O Caçador

2 revelação


Notas iniciais
oi gente como prometido o segundo capitulo. =)
ele é dedicado a todos os leitores do primeiro, espero que gostem desse cap tbm.
vejo vocês la em baixo boa leitura.
bjus

–O que acha que eu sou? – ele devolve a pergunta, com seu sorrido misterioso brincando nos labios carnudos.

Ela respira profundamente tentando pensar, mas fala no impulso:

–Não sei algum tipo de monstro – Da uma pausa e o observa – como... Como fez aquilo parecia que estava... Você matou aquelas pessoas e estava se divertindo com o sofrimento delas.

Ele continuou com seu sorriso misterioso olhou a de relance e falou debochado:

–Muitas gerações e milhares de historias e nomes: ser das trevas, demônio, vampiro, louco, bruxo, anjo das trevas – deu uma pausa e firmou seu olhar nela – pode escolher seu preferido.

Essa não era a resposta que Julia queria, mas ela estava aflita demais para se importar com o humor negro do caçador.

– Por que faz isso? – ela não tinha uma palavra para definir o nojo e o medo já tinha inundado suas veias seu coração estava acelerado mais ela precisava encontrar coragem para encontrar as respostas.

– O medo das pessoas me deixa mais forte é como um jogo – ele fez uma pausa e continuou monotonamente — todas as pessoas tem uma energia vital que as mantém vivas alguns chamam de alma, existem alguns como eu que nasce com essa maldição genética que quando é ativada precisamos dessa energia para viver como uma pessoa normal precisa do oxigênio, não é uma escolha. É vida ou morte.

Julia estava pasma com o que tinha ouvido e agora entendia a dor dilacerante que ela havia sentido na noite que tudo isso começou.

– Por que então eu estou viva, porque não me matou como fez com o casal? – indagava quase sem voz.

– Porque eu não drenei toda a sua energia, essa energia é como uma célula se você não a drenar toda ela se multiplica e se recupera.

–Sim, mas porque me deixou viver?

Ele a olhou por alguns instantes e falou:

–Por causa de sua Mãe. – Julia não o entendeu, nem ao menos conheceu essa mulher como ela poderia ter salvado sua vida, mas ele prosseguiu – eu conheci sua mãe há muitos anos atrás ela também tinha a maldição, quando conheceu seu pai Teve um caso com ele acabou tendo você, e pelo que eu soube, ela não queria que você fosse criada por alguém como ela, queria que tivesse uma vida normal então assim que você nasceu ela te entregou ao seu pai, e foi embora da sua vida. Quando te encontrei lá nas estradas com o carro quebrado não sabia que era filha da Leonora e por isso te ataquei, mas quando ia te matar vi o colar da sua mãe no seu pescoço e por isso parei e te trouxe comigo.

Isso era muita informação para uma pessoa só ela estava zonza e não sabia o que pensar.

–Você é amigo dela? Esta me levando ate ela é isso?

Ele sorriu debochado com a conclusão da loira, pessoas como ele não tinham amigos e qualquer um que tivesse conhecido leonora seria louco de chegar à conclusão que alguém seria amigo daquela víbora.

– Não sou amigo dela.

–Então por que me trouxe junto com você? – ela disse quase em um sussurro a cada nova parte da vida de Daniel que ela descobria mais temerosa ela ficava. Ele não respondeu só voltou a prestar atenção na estrada às perguntas dela o irritavam e com certeza não era bom deixa-lo irritado.

Julia sabia que ele não iria responder e na sua atual situação não era bom tentar força-lo apesar de sua vontade era gritar pra ele “ME RESPONDE VOCE É SURDO EU TE FIZ UMA PERGUNTA”, mas como um velho ditado diz não é bom cutucar a onça com vara curta, resolveu lhe fazer outra pergunta então sobre sua mãe:

–Minha Mãe esta viva?

–Não sei. Alguns acham que sim outros que não. A ultima vez que vi sua mãe pessoalmente foi há muito tempo e a ultima vez que alguém teve noticias dela foi quando você nasceu. Então há 19 anos ninguém tem noticias dela.

Julia agora estava pasma como ele pode ter visto sua mãe antes dela ter nascido se ele aparenta ter no Maximo 23 ou 25 anos. Aquilo não podia ser verdade não tinha como ser ou talvez tivesse.

–Co... Como disse? Como pode ter conhecido minha mãe se há tanto tempo ninguem tem noticias dela? Isso não é possível.

– Quando se ativa a maldição seu corpo não envelhece a partir de tal momento – ele falou sem dar importância ao assunto.

Julia estava muito assustada com tudo isso e não sabia mais o que falar Daniel só olhou para frente e continuo dirigindo calado, a sua vida tinha mudado por causa daquele estranho tinha descoberto coisas horríveis, que talvez não quisesse nunca ter sabido. Tudo que ela queria era voltar para casa e nunca mais nem pensar nesse dia horrível, mas isso parecia algo improvável no momento.

Ninguém falou mais nada depois daquela breve conversa, 1 hora ou duas passou e ele estacionou o carro já era tarde e Julia estava cochilando ele a acordou:

– Acorda Julia – ela sonolenta abriu com aquela voz rouca perto de seu ouvido a despertando a fazendo esquecer por um minuto da sua recente realidade.

– Onde estamos? – ela disse sonolenta.

– Vem eu parei em um hotel para agente dormi um pouco – ele disse calmamente. Ela pensou “a você dorme, talvez enquanto ele dorme eu possa fugir”, mas como se ele advinha-se seus pensamentos Daniel disse um pouco mais ríspido – e nem pense na brilhante idéia de fugir não vai conseguir e não tente testar minha paciência para seu próprio bem.

– Eu nem havia pensado nisso – ela falou firme e completou mentalmente “idiota”.

Eles entraram no hotel de beira de estrada um lugar que com certeza estava precisando de uma grande reforma as paredes eram azuis com a tinta descascando e algumas rachaduras que chegavam ao teto, havia um pequeno balcão de madeira onde uma senhora gorda como os cabelos crespos e bagunçados estava atrás quase dormindo, quando viu o casal entrar tentou se ajeitar e falou:

– Boa noite em que posso ajudar?– aos olhos daquela senhora como de qualquer outro que os visse Daniel e Julia pareceria como qualquer outro jovem casal.

–Boa noite- ele cumprimentou gentil com seu olhar penetrante na senhora Maria, fazendo a corar- Quanto esta a diária?

–Ah bem esta 40 reais – ela disse ainda corada.

– Eu quero um quarto por esta noite apenas – disse Daniel amigavelmente.

–Claro eu só vou precisar que preencham a ficha de entrada – disse a mulher dando lhe um papel e uma caneta.

–Olha nós estamos cansados acabamos de fazer uma longa viagem já vou lhe pagar pela noite, amanha eu preencho – ele disse sedutor entregando o dinheiro a mulher com uma quantia a mais do que ela pediu pelo quarto.

–Claro eu compreendo – ela falou e pegou o dinheiro – preciso saber pelo menos o seu nome e da sua esposa para reservar o quarto.

–Claro sou Luiz Maciel silva e minha esposa é Letícia oliveira silva, mas alguma coisa que precise?

– Não isso é o suficiente aqui esta a chave do quarto senhor Luiz. – e ela lhe deu a chave.

Eles subiram ate o quarto, onde havia apenas uma cama de casal e uma pequena televisão muito velha Julia ficou ali parada observando tudo sem saber o que fazer. Daniel foi ate a porta e a trancou, colocou a chave em seu bolso, e foi ate o banheiro enquanto isso Julia foi dormi depois de alguns minutos ele voltou do banheiro e observou por alguns instantes ela dormindo e se deitou ao seu lado adormecendo junto à ela.

A noite passou rápida e já muito cedo Daniel já estava de pé resolvendo tudo com a dona do hotel comprou o café da manha para a bela loira e logo em seguida seguiram viajem.

A viagem corria normal já fazia algumas horas que eles tinham deixado o hotel Julia estava inquieta para saber onde afinal aquele estranho sedutor a estava levando.

– Você podia me dizer ao menos para onde estamos indo. – ela disse já impaciente

– Você pergunta demais, quando chegarmos vai saber – ele disse breve.

– Disse que conheceu minha mãe. Podia me falar dela – falou a menina tentando puxar assunto estava cansada daquele silencio todo. Ele deu um suspiro cansado e disse seco:

–A única coisa que precisa saber dela é que tem sorte de não a ter conhecido.

Ela estava cansada das respostas pela metade que ele lhe dava e mais ainda das perguntas que ele nem respondia e aquele clima tenso estava a sufocando, se estava indo de encontro à morte ou não ela não sabia, mas não podia ficar naquela agonia com aquele silencio tortuoso, no carro havia um radio que ela decidiu ligar sem pensar muito da reação dele já estava cansada de sentir medo.

A musica começa é Decode — Paramore inunda o carro e alivia um pouco a tensão, o caçador parece não se importar por ela ter ligado o radio, ele já esta acostumado afinal esse radio foi sua única companhia por muitos anos. Julia se entregou a musica tentando esquecer um pouco sobre tudo que estava acontecendo e deixou apenas a letra da musica entrar em sua mente a acalmando aos poucos, fechou os olhos e começou a vagar em seus pensamentos embalados pela musica.

Daniel por alguns segundos assistiu a cena com atenção, porém logo desfocou sua atenção de Julia e voltou a mergulhar em seus tenebrosos pensamentos, o carro é acelerado ainda mais, o caçador estava ansioso para chegar e agora faltava pouco estava finalmente perto do seu destino a menina ainda vaga em suas lembranças tranqüilamente sem saber que logo ela iria descobrir onde ele estava a levando.

O tempo começou a fechar e uma chuva fraca cai Julia observou a chuva desatenta distraída com a musica lembrando de dias felizes da sua infância que agora estavam tão longe.

A Ferrari amarela finalmente para em seu destino, Daniel olha pela janela do carro satisfeito, volta sua atenção para Julia que tão concentrada em seus pensamentos ainda não havia notado o que estava acontecendo.

–Julia – ele a chama pelo nome com sua voz rouca causando um arrepio espontâneo na menina, a despertando de seus devaneios – chegamos.


Notas finais
oi espero que tenho gostado. =) não esqueçam de deixar um review falando o que vcs acharam.
se tiverem alguma opinião ela é muito bem vinda
*eu acho que não ficou muito bom esse capitulo mais ele era necessário eu precisava revelar alguns pontos da vida do Daniel(lindo).rsrs
aviso: eu vou tentar atualizar a fic toda sexta.
xoxo