No dia seguinte, Pacífica voltou ao parque com um conjunto de ferramentas que pegou emprestado da garagem da mansão. Ela nunca tinha consertado nada na vida, mas, pela primeira vez, queria fazer algo por conta própria, sem depender dos outros. Começou a trabalhar, tentando apertar parafusos, limpar a ferrugem e consertar as partes quebradas do carrossel.

No entanto, após algumas horas, ficou claro que o trabalho era maior do que ela imaginava.

— Por que isso tem que ser tão difícil? — ela resmungou, frustrada, enquanto lutava para remover uma peça enferrujada.

— Precisa de ajuda com isso?

A voz familiar de Dipper Pines a surpreendeu, e ela quase deixou cair a chave inglesa que segurava. Pacífica se virou e o viu parado ali, com sua jaqueta azul e boné, um sorriso curioso no rosto.

— Dipper? — Ela piscou, tentando esconder a surpresa e a frustração. — O que você está fazendo aqui?

— Eu ia perguntar a mesma coisa — disse ele, aproximando-se. — Vi você tentando consertar o carrossel. Você sabe que isso não vai ser fácil, né?

— Eu sei — ela retrucou, cruzando os braços. — Mas eu preciso fazer isso. Esse carrossel significa... — ela fez uma pausa, pensando se deveria falar aquilo para ele — significa muito para mim. — disse, por fim.

Dipper olhou para o carrossel, depois de volta para Pacífica, vendo a seriedade em seus olhos.

— Bem, talvez possamos fazer isso juntos. Eu não sou um expert, mas sempre gostei de mexer com coisas quebradas.

Pacífica hesitou. Ela não queria ajuda, especialmente de Dipper, mas algo na sua oferta parecia genuíno. Além disso, aquilo realmente estava parecendo impossível de ser feito sozinha.

— Tudo bem — ela finalmente disse, suspirando. — Mas eu estou no comando, entendeu?

Dipper riu.

— Sim, senhora. Vamos começar.