O Clã dos Gatos
2 Ato II
A noite, Brown se deita sobre o telhado a casinha no alto, nos fundos da casa e observa a luz da casa e das outras a frente dela, ele dá 1 sorriso e dorme, mas ele acaba sonhando com muita fumaça e então fogo.
Dineia: Likiiiiiim!
Likinha: Moacyr!
Então o fogo se alastra até a cara dele e ele acorda de manhã.
Brown: Ah!
Dineia: Likinha, trás pra dentro essa gata!
Brown: Quê?
Likinha: Já vá...
Dineia: Tira o cachorro, leva a Floco.
Brown levanta uma sombrancelha enquanto olha pra baixo e então vai lá pra baixo, ficando em cima de uma mesa.
Dineia: Leva a Floco e a Pepita pros fundos!
Likinha: Muito bem, ca calma.
Ela segura uma casinha para gato e coloca no chão e depois abre, Brown olha sem saber o que que era, então uma gata vira-lata manchada e bem variada entre preto, laranja e amarelo sai andando.
?: Pai, mãe??
Brown: O quêêêêêêêêêêê...
Ele encara ela piscando e olhando ao redor.
Brown: ...êêêêêê...
Seus olhos arregalam.
Brown: ...êêêê...?! Caramba.
Ele cora.
Pepita: Caramba mesmo, nosso território foi descoberto.
Pepita se aproxima da gata e ela sai correndo.
??: Deixa ela à vontade.
Diz o cão. A gata se esconde atrás de uma perna de uma mesa de madeira. A mesa é derrubada.
Moacyr: Au!
?: Aaaah!
Ela sai correndo e pula pro lado.
?: Onde estou?! Pai! Socorro!
Ela corre e Brown vê de cima de uma mesa ela correndo e pula na frente dela de costas, a fazendo parar, ele se vira corando e dando 1 sorriso.
?: Aaaah!
Brown: Calma, não corre! Eu posso... mas o que...
?: O-O-Oi... o que eu faço aqui?
Brown: E-Este é o meu território. Você está no meu lar...
?: Tá. Você sabe por que estou-
Dineia: Esses gatos não param de fazer barulho.
Ela sai de dentro.
Brown: Me segue.
Ele a leva para dentro e segue por 1 corredor à esquerda da entrada da cozinha.
?: Por favor, responde minhas perguntas, o que está havendo?
Brown: Se acalme, já explicarei.
Ele chega à última porta do corredor e dá uma batida nela, eles entram e ele vai pra de baixo de uma cama com 2 colchões e ela segue.
?: Por que estamos aqui, em baixo desse treco?
Brown cora muito.
Brown: Aqui é escuro e distante dos maus ouvidos. Seja bem-inda ao meu território.
?: Não seio que está acontecendo, por favor escuta...
Brown: Eu sei o que houve, gatinha. Meus donos provavelmente te adotaram, dá onde você é?
?: Venho de 1 lugar chamado "Animais de Todos".
Brown olha pro lado.
Brown: Ah... você foi adotada no petshop.
?: Mas... eu nem queria vir.
Ela fala com inocência e ingenuidade.
Brown: Acho que é comum isso acontecer. Está tudo bem, pode conf-
?: Não, não está! Eu não posso aceitar isso! Eu sou feliz com a minha família lá, não pode tirar isso e mim!
Ela fica com raiva.
?: Eles não tem o direito!
Brown: É muita informação para absorver, contudo você vai se acostumar.
?: Você não entende! Escuta... eu fui tirada à força do meu lar... dos meus pais. Preciso de ajuda para voltar.
Brown olha para baixo.
Brown: Eu irei te ajudar, eu conheço o bairro.
?: Obrigada.
Ela arregala os olhos.
Brown: Mas você vai ter que confiar em mim.
Ele extende a pata ela.
Brown: Coloque sua pata na minha se aceita estes termos.
Ela coloca por cima da dele.
?: Pode apostar que sim.
Depois, eles andam pelo corredor para fora do quarto.
Brown: Qual é o seu nome?
?: É Ninha.
Brown: Que nome incomum, eu me chamo Brown.
Eles param na cozinha e Brown segue reto, os 2 trocam olhares e Ninha dá 1 sorriso para ele.
Ninha: Então... desde quando você está aqui?
Brown: Há 5 anos. Mas me parece que sempre estive aqui... você prefere ir de dia ou de noite?
Eles entram na sala de estar, seguindo à direita da entrada da cozinha.
Ninha: O que achar melhor, meu guia.
Brown: Oh, você tem senso de humor?
Ninha: Mas foi 1 fato, não? Você me guiaria até a minha casa.
Brown: É... tá certo.
Ele dá 1 sorriso bobo.
Ninha: Ah!
Alguém de braços curtos pega Ninha.
Brown: Ah!
Brown é pego também.
Likinha: Vem cá!
Brown: O que você está fazendo, Likinha!?
Ele levanta uma sombrancelha enquanto é levado para fora e é posto em cima de uma cadeira perto da entrada.
Brown: Tá me escutando? Eu te fiz uma pergunta.
Duas pessoas, de braços curtos e outras de braços gordos, pegam ela enquanto a de braços gordos levam uma coleira até ela.
Ninha: Brown!
Ela arranha Likinha.
Likinha: Ah!
Brown: Bota ela no chão, agora!
Ele grita com raiva, Likinha levanta ela enquanto Dineia põe uma coleira com corrente de metal nela.
Ninha: Ooooh!
Moacyr, de braços negros e fortes, pega Brown e o arrasta.
Brown: Ei! Moacyr, por que está fazendo isso!?
Likinha põe uma coleira em Brown.
Brown: Hein?
Ele olha sem entender.
Ninha: Brown!
Ninha é posta do outro lado da porta, presa.
Ninha: O que está acontecendo?
Likinha: Vem cá, gato!
Ela pega Brown pela coleira.
Brown: Não... qual a razão disso?
Brown arregala os olhos, Dineia leva a corrente de metal até a coleira dele e afivela ali, ele olha em horror para a corrente.
Likinha: Trás a água ae!
Ninha: Brown, por que fizeram isso?
Brown: Não sei, é a 1ª vez que me prendem! Se alguém me respondesse eu ficaria agradecido!
Ele berra com raiva e encara Moacyr, ele tinha olhos azuis e cabelos branco, 1 pouco baixo e aparentava ter por volta dos 60 anos de idade, era alto e parrudo. Moacyr gira os olhos. O cachorro dá risada olhando para eles da cerca.
?: Agora sente o preço de zoar os acorrentados!
Brown: Aff, Cisco.
?: É Isco, tolo!
Isco: Quem é essa gata?
Brown: Se cuida, cachorro!
Ele responde com raiva.
Isco: Deixa pra lá, não devia dar a mínima para gatos mesmo.
Brown: E-u vou descobrir uma forma de nos tirar dessas coleiras.
Ninha mordisca a coleirinha dela. O tempo passa, Brown tenta puxar a corrente com a pata, Ninha se extende até a ponta e dá 1 puxão com o pescoço, extendendo a corrente em velocidade alta mas não adianta.
Isco: Cadê a pipoca quando se precisa?
Brown: Você tá solto aí dentro, como tiramos isso?
Isco: Você precisa de mãos humanas para tirar a coleira.
Dineia: Sossega o facho!
Ela grita com Isco e Isco encolhe as orelhas para ela.
Browm: Manda ele ser legal!
Brown grita perto da escada da prota que ia pra garagem.
Isco: Cala essa boca, Brown!
Dineia: Cala essa boca, cacete!
Isco vira com raiva para ela.
Ninha: Esse lugar é 1 inferno.
Dineia: Shh!
Ela faz estalos de jornal.
Brown: Sinto muito por isso.
Ele vira para ela, Dineia dá 1 tapa em Brown.
Brown: Ah!
Ele segura as lágrimas de dor e Ninha balança a cabeça positivamente para ele. De madrugada, enquanto os 2 dormem, alguém passa e solta Ninha e Brown das correntes. Brown é cutucado de lado.
Brown: Sim?
Ele abre os olhos, haviam 3 silhuetas de gatos.
Brown: Ninha?
Ele enxerga melhor e vê 3 gatos distintos, Ninha estada do lado direito de 2 gatos vira-latas iguais a ela.
Brown: Essa não! Pepita, invadiram o território!
Pepita acorda com 1 pano vermelho na cara dela e levanta a cabeça.
Pepita: O quê!?
Floco de Neve também acorda.
Ninha: Não, espera! Brown, estes são meus pais...
Brown: Huh? Como assim?
Ele encara ela.
Ninha: Pa-
?: Meu nome é Martim Orlins Oliveira.
O do meio fala, ele era macho.
Martim: Esta é minha esposa.
??: Sou Eva Oliveira Ninha.
Diz a fêmea à esquerda dele, Brown fecha os olhos.
Brown: Ah, só posso estar sonhando... Por que seus pais estão aqui? Você era de petshop?
Ninha: E sou.
Martim: Nos permita lhe explicar, meu jovem: Seu dono pegou a nossa filha da nossa casa. Estava tudo bem até esse dia chegar e nossa família se separar.
Ele se lembra dele e Eva olhando de dentro da gaiola deles 1 Verona indo embora.
Martim: Mas seu dono voltou para comprar ração. Havíamos lembrado do rosto dele e de como escapar. Fugimos do petshop na frente de todos.
Eles pulam da gaiola e correm pelo petshop até pular em cima do carro.
Martim: Acho que foi instainto. Pulamos no carro, seguimos até aqui. Ficamos na rua para garantir que não fosse outra casa. Até agora.
Brown: Uuh... já devem ter planejado como vão retornar para o petshop, né?
Martim e Eva se olham, Martim arregala os olhos.
Brown: Caramba... vocês não deviam ter vindo.
Ele se levanta.
Brown: Arriscaram tudo, até a vida da sua filha vindo. Carapêcuiba não é 1 bairro para aventureiros. Aqui é coisa séria. É viver para morrer tentando proteger tudo que você tem, então não voltem andando para lá, simplesmente.
Ela fala em 1 tom meio grosso com eles, Martim o encara.
Martim: Não nos impedirá de tentar, aonde fica a saída?
Brown: Não façam isso.
Eva: Martim, não seja tão cabeça-dura, nós nem sabemos o que é "Carapêcuíba".
Brown: Como é?
Ninha: Vocês o quê?
Ela se vira para os 2.
Eva: É que... ainda podemos t-...
Brown: Vocês nem sabem aonde estão, vão acabar rodando a cidade atoa. Eu... eu posso ajudar você a irem para casa.
Martim: Ata, depois de ter falado desse jeito.
Ninha: Não, pai. É melhor ouvi-lo.
Floco: Ele tem razão, nosso território é seguro, mas é perigoso fora dele.
Ela retrai as orelhas.
Martim olha com raiva pro chão.
Eva: Então... nos ajude a voltar para casa. Tudo isso é 1 erro.
Brown: Eu vou. Como vão me seguir, vão seguir meus passos e o que eu disser.
Pepita: Não é uma idéia perfeita, mas como eu não posso ajudar sem acordar os donos...
Brown: Tá bom, agora, como me soltar?
1 deles desce uma garra e destrinca a corrente no pescoço de Brown e ele remove a coleira.
Martim: Então nos ajude a voltar para casa e você voltará a proteger o seu território.
Brown: Sim, sim.
Eva: Ótimo, não temos tempo a perder.
Ninha: Temos uma noite inteira.
Brown: A noite os gatos saem por aí. Esqueci de falar, é mais perigoso de noite.
Martim: Temos que estar lá de manhã, ou vão procurar pela gente.
Eva: Não, não vão. Vão nos dar como desaparecidos e vão nos substituir!
Martim arregala os olhos para ela.
Brown: Então mexam suas patas.
Ele vai andando na direção do corredor, seguindo pelas escadas à esquerda.
Brown: Por aqui.
Martim e os outros vão atrás.
Martim: Aqui é escuro.
Brown: Normal, mais rápido!
Brown pula no corrimão na frente da casinha de cima e pula no telhado, e os outros seguem. Brown desce pelo telhado do outro lado enquanto os outros caem rolando e se batendo até chegar na parte plana dos telhados.
Brown: Esta é Carapêcuíba. Vocês com certeza viveram esse tempo todo nesta vasta cidade. É isto.
Brown anda até a beirada do telhado e os outros gatos também vão e ficam do lado dele, eles vêm uma rodovia, uma avenida principal com 1 supermercado bem iluminado do outro lado e outras lojas, e carros passando.
Brown: Mais aquilo.
Ele aponta para a direção de uma igreja que havia ali, também iluminada.
Brown: Pra lá também.
Ele aponta para a direção do Pico do Jaraguá, aonde haviam muita iluminação.
Fale com o autor