Notas iniciais
A missão dos campistas começa a tomar seu rumo . . Espero que gostem =)

Naquele momento compreendi o porquê da ira de Thalia e como ela – e creio que todas as caçadoras – se importavam com a deusa Ártemis.

Explicava muito a ira da menina. A arma de sua senhora estava nas posses de mão erradas. Automaticamente, comecei a agradecer aos deuses, mentalmente, por apenas a líder das caçadoras ter vindo a minha busca, não deixando que seu batalhão inteiro a acompanhasse.

Entretanto, eu ainda não sabia por qual razão meu nome estava envolto á toda essa situação.

Morfeu, pensei, que tipo de pai é você?!

Rachel e Thalia se olhavam, ambas atônitas.

Devido à seu dom de Oráculo, a ruiva já deveria ter previsto tal acontecimento. Pensar assim, fez os cabelos de minha nuca se eriçarem. Já teria vindo a ela uma profecia?

–Tive alguns lampejos sobre algo parecido. – falou ela – Estou certa não é?

Sua pergunta soava retórica, mas mesmo assim Thalia respondeu.

–Infelizmente, sim.

Procurava as palavras certas para dizer. Não sabia o que dizer, então, perguntei o óbvio:

–Aonde eu entro nisso? O que meu nome tem haver com essa eventualidade?

Era incrível o tempo de duração do ódio de Thalia. Ela ainda me fuzilava, e aquilo já estava se tornando extremamente irritante.

A filha de Zeus não responderia a uma pergunta que fora feita direta por mim, certeza, mas o olhar de todos na sala a convenceu.

–Não é óbvio? Seu pa é quem está com o arco! – ela rangeu os dentes – Aquele maldito!

Sr.D. espantou-se.

–Maneire suas palavras a respeitos dos deuses, caçadora. – ele estava de pé, seu antigo baralho esparramado sobre a mesa coberta com um pano azulado.

–Não tenho culpa se sua senhora é desatenciosa! – soltei.

A garota tentou responder, mas meu tom de voz estava alto:

–E tem mais. Como pode ter tanta certeza sobre meu? O arco, como você mesma disse, foi roubado, não deveria ser Hermes então o culpado?

–Por Zeus! Os dois querem ser amaldiçoados? Julgando e colocando a culpa em deuses dessa forma! – a voz de Quíron verberou por toda a Casa Grande.

Rachel se aproximou de Thalia e levou uma das mãos até seu braço.

–Conte-nos com calma. Conte o que sabe, ou o que se lembra. – sua voz estava extremamente calma.

Ao nível que havia chegado a pequena discussão, Thalia se levantara da cadeira onde antes estava sentada – estava ela pensando em me atacar mais uma vez? . Com calma, voltou-se a se sentar.

–Estávamos acampadas próximas a uma montanha onde se encontra uma passagem para o Tártaro. Á pedido de meu pai, para que nos certificássemos que os monstros não escapassem tão cedo e de que as Portas da Morte estivessem seguras, Ártemis nos pediu para montar escolta. Eu estava com seis caçadoras, do lado leste da montanha, quando a tenda onde nossa Senhora estava, explodiu em névoa prateada. Havia um homem de cabelos brancos e túnica negra sobre ela. Tentamos ajuda-la, mas antes que o fizéssemos, Morfeu – ela olhou diretamente pra mim por alguns segundos – se dissipou em fumaça, levando o Arco consigo. Tenho absoluta certeza de que era tal deus, pois Ártemis confirmara.

No momento em que a caçadora terminou seu relato, de imediato soube que havia alguma coisa errada em seu contexto.

–Não que eu esteja lhe acusando de mentir, mas, há algo errado aí. – o silêncio mostrou-me que eu não era o único a pensar de tal maneira.

Thalia enfim, pareceu não querer brigar.

–Deve haver um motivo maior, ou quem sabe até, alguém maior, por trás do roubo – concluiu ela.

Aproximei-me da conversa. A garota estava tão histérica antes, que não ousei mexer-me de mais. Percebi que deveria estar a meio metro da porta de entrada, enquanto os outros se reuniam no meio do ambiente.

–Morfeu não agiria dessa forma. Pelo o que ouço de minha mãe, ele é um cara calmo e muito bondoso. – defendi.

A expressão de Thalia era ilegível.

–Tão bondoso que o abandonou e nunca lhe fez contato? Os deuses são otários! – exclamou ela.

Um trovão ricocheteou no céu. Ela apenas revirou os olhos, como se fosse acostumada a falar mal deles.

Sr.D. havia passado todo o tempo alisando o queixo, depois do argumento contra ele(s), decidiu falar.

–Quíron já não advertiu para maneirar as palavras que dizem respeito aos deuses? – a repreensão em sua voz era facilmente notada.

Acabara de encontrar algo que eu e a filha de Zeus tínhamos em comum: ambos se sentiam irritados com os deuses. E ambos, a esse ponto, já estaríamos seriamente amaldiçoados.

–Tentem entender o lado de Thalia também – pediu Rachel.

–Exato! – concordou a caçadora. – Quíron, sabes o quão poderoso é o arco. Imagine em mão erradas. Não estamos falando de uma guerra estúpida entre dois irmãos que vivem duelando por poder. – ela ergueu a voz como se quisesse que mais alguém ouvisse.

O que creio que era mesmo. Como resposta, outro trovão pode ser ouvido.

–Claro que sei minha querida, só que, temos as normas do acampamento. É preciso que você ganhe uma missão.

Ele olhou para Rachel, que baixou a cabeça fitando o chão.

–A Sr. Dare já está a par de toda situação, creio que não demorará muito para que o Oráculo responda com uma profecia para você Thalita.

A garota esfregou o rosto com uma das mãos e olhou Sr.D. com tédio.

–É Thalia... Sr.D.

–O Sr.D. tem razão Thalia, quem sabe se você ficar aqui no acampamento, até que eu tenha a profecia revelada, a mesma venha com mais rapidez. – falou Rachel.

Quíron assentiu.

–Sabem como as coisas ficam quando estou aqui no acampamento. Tem certeza que prefere isso Quíron? Sabe das consequências. – falou a caçadora.

–Sei que poderão acontecer coisas... – ele fez uma pausa procurando a palavra certa — Surpreendentes, mas, é o que temos de fazer até que tenhamos uma profecia.

Thalia pensou em debater o assunto, porém acabou aceitando.

–Descansem agora, os dois – o centauro falava para mim também – teremos captura da bandeira amanhã anoite.

–Como toda essa situação? – Thalia e eu falamos ao mesmo tempo. Aquilo fez-nos entreolharmos rapidamente.

Como aqueles olhos eram azuis.

–Regras são regras. E será bom, para que vocês tenham algo para distrair a mente.

Thalia saiu primeiro, indo direto para o chalé de sua senhora. Olhei uma última vez para os que estavam a minhas costas, e segui para meu chalé igualmente como fez a caçadora, porém, um pouco menos furioso.

O chalé 17 tem uma aparência muito calma. As paredes são em tom de azul claro, no teto há estrelas e também a lua, as camas são forradas com lençóis verde-água, os travesseiros azul piscina, um chalé admirável. Do lado de fora, há violetas de cor é escura, a porta azul claro enfeitada com várias estrelas. O telhado há canos onde uma corrente de água que se despejam numa fonte. O chalé cheira a dama-da-noite, um cheiro muito agradável. O chão do local é uma mistura de azul e negro, o que faz lembrar o céu noturno em das nublados. Se um semideus qualquer entrar ali, com certeza ficará com sono, já que o chalé é apropriado para o filho do deus do sonho. As janelas são azul piscina, a borda, é azul escuro.

Havia quatro camas no recinto, entretanto, apenas uma era utilizada: a minha.

Deitei sobre os lençóis desarrumados e desmaiei. Não me lembro de ter sonhado, o que é raridade já que sonhos são muito comuns para meio-sangues.

Acordei com Nico me chacoalhando para que eu acordasse.

–Théo, cara levanta... – sua aflição me despertou. – Rachel, ela... Venha!

Saí enrolado em meu lençol de estrelas e junto a Nico, corri para o refeitório onde Thalia, Rachel e Quíron olhavam-se atônitos.

–Você sem dúvidas deve ter benção de Hypnos! – zangou-se Thalia.

–Bom dia para você também. Já temos uma profecia? – perguntei.

Thalia arqueou as sobrancelhas.

–Temos? Não preciso de sua ajuda. Só lhe procurei porque pensei que poderia estar envolvido nessa junto a seu pai.

Estava sem qualquer animo para discutir com ela.

–Voltarei a dormir então.

Como repreensão, tive a resposta de Rachel, que se arqueou para frente por alguns segundos. Nico estava ao meu lado, e ao me esquivar, esbarrei em seu ombro.

A fumaça verde de sempre, rodeou-a. Em seguida, ela recitou o roteiro de nossa provável morte.

Em quarteto os meio-sangues devem seguir,

A destruição da lua juntos devem impedir.

Uma promessa em risco se colocará,

Quando um antigo amor novamente brotar.

O enganado em desgraça poderá cair,

Consigo uma alma pode vir a partir.

Prateada e reluzente não mais se encontrará,

A deusa da lua o caminho os dirá.

Nunca havia presenciado aquele fenômeno de perto. Vira apenas uma única vez, quando a deusa Ártemis fora pega pelo titã Atlas, e já ficara amedrontado. Dessa vez foi diferente. Foi pior. Pois além de estar a poucos metros de distância, eu estava envolvido à profecia.

Notas finais
Até semana que vem pessoas O/ . . Digam aí o que estão achando!