O Conto Da Casa Do Homem Enforcado

2 Os Hamison's voltam à cidade


Notas iniciais
Demorou, mas aqui está!

Capitulo 2 — Os Hamison's voltam à cidade

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Em casa, eu estava curiosa para saber se meus pais comprariam ou não aquela casa, desde o dia em que a visitamos nem meu pai e nem minha mãe disse nada sobre o possível negócio, por mais que eu perguntasse. Depois de eu insistir muito eles me disseram que esperavam uma ligação do corretor, ele e apenas ele poderia dizer se a venda seria concluída. Uma semana se passou e nenhuma notícia, eu torcia para que meus pais não conseguissem comprar aquela casa, desde que saí de lá, fiquei com a impressão de que algo ruim habitava a propriedade, podia ser apenas imaginação minha, podia realmente ter alguma coisa ali, de qualquer modo, não queria arriscar para descobrir.

Depois de quase um mês o corretor ligou. Para minha felicidade, a venda não poderia ser feita.

O Sr. Hamison falecera de forma trágica e sua esposa estava mentalmente doente, internada em um sanatório, seus filhos não entravam em acordo, e enquanto eles não resolvessem suas diferenças o imóvel não poderia ser vendido, nem alugado e nem qualquer outra coisa do tipo. Ficaria ali, intocável, como já estava há muito tempo.

Meus pais ficaram decepcionados, mas logo superaram e a vida voltou ao normal, na medida do possível.

Tulipas é uma cidade pequena e não é nada movimentada -acho que já disse isso-, movimento aqui é apenas de fofocas, então, logo toda a cidade já sabia sobre a "não venda", da casa e sobre a morte do Sr. Hamison. As senhoras de mais idade que moram por perto, começaram a se benzer ao passar pela casa, bem previsível da parte delas.

Mais alguns meses se passaram e pessoas voltaram a visitar a residência, não para comprá-la, mas para limpar e arrumar, como se precisasse. Durante várias semanas, diariamente pessoas entravam e saíam da velha casa, entravam sem nada, saíam sem nada.

Um final de semana à tarde, um carro preto com vidros escuros parou à frente da casa, três pessoas desceram e entraram na casa. Um homem e duas mulheres.

Educadamente meus pais e outros vizinhos foram dar as boas vindas aos novos vizinhos, levando tortas, bolos, comidas salgadas, "plantas da fortuna", e mais um monte de coisas estranhas.

Meus novos vizinhos tiveram a casa praticamente invadida pelos veteranos da cidade, e estes ficaram horas na casa dos Hamison. Quando a noite já se aproximava meus pais chegaram em casa, tagarelando sobre todas as coisas que conversaram com os recém-chegados, de onde vieram, porque ficaram tanto tempo afastados da cidade, em que trabalhava cada um, estado civil deles, se tinham filhos, coisas que não me interessaram no momento.

Minha mãe fazia questão de lembrar a toda hora o quanto eles eram bonitos, o que deixou meu pai enciumado.

Tempos depois eu conheci pessoalmente os três irmãos: Augusto, o irmão mais velho; Ana, a do meio e Agnes, a irmã mais nova.

Augusto aparentava uns cinquenta e poucos anos, Ana os quarenta e cinco e Agnes os trinta.

Eles foram à minha casa, pedir informações aos meus pais sobre alguns estabelecimentos. Apesar de terem aquela casa há vários anos, nenhum deles jamais foi à cidade, nem mesmo para passear.

Meus pais não estavam em casa, então eu mesma tive que mostrar aos meus vizinhos todos os lugares que eles precisariam conhecer na cidade. Isso levou o dia inteiro, já que as irmãs queriam entrar para olhar detalhadamente todos os lugares, á noite quando terminamos o tour pela cidade, todos estavam cansados. Os Hamison foram comigo até minha casa, apesar dos pedidos insistentes de minha mãe para que jantassem conosco, eles recusaram, agradeceram o favor que os fiz, se despediram e foram para casa.

Notas finais
Não pensei que fosse tão difícil escrever um capítulo, mas e aí, gostaram?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.