O Conto do Cão Negro
3 Capítulo 03: A Notícia se Espalha
Sirius não ficou nada surpreso quando, ao voltar para o seu dormitório mais tarde naquela mesma noite, encontrou seus três amigos acordados o aguardando. Ou, melhor dizendo, dois deles, pois Pedro parecia dormir sentado em sua própria cama e foi preciso que Tiago o acordasse arremessando um travesseiro até ele com um movimento de varinha. O garoto assustou-se e sacudiu a cabeça para espantar o sono.
— E então, como foi passar essas últimas horas com a Rainha da Reclamação? – Quis saber Tiago.
Como resposta, Sirius sorriu, fato que pareceu deixar seus amigos bastante chocados. Sabiam muito bem que ele e Flori não se suportavam e viviam discordando um do outro, de maneira que imaginaram que aquele castigo seria mil vezes pior do que geralmente seria.
— Você está sorrindo? – Indagou Remo, parecendo confirmar. Talvez achasse que estava sob algum feitiço de ilusão e não queria acreditar em seus próprios olhos.
Sirius passou por eles e largou-se em sua cama. Sentia-se eufórico. Queria desesperadamente contar aos amigos o que acontecera na sala de troféus, por outro lado, as palavras de Flori não paravam de ecoar em sua cabeça, pedindo que mantivesse aquilo somente entre ambos. Sirius era um garoto de palavra; preferia morrer a quebrar uma promessa. Por outro lado, estava também morrendo de vontade de contar e poder se gabar a eles que fora o primeiro dos quatro a beijar uma menina. Uma menina que, sempre que podia, bradava aos quatro ventos que o detestava. Em seu íntimo, sabia que não deveria deixar seu orgulho falar mais alto, porém, não costumava dar ouvidos à sua razão nos últimos tempos, talvez por isso decidiu, pela primeira vez em sua vida, quebrar sua palavra.
— Você não está vendo coisas, meu caro Remo. – Garantiu ele. – Isso é mesmo um sorriso. – Ele deitou-se sobre os travesseiros e entrelaçou as mãos atrás da cabeça.
— O que aconteceu? Pirraça apareceu e jogou um balde de salamandras na cabeça dela ou algo do tipo? – Arriscou Tiago.
— Ou ela tropeçou e suas vestes viraram do avesso? – Ajudou Pedro.
— Nós nos beijamos. – Revelou Sirius, cortando-os antes que suas suposições corressem noite adentro.
O queixo dos três caiu e eles o encararam pasmos.
— Você não fez isso! – Exclamou Tiago, como se o repreendesse por ter cometido um terrível crime.
Sirius ergueu um tantinho a cabeça do travesseiro para olhar na direção do melhor amigo.
— Pode apostar que fiz. – Retrucou.
— Isso é mentira! – Acusou Pedro, sem nenhuma sombra de seu riso fácil. – Por que você beijaria uma garota que odeia?
— Bem, não posso mais odiá-la agora que ela é minha namorada. – Rebateu de maneira presunçosa.
Se seu espanto havia sido grande ao descobrirem o que ele e Flori fizeram, não era nada comparado à perplexidade que os três garotos demonstravam naquele instante. Era como se estivessem diante de uma criatura fascinante, porém, igualmente assustadora.
— Você está falando sério. – Concluiu Tiago, parecendo nauseado. – Por quê?
— Por quê? – Repetiu Sirius. – Porque descobri uma nova coisa em que sou bom. – Respondeu, com um sorriso enviesado e convencido nos lábios.
— Bom, então imagino que polir troféus sem magia não foi mesmo tão ruim depois disso. – Constatou Remo sabiamente.
— Não mesmo. – Afirmou Sirius. – Na verdade, depois que rolou o primeiro beijo, não foi difícil convencê-la a largar nossa tarefa.
— E ela concordou? – Admirou-se Remo.
Achava extremamente improvável que Flori, a garota estudiosa e obediente, escolhesse ignorar uma ordem de um professor por vontade própria. Especialmente se essa professora era a Diretora de sua Casa. Contudo, a menos que Sirius soubesse lançar a Maldição Imperius com sucesso, estava dizendo a verdade. E Remo também achava que o amigo nunca chegaria a esse ponto.
— Isso mesmo. – Assentiu.
Sirius lembrou-se, com um sorriso, que quando sugerira tal ideia a princípio, Flori a vetara imediatamente, dizendo que se Filch ou a professora Minerva descobrissem estariam em sérios apuros. Porém, Sirius não se deu por satisfeito e contrapôs que já se encontravam em uma situação daquelas, e que já que era esse o caso, ao menos deveriam dar motivos para aquela detenção. “Além do mais”, continuou o garoto quando viu que poderia vencer a discussão, “já perdemos quarenta pontos e a Taça das Casas, o que mais eles podem tirar de nós?”. E com aquele argumento finalmente conseguiu persuadi-la.
— E o que vocês ficaram fazendo? – Indagou Tiago, parecendo ainda desapontado com o amigo. – Não podem ter ficado esse tempo todo aos beijos.
— Conversamos também. – Disse.
Havia sido um momento agradável, na verdade. Sentados a um canto da sala de troféus e dividindo um saquinho de feijõezinhos de todos os sabores, que Sirius escondera no bolso do paletó caso sentisse fome, ambos conversaram e trocaram histórias sobre suas famílias e experiências com a magia antes da escola. O garoto não costumava se abrir daquela forma com ninguém exceto, talvez, com Tiago, mas ainda estavam no início daquele nível de intimidade em sua amizade. Surpreendeu-se que a menina pudesse ser tão afável e divertida, já que ela nunca lhe passara essa impressão, a não ser na primeira vez em que se conheceram. Pensar nisso fez com que sentisse um ligeiro mal-estar no estômago; talvez fosse a culpa.
— Eu espero que não espalhem o que eu acabei de contar para o resto da escola. – Pediu. – Flori foi bem específica quando disse que não queria que ninguém soubesse.
— Então não deveria ter nos contado. – Redarguiu Remo, com um quê de acusação na voz.
— Eu sei, mas confio em vocês. São meus melhores amigos e tenho certeza de que não dirão a ninguém. – Respondeu Sirius, em um tom de ameaça.
Os garotos assentiram e após murmurarem boa noite uns para os outros, deitaram-se em suas camas, preparando-se para dormir. Sirius imaginou que seu entusiasmo não o deixaria pegar no sono, principalmente porque ele repassava as cenas entre ele e Flori mentalmente sem parar, no entanto, o cansaço finalmente o venceu e havia um sorriso em seu rosto quando adormeceu.
***
— Você se atrasou!
Aquele foi o cumprimento de Tiago quando Sirius se juntou a ele e aos outros à mesa de refeições. Franzindo o cenho, ele olhou para o relógio de pulso e ergueu o rosto.
— Só se passaram quinze minutos desde que o jantar começou. – Resmungou o garoto, largando-se ao lado de Pedro.
Tiago soltou um murmúrio indignado e voltou-se para Remo ao seu lado.
— Ele nem se lembra! – Revoltou-se.
— Não lembro do quê? – Perguntou Sirius, servindo-se de um pratão de empadão de carne e rins, não parecendo particularmente interessado.
— Da peça que íamos pregar na gata do Filch!
— Ah, isso. – Ele engrolou-se na resposta, pois havia acabado de estufar sua boca com um pedaço generoso do empadão.
Tiago se tornou ainda mais furioso.
— Isso. – Repetiu ele, tentando, sem sucesso, imitar o tom ligeiramente mais grave de Sirius. – É, isso, seu panaca ordinário!
Sirius empurrou a comida com a ajuda de uma taça de suco de abóbora e lançou um olhar aborrecido e cansado para o amigo.
— Parece que alguém pisou no seu calo, foi a Evans de novo? – Indagou num tom entediado.
Aquele nome era uma espécie de tabu entre os garotos, pois aparentemente, cada vez que Tiago o ouvia, uma onda impressionante de cólera se apossava do menino e daquela vez não foi diferente.
— Sirius. – Chamou Remo, tentando adverti-lo.
— Sirius o quê? – Retrucou ele de maneira rebelde. – Tive um ótimo dia hoje e não estou disposto a estragá-lo ouvindo as lamúrias de Tiago.
— Oh, sinto muito por ser o motivo do seu desassossego. – Lamentou Tiago com um toque de zombaria. – Me perdoe, Sr. Black.
Sirius empurrou o prato para o lado e virou-se com raiva para o outro. Detestava quando o chamavam assim, pois o fazia se lembrar inevitavelmente do próprio pai.
— Qual o seu problema, Potter? – Disparou.
— O meu problema é que desde que você começou a sair com a aquela garota, não faz mais nada a não ser correr atrás dela como um filhotinho! – Bradou. Alguns colegas de mesa se viraram ao ouvirem as palavras de Tiago, mas como ele não mencionara nomes, Sirius não se preocupou. – Tem noção de que ficamos esperando por você no corredor do terceiro andar como três palhaços por quase uma hora?!
— Uma hora? Vocês são mesmo três idiotas! – Riu Sirius.
Ele nunca esperaria todo esse tempo por alguém; se a pessoa não aparecesse depois de dez minutos, ele seguiria com o plano ou daria no pé. Infelizmente, seu riso bobo não serviu para melhorar o humor de Tiago, mas ele percebeu que o motivo de toda aquela raiva não era apenas por tê-los deixado na mão, não, ele sabia que havia algo mais por trás.
Há uma semana, quando tão eloquentemente pedira a Flori que fosse sua namorada, vinha percebendo que seu melhor amigo vinha tendo algumas atitudes que normalmente não combinariam com ele. Irritava-se com facilidade e perdia a paciência com qualquer um, especialmente com Sirius. Ele constatou que provavelmente Tiago estaria com ciúmes de seu melhor amigo, que agora não passava mais tanto tempo com eles.
— Babaca! Por causa do seu atraso Pirraça nos viu e foi correndo atrás do Filch! – Rosnou Tiago. – Escapamos por pouco!
— Mas escaparam. – Lembrou Sirius, tentando o seu melhor sorriso. Tiago continuou bufando. – Ora, por favor, não aconteceu nada demais! Será que não pode me dar um tempo?
— Mesmo assim... você poderia ter nos avisado, Sirius. – Murmurou Pedro, num tom magoado.
Do outro lado da mesa, Remo assentiu. A culpa finalmente o atingiu e Sirius soltou um suspiro, agora verdadeiramente constrangido por ter desapontado seus amigos.
— Sinto muito. – Lamentou, desta vez com sinceridade. – Eu estava indo me juntar a vocês, ia mesmo. – Garantiu. – Mas passei na biblioteca antes para devolver um livro e... – ele baixou a voz antes de continuar e os garotos se inclinaram sobre a mesa para poder ouvi-lo – encontrei Flori lá. Acabei me esquecendo completamente.
— Caramba, cara! Nem a biblioteca você perdoa! – Espantou-se Tiago.
— É de admirar que a Madame Pince não pegou vocês. – Sussurrou Remo.
Sirius preferiu não acrescentar nenhuma informação a esse último comentário.
— Olha, sei que estou passando um pouco mais de tempo com ela ultimamente, mas... Flori é minha namorada. – Acrescentou ele, fazendo um gesto amplo com os braços, como se pensasse ser explicação suficiente para o seu comportamento.
— Saiba que isso não é desculpa. – Decretou Tiago. – Eu jamais trocaria meus amigos por conta de uma garota!
Sirius fez um enorme esforço para não revirar os olhos; sabia que o garoto só dizia isso, porque ainda não saíra com nenhuma garota, pois tinha certeza de que Tiago faria exatamente a mesma coisa se estivesse em seu lugar. Contudo, não querendo armar nova discussão, preferiu guardar tal pensamento somente para si.
— Sei, certo. – Retrucou. – Acontece que tenho de passar algum tempo com ela se quero que continue me beijando.
— Pelas plicas de Merlin, você está obcecado! – Exasperou-se Tiago.
Sirius se contentou em sorrir e voltou sua atenção para o empadão antes que ele esfriasse totalmente, enquanto seu estômago agitava-se de fome. Estava prestes a repetir o prato, quando Remo o chamou.
— Acho que tem alguém querendo falar com você. – Observou.
Sirius virou a cabeça e seguiu seu olhar, encontrando Flori a entrada do Salão Principal. Quando viu que o garoto havia notado sua presença, fez um sinal com a cabeça, solicitando que se juntasse a ela e desapareceu. Sirius se ergueu rapidamente, mal escondendo sua empolgação.
— Não esperem por mim. – Sussurrou, lançando a eles uma piscadela marota. Tiago amarrou a cara para o amigo.
Andando rapidamente, Sirius logo chegou até a porta do Salão Principal e procurou pela figura de Flori no saguão. Encontrou-a em um nicho na parede, bem próxima de onde estava. Ele se dirigiu até o local e assim que se viu perto o suficiente, inclinou-se sobre ela, num gesto ao qual havia se acostumado nos últimos dias. Qual não foi sua surpresa quando, ao invés de retribuir ansiosamente como até então, Flori segurou em seus ombros, impedindo-o, e o empurrou alguns centímetros para trás.
— O que está fazendo? – Sibilou ela.
— Cumprimentando? – Respondeu Sirius, franzindo a testa. – Bem, ao menos você me disse que gosta quando eu faço isso. – Lembrou.
— Não quando estamos no meio do saguão! Qualquer um pode aparecer aqui e nos ver! – Explicou Flori, como se dissesse algo óbvio.
Ele achava aquilo uma grande bobagem. Durante todo aquele ano vira vários casais de alunos se beijando e agarrando-se pelos corredores, não parecendo nem um pouco preocupados que fossem vistos. Entretanto, descobrira que não aborrecer sua namorada era sempre a abordagem mais sensata, por isso recuou um passo e deu de ombros.
— Tudo bem. – Disse. – Afinal, por que me chamou aqui? Com certeza não foi só para brigar comigo, não é? Não é? – Seu sorriso vacilou diante da expressão dela.
Não era incomum que Flori fosse mais séria do que ele, contudo, o modo como ela o olhava agora... era quase como se estivesse tentando não cair no choro. Preocupado e abandonando o seu ar travesso, Sirius se aproximou e pousou a mão sobre seu rosto, escorregando os dedos atrás de sua orelha e parando sob o maxilar.
— Qual é o problema, Flori? – Indagou gravemente.
Ela segurou em seu pulso e baixou sua mão para longe da face.
— Será que você pode me explicar por que peguei duas garotas da Corvinal falando sobre nós dois em um dos banheiros?
— O quê? – Espantou-se o garoto, imaginando qualquer coisa menos aquilo. – O que você quer dizer com falando sobre nós dois?
— O que você acha? – Disparou. – Sobre o nosso “Caso Secreto”!
Sirius a olhava aturdido.
— Mas como é que...?
— Isso é o que eu quero descobrir! – Ela o interrompeu. – E ao que parece não são apenas duas aleatórias de outra Casa que estão sabendo; todo mundo já sabe!
— Espera aí, não pode estar achando que fui eu que contei! Eu não sei nem de quem você está falando! – Defendeu-se.
— Então não foi você que contou?
— Não! – Afirmou Sirius veementemente.
— Pra ninguém, nem para os seus amiguinhos. – Acrescentou Flori de maneira astuta.
Sirius baixou os olhos para o chão, sentindo uma onda de remorso.
— Bem, eu contei para eles. – Admitiu por fim. – Mas só porque são meus melhores amigos e contamos tudo um ao outro. – Explicou. – Você com certeza sabe como é, deve ter contado à Evans também, não?
Ela sacudiu a cabeça.
— É claro que não. – Negou. – Lílian já odeia vocês, imagina se soubesse que estou saindo com você...
— Ainda assim...
— Eu pedi a você, Sirius. Pedi que mantivesse somente entre nós. Fui bem clara quanto a isso e você não foi capaz de cumprir sua promessa.
O garoto se sentiu ainda pior. Ela estava certa, não fora nada íntegro de sua parte o que havia feito. No entanto, não fizera por mal, estava se sentindo feliz e queria compartilhar sua alegria com alguém, embora... embora o sentimento de presunção estive presente na hora em que contou. Se o que ela dizia era verdade e todos já sabiam, então... então só podia significar que um de seus amigos havia espalhado para o restante da escola. Não conseguia acreditar que um deles o traíra. Mesmo que os conhecesse há pouco tempo, sabia que eram confiáveis. Quantas vezes ao longo do último ano os três não o provaram aquilo? Tiago, o seu melhor amigo, ou Remo que havia lhes confiado seu maior segredo. Até mesmo Pedro, que já entrara numa briga para defendê-lo. Ainda assim, aquela parecia à única explicação plausível. Sirius tentou tirar algo positivo daquela situação, obrigando-se a pensar com clareza.
— Mesmo que tenha sido um deles – começou –, qual... qual é o problema? – Indagou por fim. Flori o observou com perplexidade. – Quero dizer... por que é tão ruim que os outros saibam sobre nós? Eu sei que eu não me importo.
— A questão não é essa, Sirius. – Retrucou. – Além de eu não estar preparada para virar fofoca de um bando de estudantes desocupados, você mentiu para mim. E não sei se algum dia vou conseguir confiar em você de novo. – Declarou.
— O que está dizendo? – Perguntou ele, tentando não soar aflito. Não gostou do efeito que a insinuação dela lhe causou. – Você não quer...?
Flori permaneceu em silêncio durante alguns segundos. Não soube decifrar o que se passava por sua cabeça naquele momento e achava que nem queria saber.
— Quero. – Respondeu ela em um tom de voz muito baixo. – É melhor pormos um fim nisso antes que as coisas tomem proporções maiores.
A sensação de mal-estar cresceu em Sirius e ele se viu afastando-se ainda mais da garota. Ela ainda continuava o encarando; seus olhos afogueados pareciam sondar o seu interior, como se pudessem lê-lo a seu bel prazer. De repente a afeição que nutrira por ela nos últimos dias sumiram como vapor ao vento e ele se viu detestando-a novamente, desta vez com mais ardor do que nunca.
— Se é isso que você realmente quer, então... ótimo.
E virou-lhe as costas, subindo apressadamente os degraus da escadaria de mármore sem sequer olhar para trás. Ao chegar ao seu dormitório, Sirius enfiou-se na cama sem se preocupar em tirar o uniforme e puxou as cortinas de sua cama de dossel com tanta força que as rasgou. Soltando uma série de maldições, consertou-as e enfiou-se nos travesseiros. Mais tarde, quando seus amigos chegaram, Tiago tentou conversar com ele, porém, Sirius fingiu que dormia profundamente, por isso o menino procurou não insistir.
No dia seguinte, seus amigos perceberam que alguma coisa havia acontecido, mas se alguém havia lhes dito algo ou se simplesmente deduziram sozinhos, Sirius não fazia ideia. O fato é que nenhum dos três mencionou a ausência de Flori ou sequer lembrou sua existência e ele se sentiu grato por isso. Com sorte logo a esqueceria também.
Fale com o autor