Notas iniciais
Olá, estou escrevendo minha primeira história original.
Boa Leitura o/

O que mais deprecia o humor de alguém com certeza é uma má notícia, independente de qual ela seja. Isto já era o suficiente para acabar com o dia de Matt, que teve os piores últimos anos que alguém poderia ter.

Presenciar a morte da própria mãe e não poder fazer nada é uma das mais tortuosas lembranças que ele tem. Em suas noites de mais quietude seus sonhos eram turbulentos e aterrorizantes, lembrar-se de toda sanguinolência do dia que a alma da mãe fora libertada do corpo, deixando o pequeno e indefeso Matt naquele beco frio e escuro com o assassino da progenitora.

A respiração acelerada que buscava por ar incessantemente mostrava que o garoto tivera mais uma vez o mesmo pesadelo que as noites passadas, desde os sete anos. Nem mais o pai era capaz de acalmar o filho amedrontado, ele crescera e se tornara um rapaz que odiava o mundo como odiava nozes.

A estação não ajudava e a escuridão de seu quarto era deixada pela luz dos relâmpagos que iluminavam junto o céu negro. Piorava o estado do jovem que tentava dormir e pedia para ter uma única noite de sono tranquila, como as noites que tivera há nove anos. O cansaço vencia o medo e tomava o corpo de Matt em um sono pesado e sem memórias para reviver na mente adormecida.

Sua rotina era a mesma em todas as manhãs desde que entrou na escola Seisoku: o despertador tocava; ele resmungava; tentava atirar o objeto na parede e cobria o rosto com o cobertor para impedir que o sol o acordasse de vez, mas o seu pai logo vinha para avisar que estava atrasado novamente.

Corria para o banheiro, fazia sua higiene matinal e comia algo que o mais velho deixava para o seu café da manhã e partia rumo ao ”presidio-escola”. Não era muito longe de sua casa, do prédio do colegial dava para ver sua casa no meio de muitas outras.

Na janela da sala de aula via tudo o que se passava no pátio externo e ao redor. A gritaria dos garotos que jogavam futebol era irritante para quem ouvisse, atrapalhava quem estivesse em aula e queria aprender alguma coisa, porém, hoje não fora como antes. O dia estava chuvoso e gélido, impedindo as pessoas de se divertir praticando esportes.

As gotas d’agua que batiam contra a janela perturbava Matt como nunca, parecia uma metralhadora que tentava atingi-lo. O ar frio que passeava pela sala, ia de encontro a ele, que ficava cada vez mais incomodado com a baixa temperatura, seu casaco não era suficiente para aquecê-lo.

A voz da professora que explicava algo importante sobre a matéria não era interessante o suficiente para prender sua atenção, por esse motivo ele não olhava para o quadro repleto de lição, pois sabia que ao chegar em casa, pediria a explicação ao seu pai e saberia no final das contas. Matemática não era seu forte, mas como professor de universidade e pai, o senhor Nishigawa passava de suas horas habituais de dormir acordado para ajudar o filho com dificuldade disciplinares. Sem saber como deixar seu cabelo, de tempos em tempos o prendia ou deixava-o solto.

Assim a semana passara, como chuva que atrapalhava os planos de todos, pesadelos constantes, humor péssimo. Era uma quinta-feira do mês de agosto quando o acidente aconteceu.

Lá estava o corpo do jovem Matt Nishigawa estirado no chão, frio e pálido. Sua fiel mochila no ombro, casaco molhado pela chuva e sangue escorrendo pelo pátio da escola.

Uma multidão veio para ver o que acontecera e finalmente o dia chuvoso dava uma distração a toda no lugar. Muitos gritos finos de terror era ouvidos, com clareza vindo de garotas chorando pelo cadáver no centro do pátio externo. Outros adolescentes estavam sem reação, tentando não acreditar que o jovem morrera ali e que agora não estava entre eles, a equipe de enfermeiras do colégio conseguiram afastar todos de perto do corpo e tentaram, em vão, salvá-lo.

Espantadas pela expressão de dor que o rapaz estava, cobriram o morto e avisaram sobre acidente trágico que envolvera Matt ao diretor e sua família que hoje só resumo em um homem depressivo e apático.

A morte não explicada fora um mistério para os estudantes do colégio Seisoku, que tentavam não conversar sobre assunto e tentavam esquecer a cena que viram do colega.

Mas alguém não queria deixar isso como apenas um acidente escolar que resultara em uma fatalidade. Depois de toda a multidão se dissipar do pátio, a equipe de paramédicos levou o corpo do local, a direção recolheu os pertences do menino e deixaram uma mancha vermelha misturada com água da chuva.

A poça d’água avermelhada refletia a imagina de uma jovem chorosa e tremula por ver a morte de garoto que era apaixonada desde a primeira vez que o viu. Ajoelhou-se com o pesado de seu corpo e pôs a mão no rosto para contem o choro e os soluços que eram autos e descontrolados. Seu celular toca, era sua progenitora a chamando para casa, pois a chuva ficaria mais intensa. Juntou seus livros semi--molhados e seu fichário e saiu da escola de cabeça baixa.

Com o coração doendo, jurou achar a pessoa que fez isso com Matt Nishigawa e o puniria como merecia. Uma inocente vida fora tira e agora outra estava prestes a também ir.

- Ayumi, você conseguirá. – disse para si e tomada de confiança rumou para sua casa, cabisbaixa e em silêncio.

Seu foco fora dirigido para o caso Nishigawa, seria o primeiro de muito a desvendar com perita em fatalidades. Suspirou fundo e ergueu a cabeça, olhando os raios de sol que bravamente tentava aparecer no céu cinzento.

Abriu o guarda chuva para proteger-se dos incessantes pingos que batiam em seus ombros e costas.

- Eu vou te pegar, eu vou te pegar...

Cantarolou passando pelas ruas desertas e frias de Tóquio. Sua voz ecoava pela larga passagem de carros. Saltitando com um sorriso maléfico nos lábios, estava feliz e triste por ter que descobrir quem foi o ser maldito que matou seu amor de infância.

Notas finais
O que achou do começo da história?
Tem alguma crítica, sugestão, dúvida?
Por favor, me digam o que acham. É importante para mim.
Postarei mais assim que tiver um número bom de reviews.
Obrigado à você que leu o/