O Conto De Zero Zephyrum
6 Especial! Lin e Azin
Notas iniciais
Como vão?
Então, esse daqui é um capítulo especial. Eu tinha tido essa ideia faz algum tempo e achei que seria legal para dar uma explorada nos outros personagens.
Eu achei que esse ficou um tanto fraco, honestly, mas espero que gostem.
Era o começo de tarde comum. As pessoas da cidade me dão nos nervos, sinceramente. Eu prefiro muito mais o vento farfalhando as folhas das árvores em plena primavera, o som dos animais vivendo suas vidas pacificamente, sem preocupações, apenas tentando sobreviver. Por quantos anos eu vivi dessa mesma forma? Longe das pessoas, de tudo, apenas passando meus dias escutando esse farfalhar e os animais sobrevivendo.
Até o dia que ele apareceu. Azin Tairin, meu mestre, meu pai.
Expiro lentamente o ar dos meus pulmões, tentando sentir a energia circulando pelo meu corpo. Equilíbrio. Concentração. Eu preciso conseguir controlar meu chi se eu quiser um dia superar aquele maldito Jin e provar ser superior.
Sinto então uma aura oscilante, azul, triste. Que perturbação é essa vinda do rio? Expiro lentamente, tentando controlar meus sentimentos. Eu não posso deixar essa perturbação atrapalhar meu chi, mas... Eu sei que se eu não for checar, eu não vou conseguir continuar minha meditação.
A luz do sol me incomoda levemente enquanto abro os olhos, mas logo me acostumo. Desfaço a união das minhas mãos e abaixo minha perna direita. O vento havia parado por um instante, permitindo que apenas o som do riacho á alguns metros e o choro ecoassem pelo ambiente.
Espere... Alguém estava chorando?
Segui aquele som que se tornou mais intenso à medida que eu me aproximava. Escondido atrás de uma árvore para espiar o riacho, vendo uma garota de pele morena e cabelos brancos cobrindo o rosto, inclinada para frente, soluçando. Aquelas roupas... Era Lin? Soergui as sobrancelhas.
Por que ela estava chorando? Eu cheguei faz muito pouco tempo na Grand Chase e eu sei que eu tenho que me enturmar, fazer amigos. Talvez aquela fosse uma boa oportunidade... Respirei fundo e sai do meu esconderijo, me aproximando devagar. O que eu faço? Acho que eu deveria me anunciar antes de chegar muito perto, não é? Limpei a garganta, imediatamente Lin limpou o rosto.
- Ei... O que aconteceu? – Decidi falar, sem me aproximar ainda.
- Nada.
- Então por que está chorando?
- Eu não estava chorando!
Bufei. Seres humanos são tão chatos. Por que simplesmente não falam o que estão incomodando? Sinto que... Eu deveria insistir. Me aproximo, sentando-me logo ao lado dela. Suspiro. Por que estava tão difícil de saber o que falar. Tento olha-la de canto. Sua maquiagem estava borrada, os olhos vermelhos e inchados, os lábios contraídos para baixo. Droga, aquilo era mal.
- Err... Lin, eu não sei o que aconteceu, mas... Eu acho que você é mais forte do que quer que tenha te acontecido, então... Sei que vai conseguir superar.
Isso, talvez ela vai te agradecer por estar do lado dela, apoia-la, anima-la.
- O que você sabe sobre isso?! – A resposta foi mais agressiva do que eu esperava. – Nada! Você não sabe nada!
- A-Ah...
Mas... O que... Eu faço? Lin se encolheu, abraçando as pernas e escondendo o rosto entre os joelhos. Olhei para ela. O que eu devia dizer? Uhm... Talvez eu devesse concordar com ela, seria o melhor, não?
- Desculpe Lin... Você tem razão, eu não sei de nada.
Fiquei quieto, olhando a correnteza fluindo. Talvez o silêncio fosse o melhor por agora... Eu não estou nem interessado em saber o que aconteceu sinceramente, mas acho que eu deveria realmente tentar ficar do lado dela nesse momento. É o que um companheiro faria, não?
Depois de alguns minutos de silêncio, Lin levantou o rosto, suspirando. Olhei de canto para ela. Seu rosto estava molhado novamente. Aquela cena era horrível, até mesmo um tanto patética. Volto a olhar para o rio.
- Desculpe Azin... Eu estou apenas... Nervosa.
Olhei de volta para Lin, vendo-a limpar o rosto com as costas das mãos. Pressiono os lábios. O que eu faço? Talvez... Tentar anima-la? Forjei um sorriso, passando a mão na nuca.
- Tudo bem, você provavelmente queria ficar sozinha e... – É, é mesmo, foi um erro vir aqui. – Eu vou sair.
Assim que me levantei, senti minha calça ser segurada e parei, olhando para baixo. Lin não me olhava, mas me segurou. Por que ela fez aquilo? Bem... Voltei a me sentar ao seu lado e a olhei, com as sobrancelhas soerguidas. Que tipo de interação era aquela? Eu não sei o que fazer. Bem, só vou descobrir tentando...
- Lin... O que aconteceu?
-... O Zero, ele enlouqueceu.
Ok, o ZERO?! De todos, o Zero era o problema? Não pude conter um sorriso, virando o meu corpo para ela.
- Pera, aquele quieto isolado que me falaram? Err... Não me interprete mal, mas pelo o que eu ouvi falar, ele não parece ser tão... Problemático assim.
- Você não entende... Ele...
Lin se encolheu, apertando sua camisa, forçando a fecha-la mais do que o necessário. Observei aquilo, acenando positivamente com a cabeça. Ainda não entendi o que está acontecendo, mas acho que eu deveria continuar tentando... Limpei a garganta, me inclinando um pouco na direção dela, me apoiando na perna para não perder o equilíbrio.
- O que ele fez?
-... Bem, eu não sei se foi bem ele... Eu acho que foi o Grandark... Ele... Me agarrou.
Pisquei os olhos.
O que eu faço?
- Err... E ai?
- Ele me agarrou sem eu querer!
- Sério?
- Uhm... No início eu até queria... Mas eu queria o Zero, não ele!
... Eu não estou entendendo nada. Limpo a garganta e tento esticar a mão, tocando as costas da Lin. É assim que eu devo fazer né? Apoiar os outros é assim. Lin ergueu o rosto, me olhando surpresa e tento sorrir para ela, tentando transmitir compreensão, apoio.
- Tudo bem, já passou, não se preocupe.
- Azin... – Lin suspirou, dando um sorriso de canto. – Eu te achava um estranho no começo, mas... Até que você é um cara legal. Obrigada.
Notas finais
Deem sua opinião se acham que eu deveria fazer mais vezes, eu agradeceria para ter uma ideia. o/
Até a próxima. c:
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