Notas iniciais
Caminho da Colina, 07h30.

Reiniciaram a caminhar alguns minutos depois de confirmar a localização no mapa, tendo aproveitado a parada pra fazer um lanche rápido. Enquanto traçam o caminho pela colina, onde foi construído o Castelo, eles lancham e conversam sobre o secreto caminho da floresta de Cárpatos, ligando a Igreja do Vilarejo ao Castelo.

Dali é possível avistar o caminho serpenteando e sumindo na sombria floresta, onde pouquíssimos se arriscam enfrentar. Não era recomendado se embrenhar mata adentro, porque, conforme eles têm avisado, é habitat de animais perigosos. Por isso, muito turistas e pesquisadores transitam, no período das férias, pela estrada velha.

— Lá – sinalizou o Oldschool – fica o vilarejo.

No final do extenso campo verde, formado pelas copas das árvores, num local indicado por ele, surge o vilarejo de Cachtice, não identificável num passar de olhos. Aquela distância da colina, o vilarejo se ocultava no breve horizonte, marcando acima os limites da floresta.

— Daqui a pouco, a gente chega no Castelo. – disse rindo e completou. – Na verdade, estamos muito perto de uma das várias entradas dele.

Vendo todos prontos pra continuar, todos de mochila nas costas, ele retoma a dianteira do grupo. O pequeno percurso dali até a entrada do castelo leva apenas alguns minutos, porque a entrada está ocultada estrategicamente apenas pela pequena depressão onde estão passando.

Esse curtíssimo caminho, tracejado no mapa, não aberto na rasteira vegetação, era percorrido pelo Oldschool, conforme combinaram, durante a pausa pro lanche. Eles, agora, estão passando numa espécie de cerca viva – observou um deles, sendo confirmado pelo guia do grupo.

Em pouquíssimos minutos, após passarem pela cerca viva, quando saindo daquela pequena depressão, eles se encontram propriamente dentro das dependências do castelo, imponentemente construído acima de uma colina bem maior, imperceptível vista donde estavam.

— Caraca! – disse um delas rindo, quando avistaram o enorme castelo a alguns metros de onde estão com todo o grupo reunidos e surpresos pela vista.

— Não falei! – completou o Oldschool, ao vê-los impressionados — E falta pouco pra chegarmos próximo de uma das entradas dele.

— E onde fica? Vai dizer que também é uma entrada secreta? – perguntou uma outra, ainda muito impressionada pela interessante descoberta.

— Não muito secreta. Vamos descer pra margem, porque precisamos entrar na capela da colina. Não disseram pra vocês que Jesus é a porta?

— E que a oração abre o caminho! – completou uma gótica crista, quando discerniu o que o amigo Oldschool quis dizer.

— Exato! – confirmou ele, enquanto tomava, outra vez, a dianteira do grupo de underground, se aventureirando pelos antigos acessos do Castelo.

A descida da colina menor, deixou o grupo novamente na depressão perto do córrego. Assim, eles seguem na direção da capela, às margens do pequeno córrego, onde as reuniões, envolvendo o clero e a nobreza, eram discretamente realizadas em momentos especiais.

A princípio, os integrantes do grupo somente conseguiram ver a parte essencial da capela, uma construção semelhante a Igreja do vilarejo, tendo proporções menores do que a Igreja. Isso inicialmente os intrigou, pois não entenderam como, através dela, entrariam no castelo.

A resposta somente foi revelada, quando o grupo terminou de explorar a pequena capela do castelo de Cachtice. No interior, encontraram duas fileiras de bancos para 3 ou 5 pessoas, cada fileira tinha 5 bancos, sendo separadas pela passagem de poucos metros da porta ao altar.

O grupo, muito impressionado pela descoberta, continua seguindo o Oldschool, agora, caminhando na direção de uma saleta, à direita do altar, onde encontraram uma espécie de sala de oração que, na verdade, é um túnel subterrâneo, seguindo na direção do castelo.

— É o que a gente tá pensando? – perguntou um deles, percebendo a entrada de um túnel, quando o Oldschool abriu a pequena porta rústica.

— Isso! – confirmou e continuou – Essa, na verdade, é a entrada da capela de Cachtice, a nobreza entrava para congregar com o clero do vilarejo.

— Agora, — virando pro outro lado da capela, à esquerda do altar, um outro pergunta: – aquela outra porta pertence também leva a algum lugar?

— Também! Ela, na verdade, é a porta de saída dos presos da masmorra que tiveram seus erros perdoados. Daqui, eles saiam pra viver uma nova vida.

Surpresos e impressionados, os integrantes do grupo seguem pelo túnel subterrâneo, sendo iluminado pelas lanternas do grupo. Além de muitas pedras pelo estreito caminho, as ameaças eram os pequenos insetos, deixando o grupo mais tranquilo durante o percurso.

Depois de mais ou menos uns 16 minutos, percorreram toda a extensão do túnel subterrâneo que liga a pequena capela ao imponente castelo. No túnel somente eram ouvidos os passos do grupo. Outros barulhos começaram a ser ouvidos, quando chegaram perto da saída.

Calmamente o Oldschool abre a porta, sem chamar muito a atenção daqueles que estavam explorando o interior da construção. Sua expressão, aos poucos, foi mudando, quando se deparou com algo que despertou a atenção dele, confirmando a preocupação dos habitantes.

— Se preparem, — disse ao fechar a porta discretamente – encontramos o que tem preocupado e tirado o sono dos moradores do vilarejo.

Ouvindo isso, o grupo decide conversar sobre os próximos passos, explorando o interior da construção, sem chamar muito a atenção dos outros — turistas e pesquisadores. Aproveitando a pausa, vendo que estavam próximos da saída, eles decidem beber alguma coisa.

Notas finais
Capela ou ermida é um templo cristão secundário. Normalmente são locais para atendimento religioso de grupos específicos de pessoas ou comunidades religiosas.