O Casamento do Século

7 Capítulo 7: Você Não Entende o Que Está Acontecendo Aqui?


Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo cheinho de romance e polêmica! Espero que gostem! ;D Não se esqueça de clicar nas palavras coloridas para imagens, cenas, trajes e etc!

*Narração do Cebola*

Abri meus olhos depois de um longo período de sono. Acordei todo descabelado, e com os olhos meramente abertos. Que sono, hein? Parece até que hibernei por uns dois meses. Quando olhei as horas no meu relógio, que fica numa cômoda ao lado esquerdo da minha cama, eram 15:53 da tarde. Calma. Poderia ter sido pior.

Acordei num pulo e fui tomar banho. Quando fui lá, olhei para o espelho, e cheguei à conclusão de que monstros existem. Tomei o maior susto. Eu estava com a maior cara de jaca. Meu cabelo estava todo em pé e meus olhos pareciam que haviam trocado de lugar com os meus joelhos. Mas enfim, tomei meu banho, escovei meus dentes e penteei a juba de leão. Lavei meu rosto durante o banho. Mas o que eu não tinha percebido foi o meu celular tocar.

Quando chequei meu celular, eu vi que a Mônica havia me ligado. Mônica sempre ligava pra mim. E eu pra ela. Nós conversávamos sobre tudo. Tudo o que aconteceu no nosso dia e tal... nós nos preocupamos um com o outro. Eu sempre fiquei feliz por ouvir a voz dela do outro lado da linha. Me deixava tão... em paz. A sua voz, doce e meiga, soando no celular, e chegando aos meus ouvidos. A voz mais linda do universo.

Mônica pra mim é praticamente uma deusa. Simplesmente e extraordinariamente perfeita. Pelo menos no meu ponto de vista.

Enfim, Mônica tinha me ligado enquanto eu estava no banho. Quando terminei de pentear o cabelo, eu vi que tinha uma ligação dela perdida. Eu queria retornar. Mas sobre o quê eu vou falar? O mesmo de sempre? Na verdade, eu queria vê-la. Tipo, na minha frente.

Retornei a ligação, e como sempre, ela atendeu. Toda vez que eu ligo pra ela, ela atende. Isso me deixa muito feliz. Nossa conversa foi assim:

Oi, Mô! Vi sua ligação. Desculpa. Eu estava tomando banho.

–Não tem problema, Cê. Tudo bem?

–Tudo sim. E você? Tá bem?

–Eu tô.

–Hm... ok.

–...

–...

–Por favor, Mônica, não pare.

–Não pare? De quê?

–De falar comigo. Eu adoro sua voz. Ela me dá paz e segurança. Sua voz é toda a evidência que eu tenho de que você está viva e de que você é real. Que está conversando comigo. Não pare de falar comigo. Por favor.

–Puxa, Cê. Assim você me deixa meio sem graça.

–*A hora é agora, Cebola.* -pensei. -*Eu vou me encontrar com a Mônica para dizer à ela tudo o que eu sinto por ela. Está na hora dela saber. E eu também. Preciso saber se o que sentimos é mutual. Preciso saber se o que sentimos é puro e real. Vou convidá-la pra sair.*

Mônica... eu preciso te ver.

–Quando?

–Hoje.

–Que horas?

–Agora, se você puder.

– P-Posso sim. Aonde?

–Aqui em casa.

–Ahn... p-pode ser. Mas... pra quê exatamente?

–Bater um papo. Só isso.

Essa é a minha chance. Eu não vou desperdiçá-la.

*Narração da Mônica*

Meu Deus. Na casa dele. Sozinhos no quarto. Engraçado. Eu não deveria estar nervosa desse jeito. Meu coração está acelerado, e estou respirando mais rápido do que eu deveria. Será que é por que eu já tenho ideia do que vai acontecer lá? Isso me deixa tão... ansiosa. Eu gosto disso.

Adoro falar com ele. Me sinto mais segura e mais tranquila.

Como eu acordei hoje? Bem, eu não sei como explicar, mas de uma coisa eu sei: não gostei do que eu vi no espelho. Eu parecia um besouro. Me levantei ainda cansada e com olheira debaixo dos meus olhos. Um horror de pessoa.

Como Cebola tinha marcado um encontro comigo (na casa dele...), eu tinha que escolher bem o que eu ia usar. Não só quero impressioná-lo, mas impressionar também os seus pais.

Eu estive na dúvida por uns dez minutos. Por mais que o Cebola seja meu vizinho, eu tinha que escolher algo legal pra ele. Até que eu achei o traje que me agradou.

Escolhi uma roupa decente (agora que estou adulta e também não vejo necessidade de roupa decotada numa tarde dessas). Escolhi uma pólo azul e uma calça jeans preta. Depois, passei um batom vermelho, só pra complementar, peguei uma bolsinha e fui pra lá. Como somos vizinhos, só fiz andar pela calçada.

Toquei na campainha lá da casa dele, e (ufa) sua mãe atendeu (não vamos ficar sozinhos).

–Olá, Mônica! Que surpresa! -disse Dona Cebola.

–Oi, Dona Cebola! Tudo bem com a senhora? -perguntei sorrindo pra ela.

–Tudo ótimo, Mônica! Nossa! Como está uma moça! -comentou Dona Cebola, me elogiando.

–Obrigada! E a senhora ainda tem cara de 28 anos! (Velho truque para agradar a mãe do seu crush) -disse eu, a elogiando também.

Maria desceu as escadas para falar comigo. Ela se transformou numa linda adolescente. Quer dizer, ela não. A puberdade transformou.

–Oi, Mô! Tudo beleza com você? -perguntou Maria.

–Sim, Maria! Estou ótima! Você está tão linda! Vai pra onde? -perguntei, me arrependendo depois, pois eu ainda não tenho autoridade de saber para onde ela vai. Não ainda.

–Vou ver o Gabriel, meu namorado. A gente vai dar uma andada no shops. -respondeu ela.

–Hm... você deve gostar muito dele, né? -perguntei, arrependida de novo. Que droga. Não falo nada que preste.

–Gosto sim! Ele é um fofo! Agora eu tenho que ir! Ele tá me esperando! Tchau, mãe! Tchau, Mô! -respondeu ela, acenando e saindo.

Legal. Olha só quem desceu pra me ver também: Seu Cebola.

–Mônica! Que bom te ver aqui! Você tá linda! -cumprimentou Seu Cebola, me abraçando.

–Oi, Seu Cebola! Que bom te ver também! -respondi, devolvendo o abraço.

–Veio ver meu filho? -perguntou ele.

–Sim. Ele me chamou pra cá pra gente bater um papo. -respondi.

–Hm... um papo... sei... eu você tomaria cuidado com ele... ele pode ser bem esperto... -comentou Dona Cebola, se intrometendo, e com os olhos semicerrados olhando para mim, com um sorrisinho no canto da boca.

–... C-Como assim? -disse eu, gaguejando um pouco. Eu não deveria ter gaguejado. Droga. Eles vão achar que eu estou pensando naquelas coisas.

–Não liga, Mô! Eles só sabem falar besteira! -disse Cebola, descendo as escadas. Senti um momento de alívio no meu peito.

–Ah... tá. -respondi, rindo num jeito meio sem graça.

–Vem. -disse ele, me chamando.

Enquanto subíamos as escadas, eu falei bem baixinho para ele:

–Obrigada.

–De nada. -respondeu ele, com um sorriso enorme.

*Narração do Seu Cebola*

–Querida! O que foi aquilo, hein? -perguntei à minha mulher.

Ela simplesmente deu uma risada maliciosa, fazendo gestos com as mãos, parecendo uma vilã. Ela riu tanto, que achei que ela estava tendo algum tipo de crise.

–AI, QUERIDO! VOCÊ NÃO ENTENDE O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! -gritou ela para mim, me agarrando pelos braços.

–... O quê? -perguntei.

–AI, SENHOR! OLHA SÓ: O Cebola convidou a Mônica pra cá pra "bater um papo". "BATER UM PAPO." SABE O QUE ISSO QUER DIZER?! -gritou ela novamente, acompanhado de uma risada ainda mais maliciosa.

–... O quê? -perguntei novamente.

–DORMIR COM ELE, CABEÇÃO! -gritou ela, de novo. -Ele chamou a Mônica não foi só para bater um papo, MAS PARA DORMIR COM ELE! E ISSO SIGNIFICA TAMBÉM QUE ELES VÃO TER UMA NOITE DAQUELAS, SE BEIJAR MUITO, NAMORAR, NOIVAR, CASAR, TER A NOITE EM SUA LUA DE MEL E TER FILHOS! FILHOS QUE VÃO SER NOSSOS NETOS! -gritou ela, me soltando e perambulando pela cozinha.

Eu sinceramente não a entendo. Não entendo POR QUE ela quer netos. Será que é porque ela quer cuidar de mais crianças? Será que é porque ela não quer ficar sozinha? Vai saber. Mas seus planos me assustam um pouco.

Notas finais
Gostaram do que leram até agora? Não se esqueçam de favoritar, acompanhar e comentar! Próximo Capítulo: Cebola e Mônica vão ter o seu papo. Será que finalmente eles irão confessar o seu amor um pelo outro? Será que o que eles sentem é mutual?