O Chefe
3 O Jogo
Notas iniciais
O Jogo
No domingo de noite eu estava entediado no meu quarto, acho que todo mundo acaba ficando no tédio num domingo. Claro que se eu disse que estava no tédio para meus pais, eles logo iriam achar um monte de tarefas domésticas para eu fazer, por isso continuei refugiado no meu quarto fugindo do trabalho escravo.
Estava conversando por mensagem com Emmett e Isabella simultaneamente, batendo papo com o garoto Swan sobre futebol americano e com a garota Swan sobre o dia passado. Bella estava reclamando de toda a tirania do pai dela, antes, durante e após o baile, enquanto eu me via obrigado a concordar, Charlie Swan estava se saindo um grande ditador.
Bella Swan: Nem sou uma menina má para ele me tratar assim.
Ela mandou uma nova mensagem. Suspirei, imaginando Bella como uma menina má. Minha mente estava bastante fértil aquele dia, principalmente sobre assuntos impróprios.
Edward Cullen: Você é uma menina má sim, o jeito que me provocou na festa ontem...
Eu tinha acabado de enviar a mensagem quando me dei conta de que tinha respondido na conversa errada, ou seja, não para Isabella, sim para Emmett.
Porra!
Emmett Swan: O QUÊ?
Estremeci, Emmett iria me matar. Ou pior, ele falaria aquilo para o pai e Charlie me mataria, o que com certeza aconteceria só depois de muita tortura.
Puta que pariu!
Emmett Swan: DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO, EDWARD?
Não respondi, era covarde demais para isso.
Emmett Swan: EDWARD?
Sai da conversa com ele, daquela vez indo de fato para a com Isabella.
Edward Cullen: Seu irmão vai me matar.
Bella Swan: Por quê?
Bella Swan: Ele acabou de bater aqui na porta do meu quarto me mandando abrir, mas tô com preguiça de olhar para a cara dele.
Voltei para a conversa com Emmett, tirando um print do meu erro. Então, depois de conferir mil vezes, enviei para Isabella.
Bella Swan: Edward!
Ela enviou em seguida uma mensagem cheia de carinhas chorando de rir.
Edward Cullen: Não ria de mim!
Bella Swan: Um pouco difícil, né Camisa 12?
Bella Swan: Você é bem lento!
Edward Cullen: Olha ai você sendo uma menina má!
Bella Swan: Cuidado com quem vai receber suas mensagens, distraído.
Edward Cullen: Muito engraçada você.
Edward Cullen: Emmett continua na sua porta?
Bella Swan: Ele parou de bater, mas acho que ainda está lá fora. Vou fazer ele ficar de boca fechada, ou o Chefe vai encrencar ainda mais. Falo com você mais tarde, lentinho.
Edward Cullen: Não me chame assim.
Bella Swan: Sinto muito, você acaba de receber um novo apelido.
Bella Swan: Agora é sério, deixa eu ir que tá quase na hora do jantar e não quero meu pai pegando no meu pé.
Edward Cullen: Beleza.
Larguei o celular ao meu lado na cama, fechei os olhos e tentei ficar calmo. Emmett não fofocaria e Charlie não me mataria, acabaria tudo bem e eu poderia ficar em paz com Isabella.
Sorri com o pensamento de ficar em paz com Bella, eu gostava tanto daquela garota. Estava apaixonado, eu acho, como tinha pensado na noite anterior depois de deixá-la em sua casa. Não sabia direito como nomear meus sentimentos, mas sabia que eles existiam.
Sentimentos e sensações.
Sim, muitas sensações. Eu podia recordar com exatidão a sensação prazerosa que era beijar Bella, ou ter o corpo dela contra o meu.
Suspirei, me remexendo mais um pouco na cama. Se eu não tivesse tão preocupado com o Chefe no dia anterior, Isabella e eu teríamos transado.
Me imaginar transando com Isabella despertou ainda mais as sensações no meu corpo, pensar nela nua, na garota me pagando um boquete. Caralho, eu queria muito aquilo.
Toquei no meu pau sobre a calça, eu já estava duro. Decidi me aliviar da forma que podia naquele momento, abri minha calça e a abaixei junto com a cueca, revirei a mesinha ao lado da minha cama e tirei de lá o frasco de lubrificante que estava sendo um grande parceiro.
Coloquei uma quantia na mão e a levei até meu pau, suspirei alto, sendo invadido pela felicidade que masturbação causava. Só não era melhor do que sexo, claro.
Eu estava concentrado na minha “tarefa”, gemendo o nome de Isabella, quando a porta do meu quarto se abriu de forma brusca. Gritei e minha mãe — quem abriu a porta — gritou também, eu o mais rápido que consegui coloquei um travesseiro sobre meu pau duro, enquanto minha mãe tapava seus olhos com as mãos.
— Por que você não bateu na porta? — perguntei, minha voz saindo alta e esganiçada.
— Por que você não trancou a porta? — mamãe esperneou de volta. — Você tem uma chave!
— Não deu tempo de fechar.
— Eca! — ela resmungou, ainda mantendo seus olhos fechados. — Sua irmã podia ter entrado aqui, seu irresponsável.
— Eca, não fala isso! — protestei.
— Aprenda a fechar a porta. — Tateando ao seu redor minha mãe encontrou a saída. — O jantar está pronto!
Ela deixou o quarto e bateu a porta com força.
Eu já não estava mais excitado aquela altura, obviamente. Desabei na cama, tapando meu rosto com outro travesseiro, pensando em como eu faria para sobreviver morando naquele quarto, pois nunca mais o deixaria e iria encarar minha mãe, nunca mais.
***
Acabou que no dia seguinte eu precisei sair do quarto, afinal tinha aula e se eu não tivesse uma frequência boa podia acabar fora do time de futebol americano. Mas, ainda estava tão envergonhado que coloquei um moletom com capuz e óculos escuros.
— Por que você está vestido assim? — meu pai perguntou a mesa do café da manhã.
— Nada não — murmurei, evitando olhar na direção da mamãe, que também não parecia disposta a falar comigo.
— Você pode falar com Bella sobre ela ficar de babá da Clarisse na sexta-feira? — papai falou, ainda confuso. — Você tem seu jogo, e sua mãe e eu vamos para um encontro.
Ouvi Esme soltar um som de desagrado.
— O que foi, querida?
— Nada não.
Eu também torci o nariz ao imaginar o que eles fariam naquele encontro, não precisava mesmo daquelas imagens na minha cabeça.
— Vou falar com a Bella — falei para meu pai.
— Você e a Bella vão casar? — Clary me perguntou.
— Não — respondi rapidamente. — Quer dizer, não sei.
Eu nem tinha coragem de pedi-la em namoro, ou quando tinha algo me atrapalhava. Com algo quero dizer o pai dela, o Chefe.
— E bebês, vocês vão ter bebês?
— N...
Mal consegui abrir a boca para falar, quando mamãe agarrou meu braço, o que me fez olhar para ela.
— Se você for ter algo com Isabella que pode resultar em bebês eu acho melhor continuar intimo apenas da sua mão, garoto!
— Mãe, me solta — pedi constrangido, tirando a mão dela de mim. — Não quero falar sobre isso.
— Isso o que? — papai perguntou curioso, mamãe revirou os olhos e se virou para ele.
— Peguei Edward com a mão na massa ontem — contou, fazendo meu pai explodir em uma gargalhada.
— O que é mão na massa? — Clary perguntou confusa.
— Nada não — papai, mamãe e eu respondemos juntos.
***
Como eu não tinha treino naquela segunda-feira e Isabella não tinha reunião com o clube de jornalismo, nós dois decidimos ir para sua casa depois da aula estudar francês, uma das disciplinas que tínhamos aulas juntos. Uma vez que Emmett — que eu tinha fugido durante o dia inteiro — estava em posse da caminhonete aquele dia, nós seguimos até lá em meu Volvo.
Renée já tinha voltado do trabalho e por mais legal que a mãe dos gêmeos fosse, ela não nos deixou ficar no quarto de Isabella e tivemos que ficar na sala mesmo. Talvez fosse bom, assim eu não corria o risco de acabar fazendo o que não devia.
— Edward, se concentra! — Bella exigiu quando eu comecei a rabiscar no meu caderno, já cansado de tentar entender a língua francesa. Estávamos sentados no chão da sala, com nossos livros e cadernos apoiados na mesinha de centro. Renée estava na cozinha, ficando fora do nosso caminho o tanto quanto podia.
— Por que eu tenho que aprender francês? —reclamei, largando meu lápis e me voltando para Bella. — Não pretendo ir morar na França.
— Mas, você pretende ser um grande jogador de futebol americano, não? Será interessante saber outras línguas.
— Se eu for um grande jogador de futebol americano vou ter grana para pagar por um tradutor — falei, Bella riu, balançando a cabeça em negação.
— Espertinho.
— Falando em jogo, meu pai mandou perguntar se você vai poder ser a babá da Clarisse na sexta-feira. Eu vou estar no meu jogo e eles vão sair para um encontro. — Revirei os olhos.
Bella mordeu o lábio inferior, parecendo em hesitação.
— Isso é um não?
— Mais ou menos, eu adoro ficar com a Clary — respondeu. — Mas, queria muito ir te ver jogar na sexta. Sabe, mesmo eu não entendo muita coisa do jogo, gosto de te ver correndo pelo campo. — Ela olhou ao redor, se certificando que estávamos sozinhos. — É bem sexy.
— Não me provoque, Isabella — exigi, me movendo no chão para ficar mais perto dela, colocando uma mão sobre sua coxa, era uma pena que ela estivesse usando uma calça jeans.
— Não estou te provocando, Edward — falou com falsa inocência na voz. — Não se esqueça de que sou uma boa garota. — Ela corou ao dizer aquilo, parecendo malditamente adorável. — Sabe, talvez após o jogo. — Bella percorreu uma mão por meu peito, enquanto eu deslizava a minha por sua coxa. — Nós pudéssemos ir curtir sozinhos em algum lugar.
— Gosto disso. — Me inclinei em direção a ela, mordiscando sua orelha, ouvindo-a gemer baixinho.
Nossos lábios não demoraram a se encontrar, em um beijo quase desesperado, mas que eu precisava. Estava com uma mão agarrada a sua nuca, enquanto a outra permanecia em sua coxa, as de Bella estavam segurando com força na minha camisa.
Em determinado momento eu a coloquei contra o chão, deitando-a sobre o carpete e fiquei sobre ela. Nossas pernas se enroscaram, Isabella uniu nossas mãos, entrelaçando nossos dedos.
Eu a sentia embaixo de mim, quente, macia, praticamente implorando por meus beijos e meus toques. Queria abrir sua calça, abaixar ela e sua calcinha e sentir seu gosto.
Porra, eu queria muito aquilo!
Afastei meus lábios dos dela, indo mais uma vez mordiscar sua orelha. Bella gemeu mais alto naquele momento, nenhuma parte de mim foi racional o suficiente para indicar que ela devia parar de ser tão auditiva antes de nós sermos descobertos.
— Isabella! — o grito fez com que meu sangue gelasse.
Eu estava fodido, completamente fodido!
— Que palhaçada é essa aqui? — Charlie indagou com a voz cheia de fúria.
Isabella me empurrou de cima dela, uma vez que eu estava paralisado para me mover. Vi Charlie, o Chefe, parado na entrada da sala, com uma cara de quem mataria um, por sorte não vi sua arma no cinto, isso me acalmou bastante.
— Pa-pai — Bella gaguejou.
— Charlie, querido! — Renée chegou rapidamente à sala, com um sorriso brilhante no rosto, mas um olhar repreendedor para Isabella e eu. — Eu fiz aquele bolo que você gosta, vamos lá na cozinha comer.
— Você sabia o que esses dois estavam fazendo aqui? — Charlie apontou para sua filha e eu, indignado.
— Estudando — Renée respondeu. — Bella estava ajudando Edward com o francês.
— É assim que se chama agora? — O rosto de Charlie estava vermelho.
— Pai, a gente tava mesmo estudando — Bella insistiu, Charlie desviou o olhar mortal para ela. — Quero dizer, tínhamos acabado quando começamos a nos beijar, mas foi tudo inocentemente.
Renée engasgou com uma risada.
— Renée!
— O quê? Não fiz nada! — ela se defendeu, agarrando o braço do marido. — Vamos comer o bolo, querido. Bella, Edward, se juntem a gente em breve.
Olhei em pânico para Isabella, não queria ir comer bolo com o pai dela, não sabendo que ele podia a qualquer momento socar minha cara ou me dar um tiro.
— O Edward tem que ir para casa, mãe — Bella falou. — Ele come bolo outro dia.
— É, isso ai — concordei, juntando meu material e enfiando dentro da mochila, ficando de pé junto com Isabella, evitando o olhar de Charlie. — Obrigado pela hospitalidade, Renée, Chefe.
— Volte sempre, querido — Renée falou cordialmente, Charlie apenas bufou.
Isabella segurou na minha mão e me levou até a saída da casa.
— Te vejo amanhã — falei para ela.
— Espera, nem mais um beijo?
— Não com seu pai no cômodo ao lado! — falei nervoso. — Até amanhã.
Bella bufou, batendo a porta na minha cara. Bom, nós dois estávamos frustrados.
***
Na sexta-feira, antes do jogo começar eu estava no vestiário ouvindo música no meu celular. Era meu momento de concentração, enquanto todos conversavam sem parar, ou se jogavam em brincadeiras, eu preferia ficar quieto no canto na companhia exclusiva dos meus fones de ouvidos. Alguns caras do time me chamavam de fresco por isso, eu aceitava a nomeação se isso queria dizer que precisava de um tempo para mim mesmo.
Aquele seria um jogo duro, contra um time da escola da cidade vizinha que sempre ganhava da gente. Nunca ganhamos deles, então a pressão nos jogos contra aquele time sempre era pior.
Isso me deixou pilhado por toda a semana, e depois de sermos flagrados por Charlie na segunda, Bella e eu só nos víamos rapidamente na hora do almoço ou nas aulas em comum. Com isso podia dizer que estávamos nos afastando, mesmo que não quisesse aquilo, mas eu estava por todo meu tempo livre treinando, ou estudando jogadas para o jogo e não queria perder a concentração.
Jacob passou pela minha frente batendo o pé, parecendo um elefante barulhento. Contive a vontade de usar meu estresse contra ele, não podia arranjar confusão com alguém do meu próprio time.
Mudei a música, saindo de uma canção eletrônica para Não é um jogo da The Dragons. Aquela música que Bella tinha dito ser sua favorita do álbum deles, eu não curtia tanto assim, a achava romântica demais.
Fechei meus olhos, recostando minha cabeça na parede atrás de mim, queria prestar atenção na música, mas minha mente estava toda sobre Isabella. O que era um erro, eu devia estar pensando exclusivamente no jogo, mas não conseguia tirar Bella da cabeça.
Eu deveria pedi-la em namoro? Eu estava apaixonado por ela? Me relacionar sério com alguém naquele momento da minha vida era mesmo o melhor? Eu devia me concentrar em conseguir uma bolsa pelo futebol para a faculdade, devia dar todo o meu melhor sobre o esporte, não podia ficar me distraindo. Mas, quando eu pensava em Isabella...
— Edward, chegou a hora! — o treinador gritou para mim, me despertando.
Desliguei a música, estava na hora de ir para o jogo. Foi naquele instante que tomei uma decisão, se eu vencesse aquela partida pediria Isabella em namoro, se perdesse entenderia que era o destino me mandando ficar longe dela e concentrar tudo de mim no esporte.
***
Eu estava muito puto, o jogo estava sendo um fracasso para a gente. Já tinha perdido a conta de quantas vezes discuti com os caras do nosso time, principalmente Jacob que estava fazendo corpo mole.
Até conseguimos ir para a prorrogação, por conta de uma porra de um empate. Mas, eu não estava com boa expectativa sobre isso e tal sensação só se concretizou quando o quarterback do time adversário marcou o touchdown que dava a eles a vitória e para nós a derrota.
Tínhamos perdido, eu tinha perdido, em meu próprio campo. Eu não pediria Isabella em namoro, ouviria o destino e teria de me dedicar o dobro ao futebol americano.
Arranquei o capacete da cabeça, evitando os cumprimentos dos caras, do meu time, ou do adversário. Não queria papo, só queria gritar de frustração.
Eu teria de deixar Bella, sem nem mesmo nós termos algo. Engoli em seco, olhando para a arquibancada, foi fácil localizá-la, ela estava junto aos seus pais e Renée sempre levava um grande cartaz de incentivo para Emmett, mas daquela vez me surpreendi quando vi Bella carregando um parecido com meu nome nele.
Ela não parecia chateada por eu ter perdido, pelo contrário, balançava o cartaz no ar e sorria, parecia gritar meu nome também. Porra, ela era tão linda e fazendo aquilo parecia tão mais incrível do que eu sabia que ela era.
— Não é um jogo — murmurei para mim mesmo, de uma vez por todas entendendo o que aquela bendita música queria dizer. Não era mesmo só um jogo, era além disso, era mais do que ficar, ou simplesmente sexo, era sobre amar e gostar de verdade, por mais assustador que parecesse. Bella estava me jogando uma indireta quando disse que aquela era sua música favorita, eu tinha entendido finalmente. Não deixaria meu desempenho no futebol influenciar minha vida aquele ponto, não mesmo. — Foda-se o destino! — esbravejei, correndo em direção a arquibancada, pegando uma porção de gente de surpresa enquanto corria até onde os Swan estavam.
— Você perdeu! — Charlie falou para mim quando parei junto deles, seu tom era de desprezo.
— Papai, não fala assim com o Edward! — Bella chamou a atenção dele.
— Bella?
— Eu?
Ela olhou para mim sorridente.
— Casa comigo? — pedi, quase sem folego pela corrida e subida, tentando arrumar a confusão dentro de mim.
Isabella arregalou os olhos e Renée soltou um gritinho, Charlie agarrou meu ombro.
— O que você disse, garoto? Pediu Isabella em casamento?
— O quê? Não! Eu pedi? — indaguei ainda confuso, os três assentiram. — Eu confundi! — Isabella respirou aliviada, levando uma mão ao peito.
Segurei na outra mão dela, aproveitando que a garota tinha largado o cartaz.
— Queria dizer outra coisa, Bella — falei, ignorando o aperto de Charlie no meu ombro. — Quis perguntar se você quer ser minha namorada? — Os olhos dela se encheram de lágrimas. — Eu entendi o motivo de Não é um jogo ser sua música favorita. Então, você aceita ser minha namorada?
— Aceito, claro que eu aceito! — ela gritou, se jogando nos meus braços, permitindo que eu a beijasse.
Quando nos soltamos, me virei para a figura ameaçadora do Chefe, eu ainda precisaria ser aprovado por ele.
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