O Colapso Do Multiverso
43 Ecos do Infinito: A Batalha Cósmica
Notas iniciais
Com os quatro templos destruídos, algo inimaginável começou a acontecer. O silêncio absoluto do espaço foi rompido por uma força que não precisava de som para se manifestar: a consciência de Infinity Sagat havia despertado. Cada estrela, cada planeta, cada poeira cósmica, em cada galáxia, fazia parte do seu corpo. Ele não era mais um ser. Ele era o universo vivo.
Sua mente expandida tomou conhecimento de tudo instantaneamente. Sabia da rebelião de Sidney, da ascensão da alma de Sidnelson, do equilíbrio quebrado pelas eras. Ele recordava tudo, desde a batalha perdida há um século até aquele momento. E então, sua voz ecoou pelo vazio cósmico, anulando a ausência de som:
— Depois de um século... finalmente eu despertei!
Infinity Sagat não assumiu uma forma humanoide. Sua essência estava em cada canto da criação, espalhada por bilhões de anos-luz. Através de sua onisciência, ele era tudo.
Enquanto isso, em um plano distante e intocado, Sidnelson meditava na Dimensão do Esquecimento. Seus olhos se abriram lentamente, sentindo a perturbação universal. Ele ergueu a cabeça, sua presença serena contrastando com a fúria que nascia entre as galáxias. E então, pronunciou em tom firme:
— Vejo que finalmente você despertou, Devil Sagat.
Uma risada profunda e cósmica reverberou, vibrando por estrelas inteiras. A voz do inimigo preencheu o espaço, transformando silêncio em terror:
— Então você finalmente apareceu, verme! Agora que deixou a Dimensão do Esquecimento, está sob minha jurisdição universal! Lembre-se: todo este universo é meu corpo.
Sidnelson manteve-se impassível.
— Se eu não saísse de lá, não poderia dar um fim definitivo à sua trajetória. Eu voltei para acabar com você de uma vez por todas.
— Hahahahahaha! — o riso atravessou constelações. — Não me faça rir, inseto! Eu vou extinguir a sua existência agora!
Um movimento imperceptível para olhos mortais gerou um cataclismo: campos de asteroides emergiram das profundezas, atravessando o espaço em direção a Sidnelson com velocidade esmagadora. Mas ele ergueu a mão e, com um simples gesto, tudo se desfez em poeira cósmica. Sem esforço. Sem pressa.
— Mesmo com todo esse poder... isso é o melhor que você pode fazer?
A voz de Infinity Sagat rugiu, carregada de fúria:
— Isso é só o começo!
De repente, milhares de estrelas, arrancadas de suas galáxias, começaram a ganhar forma humanoide, reunindo-se em torno de Sidnelson. Um exército estelar, iluminando o espaço com um brilho quase insuportável. Elas avançaram. Mas Sidnelson sacou sua espada. Um único golpe — um arco de luz cortou o infinito. E tudo se desintegrou. Cada guerreiro forjado da essência cósmica retornou ao pó, espalhando fagulhas como fogos de artifício no vácuo.
— Fala sério, Devil Sagat... quando é que você vai começar a lutar de verdade? Desse jeito, vou ter que destruir o universo que compõe o seu corpo.
Infinity Sagat rugiu:
— Então você quer que eu lute seriamente? Seu inseto insolente... nesta forma eu não preciso usar nem um terço do meu poder contra você. Veja agora como reduzo você a nada!
E então, o impensável aconteceu: a reunião dos 100 mil sóis. Cada estrela maciça que compunha seu ser foi atraída para um ponto específico. Cem mil sóis, juntos, emanando energia letal. Raios solares, bilhões deles, dispararam como flechas flamejantes na direção de Sidnelson, envolvendo-o em um mar de luz. Um clarão titânico explodiu no coração do cosmos, apagando a escuridão por incontáveis parsecs.
A energia liberada era suficiente para extinguir centenas de galáxias inteiras. E no centro daquela luz insuportável, o destino de Sidnelson parecia selado...
Continua....
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