O Casamento do Século

14 Capítulo 14: Enfim... Noivos!


Notas iniciais
Oiê! Eu disse que não abandonaria vocês! ;) Neste Capítulo: Franja e Marina anunciam o seu noivado! o/ Espero que gostem! (Nossa... Postei esse capítulo um pouco mais cedo que das outras vezes...)

*Narração da Mônica*

Sábado, finalmente você chegou. Um dia da semana que tiro pra não fazer absolutamente nada.

Acordei umas nove e pouca da manhã, já descendo pra tomar café. Quando desci, vi um recado da minha mãe na porta da geladeira, dizendo:

"Filha, precisei sair para resolver algumas coisas com o seu pai. Mas antes mesmo do almoço estaremos aí. Deixei umas torradas no micro-ondas para você."

—Mamãe. "

Eu dei um suspiro, peguei as torradas e as coloquei num prato, fiz um achocolatado e me sentei no sofá da sala, com a comida na mão, assistindo à série "Once Upon A Time", na Netflix.

*Ding dong...*

A campainha tocou. Pausei o episódio que eu estava assistindo, me levantei, deixando o meu prato de torradas e meu copo de achocolatado em cima do sofá, e fui ver na janela quem era.

Era o carteiro do bairro. Abri a porta, e ele me entregou algumas contas e uma carta bem decorada, branca com detalhes azuis, simplesmente perfeito. Tinham duas letras: M e F.

Me despedi do carteiro, fechei a porta da casa e me sentei no sofá para ver melhor aquela carta. Atrás dela, vi um comentário:

"Para Mônica Sousa e sua família."

Pra mim?! Não estava esperando nenhum tipo de carta. Abri a carta para ver o seu conteúdo e percebi que não era uma carta qualquer.

Era o convite da festa de noivado do Franja e da Marina.

Eu pirei. Marina e Franja noivos?! Claro que merece festa! Liguei para a Magali naquele mesmo instante.

—Alô? -perguntou a Magá, do outro lado da linha.

—Oi, amiga! Você recebeu o convite, não recebeu? -eu disse.

—Sim! Ai que tudo!

—Ai que tudo mesmo! Tipo, ela deve estar suuuuper feliz!

—Pois é, amiga! Nem acredito!

—Nem eu! Um dia eu chego lá e espero que seja com o Cê! E você?

—Olha... As coisas ainda estão meio complicadas... Mas enfim, voltando para o noivado da Má e do Fran, não acha que deveríamos visitar a Má? Tipo, ver como estão os preparativos da festa e tal...

—Acho uma ótima ideia! Vou mandar uma mensagem pra ela agora mesmo. Tchau!

—Tchau! Me mande uma mensagem se ela lhe responder.

—Certo.

Finalizei a chamada e em meu iPhone, mandei uma mensagem pra Marina perguntando se a gente podia dar uma passada na casa dela para uma pequena visita, via Whatsapp. Como ela estava online, me respondeu em dois minutos, dizendo que as meninas estavam à caminho de lá, e que iria me ligar pra ir também. Agradeci à ela e mandei uma mensagem para a Magali dizendo pra ela se arrumar, porque eu ia passar na casa dela antes de ir pra casa da Marina.

Desliguei a TV, coloquei o meu prato e o meu copo sujos na pia, e subi feito um foguete pra me arrumar.

Para compôr o meu look, tirei do meu armário um cropped vermelho com o número 36 na frente em branco, tirei um short jeans de cintura alta e um casaco de lã meio bege, que não faz calor. Tirei um tênis all star branco e para complementar, coloquei em mim mesma um bracelete e uma corrente dourada. Não coloquei maquiagem, só delineei o olho com delineador preto e passei um batom vermelho da cor do meu cropped. Meu cabelo estava meio bagunçado estiloso, meio arrumado. Não sei explicar, mas estava legal pra sair.

Taquei o meu celular dentro do bolso direito da frente do meu short e desci. Deixei um bilhete grudado na porta da geladeira para os meus pais, dizendo que eu estava indo para a casa da Marina para visitá-la junto com a Magali, mas que eu estaria de volta para o almoço.

Saí de casa e à pé, fui pra casa da Magali. Chegando lá ela já estava na porta me esperando para irmos juntas. Caminhamos uma quadra inteira até chegarmos na casa da Marina. Toquei na campainha e ela mesma atendeu, permitindo a nossa entrada na casa dela. Entramos e fomos para o quarto dela, e lá, estavam o resto das meninas: Carmem, Denise, Cascuda, Maria, Isa e Aninha (como era sábado, a Aninha não trabalhava).

—Olá meninas! -exclamei.

—Você está a-tra-sa-da, gatz, A-TRA-SA-DA. -disse ninguém mais ninguém menos que a Denise.

—Só foram cinco minutos, Dê! -disse Marina.

—Por mim, a Mônica ficava em casa... -disse Carmem.

—Carmem! -exclamou Isa.

—Tudo bem, Isa. Relaxe. Não é como se eu fosse perder meu tempo discutindo com a Carmem. Tenho coisas melhores pra fazer. -eu disse.

Turn down for what, mona! -exclamou Denise.

—Mônica, Magali, fiquem à vontade! -disse Marina, abrindo um sorriso para nós.

Eu e a Magá nos sentamos no chão, com o resto das meninas. Eu estava sentada perto da Maria, e a Magali estava também sentada ao meu lado.

—Então, Má, ansiosa para a sua festa de noivado? -eu perguntei.

—Você e Franja deveriam anunciar em público durante a festa! -disse a Isa.

—Ah louca, anunciar em público é pouco, tira foto e faz logo um pôster! -disse Denise.

—Convidou quantos boys hein? Tô afim de mostrar pelo menos um pouco do meu charme inevitável.... -disse Carmem.

—Vai ter comida, né? Tipo, muuuuuita comida...? -disse Magali.

—Eu sugiro brigadeiros ao invés de bem-casados! -disse Isa.

Comida?! Você não tá falando sério, ou tá?! -disse Maria.

—A música tem que ser algo beeeem leve, suave, e acima de tudo, romântico... -disse Cascuda.

—Conheço umas buffet's na qual eu trabalhei há um tempo, posso sugerir algumas pra você! -disse Aninha.

—Gente! Calma! Por favor! Uma pergunta de cada vez! Bom... S-Sim, eu e o Fran estamos noivando... -disse Marina, com o rosto já bem corado.

—Como ele lhe pediu em casamento, amiga? -perguntou Magali.

—Ele me ligou logo após o trabalho dele. Ele me convidou pra jantar e tal... Fomos à um restaurante bem elegante. Me arrumei toda, e ele apareceu lá de terno. Ele tinha reservado uma mesa exclusiva para casais, e lá havia uma vista linda e enorme do bairro do Limoeiro. Tudo muito iluminado, ilustres para todos os lados, velas, rosas... Tudo muito perfeito. Nos sentamos e pedimos nossa comida, jantamos e conversamos normalmente. Ele sorria o tempo todo pra mim, e me fazia ficar com um pouco de vergonha, sabe? Até que ele pediu licença e eu achei que ele fosse no banheiro, mas ao invés disso, ele se ajoelhou do lado da minha cadeira, e eu espantada me levantei e fiquei o encarando. Ele então, puxou uma caixinha aveludada e vermelha, e a abriu. Ela estava com dois anéis de prata, um escrito Marina, e o outro Franja. Ele me deu o que tinha o nome Franja, e puxou a minha mão (não foi com força, é claro), e me disse: "Marina, você é muito linda, muito inteligente, muito espontânea e divertida, e não merece um homem qualquer como eu, mas mesmo assim, me escolheu, esteve ao meu lado por todos esses anos, independente das dificuldades, sempre me consolou e me acolheu. Não nego que sempre fui apaixonado por você. E ainda sou. E assim como você me escolheu dentre todos os outros deste mundo, eu também lhe escolho. Marina, aceitaria se casar comigo? ".

—Ai, que tudoooooo! -disse Isa.

—E como foi que você o respondeu, Marina? -eu perguntei.

—B-Bom... Eu comecei a chorar bastante, e disse que sim, que eu iria me casar com ele, e que eu iria viver todos os dias ao lado dele. -respondeu Marina, abrindo um imenso sorriso, com o rosto ainda corado.

—Estamos muito felizes por você, Má! Parabéns! -disse Aninha.

E assim, todas nós nos juntamos e abraçamos a Marina.

—Huuuum, mas e então... Depois do casamento, você já não será a nossa "Marininha santa"... -disse Denise.

Marina corou uns cinquenta tons de vermelho.

—Denise! -eu exclamei.

—Ué! Introduçãozinha à life adulta! -rebateu ela.

—E-Ela tem razão, Mô... Mas... Não sei se estou preparada emocionalmente para esse tipo de coisa... E... E se doer? -perguntou Marina.

Nossa inocente Marininha...

—O quê? A noite de núpcias? -perguntou Cascuda.

—S-Sim... -disse Marina.

—Ahn... Bom... Ninguém tem experiências por aqui... Então... -disse Maria.

—Escuta, Marina, não há nada com o que se preocupar, tá? Não pense nisso agora, pois vocês ainda estão noivos! Você precisa se preocupar é com os preparativos da sua festa de noivado e também do casamento! Não acha tudo isso um sonho?! -eu disse, pondo as minhas mãos nos ombros da Marina.

—Verdade... Bom, sempre quis me casar com a pessoa que amo, como nos meus livros de romance...

—Isso! Veja o lado bom das coisas! -exclamou Magali.

Lanchamos, conversamos, até que eu me lembrei de que tinha que estar em casa para o almoço, como prometi à minha mãe. Me despedi das meninas e fui embora.

Dias depois...

—Mãe! Cadê meu vestido?! -exclamei.

—Que vestido, meu amor? -minha mãe perguntou.

—Aquele vestido que separei pro noivado da Marina!

—Ah, aquele? Coloquei ele numa caixa pra não ficar com cheiro de mofo dentro do seu guarda-roupa. A caixa está embaixo da sua cama.

Olhei embaixo da minha cama e ali estava a caixa, com o vestido que separei para aquele dia muito especial: O Noivado da Marina e do Franja.

Puxei o vestido de dentro da caixa e o admirei: ele era perfeito.

A cor azul não faz muito meu tipo. Sou mais o vermelho. Mas como é o noivado da Marina, vou com um vestido azul, já que foi o combinado lá na casa dela, onde eu e as meninas nos reunimos para bater papo há uns dias atrás. Vamos todas de vestido azul curto para o noivado, e como vamos ser as damas de honra no casamento da Má, vamos também de vestido azul, só que longo e mais elegante, é claro. Agora eu vou te dizer: para alguém como eu que não era muito fã de azul, o vestido estava lindo.

Vesti o vestido azul turquesa, que era tomara-que-caia e tinha algumas lantejoulas na parte superior, ao redor da estrutura dos seios. Como penteado, meu cabelo estava naquele mesmo estilo de sempre (bagunçado estiloso), mas desta vez, com uma coroa de flores azuis e brancas, para combinar com o vestido. Como maquiagem, cobri a pálpebra superior do olho com um branco para o azul turquesa, num efeito gradiente, e em seguida, delineei o meu olho com delineador preto e coloquei um brilho só para chamar atenção. Nos lábios, apliquei um batom rosinha, bem claro. No pescoço coloquei um colar de lantejoulas que combinavam com as lantejoulas no vestido, e nas orelhas, um par de brincos que também tinham lantejoulas. E por fim, como calçado, um par de saltos 10 ou 12 azul turquesa. Salto 15 iria ficar alto demais para mim, e como é uma festa de noivado, com certeza eu iria pular, dançar, andar por aí, curtir... Resultado: chegaria em casa com os pés inchados.

Peguei a minha bolsinha azul turquesa e desci. Fiquei no sofá esperando meus pais terminarem de se arrumar, mas como eu estava ansiosa, gritei:

—Mãe! Pai! Vamos ficar sem doces e salgados se vocês não se apressarem!

—Estamos descendo, meu amor, a gente só tava passando perfume. -disseram eles, descendo as escadas.

Deixamos a minha casa, entramos no carro e fomos todos para o salão onde seria o noivado. Chegando lá, encontrei várias pessoas que fiquei um tempo sem ver. A Dorinha, o Luca, o Jeremias, a Keika, o Nimbus... E até o Anjo!

Me encontrei com o Cebola pouco tempo depois, e ele ficou me olhando admirado. Eu dei uma rodada e perguntei:

—E aí? Gostou do vestido?

—Você já é linda, Mô... E agora, você está mais linda ainda... -ele respondeu.

Eu corei. Ele, percebendo isso, foi se aproximando mais do meu rosto, e nos envolvemos num beijo apaixonado, mas não com toda aquela melação, sabe?

Enfim, depois do beijo, ele pediu para que eu sentasse com ele e a galera. Percebi que meus pais estavam sentados com outros pais, e a mesa deles tava bem cheia, então eu aceitei, é claro!

Numa mesa só, eu estava sentada com o Cebola, o Cascão e a Magali, o quarteto fantástico de sempre. O pessoal todo já veio em nossa mesa, nos cumprimentar, bater um papo curto, tirar foto... E eu achei muito fofo quando o Do Contra beijou a minha mão e o Cebola ficou irritadinho, dizendo que o Do Contra só precisava me cumprimentar com um "oi", e não necessariamente beijar a minha mão. Eu, o Cascão e a Magali rimos bastante. Já o Cebola fez uma cara de irritado, mas eu o beijei na bochecha e tudo ficou bem.

Percebi que o Cascão não olhava para a Magali enquanto conversávamos. Magali tentava, mas acabava ignorada por ele.

—"Ele deve estar ainda meio sentido com tudo o que aconteceu entre eles... Tomara que se reconciliem logo... " -pensei.

*tink, tink!*

Com o som da colher batendo na taça de vidro super elegante, viraram as suas atenções para as pessoas em cima do palco do salão: Franja, Marina, e seus pais.

—Bom, todos vocês já sabem o porque que eu os chamei aqui. Justamente para celebrar o início de noivado, ou, a preparação para o matrimônio de nossos filhos: Franja e Marina. -disse o pai da Marina.

Viva! —gritaram, todos do salão. -Viva ao novo casal!

As palmas tomaram conta daquele lugar.

—Eu gostaria de falar. -começou Franja. Todos se silenciaram. -Eu quero agradecer à presença de todos aqui, e eu também quero dizer que tenho o privilégio de estar me reunindo com a sua filha. -disse ele, virado para os pais da Marina.

—Também estamos privilegiados por tê-lo como nosso futuro genro. -disse os pais dela.

Marina já estava lacrimejando de tanta emoção. Ela pegou o microfone e disse:

—Gente, vou acabar borrando a maquiagem!

Todos riram.

—Bom, eu quero só dizer que ter o filho de vocês como meu futuro marido é um privilégio que só Deus entenderia. Eu só tenho que agradecer à Deus e à vocês, pois por causa do acolhimento e da sua benção, eu estou em pé aqui anunciando um casamento com seu filho. -disse Marina, virada para os pais do Franja e os abraçando.

Todos bateram palmas.

—Só não vale abandonar as amigas, né louca?! -gritou Denise, lá do fundo do salão.

Todos riram novamente.

A festa foi incrível. Tiramos várias fotos com o casal e com a galera, dançamos, comemos bem (a Magali trouxe até tapouer para levar alguns salgados e doces pra casa dela) e curtimos até cansarmos.

Parabéns, Marina e Franja.

Notas finais
Genteeeeee, ai que tudooooo! Marina e Franja FINALMENTE vão casar! S2 Gostaram do capítulo? Não se esqueçam de favoritar, recomendar e comentar o que estão achando da fanfic! Isso me motiva bastante! ;) Próximo Capítulo: Titi novamente pede a Aninha em namoro, e tenta bastante reconquistá-la, depois de anos. Eles se reconciliarão um com o outro?