O Casamento

4 Perdido ou não?


Notas iniciais
GENTE, MIL DESCULPAS PELA DEMORA! Sério, é que estou passando por um problema familiar feio (separação da minha mãe e do meu padrasto) e fiquei sem poder entrar na internet algum tempo, mas jamais deixei de lembrar de vocês, viu? Agora estou aqui, espero poder postar mais! Tenham uma boa noite!

Naquela manhã, Maxon estava trabalhando e eu, como sempre nesse horário, estava tocando violino, até que um guarda me parou.

– Princesa America. — Disse fazendo uma reverência — Tenho este comunicado a lhe dar.

– Sim, soldado Thompson, mas quem enviou?

– Aspen Leger.

Meu coração parou, minhas mãos gelaram e tudo aquilo que eu havia tentado esquecer, voltou.

Desde o último ataque rebelde, no qual eu o vi, quis esquecer que o havia conhecido e que ele havia sido meu porto seguro há não muito tempo. Meu antigo porto seguro destruindo o meu atual. Quis esquecer também que ele estava lá, e passei a ocupar meu tempo, e me concentrar em outras coisas como a música, literatura e a história de Illéa.

Ao abrir a carta, passei meus dedos por cima da letra suavemente inclinada e conhecida. Com esse simples gesto, a primeira lágrima umedeceu o papel.

"Querida America,

Sei que agora você está assustada comigo, por causa do que eu estou fazendo agora. Repassei inúmeras vezes na minha mente como seria o momento que você descobriria e não foi nada do que pensei.

Ao te ver ali, tive vontade de mandar eles recuarem, tive vontade de correr e te beijar, te fazer perceber que você está insistindo no erro, mas eles me matariam. São os nortistas. Somos os nortistas, mas fora do castelo não somos tão pacíficos assim. Entre nós, as coisas são complicadas. Muitos acham que deveríamos ser como o sulistas, e outros (me incluindo) alegam que não temos que ser idiotas a esse nível. A coroa real tem onde se esconder, jamais se deixariam atingir. Sim, todos já sabiam do esconderijo. Aqui temos outros guardas que foram mal tratados pelo Rei, e alguns poucos até por Maxon.

Você deve querer saber o porquê de eu estar aqui agora. Sabe que eu sempre fui contra essa nossa espécie de governo, assim como você costumava ser. Quando te anunciaram, fiquei com ódio muito grande e unido a raiva que eu já transportava, vim procurar os rebeldes. Eles protegem minha família, e os ajudam depois que vendem o que roubam do palácio. Não me arrependo.

Eu jamais quereria fazer mal à você, America.

Eu te amo, e SEMPRE te amarei."

Isso explicava tudo.

Mas no instante que levantei a cabeça, meu olhar encontrou o de Maxon. Ele arrancou o papel de mim, e a cada expressão dele, eu chorava mais. Quando ele acabou, rasgou em pedacinhos, olhou pra mim com os olhos marejados e se levantou. Perto da porta ele virou pra mim.

– Espero que o que ele disse não seja mais recíproco. Está na hora do almoço. — E saiu.

No almoço tudo correu bem, exceto pelo fato de Maxon não olhar pra mim, e eu fiquei agoniada. Ele nunca foi de esconder tanto assim o que está sentindo.

A tarde, outra invasão, mas não fiz questão de olhar para a multidão que estava quebrando tudo. Entrei e me esqueci de tudo. Naquela tarde, eu estava no modo automático. Quando saíram, entrei no meu antigo quarto e lá fiquei. Jantei e me lembrei das noites em que fiquei com Aspen no castelo, das noites na casa da árvore, nas noites em que estávamos perto da família e fingíamos apenas amizade. Eu não acredito que perdi aquilo tudo.

Será que eu estava perdendo Maxon também? Ele ainda sentia ciúmes? Fui ao nosso quarto e ele não estava, tomei um banho, coloquei uma roupa fresca e me deitei.

Eu já estava dormindo quando chegou, acordei com o barulho do chuveiro e me sentei na cama para esperar. Quando se deitou na cama, apenas olhou para mim e se virou, enquanto eu comecei a chorar.

Definitivamente, eu estava perdendo Maxon, e a cada dia eu estava ganhando um novo problema. Uma nova intriga, uma nova notícia ruim e um novo motivo pra fugir. Será que eu posso? O que me prende aqui?

Enquanto ele dormia, passei a noite em claro. Aquela calma que ele aparentava enquanto dormia, hoje pareceu não deitar com ele, e pude ouvir ele sussurrar durante o sono:

– Ele é um traidor.

De manhã, eu estava visívelmente abalada e resolvi ir até o Salão das Mulheres. Não havia estado lá desde o fim de A Seleção e me surpreendi encontrando a Rainha por lá.

– America, querida, você está com uma cara péssima! O que houve?

Eu contei a ela TUDO o que havia acontecido entre eu e Aspen, eu e Maxon e o que eu estava achando de tudo, e por incrível que pareça ela me entendeu bem.

– Eu também tive o meu amor fora daqui, eu jamais quis abandoná-lo, mas você sabe que a minha casta não era assim tão alta, eu também passei algumas dificuldades e quando A Seleção estava para começar eu estava passando pelo pior de todos. Meu pai batia na minha mãe regularmente porque queria mais dinheiro para beber, America. Esse foi o único jeito que arrumei de conseguir afastar ele dela. Meu namorado, na época, não entendeu. Ele me queria ali e por mais que eu o quisesse também, eu coloquei minha família a frente de tudo. Foi a melhor decisão que tomei. Os primeiros meses foram difíceis, eu não era acostumada a tudo isso, e nem a rotina do castelo. Meu lugar favorito ainda é o jardim, mas cedi a vocês, para que não me meta na intimidade. Sobre o Sr. Leger ter virado rebelde, você vai ter que superar e Maxon também. Eu vou conversar com ele, eu sei que ele a ama demais e jamais iria querer causar atrito na relação de vocês, America. Acredite em mim. Você é tudo o que ele sonhou numa mulher. Ele não é a mesma coisa pra você?

Notas finais
Está bom? Está ruim? O que achou? Me conte nos comentários! Aberta a críticas, mas principalmente a elogios! hauhauha tchau