O Cemitério dos Amaldiçoados
4 » o som vazio do relógio.
Enquanto caminha entre um túmulo e outro, o homem sob o manto retira dele um relógio de bolso. Os ponteiros se movem devagar. Repentinamente, o grasnar estridente de um corvo irrompe o remanso. A ave pousa sobre o ombro dele.
— Já visitou a Maeve?
Reticências.
— Está atrasado.
— O relógio se move diferente essa noite.
— O relógio sempre se move diferente. — profere a ave negra, com uma voz grossa. — Quase avenei esperando você.
— Estou aqui.
— Parece cansado.
— Estou sempre cansado.
— As folhas balançam. Tem uma música diferente tocando esta noite. A lua está cheia, mas estranhamente vazia. Tem alguma coisa errada.
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