O Casamento Real
19 Distrações
Notas iniciais
Espero que todos apreciem e Boa Leitura
Alguns dias se passaram Alice e Philipe continuavam longe um do outro seguindo suas vidas com o tempo curando suas magoas, revendo seus erros. Alguns dizem que o tempo apaga e cura qualquer mal, qualquer magoa qualquer erro. Mas o que o tempo o tempo faria ao amor? Será o tempo capaz de ajudar ou afastar um casal apaixonado?
Philipe estava sentado em seu escritório no palácio pensando em Alice e como sua vida de antes que era tranquila e recheada de tudo o que ele mais gostava, mudou no instante em que se casou com sua princesa. Todavia apesar de ela ser teimosa, mimada e mandona ele não conseguia parar de pensar em sua princesa, por mais loucura que aquilo pudesse ser ele sentia falta até das confusões e brigas que tinha com Alice. Sentia falta do seu cheiro, sua pele delicada e seu olhar altivo e ao mesmo tempo meigo, ele sentia falta de cada detalhe que Alice trouxe para sua vida, porque agora sem ela ele estava incompleto era como se nada fosse bom o suficiente, aquele palácio estava sem vida, vazio, sem o seu coração.
— Ela que escolheu me abandonar – ergueu a cabeça e tentou afastar seus pensamentos – dar um tempo, ora se quiser voltar ela que volte, não vou mais me humilhar, não posso obrigá-la a me amar, eu prometi que ia dar o tempo que ela necessita-se e vou dar.
Emilia uma das empregadas do palácio bate na porta do escritório para anunciar:
— Com licença VSA. Príncipe Philipe – falou a moça de forma educada.
— Diga Emilia?
— Duquesa Evangeline veio lhe ver Vossa alteza.
— Mande-a entrar – ordenou o príncipe.
Evangeline estava mais linda do que nunca, com um vestido mullet vermelho saltos altos, maquiagem perfeita, entrou no escritório olhando diretamente para Philipe deslizando pelo local na direção do príncipe.
— Olá Philipe, tem andado sumido – disse ela a Philipe sedutora, com seus olhos como o hipnotizando, ela vinha como uma cobra traiçoeira pronta para dar o bote, o seu veneno talvez não fosse letal, mas com certeza podia destruir a felicidade de um casal.
— Muito trabalho Evangeline – disse ele distraído.
— O trabalho sempre o trabalho; é a desgraça dos homens – sorriu maliciosa – sabe o que eu acho que você precisa? De uma folga.
Philipe a olhou sem ver sua real intenção.
— Ah folga, não tudo que eu preciso é de trabalho para ocupar minha mente.
Evangeline não recuou, deu mais alguns passos na direção dele e prosseguiu sem desanimar:
— Fala isso por causa da Alice – falou agora com um tom mais amistoso, compreensiva – se afundar no trabalho não a fará voltar, você precisa sair espairecer ficar aqui apodrecendo nesse escritório não vai lhe ajudar em nada.
— Mas vai ocupar minha mente, trabalho me faz não pensar no que não quero pensar.
— É por isso que eu estou lhe convidando, porque eu tenho certeza que eu posso te fazer esquecer esse seu problema com a Alice, pelo menos por algumas horas.
— Ah não sei, eu tenho muito o que resolver – disse Philipe se esquivando da proposta da duquesa.
— Ei vamos Philipe, eu não estou te pedindo para fazer nada de mal – voltou a sorrir maliciosa – vamos aproveita estou lhe oferecendo a você apenas algumas horinhas no paraíso, vai todo mundo precisa de 5 minutinhos de descanso, eu estou vendo sua tensão daqui.
Philipe pensou um pouco na proposta e acabou por se convencer pelo argumento da Duquesa, pensou “Que mal pode haver em sair um pouco para distrair a cabeça”. Coitado do nosso Príncipe ainda não aprendeu que atrás de um belo sorriso pode haver uma armadilha perigosa.
— Quer saber, eu vou, estou precisando mesmo espairecer um pouco – abriu seu sorriso encantador – que mal pode haver?
— Sim isso mesmo que mal pode haver – ela disse o abraçando entusiasmada.
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