O Caçador
4 jogos
Notas iniciais
obrigada pelos reviews do capitulo anterior.
e aos meus queridos fantasmas please apareçam.
BOA LEITURA =)
Apesar de Daniel estar sempre apresentando aquele ar de superior que sabe tudo ele sabia que Matheus estava certo o plano dele havia muitas falhas a primeira parte do plano já não era confiável afinal ninguém podia garantir mesmo que a leonora se importasse com a garota, e se essa parte falhasse seria quase impossível encontrar ela.
Daniel levantou e olhou pela janela a noite estava sem nuvens e somente à luz da lua clareava a noite, ele estava ficando ansioso precisava caçar, mas não podia deixar Julia ali naquela casa sozinha afinal ela era o único trunfo que ele tinha sob Leonora e não confiava em Matheus tão pouco em Andréia. Ela odiava Leonora não era confiável deixar ela sozinha com Julia.
Ele suspirou fundo e decidiu o que ia fazer, precisava caçar seu corpo pedia por isso, mas não podia deixar a garota ali então não tinha escolha ele resolveu levar a loira com ele, saiu do quarto e foi em direção ao quarto de Julia.
A menina estava sentada na cama tentando arquitetar um plano para fugir dali, o problema é que para isso tinha que juntar as peças daquele quebra-cabeça e por mais que pensasse não sabia por onde começar, quando ouviu as batidas em sua porta pulou com o susto seus nervos estavam tão abalados que por qualquer motivo ela já ficava em alerta.
–Quem é? – ela disse com a voz presa numa tentativa fracassada de não parecer assustada, mas não adiantava ela fingir o caçador podia sentir o medo emanando dela, ele deu um sorriso e respondeu:
–O Daniel, abre porta preciso falar com você – ela levantou devagar e abriu a porta lentamente, não adiantava não abrir ela tinha total consciência que ele conseguiria arrombar a porta sem qualquer esforço.
– O que quer — disse ela firme.
– Vem vamos dar uma volta.
– Para onde? – Ela disse aflita.
Ele não respondeu só virou e começou a caminhar no sentido da saída, ela meio incerta o seguiu, desceram as escadas e na sala Matheus estava lendo um livro, mas logo notou o casal saindo e disse:
–Onde pensa que esta indo com a garota? – falou ríspido ele não confiava em Daniel.
– Eu preciso dar uma volta – ele disse dando um tom irônico na frase que Matheus logo percebeu o que ele iria fazer.
– Daniel para que vai levar a garota ela não precisa ficar vendo esse tipo de coisa a todo instante. – ele disse.
– Eu não sou burro Matheus não vou deixá-la aqui sozinha com você muito menos com sua irmã.
–E como eu vou saber se não vai sumir com ela? – disse o moreno desconfiado
–Se eu quisesse sumir com ela não tinha trazido ela aqui e se me da licença estou com pressa. – disse irritado já saindo puxando Julia pelo braço.
Eles entraram no carro amarelo e saíram pela mesma estrada por onde tinham vindo Julia já tinha uma suspeita do que Daniel ia fazer, mas queria muito estar errada.
–Onde estamos indo. – ela perguntou novamente porem Daniel só deu um sorriso sarcástico e não respondeu a pergunta, aquilo irritava profundamente Julia.
–Por que me levou para aquela casa – disse Julia tentando extrair informações para elaborar um plano de fuga.
–Porque era necessário – ele falou simplesmente sem dar chance da menina prolongar a conversa.
Alguns minutos na estrada e chegaram a uma pequena cidade próxima da casa de Matheus, Daniel parou em frente ao um bar e parou o carro.
– Vou sair e você vai ficar quieta aqui dentro do carro – Julia se aborreceu com a idéia de ficar trancada e sozinha dentro daquele carro sabe se lá por quanto tempo, Daniel notou o aborrecimento da garota, mas apenas sorriu debochado se divertindo com a situação Julia estava parecendo na visão dele como uma criança em burrada que não conseguiu algo que queria.
Ele desceu do carro e entrou no bar a musica Black Leather– Guns N' Roses tocava alta muitos homens bêbados jogavam sinuca algumas mulheres estavam lá também bebendo, no balcão do bar ele viu uma bela ruiva que o chamou atenção ela estava sentada desacompanhada, usava um vestido curto preto que marcava seu corpo e uma bota de salto alto, ele se aproximou da mulher e com sua voz rouca disse:
– como é o seu nome? — disse ele galanteador com seu olhar magnético na mulher.
– Sabrina – ela disse olhando nos olhos de Daniel entrando no jogo da sedução. – nunca que te vi por aqui bonitão – ela disse
–sou novo na cidade – ele fez uma pausa e completou — posso te pagar uma bebida Sabrina – ele disse com a voz rouca maliciosa se aproximando da orelha da ruiva lhe causando arrepios.
– claro – ela disse ainda olhando em seus olhos passando a língua umedecendo levemente os lábios.
Daniel sorri misterioso e sexy e chama o atendente.
– me da um uísque duplo e para bela moça.
– uma caipiroska. – ela disse
Passou mais alguns minutos e Daniel ainda conversava com Sabrina naquele jogo perigoso de sedução, a ruiva já estava totalmente entregue aos encantos dele.
– Vamos a um lugar mais calmo – sugeriu Daniel.
– Claro – disse sem hesitar a mulher.
Ele a passou seu braço pela cintura da bela mulher e a conduziu ate a saída do bar chegando próximo ao seu carro abriu a porta onde Julia estava, à mulher quando viu a garota lá dentro disse:
– Quem é essa? – falou aborrecida.
– Não importa entra no carro – disse o Caçador agora serio deixando a ruiva assustada.
– Eu não vou entrar em droga de carro nenhum o que ta acontecendo aqui – disse a mulher assustada tentando voltar para o bar mais para ela já era tarde de mais ela já havia entrado no jogo do caçador agora era questão de tempo para ele terminar o jogo, ele segura firme em seu braço e a empurra para dentro do carro onde Julia estava a mulher tenta gritar mais a musica vinda do bar impede que alguém a escute, ele fecha a porta a trancando e entra também no carro.
Daniel esta saciando o medo e o desespero da ruiva, seu corpo esta ficando mais forte, mas dessa vez ele quer um jogo lento quer aproveitar cada minuto, a ruiva desesperada olha para Julia que também esta muito aflita com toda essa situação e diz para Daniel:
–Quem é você? – ele não responde só sorri debochado.
–Olha não importa só me deixa ir eu prometo que não falo disso para ninguém – ela disse entre lagrimas. Mas era inútil sua suplica só fazia ainda mais queimar o desejo do caçador.
Julia queria fazer algo por aquela mulher, mas ela sabia que nada podia fazer mas mesmo assim ela tentou suplicar pela vida da moça:
– Daniel, por favor, a deixe ir – ela disse suplicando.
– Não perca seu tempo Julia – Ele disse frio.
O carro parou próximo a um terreno abandonado ele destravou a porta do carro e a ruiva viu uma chance de fuga abriu rapidamente a porta e saiu correndo pela rua deserta pobre garota se soubesse que isso é só mais uma parte do jogo.
Daniel a seguiu de perto a neblina começou se formar a mulher corria desesperada sem rumo, o caçador se divertia com o desespero dela e com sua inútil tentativa de fuga.
Ela sente o primeiro golpe e caiu no chão, mas o caçador ainda não queria terminar o jogo e deu mais uma chance dela fugir a mulher se levantou e tentou correr mais um pouco, mas aquele jogo já estava o cansando e ele estava preocupado com Julia no carro, decidiu acabar logo com aquilo.
Sabrina começou a sentir uma dor horrível que a vez cair no chão o caçador começou a drenar toda sua energia vital segundos depois só havia um corpo sem vida no chão ele pegou o corpo levou ate o terreno abandonado e o queimou.
Ficou ali por alguns segundos contemplado o fogo queimar o corpo sem vida, depois do trabalho já feito saiu dali e foi ate o carro onde Julia chorava desesperada pela mulher que ela não pode salvar.
Ele entrou no carro sem olhar para Julia e saiu dali andou alguns km e parou na estrada olhou para Julia e levou sua mão ate o rosto da menina enxugando suas lagrimas e disse com a voz mansa:
– Não chora.
Julia levantou os olhos ainda molhados por suas lagrimas e olha diretamente em seus olhos e fala abalada:
– Por que você esta fazendo isso comigo? – ela fala com a voz embargada pelo choro
– Eu não podia te deixar lá naquela casa sozinha iria ser pior.
– Me deixa ir embora, por favor – a loira suplica.
Daniel sente a aflição de Julia e isso de alguma forma o incomoda Julia agora parecia tão frágil e por alguns instantes vendo aquela cena ele sentiu vontade de ampará-la, mas mesmo assim não era o suficiente ele só olhou fixamente para a garota e disse com a voz terna:
– Não posso.
Julia percebeu que ele havia se comovido com seu desespero, mas aquilo era surreal como alguém que acabou de matar uma pessoa friamente podia ter ficado comovido com seus sentimentos, mas ela arriscou olhou profundamente nos olhos do caçador tocando suas mãos levemente no rosto dele e aproximando de seu rosto sussurrou:
–Por favor
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