, que avançava os quatro passos que havia sido arrastado pelo vento. – Não me interessa quem você é, eu vou acabar com você para que essas malditas fadas parem de controlar nossos amigos!

— Você ainda continua ofendendo meus bebês... – Ele então fechou a mão com força e fazendo a elevação de seu cosmo, o lugar começou a tremer. – Você merece uma punição! – O trajeto de vinte metros entre ele foi percorrido em milésimos de segundos e quando Leon percebeu o soco do inimigo já estava direcionado à sua face e não teve como escapar, voou a metros dali e se chocou contra a parede cavernosa do corredor por onde chegou até ali.

Alexis ficou impressionada e assustada com a velocidade do inimigo e suas pernas pareciam tremer, Myu então olhou com certa seriedade para a amazona e então sorriu, ela não teve como reagir e da mesma forma foi golpeada pelo espectro e acabou sendo lançada da mesma forma que Leon.

— Vocês são fracos. Eu gosto de brincar com os cavaleiros de prata, eles algumas palavras bonitas para falar, principalmente quando dizem sobre Atena. – Ele apenas sorriu sem mostrar os dentes. – Meus bebês amam esse tipo de frase e ficam loucos por querer possuir esses cavaleiros.

— Eu vou acabar com você! – Leon reagiu, sua face estava machucada, bem na altura da testa havia um ferimento e sangrava, o sangue escorria por toda sua face. – Rajada Uivante! — O cosmo cresceu de uma forma escandalosa, mas Myu não pareceu se espantar, Uma rajada cortante de vento se manifestava na direção do espectro que não fez questão de esquivar-se, apenas juntou seus braços e defendeu o golpe que quando o atingiu, aí sim foi surpreendido. A Raja Uivante era composta de prismas milimétricos que então ao atingir um corpo, se moviam rapidamente como pequenas navalhas se movimentando à uma velocidade incrível, Myu sentia as navalhas arranharem sua sobrepeliz o que o deixou furioso, bateu suas asas e a Rajas Uivante foi facilmente parada.

— Era isso? – Ele riu. – Agora é a minha vez. – Quando Myu deu um passo para então avançar contra Leon foi surpreendido.

Corrente de Andrômeda! — Era Alexis que com a corrente tentou atingir o inimigo, a corrente era rápida, porém, Myu era mais, Alexis buscava atacá-lo de uma forma direta como uma estocada no espectro, mas ele era rápido e pareciam literalmente voar como uma borboleta quando escapava dos golpes.

Quando Myu estava desviando da corrente, Leon preparou mais um ataque, concentrou seu cosmo e não se importando com o que aconteceria depois, ele concentrou seu cosmo em seu punho, saltou e foi em direção ao espectro.

Garra de Lobo! — O golpe foi em direção ao espectro que então não percebeu o avanço do cavaleiro, o soco atingiu diretamente a face de Myu que sentiu o golpe, a corrente de Alexis também o atingiu e chegou a quebrar o peitoral da sobrepeliz de Myu.

Por um momento os cavaleiros de Atena sentiram-se felizes, mas imediatamente mudou esse sentimento, o cosmo de Myu era altíssimo e enorme, um cosmo maligno e bastante poderoso, até o ar chegava a ficar pesado, o espectro então ao ver sua sobrepeliz rachada e também um machucado em sua face, sentiu uma enorme fúria e então algo começou a mudar em sua armadura, as fadas começaram a unir-se à ele a cada fada que se juntava o espectro ia se tendo uma forma diferente até que depois de algum tempo ele se transformou em uma espécie de casulo, repleto de esporos vermelhos que pareciam pulsar a todo instante. Leon e Alexis deram um passo à atrás espantados e esperaram para ver o que aconteceria.

Myu então surge quebrando o casulo e apenas com seu tronco aparecendo, de sua cintura para baixo parecia estar conectado com aquele casulo enorme e grotesco e suas asas estavam para o lado de fora, a visão era horrenda.

— Vocês conseguiram ferir a bela borboleta do submundo... Vocês devem pagar por isso! – Gritou Myu enquanto os esporos daquele casulo começaram a emitir gases roxos, possivelmente tóxicos e extremamente venenosos. – Erupção Horrenda!— Numa velocidade incrível aqueles esporos lançaram de forma única uma quantidade de gás que encheu completamente o espaço onde estavam. Alexis e Leon começaram a tossir, seus músculos pareciam estar paralisados e eles não conseguiam mais se mexer, logo começaram a sentir uma falta de ar e perceberam que seus órgãos respiratórios estavam comprometidos.

— É o fim para vocês! – Riu o espectro.

Quando de repente uma luz surgiu no meio do espaço onde estavam, a luz era tão dourada que chegava a ser comparada com o sol, mas como estavam no subsolo pouco se via o sol. A luz dourado deu forma à um homem que estava flutuando e com as pernas cruzadas em forma de meditação, ele tinha os dois braços apoiados em seu joelho, seu cabelos era longo e loiro e ele vestia uma armadura de ouro, era um cavaleiro de ouro.

Khan! – A voz pareceu ecoar na mente de todos dali.Uma esfera de energia se propagou em volta do cavaleiro de ouro que também visou proteger os dois cavaleiros de bronze, o gás venenoso rapidamente desapareceu, fazendo com que Alexis e Leon voltassem a respirar novamente e também a mexerem seus corpos.

— Um cavaleiro de ouro? – Gargalhou Myu olhando. – Eu nunca imaginaria que um cavaleiro de ouro lhe desse o trabalho de vir me confrontar. – Ele completou.

O cavaleiro de ouro ficou quieto diante da situação e pareceu estar meditando, seus olhos ficavam fechados e a sua postura não mudava de maneira alguma.

Um cavaleiro de ouro? Leon o viu em sua frente, levantou-se e tentou se colocar em uma postura de combate, em sua mente, uma voz começava a dizer. Cavaleiro de Lobo... E amazona de Andrômeda, vocês fizeram bem em chegar até aqui. A voz então parou, Leon olhou para Alexis e a jovem também lhe olhou com a mesma expressão de dúvida. A voz então continuou.Eu estava esperando a provação de vocês para com a Deusa Atena e vi que não somente vocês, mas o Cavaleiro de Águia e Hidra, também são capazes de defender Atena.

O homem continuava parado na frente de todos, parecia estar meditando, enquanto Myu resmungava mais algumas palavras para o cavaleiro, mas a verdadeira conversa estava na mente de Leon e Alexis.

Como que...? Pensou Alexis, a voz ecoava tanto na cabeça de Leon, quanto a da amazona e aquilo os deixavam perplexos, eles não conseguiam entender, até que foram interrompidos.

— Fios de Seda! — Gritou Myu, que então de seu casulo e de suas asas, pequenos fios movidos à cosmo eram lançados na direção dos demais, Leon e Alexis não tiveram chance de esquivar, assim como também o corpo do cavaleiro de ouro que estava por ali, foi completamente embrulhado pelos fios, que eram finos, mas resistentes. – Vocês estão presos! Jamais ninguém conseguiu escapar desses fios! A senhora Pandora vai ficar muito contente com um cavaleiro de ouro morto e eu serei tido com o gratidão de suas palavras e as palavras do mestre Hades! – Gargalhou. – É o fim!

De repente, novamente a voz ecoou na cabeça de todos.

Khan! Os fios que os prendiam acabaram todos sendo ressecados e assim flexíveis ao ponto de saírem sozinho, a esfera de energia fora capaz de aniquilar o efeito daqueles fios e agora a voz começou também a ecoar na mente de Myu.

Espectro, você não faz idéia da verdade. Diz que a única salvação é a morte e que Hades assim o fará, mas você sabe qual é a verdade? A voz tanto era ecoada na cabeça de Myu que ficava confuso, assim como os demais. Era o cavaleiro de ouro que estava fazendo isso? Eles não sabiam.Eu mostrarei a verdade para você, pois até mesmo as criaturas mais inferiores deveriam conhecê-la.

Nesse instante o corpo do cavaleiro ali emitiu uma luz reluzente e de repente como uma pressão atmosférica o corpo do espectro foi parcialmente parado. Todos puderam ouvir as palavras em suas mentes.

Ohm! Então um gigantesco cosmo surgiu ao arredor do corpo do cavaleiro de ouro, nunca Leon e nem Alexis havia sentido um cosmo tão magnífico e colossal dessa maneira, o lugar onde estava que era de pouca luz com o cosmo do cavaleiro à suas frentes parecia como o dia, seu cosmo era incrível e sua força descomunal. Novamente ouviram ecoar na mente deles. Tesouro do Céu.

Leon e Alexis pareciam parados assim como o resto do lugar, o tempo estava parado, de repente, Myu se viu em um completo universo ao seu redor, parecia estar no meio das estrelas e galáxias e então seu corpo não lhe respondia, em nenhum comando que ele tentava realizar, em sua frente apenas o cavaleiro de ouro, na mesma posição em que sempre esteve desde que chegou.

O que acontece quando um corpo perde um dos cinco sentidos básicos? Ele sofre, porém, aqui eu vos mostrarei a verdade. A voz ecoava na mente de Myu que estava paralisado. Primeiramente retirei a sua visão, você não pode mais enxergar, vê como o mundo é escuro? O preto é a sua cor favorita, agora? O espectro estava desesperado e quando então ia soltar um grito, sua voz não saiu. Em segundo lugar, a sua voz. Sem ver o mundo e sem falar ao mundo, você se torna o que? Logo em seguida o espectro sentiu um zunido em seu ouvido e sons externos ele já não podia mais ouvir, apenas a voz do cavaleiro dentro da sua cabeça. Você também não pode ouvir e agora também não pode sentir nenhum cheiro. O que você se tornou? O espectro não tinha forças para nada, por isso se ajoelhou ali perante o cavaleiro, sob aquele cenário do universo onde galáxias e astros se movimentam. Agora eu retirarei o seu tato. Você então não existe a partir de agora, porém, você é apenas uma parte que se unindo a outras partes se forma um todo, um cosmo, você ainda possui um cosmo. O espectro não podia fazer nada, apenas ouvir as palavras do cavaleiro que ecoavam em sua mente. Responderei então a primeira pergunta. O que acontece quando um corpo perde os cinco sentidos? Em meu caso, eu conquisto o mais puro cosmo que alguém pode desejar. Eu me abdiquei dos meus cinco sentidos básicos e apenas vivo com o cosmo, meu cosmo é o mais puro e nem mesmo um cosmo de um Deus pode chegar essa imensidão é com meu cosmo puro que eu posso purificar o seu, portanto, também retiro aqui o seu sexto sentido e a utilização cósmico de você, volte a ser o nada novamente.

Uma explosão então se fez, tudo ficou branco por instantes e de repente, Leon e Alexis voltaram a si e viram Myu ao chão completamente desfigurado e aparentemente morto, o cavaleiro de ouro não estava mais ali também, eles não sabiam o que havia acontecido até que uma voz ecoou sob suas mentes.

Ele está morto, voltem ao Santuário e reúnam aqueles que ainda estão vivos. Sua voz era serena nesse momento, foi então que ela retornou mais uma vez. Me desculpem, esqueci de me apresentar, eu sou Fahir de Virgem. A voz parou e não parecia mais voltar dessa vez.

As borboletas já não existiam mais, toda aquela fonte havia sido destruída. Leon estava com um grave ferimento no centro de sua testa e Alexis estava em melhores condições de ajudá-lo, foi quando aquela caverna começou a desmoronar rapidamente e eles não sabiam o que fazer. Correram em direção à porta por onde Myu havia saído, porém, no meio do caminho uma rocha gigantesca caiu, deram meia volta e notaram que por onde eles vieram também estava obstruído. Será o fim? Pensou Alexis, mas então ouviu uma voz.

— Por aqui! – Era Ézio que os chamava, havia uma lacuna na parede do lado esquerdo onde eles imediatamente correram para passar por lá, enquanto a caverna desmoronava. Correram como nunca, os obstáculos eram muitos e Ézio carregava consigo Esídio que parecia desacordado e gravemente ferido, assim como o cavaleiro de prata, subiram por um pequeno morro e desceram novamente, era uma loucura sair daquela caverna até que então viram uma luz viva, parecia ser o luz do sol e o dia já tivesse amanhecido.

A brecha da saída estava a poucos metros e quando se aproximavam, as pedras da caverna pareciam querer prendê-los ali, Ézio jogou o corpo de Esídio na frente, depois escorregou e passou pelo buraco na caverna, assim fez Alexis que escorregou também e Leon por último quase que não dando mais tempo se jogou para fora dali e tudo então terminou de cair.

Estavam todos ao chão, cansados, feridos, exaustos, porém, contentes, o espectro causador das fadas que estavam controlando os cavaleiros de Atena foi morto e o Santuário mais uma vez poderia estar em paz. Eles não tinham forças para levantar, Leon ficou estirado ao chão ofegante, assim como Ézio. Alexis já se preocupou com Esídio que não parecia nada bem.

O dia já havia começado para eles ali e também em todo o Santuário, de fato o mal das fadas havia sido cortado pela raiz. Eles depois de algum tempo para recuperarem o fôlego começaram a rumar em direção ao Santuário, assim como Fahir havia ordenado Leon, depois da batalha contra Myu. Os cavaleiros de bronze contaram o que havia acontecido com Myu e o aparecimento de Fahir para intervir na batalha, enquanto eles iam ao Santuário, passando por aquela pequena floresta.

— Uh? Fahir...? Ele é tido como um homem que raramente é visto. – Disse Ézio que era um cavaleiro de prata experiente. – Eu mesmo nunca o vi na minha vida. – Completou.

— Ele apenas se comunica pela mente e seu corpo parecia estático e desnutrido. – Leon comentou, ele se apoiava em Alexis para caminhar.

— Ele é realmente estranho... – Ele então acabavam de chegar na entrada do Coliseu e viram que haviam muitos corpos ao chão e também destroços e destruição tanto do Coliseu quanto dos demais monumentos do Santuário, aquele ataque foi realmente um grande empecilho a todos.

Takeshi e Atena caminharam durante toda a noite, passaram por diversos obstáculos montanhosos, lugares grotescos, desfiladeiros, penhascos e muito mais. O dia então começou a raiar e ambos ainda caminhavam, porém, para a saída daquelas cordilheiras sinistras. O cavaleiro de Pégaso estava gravemente ferido e desde a fuga do templo de Atena até o momento, havia perdido muito sangue e estava fraco, Atena o tentou ajudar diversas vezes, mas todas em vão.

Estavam descendo por um caminho já com mais vida, havia algumas árvores repletas de frutos à frente e um campo mais esverdeado que antecipava uma floresta grande, ao centro da floresta uma espécie de montanha, onde na parte superior à ela, havia um castelo.

Eles observaram aquele lugar e Atena já sabia o que significava, olhou para Takeshi que estava atrás dela, como em todo o caminho e a Deusa resolveu parar.

— Takeshi... Este é... – A Deusa parou por um instante e observou aquele cenário, sua respiração ficou pesada e ela olhou para o cavaleiro de Pégaso. – O Castelo de Hades.

— Atena... – Disse ele, sua voz não parecia alterada dessa vez, o que fez Atena estranhar. – Esse é o lugar onde eu nasci... – Ele tossiu um pouco e seu ferimento estava ainda pior, ele mal conseguia se apoiar em algo, se adiantou e encostou-se na primeira árvore que viu. – Eu... Preciso proteger Atena.

Foi quando uma aura negra tomou conta do corpo de Takeshi, o cosmo maligno fez com que Atena arregalasse seus olhos espantada e também com certa medo. Ela já sabia o que estava acontecendo com o cavaleiro de Pégaso e também o que seria do futuro. Ela esperou que a aura negra viesse à tona e os cabelos do jovem cavaleiros foram ficando cada vez mais pretos, seus olhos ficaram pretos, assim como sua armadura meio que escureceu, pelo menos metade dela. O cosmo maligno era gigantesco e Atena estava apoiada em seu cetro quando isso acontecia.

— Atena... – Disse o cavaleiro, sua voz estava completamente mudada e alterada, era mais grossa, mais pesada, mais fria.

— Takeshi. – Disse a Deusa. – Não, Hades. – Respondeu ela ao chamado, nesse momento ela também elevou seu cosmo que era surpreendente e uma aura amarelada se formou ambos os cosmos em volta deles brilhavam mais que o sol no horizonte, o terreno onde estavam chegava a tremer e o vento gerado era grandioso.

— Então você sempre soube que eu estava aqui? – Ele sorriu. – Eu não acredito que esse corpo é meu receptáculo, realmente... – Ele então olhou para a armadura meio negra e meio bronze e olhou para suas próprias mãos. – Um cavaleiro de Atena? Que ironia.

— Takeshi lutou bravamente ao meu lado. – Disse ela rebatendo as palavras do Deus do Submundo. – Você não pode vencer essa guerra Hades. Ares não teve chances, nós sempre iremos proteger a terra, pois foi Zeus quem me deu essa tarefa.

— Oh! – Hades debochou. – Zeus? Onde está Zeus agora? Espera... Ele existe? – Gargalhou imensamente, o ferimento que havia, parecia ter parado. – Ele não se importa nem comigo, nem com você, nem com ninguém.

— Não diga assim dele! – Disse Atena. Levemente furiosa, bateu seu cetro ao chão e uma onda de ar voou sobre Hades que apenas observou sem fazer nada. – Não é tempo ainda de nos enfrentarmos, o seu exército não pode contra o meu!

— Ah... Sim. – Ele disse e então seu corpo começou a flutuar por ali, ele então abriu os braços e um buraco dimensional se formou no ar, do buraco dimensional uma imagem acabou se formando, era a imagem dos cavaleiros de Atena lutando uns contra os outros, mostrou também a morte de Hakurei e Sage e por último mostrou a morte de Itia para Gateguard. A Deusa não acreditou no que estava vendo, Hades deixou aquela fenda dimensional ali, enquanto se aproximou da mesma. – Veja Atena, seus próprios cavaleiros se matando, não é bonita a morte dos nossos mais queridos companheiros? – Perguntou ele.

Não pode ser... Não pode ser... Itia, Sage, Hakurei, Xerazade... Pessoal... Atena começou a se perder em seu pensamento, aquela imagem que ela via era realmente perturbadora, principalmente para Atena que sempre buscou ter laços fortes com todos os seus cavaleiros.

— Pois é Atena... – Disse Hades se aproximando. – Por que não vamos acabar logo com isso, quem sabe seus cavaleiros não parem de sofrer, não é?

Nesse momento então uma rosa veio em uma velocidade além do normal, a rosa atingiu aquela fenda no ar e fez desaparecer a imagem que Atena estava vendo, o que fez ela retomar suas atenções ao lançador da rosa, assim como Hades que procurou. Ao ver então uma armadura de ouro estava em sua frente, um longo cabelo vermelho estava esvoaçando ao vento e tal cavaleiro estava com uma rosa vermelha em mãos, igual aquela que ele jogou.

— Senhorita Atena, eu vim resgatá-la. – Disse o cavaleiro, era Rugonis de Peixes, que então dava uma cheirada na rosa que estava em suas mãos e encarava o cavaleiro de Pégaso que na verdade era Hades. Rugonis era belo e seu olhar era penetrante o que fez Hades apenas sorrir.

Notas finais
Deixa o que você achou sobre o capítulo! o/