Notas iniciais
Sou uma fã assumida de BatWonder e há tempos queria escrever algo para defender meu shipp... Bem finalmente surgiu ;) Espero que gostem.De fã para fã! Para todos que também torcem por esse casal... E para aqueles que também não torcem.

Outra noite que ela o observava partir para longe, seu manto negro se misturando a escuridão da noite. Outra noite que ela olhava para suas costas enquanto ele partia em silencio em direção a sua missão.

Quais eram as chances de os dois darem certo? Ela sabia que todos diziam que era praticamente impossível, quase que irreal. Ele era o cavaleiro da noite, ela a princesa do dia. Escuridão e Luz, opostos completos, polos diferentes do universo.

Sim, Diana sabia de todos os contras, conhecia cada porém daquela união, mas o próprio Sol não havia se apaixonado pela Lua uma vez? Tinha escutado e aprendido diversas lendas similares a essas durante seus anos de vida.

Cada cultura tinha de alguma forma seu conto sobre um amor impossível, Romeo e Julieta, Artêmis e Orion, tantas lendas, tantas histórias diferentes. O amor era tão antigo quanto à humanidade, as histórias que o cercavam também.

Talvez ela e Bruce fossem um novo conto, uma nova história... E ela esperava que os deuses os abençoassem até o final feliz.

Não era como se Diana fosse uma tola, como se fosse cega a todas as falhas do homem que amava, como se não notasse todos os obstáculos que havia no caminho, mas como se afastar daquele homem? Ela não podia.

Ela beijava cada gemido sôfrego que saia de seus lábios, sugava para si mesma a tristeza daquele homem com cada toque, envolvia-o com sua luz, se apaixonava por sua escuridão, se deixava afogar em suas lágrimas, escutava seus pedidos mudos de socorro que saiam de seus lábios quando ele a puxava para si em um beijo faminto.

Diana se embebedava com sua luxúria, o ar preso em seu pulmão quando gritava, com a voz rouca, o nome dele, sussurrando entre gemidos pedidos maliciosos, sentindo-o investir contra seu corpo com tanta fúria e ao mesmo tempo com tanta delicadeza. Ele idolatrava seu corpo, mas também o profanava.

Ninguém lhe entendia, ninguém poderia compreender totalmente o que a princesa amazona via no cavaleiro negro, mas não poderiam ver porque não sabiam como enxergar. O amor entre eles estava escrito entre linhas tortas, com letras tão pequenas que poucos poderiam ler e entender, ou mesmo notar aqueles pequenos espaços em que a história de ambos era escrita... Mas Bruce conseguia ver. Diana também.

Seus amigos diziam que ela o fazia bem, que ela melhorava o homem, mas o que poucos pareciam perceber era que ele também a remodelava. Batman lhe tornava mais forte, Bruce lhe tornava mais humana.

Diana poderia ver a fina linha que separava o homem do herói... Ou seria a linha que separava o herói do playboy? Bruce Wayne era uma máscara, Batman era apenas parte de toda a complexidade que formava Bruce.

Era Bruce quem amava, e quem a amava.

Esse garotinho assustado, que havia crescido para se tornar um homem forte, mas que ainda inconscientemente procurava os afagos de uma mãe. E Diana estava ali nesses momentos.

Ela era sua mãe, quando precisava segura-lo forte no meio da noite quando os pesadelos vinham o atormentar; Era sua amante, quando ele pressionava seu corpo ao dela, beijando-a com desejo; Era sua amiga quando simplesmente sentava-se ao seu lado após uma dura missão e o ouvia contar sobre os perigos que havia enfrentado, ou quando simplesmente ele precisava de alguém para desabafar sobre seus temores.

Ela sempre estava por perto nesses momentos fosse para dizer uma palavra gentil, confortá-lo com um abraço ou simplesmente permanecer em silêncio ao seu lado enquanto o ouvia falar.

E Bruce tinha tanto a dizer, tanto a compartilhar e tão poucas pessoas em quem confiava para fazer isso.

Ás vezes ela pensava em quão irônico era a situação, o herói mais solitário de toda a liga era justamente o que tinha a maior rede de apoio, outros heróis ou informantes sob suas asas, sob sua tutela e proteção.

O Bat Clã era mais do que uma simples rede de heróis, era uma família, com indivíduos que se apoiavam mutualmente, seres quebrados que se uniam para ser a força um do outro. Cada um ali dentro tinha uma história, tinha um passado, um medo e que havia encontrando na escuridão da noite da criminosa Gotham sua própria redenção, lutando contra seus fantasmas invisíveis, enfrentando monstros internos quando combatiam os externos.

Diana respirou fundo e envolveu seu corpo nu no cobertor em sua cama, caminhando em passos curtos e firmes em direção a varanda de seu quarto, sob o céu escuro e chuvoso um símbolo brilhava fortemente, um aviso, um sinal... Batman estava a fora e Gotham poderia descansar em paz, seu cavaleiro iria protegê-los.

A princesa amazona abriu um pequeno sorriso e encarou o sinal do morcego no céu, com uma prece quase silenciosa saindo de seus lábios e ecoando dentro do seu peito.

— Volte para casa em segurança, meu cavaleiro.

Sim, Bruce era seu cavaleiro.

O cavaleiro de Gotham.

Notas finais
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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!