O Choro dos Corvos

9 As Espadas Celestiais


Notas iniciais
Desculpem pela demora :v

Eles já haviam se retirado da fortaleza, Pássaro Negro liderava, Fúria dos Ventos não estava mais com eles. Ibuki estava no ombro de Pássaro Negro como um corvo, ainda fraco de mais para fazer qualquer coisa, Zaib Seguia não tão distante, apenas uns dois passos, suas pernas eram curtas mas ele se dava bem com isso. Por instantes eles chegam as árvores, uma espécie de muro natural feito por algumas árvores e uma enorme rocha, parecia ser o centro do vale, ouvia-se o som de um riacho. Pássaro Negro se senta perto da Rocha, Zaib fica próximo as árvores e se senta também. Estranhamente, Pássaro Negro estava cansado, seu corpo parecia cansado, mesmo que ele não pudesse se sentir assim, talvez era apenas falta de alguém ou alguma coisa.

— Ibuki, onde ela está? — Diz Pássaro Negro, colocando Ibuki em sua mão

Ibuki apenas bica a mão dele, e o encara nos olhos, depois salta de sua mão e começa a voar, mesmo cansado. Pássaro Negro se estica mais e relaxa ali para descansar um pouco. Fazia frio, mesmo que fosse uma simples brisa. Ecoava na mente do Oniken, sim ecoava, ecoavam palavras sem sentido, mesmo que aquilo tudo fosse sua culpa, ele não precisava de pessoas a lhe seguir. O silêncio é quebrado por Zaib, e sua gargalhada.

— Para onde iremos, senhor? — Questiona Zaib em meio a sua risada.

— Leste. — Responde Pássaro Negro fechando seus olhos.

— Não podemos ir para lá, você sabe o que tem no Leste. — Indaga Zaib, costurando seus trapos para perder algum tempo.

— Sim, eu sei. — Um longo suspiro vindo de Pássaro Negro após falar — Neve.

Sim, NEVE! A grandiosa e branca neve, o frio do inverno incessante do Leste, onde nenhum dos três impérios ousou dominar. A Região de Balgor, a terra do povo das montanhas. Pássaro Negro já tinha visitado aquela região, há muitos anos atrás. Não sabia mais o que esperar daquela região, estava assustado, com medo. Pássaro Negro sem dúvida era o mais medroso de todos os Onikens, o mais fraco deles? Não, mas suas capacidades eram baixas assim como sua moral.

Ele dormiu ali mesmo, junto ao rochedo. Ele adorava rochas, o calor delas fazia-o lembrar de quando teve seu amor em seus braços, o fazia lembrar quando jurou amar alguém. Tais pensamentos eram nulos agora que já haviam passado tantos anos desde que não a via novamente. Talvez era esse o motivo de sua solidão. Ele não era bem o homem que expressaria seus sentimentos de forma abertamente, mas seus atos eram um tanto quanto impensados.

Enquanto ele descansava, Fúria dos Ventos avançava em meio a um corredor extenso, com várias estátuas e adornamentos, ao chegar ao fundo do corredor ele se ajoelha no que parece ser um grande altar. O Corredor era escuro e não poderia ver quase nada ali de dentro, tirando Fúria dos ventos e parte de um trono no Altar, havia alguém no altar, um vulto. Só poderiam ver os pés deste vulto, seus dedos eram longos e imperfeitos, unhas cravadas na carne, estava com suas veias saltadas. Fúria dos Ventos levanta a Kensakebi que havia pegado na Fortaleza e deixa ao chão.

— Meu senhor, a primeira se foi — Diz Fúria dos Ventos.

— E eu duvidando de você — Indaga o ser sentado ao trono, sua voz era masculina, um pouco sem força e soava meio Psicodélica. — Diga-me Fúria dos Ventos. Quanto tempo mais levará?

— Perdão pela demora meu senhor, peço que não seja impaciente. — Responde Fúria dos Ventos de cabeça baixa. — Estou usando um fantoche para completar minha missão, irei me livrar dele quando for inútil.

— Impaciente? Estou esperando a mais de Mil anos para conseguir o que quero. — O Ser fala, sua mão aparece. Seu dedos eram longos e unhas pontiagudas. — Irei mandar Uroborus ficar de olho em você e em seu Fantoche, caso pense em me trair.

Fúria dos Ventos apenas se levanta consentindo com a cabeça, ele se vira e começa a sair pelo mesmo corredor que entrou, após passar pela primeira porta ele para, e sente algo encostar em sua garganta, era uma espada. Muito parecia com uma Kensakebi, mas era totalmente negra.

— Acho que virei seu guarda-costas, Fúria dos Ventos — Uma voz de deboche, vindo da escuridão da sala.

— Dê-me licença, tenho mais o que fazer a discutir com você. — Indaga Fúria dos Ventos, empurrando a espada para o lado.

— Vai se encontrar com o seu irmão de novo? — Questiona Uroborus. — Sabia que ele parece um Cachorro de Rua? Só sabe ficar latindo por ai, e não morde, pra mim eu já teria o matado faz tempo.

— Faça então Uroborus, mate Pássaro Negro. — Responde Fúria dos Ventos indo para a saída da sala. — E depois ache as outras Kensakebis e traga ao Mestre.

— Você é muito imbecil Fúria dos Ventos. — Indaga Uroborus — Eu irei matar você e Pássaro Negro, quando tudo isso acabar.

— Boa Sorte. — Diz Fúria dos Ventos, por fim se retirando da sala.

Serpente Traidora! Era o que pensava Fúria dos Ventos naquela hora, enquanto se movia por dentre diversos corredores escuros. Ele sabia que o que estava fazendo era incerto, poderia ele continuar com seu plano? Isso ecoava em sua mente, o torturava mais que tudo que havia feito. Então, chega a um outro Salão, havia outro altar no meio deste Salão. Neste Salão, havia um Altar imenso no meio dele, com uma mesa onde haviam três bainhas penduradas por Correntes, em duas bainhas dessas haviam Kensakebis Negras, e uma estava vazia. Envolta delas haviam buracos onde encaixavam outras Kensakebis. Os buracos estavam vazios.

Ali estavam, duas das três espadas Celestiais. Elas foram entregues pelos próprios deuses aos primeiros Imperadores de Akash, para conter as invasões daqueles que vieram de fora. Os três primeiros Onikens. Essas eram suas espadas: Kusanagi a Espada que mata um Deus, Oroboros a Serpente Dragão e Murakumo a Espada de dez mil cópias. Seus verdadeiros significados eram desconhecidos para Fúria dos Ventos, mas ele sabia como revive-las. Se tornar mais do que um simples Oniken, se tornar um Deus! Um Rei! E por fim terminar de vez o desejo de seu mestre, a mais de Quinhentos anos atrás. Quando os Onikens tentaram dominar Akash. Fúria dos Ventos não é mais uma espada como antes, agora é um ser vivo de extremo poder. Sua vingança viria contra o traidor, mesmo que ele tenha que trair alguém por isso.

Notas finais
:v O mesmo de sempre ou seja, tudo de melhor sempre.