– Eu estou falando sério! — exclamou Julie, irritada. — Meu professor de física criou mesmo uma arma pra pegar fantasmas. Ele disse que descobriu um jeito de torturar e de prender vocês, e eu...

– Eu já disse que isso é viagem da cabeça desse cara, Julie. — retrucou Daniel, revirando os olhos — Um humano não pode fazer nada contra a gente. Não somos feitos de matéria, lembra?

– É, Julie. Relaxa. — concordou Martim. Félix ficou em silêncio, pensando como seria essa arma, caso ela existisse mesmo.

A garota bufou, um tanto frustrada.

– Então tenham cuidado, pelo menos. — ela cedeu, mas ainda parecia um pouco angustiada.

Daniel dirigiu a Julie um de seus famosos sorrisos irônicos.

– Olha só que fofinha, se preocupando com a gente. — ele levantou a mão e apertou a bochecha dela, de um jeito que a irritou completamente.

– Daniel, eu só não vou me estressar com você porque amanhã é o show do Paul McCartney e, portanto, estou de ótimo humor. — disse Julie em tom hostil, estreitando os olhos.

– É, dá pra perceber seu enorme bom humor. — ele respondeu, enquanto o sorriso irônico aparecia novamente em seu rosto.

– Então, gente... Vamos tocar, né? — propôs Félix, tentando parar a discussão antes que ela se tornasse eterna.