O Castelo de Pedra

3 Mais um dia nesse inferno


—Acorda! Aimye, acorda!

Levantei com um pulo.

—Mas o que...?

—AIMYE!QUASE QUE VOCE ME MATA DE SUSTO!

—Como assim...?

Ele sentou na cama dele.

—Voce me acordou gritando! Parece que tem problema — ele disse enquanto voltava a se deitar e se cobrir.

Ainda de pé, fui ao banheiro e lavei o meu rosto na pia. Ao me olhar no espelho, notei olheras enormes em baixo dos meus olhos.

—O que está acontecendo comigo?

Já está virando rotina; acordar a noite do nada e parecer que não durmo a décadas.

Com cuidado, peguei meu uniforme no armário e me troquei escondida atrás da porta; vai que o Lian está acordado, né?

Sai do quarto e fechei a porta.

O corredor estava vazio, já que deviam ser umas 4 da manhã.

Fui para o campo e peguei minha espada, que eu escondia no 4 arbusto que decorava o campo; algumas pessoas tentavam roubá-la de mim. E bem frequentemente.

Guardei-a na bainha a minha cintura e caminhei ao redor do enorme campo, já que não tinha nada interessante para fazer a essa hora da noite.

—Aimye!

Me virei na direção da doce voz que já sabia a quem pertencia.

—Sete! Você por aqui?

Ela assentiu e sorriu para mim.

Ela não é muito de falar.

—Venha até mim.

Ela caminhou lentamente sobre as águas da piscina e veio até mim.

Sim, ela pode andar sobre as águas. Digamos que... Todos aqui tem um poder especial... Eu sei, é um pouco estranho, mas todos são assim.

E eu não me encaixo em "todos". A vida nem sempre é um amr de rosas, não é mesmo?

—Porque está acordada a essa hora?

Ela fez alguns gestos que diziam: Não estava com sono depois do treino.

É muito entristecedor saber que uma garotinha de 5 anos é obrigada a viver em um lugar como esse. Ela é apenas uma criança inocente; e orfã.

Antes de vir para cá, Jasper — outro agente — era melhor amigo da mãe dela. Infelizmente, a mae morreu no parto e ele se sentiu obrigado a cuidar da menina... Mas a mão dela pediu para que ele a trouxesse para cá, onde ficaria a salvo. Ele e a 7.

E como ele é meu treinador, acabo tendo bastante contato com ela.

—Daqui a pouco vai amanhecer, nao quer dormir mesmo?

Ela negou com a cabeça e voltou para a piscina.

Continuei meu "passeio" pelo campo, ainda pensando na 7 e em tudo que ela ainda vai ter que passar...

(...)

—Já está cansada, Aimye?

—Eu? — soltei uma leve risada — Nem um pouco.

Empurrei ele com os ombros e corri mais rápido.

—Aimye!

—Se você se acha tão incrível, Lian, prove.

Continuei correndo até não poder mais ouvir sua voz me chamando de coisas um tanto inapropriadas.

Cheguei no beco e me apoiei na parede para tomar um pouco de ar.

—Eu... Ah... Estou morto — disse o Lian, se jogando no chão.

—ESTÁ CHEIO DE LIXO NO CHÃO, SEU LERDO! LEVANTA DAÍ!

Ele levantou devagar e me olhou rindo.

—Calma, estressadinha.

—Se você pega uma doença , como eu vou ser salva das missoes que eu faço M?

Ele me olhou com indiferença.

—Então eu só sirv para isso?

—Basicamente.

Ele me deu língua e deu meia volta.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.