A melodia funesta se instaura devagar, como uma cobra que rasteja, silenciosa, por uma terra que a camufla. O Coveiro sabe a quem pertence essa voz. Ela é quase sobrenatural, porém, conforme ele progride em direção ao próximo túmulo, cercado por arbustos de rosas vermelhas mortas, o ruído se torna cada vez mais abafado — como quando adimos um beijo ao pé do ouvido de alguém.

Nenhum vagalume flutua ali.

Junto à lápide, há uma carta manchada de sangue. Está lá há muito tempo.

Com sua pá, ele escava o túmulo com os dizeres “Aisling, a eterna rosa do Valete Enforcado”.