O Chefe Da Minha Mãe

27 O Chamado ''Amor''.


__ Me assusta ver que um padre aceite uma união como essa! — Carrie disse sarcástica enquanto se aproximava e batia as mãos ironicamente.

__ Carrie, saia daqui! -resmungou Max.

__ O que?! — fingiu se ofender. __ A mãe do seu filho não pode assistir ao seu casamento?! Ou melhor... — sorriu falsa. __ Não posso assistir o casamento de minha irmãzinha?! — piscou.

__ Eu entendo que queira se vingar por eu te estragado seu casamento, mas não ganhará nada com isso. — eu disse. Ela sorriu, fingido e alto.

__ Não sei o que está acontecendo, mas quero que a senhorita se retire de minha igreja, eu tenho um casamento para terminar! — disse o Padre.

__ Claro, peço mil desculpas. Sentarei aqui e ficarei quietinha! — debochou se sentando no banco de madeira e jogando as pernas por cima de outro banco á frente.

__ O que faremos? — perguntei em sussurro para o homem em minha frente.

Ele simplesmente acenou para meus amigos que entenderam o recado e se aproximaram da garota sentada ao banco:

__ Eu estava preparado para isso... — sorriu.

E sem entender. Simplesmente vi Austin e Jamie segurar os braços de Carrie que gritou estarrecida e no mesmo momento Frida tapou sua boca:

__ Acabe com isso, padre! — exigiu Max.

__ E eu os declaro, marido e mulher... Pode beijar a noiva! — o mesmo nos deu a benção e agora não havia mais nada que Carrie possa fazer.

Ele sorriu enquanto olhava para mim. E por um momento aparentou sua idade, jovem, despreocupado e bonito, até perder o sentido. Puxou-me pela nuca, abraçou minha cintura e selou nossos lábios em um beijo cheio de alegria. Os gritos de Carrie voltaram e depois foram diminuindo, para mim naquele momento só havia somente eu e meu marido. O homem com quem quero ficar até não viver mais!

***

Quando o conheci, não pensei que iria durar muito tempo. Achei que era só mais uma ficada e um “tchauzinho” no final. Mas foi muito além do que eu esperava, do que nós esperávamos se é que você esperava alguma coisa. Até esse dia, todos os garotos do universo, eram iguais pra mim, só mudavam de endereço. Você trouxe o colorido, o brilho dos meus olhos, meu sorriso sem graça, minhas bochechas avermelhadas, e aquelas borboletinhas no estomago. Você trouxe o colorido, o brilho dos meus olhos, meu sorriso sem graça, minhas bochechas avermelhadas, e aquelas borboletinhas no estomago.

Gosto do teu jeito de falar manso, da sua forma adocicada de pronunciar o meu nome, dos inúmeros jeitos de chamar-me carinhosamente. Ainda mais quando são antecedidos de minha — Minha como eu o chamo de meu -. Mas não com o significado de posse, mas como o verdadeiro pronunciar do quão existe de você em mim e o meu eu em você. Gosto da forma em que sussurras no meu ouvido. As palavras bailam em minha mente, em cada parte da minha alma, aconchegando em meu coração. Do seu olhar que me envolve, hipnotiza-me de tamanha beleza e faz-me cada vez mais repleta de ti parece que sorri por eles — que sorriso lindo por sinal -. Gosto da forma que entrelaça as suas mãos nas minhas. Como brincas com os meus dedos e diz como ficou bela a aliança no meu dedo anular, de como sorri só de imaginar… Gosto quando me inclui no seu presente e em todos os seus planos futuros. Gosto de ver cada expressão tua, cada mínimo gesto teu. Gosto da forma que cuidas de mim. Das suas ações, manifestações, gestos, trejeitos. Gosto-te por inteiro — até os seus defeitos -. Gosto da forma que me tornas única aos teus olhos. Gosto do que me tornaste. Gosto de ser amor, de exalar amor por ti. Gosto e amo-te de todas as formas possíveis e de todos os ângulos. Gosto da nossa vivencia juntos, do nosso laçar, da nossa eternidade… Gosto, ah amor, como eu gosto. Gosto tanto, que eu o amo, te cuido, te venero, te mimo.

__ Eu sei que já disse o quanto fica sexy em minha camisa, mas não me canso de dizer! — disse enquanto me observava deitado na cama depois de uma noite de núpcias maravilhosa.

__ Pode dizer mais e mais vezes... Eu gosto! — sorri me aproximando do mesmo e me jogando sobre seu corpo. Ele esfregou nossos narizes e depositou um selinho sobre a ponta do mesmo.

Ouvimos uma batida na porta e encarei a tela do celular encima da cômoda. Eram 10h52min, certamente era Júlia:

__ Senhor e senhora Thompson? — eu adorei como meu nome passou a ser agora – Maggie Thompson – sorri com o pensamento.

Max me jogou de leve na cama e se levantou, vestindo uma calça moletom e abrindo a porta:

__ Bom dia, Julia! — disse ele.

__ Bom dia! Desculpa incomodar senhor, mas a senhora Bernard está ai embaixo e exige falar com a senhorita Thompson! — explicou-se.

__ Minha mãe? — perguntei me levantando.

__ Sim senhora! — respondeu.

__ Julia avise-a que já desço... — pedi. Ela assentiu e seguiu para sala.

__ O que será dessa vez? — perguntou Max, fechando á porta.

__ Ela com certeza não veio me dar os parabéns! — resmunguei

__ Quer que eu desça contigo? — perguntou.

__ Não! Quero falar com ela sozinha. — respondi.

Ele assentiu. Vesti um short jeans qualquer e sai do quarto. Desci as escadas, ajeitando os cabelos em um coque frouxo e fitei a mulher sentada no sofá, me encarando como sempre com decepção:

__ O que veio fazer aqui? — perguntei assim que terminei as escadas. Cruzei os braços e me mantive numa distancia moderada.

__ Como está filhinha? — ignorou minha pergunta. Irônica.

__ Estaria melhor se eu não precisasse mais ver você! — respondi.

__ Não te criei dessa maneira. Tornou-se muito rancorosa! — debochou.

__ Tive motivos de sobra. — sorri falsa. __ Agora diz... O que veio fazer aqui? — repeti.

__ Fiquei sabendo do seu casamento. Conseguiram mesmo o que queriam, não precisam mais da minha assinatura em nada... — suspirou. __ Mas, vim aqui te dá os parabéns! Foi mais esperta que sua pobre irmã, nem precisou engravidar para prender o otário rico! — completou.

__ Provavelmente se eu explicar você não entenderá, já que não sabe oque significa, mas eu tenho algo que Carrie nunca teve ou terá... — me aproximei. __ O amor do Max que por sua vez tem o meu amor! Não ligo para o quanto há na carteira dele. — conclui segurando o rancor.

Ela queria me comparar com ela e Carrie, duas interesseiras, mas eu não deixaria isso acontecer!

__ Amor? — riu alto.

__ Exatamente. — ri ainda mais alto.

__ Fracamente querida. Um cara como o Max, bem sucedido e com mulheres maravilhosas aos seus pés e você quer me dizer que ele se apaixonaria logo por você?! — tentou ofender-me.

__ Pois é. A prova disse que foi comigo que ele escolheu casar ao invés da mãe do filho, não é mesmo?! — rebati. Ela metralhou-me com os olhos e suspirou.

__ Sua irmã jamais te perdoará! — disse.

__ E quem disse que quero o perdão dela?! — arqueei as sobrancelhas.

__ Eu também não te perdoarei! — continuou.

__ Não estou lhe pedindo perdão, estou?! — rebati sorrindo.

Ela rangeu os dentes e se aproximou com a mão erguida:

__ Se eu fosse você não bateria em sua chefa... — a voz do Max soou e os olhos de minha mãe subiram para escada e sua mão congelou.

__ Chefa? — perguntou.

__ Isso mesmo. Sendo minha esposa, ela passa a ser dona de tudo. — respondeu se aproximando.

__ Vai bater na sua patroa, mamãe?– debochei.

Ela engoliu em seco e observei Max parar ao meu lado e abraçar minha cintura:

__ Pare de brincar, Marisa. E volte ao trabalho! — exigiu Max.

__ Ah... — chamei sua atenção. __ Aproveite e mantenha tudo organizado, farei uma inspeção em sua sala hoje. Servira como minha inauguração na empresa! — pisquei.

***

Vesti um vestido azul claro, decotado e chique. Calcei saltos pretos e sofisticados. Passei maquiagem, baseada num delineador preto e batom vermelho. Caprichei no perfume. Deixei os cabelos soltos, preso somente uma parte numa trança. Coloquei joias lindas. Peguei minha bolsa e celular. Desci para sala onde Max me esperava. Hoje eu perderia novamente a faculdade, na verdade estava pensando em tranca-la. Max me oferecera administrar tudo na empresa já que agora ela também era minha.

__ Terei que te manter presa numa sala, de preferencia na minha. Olha essa roupa! — disse sorrindo malicioso e atento em meu decote.

__ Adoraria ficar presa na sala contigo! — beijei seus lábios.

Seguimos para o elevador e ele apertou o botão para o hall do prédio. Alguns minutos e as portas se abriram revelando o hall bem movimentado:

__ Senhor, a imprensa já sabe de seu casamento. Tem paparazzi em todo o prédio querendo fotos e querendo saber quem é a senhora Thompson! — disse um homem que deduzi ser segurança.

__ Nos mantenha protegido. Diga-os que tirarei somente uma foto, isso se minha esposa aceitar e quiser! — disse Max me fitando. Assenti sorrindo fraco.

Nunca imaginei que ele fosse tão admirado!

Caminhamos para fora do prédio onde o carro nos esperava. Os seguranças não deixaram os paparazzi se aproximarem, Max envolveu minha cintura e parou somente para uma foto como ele havia dito, sorri para câmera e ele fez o mesmo:

__ Max Thompson, umas palavrinhas... — pedia os paparazzi.

__ Como é o nome da dama? — perguntava eles.

Adentramos o carro e eu não ouvi mais nada. Colocamos o cinto de segurança rapidamente e Max deu partida no veiculo, nos levando para fora da multidão eufórica de jornalistas.

***

As portas se abriram. Max segurava minha mão e tudo se passava como se fosse à câmera lenta. Caminhávamos lado á lado em direção a sua sala, enquanto os olhos nos queimavam e eu fazia questão de sorrir para todos – ela é muito linda – e – cara sortudo, fez certo em trocar Carrie pela irmã mais nova – eram os comentários que eu ouvia até adentrarmos sua sala e ele fechar as portas.

Eu amava aquelas paredes de vidro e toda á vista de Paris que dava para se ver dela!

__ Parece que os funcionários gostaram da nova patroa... — disse se encostando à mesa e me observando de braços cruzados.

__ Isso é bom! — joguei a bolsa sobre o sofá ali e me aproximei do mesmo.

__ Não quando ela está vestida muito sexy e quando arranca suspiros de todos! — disse ciumento.

__ Eles devem saber que ela pertence somente ao patrão... — alisei seu peitoral coberto pelo terno e mordi os lábios.

__ Eu espero que sim... — puxou-me pela nuca e me jogou sobre a mesa. __ Ou terei que mostrar para toda Paris! — disse malicioso e tremi ao imaginar um sexo com ele bem perto dessa parede de vidro, seria exposto e sexy.

Eu o queria! Aqui e agora!

__ Senhor Thompson? — bateram na porta

__ Droga! — bufou me colocando no chão. __ Entre! — disse decepcionado.

Uma mulher de cabelos negros e olhos da mesma cor passou pela porta e sorriu envergonhada para nós dois:

__ Bom... Eu vou fazer o que vim fazer... — resmunguei dando um selinho no meu marido e saindo da sala.

Vamos ver como anda minha querida mamãe!

Girei a maçaneta e adentrei a sala. Lá estava ela e Carrie fuxicando algo:

__ Que ótimo! Venho ver uma e encontro as duas. Isso diminui muito meu trabalho. — eu disse sarcástica enquanto Carrie e minha querida mamãe me metralhavam com os olhos.

(...)De um dia para o outro você mudou minha vida, deixou tudo de cabeça para baixo. Foi como se tudo em minha vida apontasse para você.