O Casamento

7 Complicações.


Notas iniciais
Oi gntt, tudo bem? Hoje fui na Saraiva de novo, e eu não sabia que tinha versão estendida de O Príncipe na versão física, descobri ontem, então fui lá ler, hahahah estou viciadíssima em A Seleção outra vez!!

Estava decidida a sair o quanto antes, por mim, seria agora mesmo, porém Maxon virá comigo então não dá pra sair assim. Tenho passado o tempo todo no quarto, não saio nem pra comer. Pedi para as minhas antigas criadas trazerem meus instrumentos, e estive satisfeita. Já ficava bem isolada quando meu amor estava trabalhando, exceto pela Rainha, mas que também não passava muito tempo comigo. E enquanto eu pensava nela, ela bateu na porta e eu, claro, deixei entrar.

– America, sei que Clarkson não tem facilitado pra você, sei que fica sozinha aqui, sei que eu não sou como uma mãe pra você e nem ao menos uma melhor amiga. Sei que esse tipo de coisa te faz desistir, mas por favor, não desista. Maxon te ama muito, e sei que ele vai ficar sem rumo se você o deixar ir. Eu sei que você detesta esse nosso governo, e eu também, mas não cabe a nós decidir o que fazer com o país. Se você quiser convencer Maxon a mudar isso, por mim tudo bem, mas não faça nenhuma besteira.

Ela disse tudo de uma vez, como se fosse uma coisa que estivesse dentro dela reunido a tempos, e embora eu tenha achado que era só isso, ela continuou.

– Na realidade, nos acho parecidas. Usadas para obter crédito e paz com o povo. Nesse quesito mais eu que você. Ambas com belezas exuberantes e talentos bons. Nós arrebatamos o coração do príncipe, mais você do que eu. Mas se tem uma coisa que somos realmente opostas, é na personalidade. Enquanto estou calada, você grita e declara sempre quando não está satisfeita. Você não fica quieta enquanto acha que algo está errado. Você é uma guerreira e combate o que está fora dos seus valores. Eu admiro isso, sinceramente. Queria ter sido assim quanto tive a chance de mudar algumas coisas por aqui. Eu espero que você não mude, sinceramente. Eu gostei muito de você ter sido a escolhida e de ter escolhido ele de todos desse mundo, ou ao menos do Cinco.

Eu, sinceramente, fiquei surpresa com essa declaração dela. A Rainha sempre foi amena e calma. Emanava tranquilidade sempre que algo saia errado. Eu queria ser como ela.

– Obrigada, Rainha. Mas nem sempre isso é bom como a Majestade pensa. Eu já pensei em desistir tantas vezes, que eu nem sei como ainda estou aqui. Mas estou e amo Maxon. É esse o motivo. Eu vou sempre ser dele. Pode confiar em mim. Tudo que faremos vai ser muito bem planejado. Obrigada, novamente.

Eu a abracei, com força e ela retribuiu. Eu realmente senti que ela gostava de mim, mais do que imaginei.

– Tchau, America.

– Tchau, Amberly.

Após a saída da Rainha Amberly, me senti mais confiante para dar uma volta pelo palácio. Quando Aspen estava aqui, eu geralmente podia conversar com ele, e até com alguns outros guardas, mas agora, me sinto totalmente só. Eu estava descendo a escada distraída e dei de cara com Maxon.

– Ai, Méri! — Ele riu — Para onde você estava indo?

Eu não respondi, ainda atordoada porque tropecei e cai em cima dele.

– De qualquer jeito, é bom vê-la passeando pelo castelo. É bom também que eu estava indo falar com você. Vamos até Carolina, para conversar com a sua família sobre a viagem.

– Quando? — Ele abriu um sorriso com o meu entusiamo.

– Hoje mesmo, arrume suas coisas. Mas só para irmos até lá. A viagem não vai poder ser em seguida, sinto muito.

– Eu já esperei dois, o que há em esperar mais alguns? — Deixei claro também a minha insatisfação, embora saiba que ele fez o que pôde. Maxon não respondeu.

– Vamos? — E segurou minha mão, me puxando de volta para o quarto.

Chegando lá, ele me pôs de frente pra ele sentado na cama, segurando meus braços. E desabafou comigo.

– America, eu sempre fiz de tudo por você, mesmo quando não te conhecia, na primeira noite, mandei os guardas deixarem-na sair. Quando você me chutou, pensando que eu tinha más intenções no nosso primeiro encontro, eu tive raiva de você, mas encontrei um lado bom que me fazia querer de deixar aqui. Sempre que pude, impedi que você saísse daqui. Eu te defendo com unhas de dentes. Eu te amo com todo o coração. Mas eu sinto que isso tudo não é recíproco. — Ele deu uma pausa, mas eu não tinha o que dizer.

– Eu sinto que você ainda se esconde de mim. Não fisicamente, mas emocionalmente, psicologicamente, eu não te conheço. Não conheço seus pensamentos, nem suas manias. Não conheço seus sonhos, nem sua caligrafia, na verdade. Você nunca mais cantou pra mim, nunca mais me chamou pra irmos ao jardim, nem mesmo antes do meu pai falar aquelas coisas. Você não tem mais gargalhadas, embora eu ainda consiga tirar um sorriso tímido de você, enquanto mesmo ao meu lado, você ainda me tira o sono. Você faz eu perguntar a mim mesmo se eu fiz a escolha certa ao descartar as outras. Se eu escolhi mesmo alguém pra construir um futuro, ou alguém pra ser frio comigo e me causar problemas. Me desculpe por isso tudo, mas eu precisava te dizer o que estava entalado aqui. — E então, ele me soltou.

Eu nem disse nada, mas me levantei e fui até a varanda, e comecei a chorar. Me sentei e pus os braços ao meu redor. Me abraçando, me reconfortando, embora soubesse que não adiantaria. Eu estava tão confusa... Eu amava Maxon, e só. Não amava essa vida, sentia falta do que eu tinha antes. Eu não nasci pra ser princesa, nasci pra cantar, pra cuidar da minha irmã, e pra ficar com o meu namorado escondida, a noite. Coisas que eu perdi. Ele não pode cobrar de mim isso tudo. Como?

Ele chegou perto de mim, e tentou me abraçar, e eu não recusei. Como pode me agredir com aquelas palavras e vir querer me abraçar? Mas por mais que eu tentasse me manter ali, ele conseguiu me pegar no colo e me pôs na cama. Eu virei para o lado oposto ao que ele estava e chorei até dormir.

Minha antiga criada, Lucy, me acordou um pouco antes do entardecer e disse que havia arrumado as minhas malas e que estávamos prontos para ir a Carolina. Eu queria relutar, dizer que não iria a lugar nenhum com Maxon, porém não poderia fazer isso, considerando que estava voltando pra casa, de onde, na verdade, nunca deveria ter saído.

Encontrar com ele no avião, foi devastador, novamente. Eu procurei um lugar distante, mas por todo o caminho, sentir o olhar dele sobre mim. Ele não arriscou contato, e eu não sei se isso é bom ou ruim.

Eu senti novamente aquela vontade de vomitar súbita, como vinha sentindo com frequência. Corri o mais rápido que pude, mas não consegui chegar ao banheiro. E não tive como esconder. Maxon pulou da cadeira e veio atrás de mim.

– Méri, venha, deixa eu cuidar de você? O que está acontecendo?

Eu não poderia negar cuidado, por mais que a parte do carinho eu recusasse completamente. De Maxon eu não estava precisando.

Notas finais
O; O; O; @isisalanis