O Começo De Algo

1 O Começo de algo


Notas iniciais
Bom, essa fanfic foi um presente para o http://immortal-sieghart.tumblr.com/
Mas como eu resolvi fazer uma continuação, resolvi adiciona-la aqui.

Tudo começou em meio de uma missão, toda Grand Chase junta, avançando no campo de batalha, um novo lugar ‘Canalt’ nada demais, super fácil para um Imortal como eu, mas no meio daqueles monstros achamos uma ‘humana’, ela não se lembrava de nada e amava ler, sua arma? Um livro.

No começo ela parecia só mais uma garota bobinha, com um olho de cada cor, um vermelho e o outro azul, seu nome era Mari, o que me lembrou nome de cachorro, logo a chamamos para fazer parte da Grand Chase, afinal de contas, quantos mais integrantes, melhor, não?

No começo ela ficou um tanto excluída, todas ‘crianças’ iam falar com ela, mas ela apenas as observava com seus lindos olhos cansados, em uma das únicas vezes da minha vida eu vi a Ruivinha se aproximando de alguém e puxar conversar, mas nada adiantava, ela dava respostas curtas e seu tom de voz era um tanto serio.

Já voltando à base me senti perseguido por ela, com passos rápidos e silenciosos ela se aproximou, olhou nos meus olhos, ela era um tanto baixa, seu rosto inclinado na minha direção, uma grande chance... Mas ela somente disse ‘Mê de um livro de 600 anos atrás’. Eu a observei sem realmente entender ‘Era só isso?’.

— O que quer dizer, criança? – Retruquei.

— Não me chame assim, eu soube que você é imortal, se você tiver algum livro de muito tempo atrás será de boa ajuda – Ela respondeu, com um tom de voz firme.

— Ok... — Ela olhava bem nos meus olhos. — Vou procurar algum... – Desviei o olhar e comecei a andar mais rápido.

Ela se fixava em mim, olhava nos meus olhos, me confrontava, pela primeira vez eu me senti ameaçado, eu? O Grande Guerreiro Imortal Sieghart, quem sobreviveu a Grande Guerra, sumiu por muitos anos e foi ‘reencontrado’ por estas crianças.

Chegando à base eu segui rapidamente para o meu quarto, talvez lá houvesse algum livro antigo, vasculhei a sacola que eu carregava quando encontrei a Grand Chase, havia um livro... Pequeno e com os folhas caindo ‘O segredo dos olhos monocromáticos’ de que isso ajudaria? Resolvi folhear o livro, havia poucas coisas sobre os olhos, tudo que pude deduzir foi que esses olhos podem ser de boa ou má ajuda, pois são indecifráveis, mas são raros, você precisa ter algum tipo de dom para saber o que uma pessoa dessa sente.

No meio da noite alguém bateu eu minha porta. Levantei-me peguei a espada, já estava esperando por uma batalha, mas uma que valesse a pena, quando abri uma grande surpresa, era apenas a Novata, com seus cabelos azuis e olhos fascinantes, percebi medo em seu rosto, afinal de contas um ser imortal estava segurando a espada fora da bainha e apontando para ela, abaixei e guardei rapidamente, seus olhos ficaram com algumas lágrimas, joguei a espada no chão e a abracei, comecei a pedir desculpas igual a um desesperado... Ela apenas secou os olhos e disse ‘O livro, me dê.’. Há como eu sou idiota, ela nunca viria a meu quarto só para me ver, ela estava apenas importada com o livro. Eu a soltei, pela primeira vez fiquei com vontade de chorar, peguei o livro e dei na mão dela, na saída ela tropeçou no pijama e caiu no chão, ela virou-se para mim, com um olhar penetrante, meus olhos deviam estar vermelhos, ela abriu a boca e disse ‘Sieghart, é verdade que até um Imortal pode chorar?’, ela havia percebido, eu a olhei novamente e soltei um sorriso confiante ‘O quê? Mas isso é apenas sono, criança, volte logo a seu quarto’, ela se levantou e foi... Saiu resmungando algo.

Após aquilo eu não pude mais dormir, ela que deveria estar fascinada por mim, afinal de contas o que existe de melhor do que alguém que já experimentou todos os prazeres da vida? Não que eu possa dizer isso, afinal de contas o que é ‘Amor’? Algo totalmente insano, finalmente eu descobri o que é realmente a insanidade, eu me sentia inseguro e ao mesmo tempo feliz.

No dia seguinte a Ruivinha me sugeriu um teste, ela me mandou enfrentar a Novata e disse ‘Não pegue leve’, como não pegar leve? Ela é só mais uma criança.

Chegando a Arena, lá estava ela com... Com um livro na mão, ela lutaria com aquilo? Ela se levantou e veio até mim e tirou do bolso o livro que eu a emprestei e disse:

— Por favor, tome cuidado com ele, não quero que rasgue. – O guardei em meu bolso.

— Você quer mesmo lutar? – Perguntei.

— Sim, por favor. – Ela devia ter suas intenções.

Segui até o campo, peguei minha espada ela foi ao outro lado, então a Ruivinha declarou que a batalha havia se iniciado. Sem piedade, corri até ela, abaixando a minha espada maldosamente em sua direção, ela correu e... E saiu voando, por um momento eu parei e olhei pela primeira vez em minha vida eu vi alguém... Voando, me assustei, mas logo ela caiu, cheguei perto, ela ficou tentando me bater com o livro, comecei a rir e defender com a espada, o pobre livro começou a ser cortado, em um golpe piedoso cortei seu único jeito de atacar, ela caiu no chão e me olhou sem nenhuma emoção, meu coração doeu, guardei a espada e disse:

— Pode continuar na Grand Chase, se era isso que você queria. – Disse a ela.

— Ah, meu livro, você o cortou... — Ela disse com uma voz um tanto triste.

— A culpa é sua por escolher aquilo como arma. – Logo a Ruivinha me interrompeu.

— Mari! Você sabe... Voar? – Ela estava um tanto assustada.

— Ah... Sim, eu aprendi em um livro, melhor, nesse livro que o Sieghart destruiu. – Disse ela com um tom maldoso.

— Me desculpe criança, eu a aconselho a treinar e muito é necessário aprender ataques de longa distancia caso deseje continuar com esse livro, por exemplo, ele é inútil contra mim. – A expliquei.

— Sim, eu irei treinar. – Ela se levantou e partiu.

Nesse dia não tivemos nenhuma missão, então eu treinei durante o dia e à noite segui para o meu quarto, passei um tempo limpando a minha espada, levantei-me tirei a camisa, como um ser imortal pode existir? Minha pele, tão lisa, que já carregou sangue de tantos e que agora descansa, senti um peso na camisa, chequei o bolso e o livro ainda estava lá, o abri e dei uma folheada, em suas ultimas folhas, que antes estavam limpas, haviam rabiscos, meu nome estava escrito, haviam anotações com minha altura, cor de olhos e todas minhas características, me assustei, será que ela era alguém que perseguia as pessoas, bom já era de esperar afinal de contas ela viveu sozinha por tanto tempo... Ou talvez... Na menor das hipóteses... Ela também estivesse... Amando.

Me amarrei a isso, abracei aquele pequeno e frágil livro que me lembrava ela. Durante a noite ouvi alguém batendo na porta, me levantei, nem me dei trabalho de pegar a espada, dei dois longos passos até a porta e abri dessa vez a pequena garota de cabelos azuis estava sem seus óculos e com o cabelo despenteado, ela me encarou e murmurou ‘Sieghart...’ Aquilo fez meu coração bater um pouco mais forte, dessa vez sem pedir ela entrou e tropeçou no pijama me levando pro chão juntamente com ela, ela caiu suavemente em meus braços eu a segurei e abracei, seu cabelo, tão curto, mas lindo, uma pele tão delicada, como eu poderia deixar isso ir para o campo de batalha? Se sujar com sangue de inimigos e com o seu próprio.

Eu a abracei forte, até deixar a coitada sem ar, ela empurrou o meu peito e me encarou, então disse:

— Amor...? O que é isso? – Disse indignada.

— Não é coisa para crianças, embora nem eu mesmo o entenda. – Respondi.

— Então... Devolva o meu livro.

Ela levantou e se afastou, fiz o mesmo, fui remexer minhas cobertas para ver se achava algo, nada, joguei meu cobertor longe, levantei meu travesseiro e lá estava o dito cujo, ela me encarava direto nos olhos, fiquei embaraçado, abaixei a cabeça e estiquei o braço com o livro, ela abaixou meu braço, me puxou, fiquei surpreendido, então ela me beijou, pegou o livro e soltou um leve sorriso, enquanto eu ainda estava em choque, fiquei lá a noite toda, sentado pensando.

Durante o outro dia todo, não consegui fazer nada, quando estávamos na missão, eu quase dormi, ela realmente estava atormentando a minha mente, meu orgulho já não importava eu apenas queria me livrar desse peso, então eu resolvi, eu dormiria por uma noite e no outro dia iria até o quarto dela, para conversarmos.

Ela não foi até o meu quarto à noite, eu finalmente descansei. No outro dia tudo estava normal, eu me diverti dei boas risadas com a Ruivinha e lutei contra as crianças, um dia normal, exceto pelo fim, eu não sabia que seria o começo de algo.

Esperei anoitecer, deitei na cama, li uns papéis que peguei na Base, a maioria falava sobre a nova integrante ‘Mari’, após algumas horas fui até seu quarto, bati na porta, nenhuma resposta, bati novamente, ouvi sons de coisas caindo, avisei que iria entrar, abri a porta facilmente, me deparei com... Com montanhas e montanhas de livros, ela estava arrumando uma que parecia ser a que havia caído, ofereci ajuda:

— Bom... Nossa, quer ajuda? – Cheguei perto e comecei a arrumar os livros.

— Sieghart, quem é você afinal? O que você fez comigo? – Nós nos encaramos por alguns minutos, ambos procurando alguma resposta.

— Bom, eu sou um guerreiro Imortal, chamado Sieghart, tenho alguns bons vivido 600 anos e sobre você? – Disse.

— Meu nome é Mari... Eu realmente não sei quem sou... Talvez eu apenas esteja tentando me distrair lendo livros e fugindo da realidade. – Respondeu com insegurança.

— Mari... Não precisa ficar assim, eu estou aqui e posso te ajudar. – Sorri tentando passar segurança.

Ela apenas ficou lá, parada, sem fazer nada, fiquei inseguro, eu precisava fazer algo, avancei. Puxei-a e roubei um beijo, talvez fosse algo atrevido demais, ela fraquejou se cedeu ao meu beijo por um tempo e logo me empurrou, eu não queria isso, avancei e a abracei, ela me empurrou, quando a olhei seu rosto estava pasmo, ela estava com medo de mim!

Quando me dei conta do que fiz logo fui pedir desculpas, não adiantava ela não aceitava, estava assustada e gritava:

— Eu não sei o que é isso, não chegue perto! — Ela dizia embora seu tom de voz fosse firme o medo se transparecia.

— Mas você que me deu um Beijo primeiro! – Eu estava indignado com isso.

— Eu apenas li em um livro que o Sieghart gostava disso, então resolvi tentar! – Retrucou.

— Você pelo menos sabe o significado disso? Você sente algo por mim? – Eu estava inconformado.

— Ahn... Não é que eu não sinta... É que... – Eu percebi que para ela era difícil explicar seus sentimentos.

— Não faça nada. – Eu avancei e a abracei.

Ficamos ali, apenas parados, ambos os batimentos cardíacos acelerados, mas eu me segurei ao extremo, apenas a abracei, como prometido mais nada, quando me cansei eu sussurrei em seu ouvido ‘Mari, você gosta de mim?’ ela começou a tremer e com uma voz trêmula disse em meu ouvido ‘Não.’ Nesse momento foi como se enfiassem uma espada em meu coração e eu não morresse, eu a soltei, me levantei e fui embora, eu não podia dar à ela o luxo de me ver chorando, afinal de contas eu sou um guerreiro. Sim, foi nesse dia em que o meu sofrimento começou.

Notas finais
Já tem um segundo capítulo, eu adorei a dramatização do final.
Foi uma das minhas melhores fanfics espero que tenham gostado :3