O Casamento Real
1 O Acordo, Casamento
Notas iniciais
O ano era 1992 os reinos da França e Inglaterra estavam em crise, há muitos anos uma rivalidade foi instalada no país, o rei Ricardh Henry Renault Garret III muito preocupado com a situação da França, chamou todos os seus conselheiros para uma reunião.
— Chamei os para essa reunião, pois preciso saber o que fazer para essa guerra ser resolvida e a paz novamente ser instalada. – disse o rei preocupado
— Vossa alteza, se me permite dizer o melhor seria um casamento, assim teríamos um vinculo com o reino da França.
O rei não esboçou reação nenhuma sabia que aquela era a única alternativa no momento, mas não estava certo se queria recorrer a algo desse tipo, fez um sinal para que Caius o seu conselheiro continuasse falando.
— Majestade, proponho que prometa sua filha ao príncipe herdeiro do reino da Inglaterra, e assim seria selada a paz entre os reinos. – disse Caius ao rei de forma solene.
Ricardh estava ponderando sobre o assunto, sua pequena Alice havia acabado de nascer era tão linda, tinha os olhos doces e castanhos de sua mãe, não queria colocar um peso tão grande sobre sua pequena e frágil princesinha.
— Majestade – O chefe da guarda entrou, faz uma reverencia pomposa e prosseguiu – o exercito inglês avançou na área norte devastando uma pequena aldeia na região.
O rei suspirou pesadamente não queria fazer isso, mas não tinha escolha, ele era o rei e precisava antes de tudo zelar por seu país e súditos.
— Antony marque um encontro com o rei Hart William Germon Wallis II.
— Sim, Alteza – respondeu Antony solene.
O rei Hart estava inquieto sobre o encontro que teria com o rei da França, mesmo assim decidiu ir, chegando no palácio da França com seus melhores guardas atentos a tudo, foi direto a reunião com o rei.
— Então o que quer Ricardh – disse o Hart desconfiado.
— Propor um acordo de paz – olhou para o rei confiante e continuou – sei que quer a paz tanto quanto eu, essa guerra que já dura anos não é boa para ninguém.
— E que tipo de acordo me propõe?
— Um casamento que selará a paz entre nossos reinos. Entre minha filha Alice e seu filho primogênito.
Hart ponderou a idéia e pensou ser o melhor para todos, com a união futura entre os dois isso poderia trazer grandes benefícios ao seu reino.
— certo aceito o acordo. – disse firme.
Naquele mesmo dia após todos os dados do contrato ser fechado, foi feito o anuncio que selaria a paz nos dois reinos, Pierre começou lendo o acordo a todos, na sacada do palácio onde estava à pequena princesa dormindo no colo da Rainha Elizabete e o Príncipe Philipe de apenas três anos que olhava para a multidão agarrado em sua mãe a Rainha Sofia e os dois reis.
“ Declaro que na data de hoje dia 25 de janeiro de 1992 foi selado um acordo de paz entre os reinos da França e Inglaterra que consta, no décimo sétimo aniversario da princesa Alice Constacy Renault Garret ela desposara o meu filho príncipe herdeiro Philipe William germon Wallis III assim selando a paz entre os reinos e os fortalecendo.”
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Dezessete anos se passaram dês do dia do acordo firmado, a pequena Alice cresceu e se tornou uma bela mulher, seus cabelos castanhos ondulados moldavam perfeitamente o seu rosto angelical, há uma semana ela completou 17 anos e assim hoje seria seu casamento com príncipe Philipe.
Alice apesar de toda sua vida ter sido ensinada a como ser uma boa esposa e uma boa rainha para o príncipe, não queria se casar havia acabado de termina o ensino médio ela queria fazer faculdade conhecer outros lugares, ser livre para escolher como quer viver.
Ela suspirou fundo olhando para seu vestido de noiva, ele era branco tomara que caia com diamantes o enfeitado na cintura, com uma enorme cauda que preencheria o salão da catedral, ela se olhou no espelho e reprimiu as lagrimas forçando um sorriso que não conseguiu dar ao ver sua imagem novamente, mas ela era a princesa precisava passar beleza e confiança.
— Esta linda minha filha.
— Obrigada mamãe – respondeu seca.
— Alice sorria daqui algumas horas se casará com o príncipe philipe e tenho certeza que será muito feliz e uma bela rainha quando chegar à hora. – disse tentando motivar a filha.
Alice olhou para a mãe, sorriu singela e disse:
— Claro mãe daqui a pouco serei a futura rainha da Inglaterra- “infelizmente” completou em pensamento.
— Alteza a cerimônia irá começar – chamou Gabrielle à dama de companhia da princesa, Alice assentiu e foi guiada ate a limusine junto de seu pai em direção a Catedral.
Chegaram a porta da linda catedral e assim começou a tocar a macha nupcial a noiva deslumbrante foi entrando no salão contendo as lagrimas, ao encontro de seu noivo que estava muito bonito também com as roupas formais de um príncipe, seu rosto estava serio seus olhos azuis estavam fixado a princesa.
O rei Ricardh levou sua filha ate o noivo e antes de a entrega beijou sua testa e disse quase em um sussurro:
— Seja feliz minha pequena princesa – Alice não conseguiu mais se controlar e deixou que as lagrimas rolassem, Ricardh olhou para o príncipe e disse emocionado – A faça muito feliz, hoje estou lhe entregando o meu bem mais precioso – agora quem falava não era o rei mas sim o pai que amava sua filha.
Philipe assentiu e pegou a mão direita de Alice e a beijou em laçando seus braços e terminando de conduzi-la ate o altar.
O padre começou a falar:
“-Hoje estamos aqui para o casamento dos jovens Philipe e Alice, quando duas pessoas chegam ao altar para unir-se em matrimonio, têm de estar conscientes de que para terem o casamento feliz que desejam, precisam saber que o casamento não é só uma questão legal, significa fazer sacrifícios, compartilhar e até restringir em parte a liberdade individual. – olhou amável para o casal que apenas o encarava esperado a hora da cerimônia acabar e continuou com sua mensagem.
— Os dois têm de eliminar o "eu" e o "meu" e substituí-los pelo "nós" e pelo "nosso". Um casamento é feito de pequenos gestos de paciência, renuncia e compreensão.
É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer. É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo. É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito."
—Príncipe William germon Wallis III é de sua livre e espontânea vontade desposar a princesa Alice?
— sim – disse frio
— princesa Alice Constacy Renault Garret é de sua livre e espontânea vontade desposar o príncipe Philipe?
Alice o olhou atentamente por alguns segundos ele era muito bonito, mas não era o que ela sonhava para sua vida, ela não queria ser obrigada a uma vida ao seu lado, mas não podia ceder a um capricho nesse momento ela era uma princesa e como tal deveria prezar antes de tudo com suas obrigações com seu país. Voltou a olhar para o padre e com uma tristeza em seus olhos disse firme:
—Sim – olhou novamente para Philipe e completou em pensamento “não ”. O padre olhou para os dois de forma amável e disse:
— levantem-se, agora as alianças, repita comigo eu Philipe William germon Wallis III te desposo hoje.
— eu Philipe William germon Wallis III te desposo hoje – disse olhando para ela – prometo amar-te e te respeitar – disse repetindo o padre – na alegria e na tristeza na saúde e na doença na riqueza ou na pobreza por todos os dias de minha vida ate que a morte nos separe – olhou nos olhos dela e disse deslizando a aliança em seu dedo – aceite essa aliança como prova do meu amor e lealdade.
— eu Alice Constacy Renault Garret te desposo hoje –falou o olhando – prometo amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza todos os dias de minha vida ate que a morte nos separe – disse sem vontade segurando as lagrimas – receba essa aliança como prova do meu amor e lealdade.
O padre os olhou novamente e disse:
— Eu os declaro marido e mulher e o que Deus união que o homem não separe, pode beijar a noiva.
Philipe a beijou só tocando seus lábios de forma sutil, eles enlaçaram seus braços e saíram da igreja em direção a festa. Entraram no carro Philipe a olhou acaricio seu rosto e disse amável:
— Você esta linda Alice – ela o olhou novamente tentando sorrir e deixar de lado a tristeza que sentia, mas não pode conteve uma lagrima rolou de seus olhos fazendo o caminho perfeito ate sua boca, Philipe com a ponta do dedo limpou a lagrima e disse:
— Mas esta triste, não chore – olhou novamente a ela erguendo seu queixo e disse olhando em seus olhos – seu sorriso é lindo de mais para ser apagado por lagrimas.
Alice pela primeira vez em dias sorriu pelo seu gesto, apesar de não o entender, ele não era assim normalmente ela sempre o via serio e compenetrado em seus assuntos, mas talvez ela estivesse enganada.
Chegaram a festa entraram juntos no lindo salão de festas do palácio de Buckingham tudo estava muito lindo parecia ate um sonho, a decoração branca com detalhes lilás se harmonizava perfeitamente, as mesas sincronizadas pelo salão abrigavam os mais importantes e ilustres convidados dos dois reinos e de outros paises importantes, na porta do palácio milhares de reportes querendo uma foto do mais novo casal da realeza. Os dois distribuíam sorrisos por onde passavam sempre mostrando uma felicidade que não sentiam.
Philipe sempre segurando firme em sua cintura a levava de um canto a outro para falarem com os convidados, a duquesa Evangeline de Devonshire se aproximou do jovem casal, ela era uma mulher impetuosa e sempre muito elegante tinha a fama em todo o reino Inglês de ser arrogante e pretensiosa, porem antes de tudo uma linda mulher.
— Philipe como vai, há quanto tempo não o vejo meu primo? – disse com um sorriso sórdido.
— Oh Evangeline a muito mesmo, estava estudando em Roma não?
—Sim é verdade, Roma é um lugar lindo, mas sinto falta da minha amada Londres, infelizmente só vim para seu casamento. – falava com o príncipe ignorando Alice ao seu lado, a princesa estava já se sentido excluída da conversa, mas ela era uma princesa e esposa de Philipe não ia deixar ninguém lhe faltar ao respeito no dia de seu casamento olhou o mais altiva que pode para a duquesa e disse:
— É bom ver que esta aqui Evangeline, fique a vontade na minha festa de casamento, mas creio que tenha que levar meu Marido para falar com os outros convidados, você entende não é mesmo. – disse Alice com sorriso nos lábios já saindo dali com Philipe, deixando para trás uma duquesa morrendo de raiva, com um olhar mortal para a jovem princesa.
A festa finalmente acabou Alice estava exausta tudo que queria era ter uma boa noite de sono, Philipe a acompanhou ate a sua suíte, onde ela rapidamente seguiu ao banheiro para se arrumar.
Ao sair do banheiro, com uma linda camisola de seda branca com detalhes em renda, foi surpreendida pelos braços de Philipe a puxando para si encostando a na parede.
— O QUE ESTA FAZENDO – disse assustada, ele lhe deu um sorriso malicioso e sussurrou em seu ouvido:
— Aproveitando nossa lua de mel mon cher.
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