Capítulo 3
Chegando na barraca, Yumi parou. Sentiu um cheiro estranho, fedorente, cheiro de cadáver. Hesitou. Algo de errado havia acontecido.
— Ei, o que está fazendo aqui?
Pipoca deu um pulo. A garota que agora se encontrava em seu lado era Lauren, a traidora. Imediatamente, Yumi agarrou-lhe o pescoço e a jogou contra a barraca, chamando a atenção da líder da equipe número 2.
— LAUREN?! YUMI?! — gritou Bizzo — Mas o que???
As três se entreolharam. Bizzo foi a primeira a falar.
— Então? O que as duas estão fazendo aqui? — perguntou
— Ora, você me chamou aqui — disse a garotinha
— O que? — riu Lauren — Ela ME chamou para vir aqui.
— Desde quando nossa líder se importaria com você, uma vaca louca?
Silêncio. Bizzo caminhou para fora da barraca e vasculhou as moitas que ali ficavam.
— Está vendo? — perguntou Yumi — Olha o que você fez!
— Se não fosse por mim, eu..
— PAREM VOCÊS DUAS! — gritou a líder — Conseguem sentir esse cheiro? Parece que alguém morreu.
Ouviram um barulho na moita. Bizzo foi investigar.
— Ei, espere, Bizzo! — interviu Lauren — Deixe-me olhar para você.
— Ew, não. — respondeu, e logo foi investigar
Cortou os galhos da moita. Deu um grito. A líder acabou encontrando o cadáver de Jope, agora se desfazendo da carne, com a adaga de Raven em seu peitoral.
Bizzo engoliu o choro.
— Tragam-me um caixão. Enterraremos esse corpo da forma que ele merece. — disse
— De quem é esse corpo? — perguntou Lauren
— Não posso falar. Sinto muito, Lau.
Yumi deu uma risadinha.
— Sério? Por que não estou surpresa por você estar rindo? — perguntou a loira de tanquinho
Pipoca nem disse nada. Apenas foi embora para sua barraca. No próximo dia, teria de encontrar as duas garotas. Lauren também foi embora, e Bizzo ficou ali, olhando para o corpo de Jope. Depois iria enterrá-lo.
A garota se levantou lentamente, e foi dormir.
— J2 — chamou — Enterre esse corpo para mim, sim? Preciso falar com Raven.
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Era manhã. A trombeta já havia tocado, e todos já estavam de pé. Até o momento, tudo estava normal, como um dia qualquer. De repente, um jovem desesperado veio correndo até o acampamento carregando uma bolsa.
— Alto lá! — gritou Lestry
O jovem ignorou.
— Iremos atirar!! — repetiu o mágico
— NÃO ATIRE! — gritou Kath
Então pôde ver. Era Kris, seu marido.
— Kris? Você está vivo?! — perguntou Kim, surpreso.
— Sim, estou — disse — Kath. Preciso conversar contigo.
Os dois foram até a barraca da líder. Como o resto do acampamento, era toda bagunçada, mas lá havia o suficiente para um apocalipse.
— Mate Kim. — disse Kris
Kath parou. Encarou o marido e esperou por uma explicação.
— EU LHE DISSE ONTEM! — gritou — ELE ESTÁ TRAINDO SUA EQUIPE!
— Sim, eu sei — afirmou Kath — Mas por que você se importa?
Kris fechou totalmente a barraca e aproximou-se do ouvido da líder.
— Eu vi ontem. Vi tudo. — disse — Estava a espionar o acampamento da equipe 2, e vi Bizzo remexer no corpo de Jope. Sabe o que isso significa? Significa que eles mantiveram o corpo com eles o tempo todo. E, agora, Bizzo sabe que Raven é uma assassina.
— Então podemos trazê-la para esta equipe?
Kris balançou a cabeça, concordando.
— Preciso ir — disse, abraçando-a
Kath se despediu e foi até a barraca de Kim. Certamente, deveria eliminá-lo. Abriu a barraca.
— Olá, Lady Kath! — disse Kim
— Antes que eu dê-lhe a chance de dizer vossas últimas palavras, explique-me, por que não devo matar-lhe e por que está a nos trair?
O garoto olhou para os lados. Suspirou fundo, e enfim explicou:
— Lauren é minha irmã, você sabe disso. E eu amo ela, com todas as forças, e um colapso não irá nos separar. Não me mate, por favor, não quero que ela fique triste. O seu marido, Kris, interpretou tudo errado, ele aje de uma maneira tão estranha, não confie ne...
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A líder enfiou a adaga em seu peito. Se matá-lo resultasse em algo ruim para a equipe 2, ela certamente o faria. E, err, fez. Escondeu o corpo na floresta negra e voltou ao acampamento.
— Soldados da equipe 1! — gritou Kath com animação — Um traidor está morto! Que a equipe 2 sofra com sua morte! Aleluia!
— Aleluia — gritaram


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— Olá, ML! — cumprimentou Raven
Já era manhã, depois das 7 horas. As 3 garotas Maria, Raven e Yumi já haviam se encontrado, e ali estava a suposta assassina, de frente para a líder. Já havia pegado o costume de chamá-la de MLM, então, com esse nível de intimidade, achara que não havia nada de estranho em ser chamada pela líder para uma conversa.
— Olá, Raven! — cumprimentou — Vamos dar uma volta, sim?
— Mas é claro! — concordou a assassina
— Sei que este assunto é muito delicado, Raven, então já de início aviso: por favor não se ofenda, certo? Mas, como líder, é meu dever resolver as coisas.
Raven balançou a cabeça.
— Posso confiar em você. — suspirou — Ontem à noite, encontrei o corpo de Jope, escondido em uma moita. Pelo que notei, ele já estava ali por algum tempo... e só descobrimos agora. Suspeito, não?
— Sim — concordou
As duas ficaram em silêncio. Enquanto caminhavam, o acampamento se distanciava, e Bizzo faria de tudo para arrancar a verdade da portuguesinha. Quando já estavam longe o suficiente, Bizzo puxou sua faca e avançou contra Raven.
Surpreendentemente, a veterana fez o mesmo, como se adivinhasse os movimentos da líder, e uma luta começou. Raven era rápida, a melhor lutadora do acampamento, e desferia golpes quase impossíveis de se defender. Por outro lado, Bizzo já planejara tudo, e, com um simples botão, poderia matar Raven.
Mas não matou, é claro. Não tornaria oque mais temia.
A portuguesa era rápida e parecia nunca se cansar. Bizzo conseguia escapar dos golpes e acertar alguns, mas Raven não perderia por causa de pequenos cortes em seus braços e pernas. Em um pequeno momento de distração, a líder consegui acertar uma facada em seu rosto, causando pouco dano, é claro.
Raven gritou. Não de dor, é claro, mas de frustação. Estava confirmado? A pessoas mais confiável do acampamento era uma assassina? Bizzo pensou tanto, que acabou se distraindo, levando um corte profundo na barriga.
A líder de cabelos castanhos caiu no chão, com a mão cobrindo o corte. Seus olhos sangravam, e a dor era insuportável. Bizzo olhou para Raven, e as duas se encararam. A veterana foi ajudar a garota, e levou-a até o acampamento.
— D-desculpe-me, ML, eu... passei dos limites — disse
A líder estava agora sendo operada pelo robô J2.
Duas meninas chegaram correndo para a enfermaria.
— Bizzo? — perguntou Yumi — O que aconteceu??
— Não sei!! — disse Lauren
Raven continuava de pé calada, observando J2 a operar o corte causado pela veterana. Se segurava para não chorar, porém era difícil. Raven sabia que não havia matado Jope. Mas, depois do ocorrido, suspeitas seriam levantadas, agora, com mais força.
— Ei, Raven? — chamou Yumi — Você estava com ela. Sabe o que aconteceu?
A veterana não respondeu. Estava calada, olhando fixamente para o corte, soluçando.
Após alguns minutos, Raven respondeu a garota.
-Estávamos caminhando e, de repente, fomos atacados por um maluco vestido de mágico — parou por uns segundos — E acertou uma facada em sua barriga.
— Isso está estranho demais. — respondeu Lauren — Bizzo nunca deixaria uma praga daquelas deixar um ferimento grave em sua barriga.
Raven corou.
— Pode acreditar.
— Senhoritas, retirem-se por favor, ela está acordando. — disse J2, piscando para Raven
ML abria seus olhos lentamente. Olhou para os lados e depois para o robô.
— Raven...
— Lady Bizzo, a srta. Raven sente muito pelo corte. Mas não se preocupe, ela não se responsabilizou por sua morte.
— Como assim, não se preocupe? J2, ELA QUASE.. UGH! — uivou de dor
— Senhora — riu o robô — Sei que ainda confias nela, certo? Afinal, eres líder por causa da veterena. Vós pensais os mesmo ideais, têm o mesmo lema. Confie nela.
A líder concordou.
— Deixe-me a sós com a srta. Yumi, por favor — disse — E obrigada, J2.
O robô sorriu.
— Mas é claro — e saiu
— O-olá, Bizzo... gostaria de falar comigo? — perguntou Yumi
— Sim. Eu preciso que você elimine alguém.
— Quem?
— O nome dele é Lestry.



Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.