Notas iniciais
Está aí o segundo capítulo! Vimos que o livro já teve bastante visualizações, embora nenhum comentário. Obrigado por estar acompanhando a fic :D

Leo lançou a escada pela lateral do navio e todos começaram a descer. Jason e Percy já estavam com suas espadas empunhadas, prontos para entrarem na luta. O treinador Hedge deu um salto e rolou pela grama, brandindo seu bastão e gritando como um verdadeiro sátiro perigoso:

– Morram!

Quando por fim toda a tripulação desceu, Reyna uniu-se aos gregos e partiu para cima do gigante mais próximo. Ela parecia mais motivada, agora com mais forças, escondendo o alívio de ter Jason por perto por trás de sua espada. Percy e Hedge conseguiram cortar as pernas de um gigante, e novamente Hannibal entrou em ação, derrubando o monstro com uma cabeçada. Os legionários da Segunda Coorte que ainda estavam vivos ou aptos para a batalha terminaram o serviço, enterrando mais uma lança no peito do gigante, que estremeceu e começou o lento processo de dissipação.

Agora só faltavam mais dois gigantes. A Quarta e Quinta Coorte atacavam um deles, e já haviam conseguido feri-lo várias vezes, mas não derruba-lo. Percy, Jason, Hedge e Reyna correram junto com os outros guerreiros para cima do gigante que ainda passava pelo pequeno Tibre. Jason e Percy lutavam como verdadeiros espadachins, pareciam que haviam crescido lutando juntos. Eles fizeram o trabalho de ferir o gigante em pontos estratégicos, que caiu sozinho com a dor que sentiu, tremendo o chão. Ao mesmo tempo, Hedge, que ainda não estava satisfeito com seu trabalho, começou a bater com força o seu bastão na cabeça do monstro, provocando um talo profundo, que foi suficiente para mata-lo.

– É assim que se mata um gigante! – disse ele, dando alguns tapinhas no peito do enorme monstro, como se ele já estivesse acostumado a fazer aquilo.

A Quinta Coorte conseguiu derrubar e matar o último gigante. Alguns pedaços de concreto do muro em volta dos estábulos caíram, com os tremores que os gigantes causaram. As águias estavam em um trabalho intenso de levar os guerreiros feridos para serem atendidos.

– Como isso aconteceu? – Jason perguntou.

– Eu não sei. Estava tudo bem. A única coisa estranha era que Maxilian havia sumido – Reyna respondeu.

– Esse cara... – disse Jason, com desdém. – Quer dizer que ele já apareceu?

– Sim. Ele me salvou de alguns centauros – a pretora respondeu, olhando para Maxilian ao longe, reunido com a Primeira Coorte. – Seja como for, precisamos nos reunir no Senado para analisarmos essa ataque surpresa. Vou deixar algumas tropas de guarda caso mais monstros resolvam nos atacar.

Jason e Percy concordaram e seguiram Reyna. Leo e Hedge subiram novamente no navio voador, com o sátiro ainda falando sobre os seus golpes fatais, o que deixou Leo irritado. Algumas dezenas de guerreiros ficaram ali, perto do rio que cercava todo o acampamento e Nova Roma.

– Então quer dizer que simplesmente os monstros entraram aqui e os atacaram? – Percy perguntou. – Mas como eles sabiam que o acampamento era aqui? O disfarce do Túnel era perfeito.

– Foi o que eu pensei! – Reyna disse, dando um suspiro. – Acontece que não sei se iremos aguentar mais um ataque. A legião já estava enfraquecida desde os últimos combates, e agora perdemos mais guerreiros do que o necessário.

– Eu não estou engolindo essa história do Maxilian sumir! – Jason disse, olhando para o Áugure que ia à frente deles.

– Você não está querendo dizer que... – Percy disse.

– Sim. Eu ainda acho que ele é um traidor. Pra mim ele apenas fugiu para se aliar aos gigantes! – Jason continuou. – Se nós tivéssemos demorado mais alguns minutos, talvez vocês não tivessem chances!

– Ele me salvou! – Reyna exclamou, recusando-se a acreditar. – Se não fosse por ele as flechas dos centauros teriam me matado!

Percy e Jason se entreolharam, mas ficaram quietos.

Aos poucos, o Senado começou a lotar, até que todo o Conselho estava ali reunido. Reyna ficou em pé e começou o discurso:

– Todos nós já sabemos o verdadeiro motivo de estar aqui. O nosso disfarce do Túnel agora não nos protege mais. Devemos ficar alerta a qualquer momento, esperando por mais um ataque; eu só não sei o que pode acontecer se sofrermos mais um desses ataques. A questão é: como eles chegaram aqui tão rápido? Nós sabíamos que nem todos os gigantes foram mortos. O que não sabíamos era que eles iriam nos atacar tão rápido. O que vocês têm a dizer?

– O passado está se repetindo! – Maxilian disse, ficando em pé. – Eu nunca achei que poderíamos confiar nos gregos! Pra mim, isso é mais um ato de traição.

Houve alguns murmúrios entre os membros do conselho, até que Percy cortou o silêncio.

– Já provamos que podem confiar em nós! Afinal, apesar de todos os problemas, conseguimos nos unir e derrotar Gaia. Acontece que você ainda nos explicou esse seu sumiço de repente. Aonde você foi Maxilian? – ele disse, chamando a atenção de todos.

Todos olharam para o Áugure, que parecia estar nervoso.

– Eu tive que ir fazer as minhas consultas. Era um caso urgente. Achei que os deuses queriam me dizer algo importante. Eu peço desculpas por não ter avisado ninguém! – Maxilian disse.

– A-hã! – Jason fingiu que concordou, provocando mais sussurros.

– O que você quis dizer com isso, Grace? – o Áugure perguntou.

– Eu concordo com você! – ele continuou, dando uma pequena pausa. – Eu também acho que o passado está se repetindo... Você está virando um Octavian! – terminou, rindo no final.

Percy também riu e tocou sua mão. Reyna se segurou para não rir junto. Maxilian olhou para os dois vermelho, fechando os punhos.

– Sabe o que eu realmente acho? – Jason continuou, ficando mais sério. – Que você apenas saiu para trazer os gigantes para nos atacar. É um traidor! Está tentando manipular a todos, tentando fazer com que os gregos virem nossos inimigos novamente! Mas a mim você não engana!

Todos ficaram em silêncio, surpreso com as palavras do pretor.

– Como você ousa?! – Maxilian disse, olhando enfurecido para ele.

– Eu tenho mais poder do que você! Além disso, qual ideia faz mais sentido?

Os membros do Conselho se entreolharam. Após alguns segundos, a maioria deles concordou assentindo a cabeça para Jason.

– Ainda assim Maxilian me salvou dos inimigos! – Reyna disse.

– Não, ele não te salvou! – Percy disse. – Está óbvio que tudo foi armado. Ele já havia combinado tudo com os centauros alguns instantes antes!

Reyna ficou em silêncio após o comentário, pensativa.

– E quem é você Jackson? Um simples grego! – Maxilian retrucou num impulso mal pensado de raiva.

– Um simples grego? – Percy defendeu-se. – Eu ajudei a capturar o símbolo do acampamento, trazendo forças para vocês quando mais precisavam. Eu sempre ajudei a todos quando era necessário, prova disso foi que virei pretor. Então, o antigo Áugure, Octavian, que eu também não gostava, acabou morrendo. Se eu sou um simples grego, você não passa de um mísero Áugure que acha que vai conseguir o que nem Octavian conseguiu!

Jason deu um riso abafado. Maxilian bufou de raiva e ficou ainda mais vermelho. Se todos estivessem com as armas, um conflito teria começado. Mas como era proibida a entrada de armas de qualquer tipo em Nova Roma, os três apenas se encararam, fuzilando o olhar.

– Está certo. Eu vou pensar no que faço. Os membros já deram sua opinião. Caso provas concretas contra Maxilian apareçam, ele terá sua sentença decretada. Caso contrário, continuaremos a tentar achar uma resposta! – Reyna disse finalizando a reunião.

Os membros começaram a sair do Senado, sussurrando entre si. Percy e Jason ficaram em pé, enquanto Maxilian os fuzilava pela última vez ali dentro. Os dois puderam vê-lo pronunciar as palavras baixinho:

– Irão pagar caro por isso tudo!

Notas finais
O que acharam? Podem comentar, não tenham medo ;) Não se esqueçam de acompanhar a história para ter as atualizações de novos capítulos! Vamos tentar postar de três em três dias... Obrigado por lerem!