O Colar de Gelo

4 Capítulo 4 - Tomada Pelo Ódio


Notas iniciais
link da capa do cap caso n pegue: https://24.media.tumblr.com/a57c2b90219882edac399ab297f7f878/tumblr_n10bbqsIiX1sohp19o1_1280.jpg ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ AH SOCORRO SOCORRO! TÃO QUERENDO ME MATAR! Perdon perdon perdon! Eu andei um pouco longe do site (JuuSmile tá aqui pra provar) e meio que... posso ter me esquecido de atualizar essa fic... talvez... Mas vamos ao capítulo ^^ Pra quem não sabe, o símbolo da casa dos Starks é um Lobo Gigante

A decoração da sala era de tons pretos e variações de vermelho. Tinha cheiro de incenso. Eu odiava isso, fazia meu nariz ficar coçando e logo eu começaria a espirrar. A Vidente não me surpreendia com seus truques de entrada. Apenas me sentei na cadeira e esperei ela aparecer numa fumaça ou algo do tipo. Mas nada aconteceu.

– Estou grata por vir Vossa Graça — disse uma voz atrás de mim. — Tenho algumas... Notícias a lhe dar.

– Então ande logo com isso! Nem todos tem todo o tempo do mundo.

– Tem razão... — ela disse calmamente — Nem todos.

Então houve uma grande pausa. Eu não gostava de ir ali por isso, Creuzodete era contra os padrões do tempo. Falava o que queria quando achasse que era necessário, não importava se seria tarde de mais. Ela se direcionou ao outro lado da mesa redonda e então surgiu uma renda vermelha com uma bola de cristal e três velas.

– Não pense que isso me impressiona. — eu disse olhando para a Vidente.

– Não quero que se impressione.

– Então o que quer? — disse começando a perder a calma.

– Quero que enxergue.

– Eu enxergo muito bem!

– Não desse jeito... Quero que veja o que está trilhando. Seu caminho... Suas escolhas...

– Você poderia ir logo ao ponto? Ou vamos ficar nessa lengalenga mesmo?

– Tenha calma minha jovem. O mundo não foi feito em um dia e nós devemos...

– POR FAVOR! — disse batendo na mesa — JÁ ESTÁ ME IRRITANDO!

Ela me olhou vagamente. Como se já tivesse visto essa reação em algum outro lugar. E ficou ali olhando pra minha cara, pensando em sei-lá-o-quê. Levantei-me bufando e fui em direção à porta. Quando estava saindo, ouvi-a murmurar.

– Está traçando o mesmo caminho de vossa irmã.

– Estou traçando o meu caminho. — respondi ríspida. Nada ia me impedir de matar esses Lobos.

P.O.V. Mônica

– Eu juro que consigo sobreviver! — disse Do Contra segurando o próprio braço — Não foi nada de mais eu só...

– Levou uma pancada de um demônio do Gelo. — disse revirando os olhos e o arrastando para casa — Olha o lado positivo... Você conseguiu adiar nossa ida à Muralha.

– Uma coisa boa tinha que sair de tudo isso. — ele murmurou — Acho que somos as primeiras pessoas a saírem vivas de um ataque!

Revirei os olhos e fui "me arrastando" por todo caminho até em casa. Fala sério, tem coisa pior do que isso?

Hum... Na verdade sim.

– O-o que é isso? — eu disse olhando para nossa "casa".

Ela estava totalmente destruída. Era madeira de um lado e tijolos de outro. Parecia que um estouro havia passado por ali. Eu e Do Contra fomos caminhando lentamente em direção ao local.

Tinha uma bandeira com um dragão. O Símbolo dos Targaryen.

– C-cebolácio. — Murmurei de um jeito que nem eu mesma ouvi minha voz. — Nimbus. Cadê o Nimbus?

– NIMBUS! — Disse Do Contra saindo correndo — Eu sei que não o levaram! Ele deve ter fugido pra mata ou...

– Devorado? — sugeri, mas acho que não era uma boa ideia — Vamos ficar com a primeira opção, certo?

Ele não respondeu nada e continuou a procurar.

– Eu vou ficar ali no meu canto, enquanto... Ah! Você entendeu!

Me deitei na neve e comecei a olhar o céu. Sei que devera estar em busca de Nimbus... Mas... Eu sabia, de alguma forma, que isso não adiantaria em nada. Ele não estava ali. Eu... Sentia isso.

Me sentei e segurei meu colar. A única lembrança do mundo pra lá da Muralha. Quando eu o olhava, lembrava do sol. Por mais que eu odiasse o verão, eu sentia falta dele. De andar de cavalo... Ou até da Septã. Eu só queria minha vida de volta.

Não que eu estivesse reclamando. Minha vida aqui não era ruim, é só que... Eu não era eu aqui. Se bem que, eu não me sentia eu mesma lá. Então, quem era eu? Quem SOU eu?

– Se eu fosse você, parava de filosofar nos pensamentos e se ajoelhava perante a princesa Tully. — disse um homem apontando uma espada para mim. — VAMOS!

Me levantei semicerrando os olhos e virei para trás e me deparando com uma garota de pele rosada e longos cabelos negros. Ela me olhava como curiosidade, parecendo que eu era um bicho da mata (o que era tecnicamente verdade) e ela minha superior. Desceu do cavalo, dispensando a ajuda dos cavaleiros e veio andando em minha direção.

– Não precisa se ajoelhar. — Disse com uma voz meiga — Meus rapazes exageram as vezes. Me diga plebeia, qual o seu nome?

– Mônica! Quem são esses? — disse Do Contra aparecendo, mas logo sendo barrado por guardas.

– Mônica? — ela disse com surpresa nos olhos — Mônica Stark? VOCÊ ESTÁ VIVA!

– Ãhn... Acho que sim.

Então ela correu e me abraçou. Tão forte que eu não estava conseguindo respirar.

– Soltem o garoto! Preparem um cavalo para eles. Hoje irão comigo para a muralha. — Disse com entusiasmo nos olhos — Minha amiga voltou! Mônica não sabe como eu senti sua falta! Vem comigo!

– Espera... Quem é você?

– Magali Tully, não lembra mais de mim?

Notas finais
Mereço comentários? kkkkkkkkkkkkkkk COmentem pliss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.