— Os sonhos pertencem às pessoas que os sonham, não a você. Não tem o direito de prendê-los em frascos e tirá-los de seus verdadeiros donos — rebateu Rafael.

O encapuzado deu um passo à frente, e Rafael notou que o brilho dos frascos intensificava-se à medida que ele se aproximava.

— Ah, jovem imprudente. Você não compreende a importância dessas preciosidades. Os sonhos que eu coleciono são mais do que simples devaneios. Eles contêm desejos ardentes, ambições profundas e esperanças que se perderiam no esquecimento se não fosse por mim.

Aquele discurso apenas fortaleceu a convicção de Rafael: ele precisava agir.