Notas iniciais
Olá queridos! Cada nome de capítulo é uma música que me ajudou a escrevê-lo.

Acordou com muitas dores, mas a pior era na cabeça, levou um momento para lembrar o que tinha acontecido desde a chuva até conseguir nadar para fora do rio. Se impulsionou para sentar e sentiu as macias cobertas que envolviam seu corpo nu assim como a pontada nauseante em seu templo.

— Calma lá tigre! Você bateu sua cabeça, tem um enorme nó, é melhor não se mexer tão bruscamente se não quiser vomitar todo o chão. – A voz áspera sussurrou, o que Castiel agradeceu porque sua cabeça doía como nunca antes. – Tente tomar um pouco disso. – O desconhecido o ajudou a se apoiar e empurrou o que acreditava ser uma caneca em sua mão. – É um chá para aliviar as dores e o que imagino seja uma garganta irritada.

O jovem príncipe engoliu por reflexo e atestou que sim, sua garganta arranhava, acenando tomou um gole do liquido quente, enfim tentou delicado e discreto olhar ao redor, parecia que estavam numa cabana velha, haviam alguns itens estranho que acreditou serem para caçadas, entretanto o que o surpreendeu foi os olhos verde floresta que o fitavam com preocupação.

— Agradeço. – Sussurrou mais rouco que o normal.

— Nada pra agradecer. – Retrucou o homem mais velho ficando de pé. – Não se deixa alguém precisando de ajuda ficar à mingua.

— Sim, não se deixa. – Concordou continuando a tomar o chá.

— Estou cozinhando algo lá fora, já trago. – Antes de chegar na porta o mais jovem perguntou.

— Quanto tempo fiquei inconsciente?

— Era noite avançada quando te achei, a chuva passou durante a madrugada e agora é começo de nova noite.

— Preciso ir...

— Não acho que consegue ir muito longe. – Explicou áspero mas pelas poucas frases que disse até agora esse parecia ser o padrão do loiro. — Esse é um lugar perigoso e você está muito machucado, fora que duvido que sua pequena adaga vá te salvar das criaturas da floresta ou das almas perdidas nela.

O Angel olhou para onde foi apontado e viu sua adaga descansando numa cadeira perto de si.

— Agradeço sua ajuda meu senhor, mas preciso encontrar meu irmão. – Explicou educadamente afinal aprendera desde muito cedo que boas maneiras quase sempre eram atendidos. O seu salvador tinha uma expressão estranha mas assentiu antes de falar.

— Vamos colocar algo substancial pra dentro de nossas barrigas vazias e depois pode me contar o que aconteceu para estar nessa situação então assim saberemos como agir. – Sem esperar resposta saiu do pequeno casebre. O mais jovem continuou tomando o chá e tentando pensar no que contar, diria a verdade? E se esse homem fosse um bandido e resolvesse o vender para seja lá quem os quisesse capturar? Ou pior! Se ele fosse um dos homens que os emboscaram e o estivesse mantendo em cárcere nesse lugar estranho? O melhor a fazer era tentar escapar sem dizer nada, olhou em volta porém com a dor ainda pulsante em seu templo era difícil pensar em algo rápido. Tentou achar suas roupas mas não viu nada de útil, foi somente quando pode raciocinar sua nudez que percebeu que aquele homem o havia despido, sentiu suas bochechas esquentarem ao perceber que um desconhecido qualquer, não o senhor seu futuro marido o viu em tal estado. Puxou as cobertas mais apertadas em volta de si e mais uma vez tentou levantar, a dor foi lancinante assim como a bílis que subiu por sua garganta o atordoou, não tinha a mínima condição para fugir o que o fez mais assustado com tudo, tentou controlar a respiração, queria muito que Gabriel estivesse ali, seu irmão sempre sabia como escapar das piores situações, se esforçou a respirar mas seus pulmões pareciam machucados assim como todo seu corpo, em pouco ou muito tempo já não sabia, sentiu que iria morrer até que um toque rígido embora firme o sacudiu de seu estado.

— Respire vamos. – A voz do homem loiro chegou aos seus ouvidos. – Faça como eu. – Sentiu suas mãos tocarem algo grosseiro mas ao mesmo tempo forte que expandia e diminuía em sequência, levou um momento longo para que além de seguir o exemplo, notar que onde suas mãos estavam era o peito do desconhecido. – Isso... Muito bem.

Fez como mandando e em pouco tempo conseguia respirar normal, embora suas dores apenas pioraram, sem jeito e já sentindo-se muito cansado voltou a deitar seu tronco na cama entretanto antes de fechar os olhos foi mais uma vez ajudado assim como teve agua empurrada em suas mãos.

— Você precisa de pequeno goles, deve estar com pássaros na barriga. – Sorriu levemente da expressão usada mesmo que esta resumisse o que sentia. – Acha que consegue descansar um pouco? A comida está pronta só que acho melhor esperar um pouco antes de assustar mais a barriga.

— Sim, prefiro depois meu senhor – Disse humildemente notando novamente o desagrado do homem com seu agradecimento.

Foi muito depois que teve uma caneca de sopa que embora simples estava deliciosa, o desconhecido sorriu ao ver sua expressão de prazer na comida e depois de esvaziar sua parte logo caiu num sono exausto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.