A noite, Brown se deita sobre o telhado a casinha no alto, nos fundos da casa e observa a luz da casa e das outras a frente dela, ele dá 1 sorriso e dorme, mas ele acaba sonhando com muita fumaça e então fogo.

Dineia: Likiiiiiim!

Likinha: Moacyr!

Então o fogo se alastra até a cara dele e ele acorda de manhã.

Brown: Ah!

Dineia: Likinha, trás pra dentro essa gata!

Brown: Quê?

Likinha: Já vá...

Dineia: Tira o cachorro, leva a Floco.

Brown levanta uma sombrancelha enquanto olha pra baixo e então vai lá pra baixo, ficando em cima de uma mesa.

Dineia: Leva a Floco e a Pepita pros fundos!

Likinha: Muito bem, ca calma.

Ela segura uma casinha para gato e coloca no chão e depois abre, Brown olha sem saber o que que era, então uma gata vira-lata manchada e bem variada entre preto, laranja e amarelo sai andando.

?: Pai, mãe??

Brown: O quêêêêêêêêêêê...

Ele encara ela piscando e olhando ao redor.

Brown: ...êêêêêê...

Seus olhos arregalam.

Brown: ...êêêê...?! Caramba.

Ele cora.

Pepita: Caramba mesmo, nosso território foi descoberto.

Pepita se aproxima da gata e ela sai correndo.

??: Deixa ela à vontade.

Diz o cão. A gata se esconde atrás de uma perna de uma mesa de madeira. A mesa é derrubada.

Moacyr: Au!

?: Aaaah!

Ela sai correndo e pula pro lado.

?: Onde estou?! Pai! Socorro!

Ela corre e Brown vê de cima de uma mesa ela correndo e pula na frente dela de costas, a fazendo parar, ele se vira corando e dando 1 sorriso.

?: Aaaah!

Brown: Calma, não corre! Eu posso... mas o que...

?: O-O-Oi... o que eu faço aqui?

Brown: E-Este é o meu território. Você está no meu lar...

?: Tá. Você sabe por que estou-

Dineia: Esses gatos não param de fazer barulho.

Ela sai de dentro.

Brown: Me segue.

Ele a leva para dentro e segue por 1 corredor à esquerda da entrada da cozinha.

?: Por favor, responde minhas perguntas, o que está havendo?

Brown: Se acalme, já explicarei.

Ele chega à última porta do corredor e dá uma batida nela, eles entram e ele vai pra de baixo de uma cama com 2 colchões e ela segue.

?: Por que estamos aqui, em baixo desse treco?

Brown cora muito.

Brown: Aqui é escuro e distante dos maus ouvidos. Seja bem-inda ao meu território.

?: Não seio que está acontecendo, por favor escuta...

Brown: Eu sei o que houve, gatinha. Meus donos provavelmente te adotaram, dá onde você é?

?: Venho de 1 lugar chamado "Animais de Todos".

Brown olha pro lado.

Brown: Ah... você foi adotada no petshop.

?: Mas... eu nem queria vir.

Ela fala com inocência e ingenuidade.

Brown: Acho que é comum isso acontecer. Está tudo bem, pode conf-

?: Não, não está! Eu não posso aceitar isso! Eu sou feliz com a minha família lá, não pode tirar isso e mim!

Ela fica com raiva.

?: Eles não tem o direito!

Brown: É muita informação para absorver, contudo você vai se acostumar.

?: Você não entende! Escuta... eu fui tirada à força do meu lar... dos meus pais. Preciso de ajuda para voltar.

Brown olha para baixo.

Brown: Eu irei te ajudar, eu conheço o bairro.

?: Obrigada.

Ela arregala os olhos.

Brown: Mas você vai ter que confiar em mim.

Ele extende a pata ela.

Brown: Coloque sua pata na minha se aceita estes termos.

Ela coloca por cima da dele.

?: Pode apostar que sim.

Depois, eles andam pelo corredor para fora do quarto.

Brown: Qual é o seu nome?

?: É Ninha.

Brown: Que nome incomum, eu me chamo Brown.

Eles param na cozinha e Brown segue reto, os 2 trocam olhares e Ninha dá 1 sorriso para ele.

Ninha: Então... desde quando você está aqui?

Brown: Há 5 anos. Mas me parece que sempre estive aqui... você prefere ir de dia ou de noite?

Eles entram na sala de estar, seguindo à direita da entrada da cozinha.

Ninha: O que achar melhor, meu guia.

Brown: Oh, você tem senso de humor?

Ninha: Mas foi 1 fato, não? Você me guiaria até a minha casa.

Brown: É... tá certo.

Ele dá 1 sorriso bobo.

Ninha: Ah!

Alguém de braços curtos pega Ninha.

Brown: Ah!

Brown é pego também.

Likinha: Vem cá!

Brown: O que você está fazendo, Likinha!?

Ele levanta uma sombrancelha enquanto é levado para fora e é posto em cima de uma cadeira perto da entrada.

Brown: Tá me escutando? Eu te fiz uma pergunta.

Duas pessoas, de braços curtos e outras de braços gordos, pegam ela enquanto a de braços gordos levam uma coleira até ela.

Ninha: Brown!

Ela arranha Likinha.

Likinha: Ah!

Brown: Bota ela no chão, agora!

Ele grita com raiva, Likinha levanta ela enquanto Dineia põe uma coleira com corrente de metal nela.

Ninha: Ooooh!

Moacyr, de braços negros e fortes, pega Brown e o arrasta.

Brown: Ei! Moacyr, por que está fazendo isso!?

Likinha põe uma coleira em Brown.

Brown: Hein?

Ele olha sem entender.

Ninha: Brown!

Ninha é posta do outro lado da porta, presa.

Ninha: O que está acontecendo?

Likinha: Vem cá, gato!

Ela pega Brown pela coleira.

Brown: Não... qual a razão disso?

Brown arregala os olhos, Dineia leva a corrente de metal até a coleira dele e afivela ali, ele olha em horror para a corrente.

Likinha: Trás a água ae!

Ninha: Brown, por que fizeram isso?

Brown: Não sei, é a 1ª vez que me prendem! Se alguém me respondesse eu ficaria agradecido!

Ele berra com raiva e encara Moacyr, ele tinha olhos azuis e cabelos branco, 1 pouco baixo e aparentava ter por volta dos 60 anos de idade, era alto e parrudo. Moacyr gira os olhos. O cachorro dá risada olhando para eles da cerca.

?: Agora sente o preço de zoar os acorrentados!

Brown: Aff, Cisco.

?: É Isco, tolo!

Isco: Quem é essa gata?

Brown: Se cuida, cachorro!

Ele responde com raiva.

Isco: Deixa pra lá, não devia dar a mínima para gatos mesmo.

Brown: E-u vou descobrir uma forma de nos tirar dessas coleiras.

Ninha mordisca a coleirinha dela. O tempo passa, Brown tenta puxar a corrente com a pata, Ninha se extende até a ponta e dá 1 puxão com o pescoço, extendendo a corrente em velocidade alta mas não adianta.

Isco: Cadê a pipoca quando se precisa?

Brown: Você tá solto aí dentro, como tiramos isso?

Isco: Você precisa de mãos humanas para tirar a coleira.

Dineia: Sossega o facho!

Ela grita com Isco e Isco encolhe as orelhas para ela.

Browm: Manda ele ser legal!

Brown grita perto da escada da prota que ia pra garagem.

Isco: Cala essa boca, Brown!

Dineia: Cala essa boca, cacete!

Isco vira com raiva para ela.

Ninha: Esse lugar é 1 inferno.

Dineia: Shh!

Ela faz estalos de jornal.

Brown: Sinto muito por isso.

Ele vira para ela, Dineia dá 1 tapa em Brown.

Brown: Ah!

Ele segura as lágrimas de dor e Ninha balança a cabeça positivamente para ele. De madrugada, enquanto os 2 dormem, alguém passa e solta Ninha e Brown das correntes. Brown é cutucado de lado.

Brown: Sim?

Ele abre os olhos, haviam 3 silhuetas de gatos.

Brown: Ninha?

Ele enxerga melhor e vê 3 gatos distintos, Ninha estada do lado direito de 2 gatos vira-latas iguais a ela.

Brown: Essa não! Pepita, invadiram o território!

Pepita acorda com 1 pano vermelho na cara dela e levanta a cabeça.

Pepita: O quê!?

Floco de Neve também acorda.

Ninha: Não, espera! Brown, estes são meus pais...

Brown: Huh? Como assim?

Ele encara ela.

Ninha: Pa-

?: Meu nome é Martim Orlins Oliveira.

O do meio fala, ele era macho.

Martim: Esta é minha esposa.

??: Sou Eva Oliveira Ninha.

Diz a fêmea à esquerda dele, Brown fecha os olhos.

Brown: Ah, só posso estar sonhando... Por que seus pais estão aqui? Você era de petshop?

Ninha: E sou.

Martim: Nos permita lhe explicar, meu jovem: Seu dono pegou a nossa filha da nossa casa. Estava tudo bem até esse dia chegar e nossa família se separar.

Ele se lembra dele e Eva olhando de dentro da gaiola deles 1 Verona indo embora.

Martim: Mas seu dono voltou para comprar ração. Havíamos lembrado do rosto dele e de como escapar. Fugimos do petshop na frente de todos.

Eles pulam da gaiola e correm pelo petshop até pular em cima do carro.

Martim: Acho que foi instainto. Pulamos no carro, seguimos até aqui. Ficamos na rua para garantir que não fosse outra casa. Até agora.

Brown: Uuh... já devem ter planejado como vão retornar para o petshop, né?

Martim e Eva se olham, Martim arregala os olhos.

Brown: Caramba... vocês não deviam ter vindo.

Ele se levanta.

Brown: Arriscaram tudo, até a vida da sua filha vindo. Carapêcuiba não é 1 bairro para aventureiros. Aqui é coisa séria. É viver para morrer tentando proteger tudo que você tem, então não voltem andando para lá, simplesmente.

Ela fala em 1 tom meio grosso com eles, Martim o encara.

Martim: Não nos impedirá de tentar, aonde fica a saída?

Brown: Não façam isso.

Eva: Martim, não seja tão cabeça-dura, nós nem sabemos o que é "Carapêcuíba".

Brown: Como é?

Ninha: Vocês o quê?

Ela se vira para os 2.

Eva: É que... ainda podemos t-...

Brown: Vocês nem sabem aonde estão, vão acabar rodando a cidade atoa. Eu... eu posso ajudar você a irem para casa.

Martim: Ata, depois de ter falado desse jeito.

Ninha: Não, pai. É melhor ouvi-lo.

Floco: Ele tem razão, nosso território é seguro, mas é perigoso fora dele.

Ela retrai as orelhas.

Martim olha com raiva pro chão.

Eva: Então... nos ajude a voltar para casa. Tudo isso é 1 erro.

Brown: Eu vou. Como vão me seguir, vão seguir meus passos e o que eu disser.

Pepita: Não é uma idéia perfeita, mas como eu não posso ajudar sem acordar os donos...

Brown: Tá bom, agora, como me soltar?

1 deles desce uma garra e destrinca a corrente no pescoço de Brown e ele remove a coleira.

Martim: Então nos ajude a voltar para casa e você voltará a proteger o seu território.

Brown: Sim, sim.

Eva: Ótimo, não temos tempo a perder.

Ninha: Temos uma noite inteira.

Brown: A noite os gatos saem por aí. Esqueci de falar, é mais perigoso de noite.

Martim: Temos que estar lá de manhã, ou vão procurar pela gente.

Eva: Não, não vão. Vão nos dar como desaparecidos e vão nos substituir!

Martim arregala os olhos para ela.

Brown: Então mexam suas patas.

Ele vai andando na direção do corredor, seguindo pelas escadas à esquerda.

Brown: Por aqui.

Martim e os outros vão atrás.

Martim: Aqui é escuro.

Brown: Normal, mais rápido!

Brown pula no corrimão na frente da casinha de cima e pula no telhado, e os outros seguem. Brown desce pelo telhado do outro lado enquanto os outros caem rolando e se batendo até chegar na parte plana dos telhados.

Brown: Esta é Carapêcuíba. Vocês com certeza viveram esse tempo todo nesta vasta cidade. É isto.

Brown anda até a beirada do telhado e os outros gatos também vão e ficam do lado dele, eles vêm uma rodovia, uma avenida principal com 1 supermercado bem iluminado do outro lado e outras lojas, e carros passando.

Brown: Mais aquilo.

Ele aponta para a direção de uma igreja que havia ali, também iluminada.

Brown: Pra lá também.

Ele aponta para a direção do Pico do Jaraguá, aonde haviam muita iluminação.