O Casamento Real
13 Zeus
Notas iniciais
Betado pela NaiaraCullen.
Boa Leitura a todas.
O nobre estava novamente no rio Tâmisa dentro do seu iate particular vislumbrando o Big Bem. Se tudo continuasse a correr como o previsto em breve ele seria o soberano ali, derrubaria a família real de uma vez por todas.
- Eu vou ocupar o lugar que sempre deveria ter sido meu. – ele pensou em voz alta e bebericou mais uma dose de seu cálice de vinho tinto.
Voltou para dentro de seu iate, onde estava a sua espera um de seus “companheiros” que na realidade para ele era só mais um peão descartável, que quando não servisse mais para seus planos poderia ser facilmente descartado se significasse algum risco, quem sabe o rio Tamisa não vire sua casa, ele pensou consigo, e rio sórdido.
Desde pequeno ele havia sido ensinado que merecia ser o rei, ele merecia tudo que pertencia à família real, passou anos arquitetando o plano perfeito e agora seu corpo já sentia o gostinho da vitória que para ele parecia estar tão próxima.
- Zeus – chamou o homem pelo codinome do nobre, todos que faziam parte do esquema do nobre tinham um codinome que na sua maioria eram nomes de deuses gregos, romanos ou egípcios cada um que representava melhor as características do indivíduo.
- Hefesto – tornou Zeus a cumprimentar o jovem que estava em uma das salas do barco o esperando, ele era um jovem atraente e impecavelmente arrumado lembrava os grandes nobres da corte. – Deve saber por que te chamei aqui, estou certo?
O homem caminhou até o nobre o sondando, sentou-se mais próximo a ele e disse com seu habitual tom sarcástico.
- Creio que não seria para o chá da tarde – disse ele tomando um gole do chá que estava à mesa, fazendo Zeus revirar os olhos impaciente.
- Pare de brincadeiras e vamos direto ao ponto, você já está a par do plano conseguiu o que te pedi?
- Você anda muito tenso hem Zeus, já considerou tirar umas férias? – disse ele debochado observando atentamente todos os gestos e excreções do nobre, podia não parecer mais ele era o melhor no que fazia e sua experiência dizia que o homem a sua frente não era confiável — Tudo está andando perfeitamente bem, já arrumei tudo para a segunda parte do plano logo você terá seu Grand Final.
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Alice estava ainda inconformada com a petulância da duquesa, ela passou o caminho inteiro até a faculdade se oferecendo descaradamente para Philipe, que parecia não enxergar o que a loira fazia.
- Então Evangeline você vai cursar qual curso mesmo? – perguntou Alice curiosa.
- Vou continuar o mesmo que vazia em Roma: Arquitetura. – respondeu com seu sorriso cínico nos lábios, ela não suportava a princesa, mas era necessário parecer simpática e educada perto do príncipe.
- Pronto meninas, estão entregues – disse Philipe parando o carro em frente a universidade, Alice que estava sentada no banco da frente olhou pelo retrovisor e viu que Evangeline estava observando Philipe, e lhe ocorreu uma idéia, sorriu zombeteira aproximado seu corpo ao do príncipe e selou seus lábios da forma mais envolvente e apaixonante que podia, passou a mão direita por sua nuca o fazendo se arrepiar.
A duquesa olhava para a cena fuzilando o casal fervendo de raiva, sua vontade era separar os dois e matar Alice “Quem essa francesa sem sal pensa que é para agarrar o meu Phil assim?” pensava ela furiosa vendo a cena.
Alice separou seus lábios de seu marido terminando o beijo com suaves selinhos e discretamente sem Philipe notar deu uma piscadela para a duquesa a provocando e riu internamente.
- Eu tenho que ir meu amor, não esqueça que eu te amo – disse a princesa de forma melosa.
- Eu também te amo minha linda.
- Vou contar os segundos para te ver de novo – continuou dizendo de forma melosa para provocar a duquesa, que estralava seus dedos compulsivamente tentando não transparecer a raiva que sentia no momento “Calma Evangeline seja esperta, ele vai ser seu, na hora certa você irá dar o troco nessa idiota” dizia ela em pensamento como um mantra para se acalmar.
As duas desceram do carro e Alice se livrou o mais rápido que conseguiu da companhia da duquesa, ela tinha um tempo livre e decidiu caminhar pelo campus, por sorte hoje, como ela veio com Philipe, os seguranças ainda não estavam com ela. A menina se sentou na grama e retirou o livro E O Vento levou (Margaret Michtel), e começou a viajar pela leitura de seu livro.
- Oi, desculpe incomodar – disse um jovem que a cutucou chamando sua atenção.
- Ah não, tudo bem está precisando de alguma coisa?
- Na verdade estou sim, é que eu sou novo aqui e não conheço o campus direito e bem estou perdido – disse ele sorrindo sem graça passando a mão sobre os cabelos.
Alice se levantou e sorriu simpática para o jovem, ela sabia o que era ser nova ali e como era ruim ficar vagando pelo campus perdida.
- Hum que curso você faz se eu souber onde fica eu te ensino o caminho – falou solidária.
- Ah serio eh... Eu faço artes visuais – disse ele ainda um tanto deslocado, Alice havia simpatizado com ele, algo nele era diferente ele não era como os inúmeros mauricinhos mimados filhos de nobres muito ricos com suas aparências impecáveis que conheceu. Ele era despojado usava um jeans rasgado e camiseta preta com o nome da banda Iron Maiden, que ela não conhecia e um casaco preto simples.
- Você está com sorte sua sala é do lado da minha vem eu te levo ate lá — ela disse sorrindo de forma natural.
- Sério? Valeu mesmo. – disse ele abrindo um sorriso encantador – ah é meu nome é Lucas prazer – disse ele lhe estendendo a mão.
- Alice e o prazer é meu – falou o cumprimentando também.
Eles foram caminhando e conversando por todo o caminho, Alice notou que ele parecia alheio ao fato dela ser uma princesa, e isso era o que ela mais apreciava em sua companhia ele era diferente, a tratava como uma pessoa comum.
- Então... Você tem um sotaque diferente, não é daqui né? – perguntou ela curiosa.
- Não, eu nasci em Berlim na Alemanha, mas cresci no Brasil em são Paulo – disse ele simpático.
- Legal e como veio parar aqui?
- Bem eu vim digamos a trabalho e para estudar, a arte no Brasil ainda não é muito apreciada. – disse ele um pouco mais sério, Alice notou a mudança mais preferiu não comentar.
- Pronto chegamos está entregue, se precisar de alguma coisa e só me chamar — disse ela apontando para a porta de sua sala. – E boa sorte em seu primeiro dia de aula.
- Obrigado Alice, até mais – disse ele se despedindo da princesa e entrando na sala.
Alice sorri de volta e virou para ir até sua sala, quando sentiu uma sensação estranha de como se estivesse sendo vigiada, ela percorreu com os olhos toda a extensão da unidade onde estava, porém não viu nada suspeito e entrou na sala.
Leiam as notas finais
Notas finais
beijos
Hagata
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