Notas iniciais
Aqui está! O primeiro capítulo. Espero que gostem!!

Como sempre, entrei na minha sala pensando como poderia derrubar o Führer e dar um golpe de estado. Comentando isso com o Breda, ouvi a Primeiro Tenente chamar.

- Coronel, poderia vir aqui um instante por favor ? — Ela disse sem sua frieza natural.

Ajeitei a farda e passei a mão no cabelo, afinal, não é todo dia que isso acontecia.

Dispensei Breda, dizendo mais uma vez, que ele devia fazer um regime.

- O que foi, Primeiro Tenente ?

- Ah...Senhor, eu fico um pouco envergonhada de lhe pedir isso, mas é necesário...

Eu levantei a sobrancelha. Aha! Eu sabia. Ela não resiste ao meu jeito sedutor.

Dei uma piscada e disse em voz baixa.

- Peça-me o que quiser, Primeiro Tenente...

Ela me olhou com uma cara de "Aff".

- Será se o senhor poderia cuidar do Black Hayate pra mim? É só por essa noite.

- O que vai fazer hoje a noite ? — Eu perguntei em tom de desespero.

- Vou ter um compromisso.

- QUE TIPO DE COMPROMISSO?!

Ela não respondeu, talvez de propósito, ah como essa mulher gosta de me torturar.

- Conto com o senhor — Ela disse e saiu da sala.

Respirei fundo e me sentei na cadeira. "Compromisso...Compromisso...Que compromisso? Com quem ? Pra onde?"

Eu pensava, tamborilando os dedos na mesa. O tempo custava a passar, e não havia nada para fazer. Na verdade, segundo a Primeiro Tenente eu tinha que assinar uma papelada para ajudar as pessoas carentes de Amestris (Papel cujo eu estava fazendo um jogo da velha).

Até que alguem bateu a porta. Era Havoc.

- Me chamou, Coronel?

- Não. — Eu disse simplesmente.

- Nossa, que cara. O que houve.

- Nada.

- Conta.

- Não.

- Conta — Ele insistiu de novo.

- Cai fora.

- Poxa, Coronel...

Eu revirei os olhos, ele não ia me deixar em paz.

- A Primeiro Tenente lhe falou alguma coisa?

- Sobre o que ?

- Uma espécie de compromisso... — Tentei parecer desinteressado.

- Ah! Isso...

- VOCÊ SABE DE ALGUMA COISA ? — Ok, adeus pose de desinteressado.

- Depende, pra que quer saber ? — Ele perguntou com olhar malicioso, o maldito.

- Ora essa Havoc, por que eu sou um chefe preocupado! Se algum maluco tarado tentar fazer alguma coisa com a minha subordinada ?

- Tem certeza que é só isso, Coronel ? — Havoc tentou me ameaçar.

- Isso foi uma ameaça, Havoc? — Senti o rosto corar.

- Não senhor, imagine.

- Ok, então. DIGA TUDO O QUE SABE!!!

- Haha, não se preocupe com a história do maluco tarado. Ela vai comigo.

- QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE?! — Eu disse derrubando a mesa.

- Relaxa, Coronel. Só vou levar a Primeiro Tenente pra ver algumas coisas.

- HAVOC, SEU TRAIDOR!!

- Coronel... epa, cuidado com essa luva... Coronel...

Eu respirei fundo. Ah, eu sabia que alguem ainda ia me apunhalar pelas costas.

- Ok, ok. Pode ir Havoc, está dispensado. Vá se preparar pro seu "compromisso".

- Si-sim, senhor.

Ele se levantou, e saiu nervoso pela porta.

Apertei as têmporas com força. Eu sabia que não deveria me preocupar com isso, já que o Havoc é azarado mesmo, a Primeiro Tenente não ia querer outra pessoa além de mim!

Mesmo sabendo tudo isso, me vi saindo da Central as pressas. Coloquei um casaco, baguncei o cabelo, machei um pouco o rosto, pus um cigarro na boca e coloquei uma garrafa de bebida nas mãos. Sim, um perfeito malandro. Ninguem nunca irá me reconhecer.

Tchau Coronel, até amanha! — Ouvi Breda dizer ao sair, para o meu descontentamento.

Mas não importava. Apressei o passo, e consegui avistar Havoc a distância.

Ahhh, maldito, estava usando uma colônia importada e roupa nova. E vi quando a Primeiro Tenente o encontrou, e nossa... Nem parecia com ela. Um vestido roxo, cabelos soltos e uma maquiagem leve lhe caiam muito melhor do que a farda militar e uma pistola, covenhamos.

- Ah, obrigada por ter vindo, Havoc — Ela deu um sorriso. Mas que droga! Por que pra mim ela só faz chorar ?

- Ah, imagine. Vamos lá ?

- Espere...

- Que foi ?

- Acho que estamos sendo seguidos — ela afirmou.

Havoc se virou para observar ao seu redor. E me lançou um olhar. Creio que não tenha me reconhecido. Mas por via das dúvidas...

- Ôôô, mulher traira, me devolve meu amôôr ... — Tentei cantar que nem bebado.

- É só impressão sua. Vamos indo, ou chegaremos atrasados.

- É, tem razão. — Ela disse desconfiada olhando para a minha figura deprimente.

Eles continuaram andando pela rua. Eu, claro, os seguia discretamente, mudando de esconderijo aqui e alí.

Era realmente estranho, estar seguindo Riza Hawkeye. Em circunstâncias normais, eu não faria isso, nunca mesmo. Então qual era a explicação para um coronel do exército estar vestido de bêbado, seguindo sua subordinada ?

Ainda bem que ninguem estava lendo meus pensamentos, por que eu sabia que resposta iria ouvir. Não sei se iria concordar ou não, mas talvez fosse a verdade.

A "perseguição" ia bem, até que ouvi uma voz grossa atrás de mim.

- O que o senhor está fazendo, hein Coronel Mustang ?

--------- Continua -----------

Notas finais
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