O Canto dos Pássaros
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Essa é minha primeira fanfic deste shipper, então, peço para que sejam um pouco pacientes com a minha pessoa!
Como disse lá em cima, a ideia doida surgiu do nada na minha cabeça e resolvi escrever essa cena! Entonces, espero que vocês gostem e boa leitura!!!
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As partículas de pó pairavam no ar, ganhando um destaque maior na luz turva da tarde que entrava pelas janelas sujas daquele recinto. Nenhum som, nenhum movimento. Tudo ali era esquecimento, até mesmo ele.
Nos últimos tempos seu único desejo era ser esquecido, como os objetos abandonados ali. Almejava que ninguém mais lembrasse de sua existência — nem ele próprio. Olhou para o teto e suspirou pesado, sendo o único som do local em horas. Sua mente viajou para o tempo onde tudo era mais fácil, menos complicado… menos perigoso.
Jogou a cabeça para trás, passando as mãos entre os fios quase brancos dos seus cabelos e riu, riu de desespero. Seu tempo estava acabando e nos momentos de mais desesperança tomou decisões erradas, tendo consequências inimagináveis.
Mesmo negando veemente seu coração doía em pensar que quase matara alguém inocente. Mas não era essa sua missão? Matar? Então por quê aquilo parecia tão errado? Tão sujo? Nunca havia conversado com Cátia Bell, mesmo não sendo alguém importante, a garota não tinha culpa das decisões que ele havia tomado.
Decisões? Poderiam ser chamadas assim? Ao seu ver ele havia sido arrastado na enxurrada, sem ninguém para salvá-lo. Levantou-se devagar, e caminhou a passos desanimados de volta para aquele velho armário. Passou a mão de leve pela madeira desgastada, suspirando mais uma vez.
A vida de sua família e a sua própria dependia do sucesso daquela missão. Posicionou a gaiola ao lado do armário e sem vontade murmurou o feitiço, fazendo surgir pássaros dentro do cárcere enferrujado.
Se perdeu no tempo tentando entender o que estava fazendo de errado. Pensou que já havia tentado de tudo e mais uma vez a onda de desespero invadiu seu corpo, fazendo-o fechar os olhos fortemente, tentando assim controlar a vontade de chorar — de novo.
Caminhou para longe daquele estúpido objeto, observando mais uma vez todas as coisas esquecidas daquele local. Sem perceber se deparou com um espelho sujo e quebrado. Olhou estranhamente para a imagem refletida naquele objeto. Olhos sem vida, cabelos desgrenhados, roupas desarrumadas e sujas. Aquele reflexo lhe representava, porém, nem de longe era ele: Draco Malfoy.
Passaram-se minutos, ou seriam horas, ele não saberia dizer. Draco apenas voltou a si quando seus ouvidos captaram som de passos. Escondeu-se o mais rápido que podia com a varinha ainda em mãos, permanecendo o mais quieto que podia.
Aos poucos o som quase agoniante se aproximava do local onde Malfoy estava. O coração do loiro batia forte contra seu peito, quase sendo ouvido por quem é que estivesse ali. Entretanto, como começaram, repentinamente pararam. A Sala Precisa voltou ao seu silêncio mórbido, apenas sendo quebrado pelo canto triste dos pássaros.
Segundos se transformaram em longos minutos e aos poucos um choro baixo se juntou a cantoria que embalava a sala. Se fosse há alguns meses antes Draco rolaria os olhos e desdenharia de quem estivesse sendo fraco, mas naquele momento ele entendia e até podia sentir a dor por trás das lágrimas que ele mesmo não conseguia ver.
Tentou ignorar a crescente curiosidade, mas ainda assim foi vencido pelo sentimento irritante e lentamente o loiro se moveu, tentando ver quem encontrava-se ali. Do novo ângulo que se encontrava podia observar a silhueta de uma garota. Os cabelos castanhos um pouco desgrenhados caiam sobre sua face, que era coberta por suas mãos.
Draco sabia quem era. Já havia visto aquela mesma pessoa chorar, anos atrás, porém naquele tempo, o motivo para o choro era ele mesmo. Sem nem perceber, falou em voz alta seus pensamentos.
— Quem diria! Hermione Granger chorando sozinha em um lugar esquecido por todos. — disse sem nem pensar
—Quem está aí? — a menina perguntou assustada, virando para onde achava que tinha escutado a voz
— Ninguém.
Hermione continuou observando o nada, tentando identificar o dono da voz. O timbre lhe parecia familiar, entretanto o tom triste soava como desconhecido. Caminhou entre os objetos empoeirados sentindo um arrepio em sua espinha. Sentia que estar ali com aquele desconhecido era arriscado, ainda mais depois da volta dele. Entretanto, tudo o que ela precisava naquele momento era distração dos seus pensamentos que, pela primeira vez, estavam confusos.
— Então esse ninguém vai continuar me observando? — perguntou enfim.
— Sim. Não é todos os dias que a sabichona de Hogwarts é pega em um momento tão...fraco — as últimas palavras saíram como um sussurro.
— Chorar não é ser fraco — rebateu — é normal termos sentimentos, sejam eles alegres ou tristes, ou até mesmo vários ao mesmo tempo.
Sem obter resposta, Hermione suspirou cansada e sentou em uma pilha de malas abandonadas, admirando os pássaros engaiolados enquanto secava as lágrimas remanescentes. Minutos se passaram naquele silêncio não tão incômodo como imaginara ser. Quando de maneira inesperada a voz voltou a surgir.
— Sentimentos não servem para nada Granger, apenas fazem você se tornar fraco e inapto de realizar grandes feitos.
— Mas também são eles que te salvam da nossa própria escuridão, mostrando realmente o caminho certo a se seguir.
— Não existe caminho certo — a voz riu sem humor — apenas existe o poder. E quem não tem poder está destinado a ser submetido aos que possuem.
Hermione se calou por um momento, analisando todas as informações que aquele pequeno diálogo lhe trouxera. Desceu das malas onde estava sentada e voltou a andar pelo local, passando a ponta dos seus dedos nos objetos empoeirados.
— E os sentimentos pelas pessoas que amamos? Não nos levam para algum lugar? Não nos fazem lutar para defendê-los? Não seria esse o maior poder motivador?
— Amor apenas nos faz fracos, Hermione. — respondeu frio — Veja você, chorando por alguém que nem está se importando.
— Quem disse que eu estava chorando por alguém? — questionou a contragosto. Ela nunca assumiria em voz alta aquela afirmação — e caso você ainda não saiba, amor não é apenas por alguém que possuímos atração física. Também sentimos amor por nossos familiares e amigos.
— E a Granger sabe tudo está de volta! — bufou irritado — havia esquecido como é inútil conversar com alguém como você. Na verdade, nem sei porque estamos conversando.
Hermione não sabia dizer o motivo, porém dentro de si surgia um sentimento de satisfação em provocar a irritação da pessoa que se mantinha oculta. A moça não conseguia distinguir, mas por dentro sentia até um certo alívio em não haver mais notas melancólicas naquela voz.
— Você está conversando comigo porque sabe que será a melhor conversa que terá em dias. — voltou a dizer sorrindo — entretanto eu posso ficar quieta se preferir.
— Não — sussurrou — Por hoje vou fingir que você não é a chata Granger e desfrutar um pouco da sua companhia.
Malfoy respirou fundo, fechando os olhos com força. Não estava acreditando no que acabara de dizer. Com certeza ele estava no fundo do poço, suplicando a companhia de uma sangue-ruim.
Sentou-se encostado na parede, com as pernas jogadas de maneira despojada. Draco estava emocionalmente e fisicamente cansado. Sem dúvida havia perdido alguns quilos, deixando suas feições mais anguladas. Sorrio triste, agradecendo por Hermione não vê-lo naquele estado deplorável que se encontrava.
— Então você acredita que o amor vence tudo? — soltou provocativo — gostaria de acreditar em conto de fadas assim.
— E por que não acredita?
— Porque não é a realidade — replicou girando os olhos.
— Realidade é aquilo que desejamos acreditar.
— Pronto! Virou o próprio Dumbledore falando coisas sem sentido. Realmente Hermione, eu esperava mais de você — disse zombando.
Por sua vez a garota apenas soltou uma gargalhada leve, deixando Malfoy um pouco mais irritado. Draco bufou impaciente, sem forças para responder de maneira torta. Descansou os olhos e quando voltou a abri-los nenhuma palavra saiu de sua boca.
Hermione estava sentada na sua frente. As orbes castanhas o analisando quase como conseguisse ver os sentimentos que existiam dentro da sua alma. Draco virou o rosto, não conseguindo sustentar aquele olhar.
— Te achei. — disse Granger depois de um tempo.
— Sim, você me encontrou. Decepcionada?
— Não — respondeu simplesmente — apenas espantada por saber que Draco Malfoy poderia ser uma pessoa não tão intragável assim. — sorriu completando.
— Tem muitas coisas que você não sabe, Granger.
Hermione voltou a analisá-lo. Malfoy parecia tão diferente do que se lembrava. Encontrava com o mesmo quase todos os dias, porém era como se não o visse há anos. As roupas desalinhadas, o cabelo crescido, a barba clara começando a aparecer. Completamente diferente do Draco impecável que conhecera.
— Tenho certeza disso, Malfoy. Do mesmo jeito que existe muitas coisas que você não entende.
— existe? — contestou arqueando a sobrancelha — pelo que eu saiba sou ótimo em analisar pessoas e situações, Granger.
— Olha só! Alguém se tornou mestre em adivinhação? — sorriu com aquela situação estranha — pelo que eu saiba quem prévia as coisas era a Professora Trelawney.
Malfoy apenas direcionou seu olhar de maior desdém para a garota, fazendo a mesma rir de maneira divertida.
— Agora sim! Esse é o Malfoy irritante que eu conheço. Então me diz: sua análise diz o que sobre mim?
Draco direcionou seu olhar para Hermione, analisando cada detalhe na Grifinória. Sua calça jeans com suéter e casaco, as curvas escondidas da sua cintura. O queixo que ficou anguloso, começando a deixar a garota com traços de mulher. A boca levemente rosada, os cabelos ondulados, há muito tempo já não eram tão rebeldes.
Malfoy se perdera na beleza sutil de Granger e só voltou a si quando encarou os olhos da menina. Castanhos tão quentes, diferente dos seus. Mesmo um pouco inchados, já que ela havia chorado, continuavam acolhedores, como se existisse chamas dentro de si. O que era aquilo?
Enquanto isso Hermione corou ao sustentar aquele olhar. O tom azul gelado das orbes de Draco chegava a ser hipnotizante e perigoso. Era impossível saber o que Malfoy estava pensando, suas feições continuavam duras, como se seu rosto bonito fosse feito de gelo. Sem conseguir mais, desviou o olhar, deixando o rosado de suas bochechas mais aparente.
— No geral você é uma pessoa forte, Granger, mas eu sei que no fundo você depende da aprovação de todos. As vezes fica insegura com a sua aparência, mesmo fingindo não se importar. — falou enquanto se levantava, aproximando devagar da garota que permanecia sentada — Suas roupas quase entediantes mostram isso.
— Entediantes? — Questionou enquanto voltava a encarar o loiro.
— Eu disse quase. — Draco disse com um meio sorriso — O suéter está mais justo que o de costume, deixando sua cintura mais marcada. Uma maneira bem — deu uma pequena pausa e então continuou — sutil de exaltar alguns pontos fortes.
Hermione cobriu a peça com o casaco, desta vez assumindo o tom completamente escarlate. Bufou, tentando esconder o misto de incômodo e vergonha que sentia.
— Minha blusa não está mais justa, Malfoy!
Draco riu baixo, começando a se divertir com aquela situação. Não conseguia pensar em quando se divertira daquela maneira nos últimos tempos. Continuou rondando a menina, como uma cobra prestes a atacar.
— Claro, Granger. Vamos fingir que sim. O cabelo mais arrumado que o comum e o brilho nos seus lábios também não foram propositais? Dá última vez que te vi assim foi quando Viktor Krum andava pelos corredores da escola.
Hermione encarou Draco com surpresa no olhar. Desde quando ele a observava daquele jeito? E por quê aquilo a agradava tanto? Um misto de sentimentos lhe atingia como uma avalanche, trazendo um sorriso triunfante aos lábios do loiro.
— Parece que eu não estou errado, não é Granger? — aproximou-se da garota, parando atrás da mesma e chegando perto do seu ouvido — Mas sabe? Krum ainda era um bom investimento, mas agora um Weasley? Sério? — falou a última frase colocando suas mãos nos ombros da garota e os massageando levemente.
Hermione sentiu um frio peculiar subir sua espinha, atingindo a nuca. Não era possível que Draco Malfoy pudesse lhe causar aquelas sensações. Aliás, por que ele estava lhe tocando? De maneira sútil desviou-se, fazendo as mãos do loiro caírem ao seu lado.
— Quem te disse que eu estou assim pelo Ronald? — questionou levantando a sobrancelha, como fazia sempre quando lhe perguntavam algo óbvio.
— Você que acabou de dizer que esta assim por ele. — comentou Draco enquanto se posicionava na frente da garota. — eu não disse qual Weasley, não é mesmo?
A proximidade de Malfoy trazia consigo um perfume inebriante. Uma mistura de madeira com hidromel, diferente dos seus aromas favoritos, entretanto tão viciante quanto. Hermione piscou duas vezes, até voltar a si e se deparar com o sorriso fechado de Draco.
— E você se importa com isso Draco? — Hermione enfim respondeu, pegando o sonserino de surpresa.
Ele se importava? Claro que não! Porém ele não podia negar, aquele momento era tão viciante que ele não conseguia parar, queria encostar em Granger mais uma vez. Tinha certeza que havia ficado louco de vez, mas no momento aquela loucura era tudo o que ele precisava para esquecer a vida terrível que ele tinha e teria dali para frente.
Sem dizer nenhuma palavra, abaixou-se na altura que Hermione se encontrava, encarando seus olhos castanhos fumegantes novamente. Estendeu a mão de maneira lenta, quase torturante, pegando uma mecha dos cabelos da garota entre seus dedos, colocando-os atrás da orelha da mesma.
— Honestamente? Não — disse sério — não me importo com quem você inutilmente quer impressionar ou quão babaca seu amigo pode ser, mas neste momento eu estou me importando com outra coisa.
Nervosa, Hermione continuou sustentando o peso do olhar de Draco, novamente sentindo a sensação de perigo percorrer nas suas veias. O mais sensato a se fazer era dar mais um soco no sonserino, como já fizera no passado, e sair correndo daquele local o mais rápido que podia.
Entretanto, seu corpo não respondia aos seus pensamentos. Na verdade, sua mente lhe burlava, dizendo para uma vez em toda sua vida tentar algo realmente perigoso, ver até onde Malfoy iria com aquilo.
— Com o quê? Algum plano para azucrinar o Harry? — questionou levantando uma das sobrancelhas, trazendo aquele ar de sabe tudo ao seu rosto.
Draco riu baixo, aproximando-se mais ainda de Hermione. A mão que estava no cabelo da garota, lentamente deslizou para o pescoço da mesma, arrancando um arrepio e um suspiro não planejado. A pele de Malfoy era mais fria que o normal, combinando perfeitamente com ele. O que Hermione não sabia era que aquela sensação poderia ser dolorosamente viciante.
— O Potter é uma das minhas últimas preocupações. Não tenho mais tempo para ficar brincando com crianças, tudo agora é questão de vida ou morte. — retrucou apertando levemente a nuca de Granger enquanto sustentava o olhar da mesma — aliás, esse não era o momento para você me empurrar e correr do perigo?
Hermione desviou o olhar se levantando, porém mantendo a curta distância. Era como se o loiro lesse seus pensamentos e este fato lhe irritava. Uma parte de si sabia que Malfoy estava certo. Em um pensamento lógico aquela brincadeira deveria acabar ali, pois já haviam passado do limite há tempos.
Entretanto seu corpo, de maneira nova, queria experimentar o desconhecido, o errado.
Sem a menor dúvida Draco Malfoy era o sinônimo de problema, mas como diziam: Pular do penhasco poderia ser deliciosamente perigoso. Granger sorriu de canto, quando deu por si que já havia tomado sua decisão.
Voltou a encarar o garoto, ainda sorrindo. Draco levantou-se demonstrando dúvida sobre aquela mudança repentina de atitude. No entanto não teve tempo já que Hermione derrubou a distância entre os dois, cobrindo os lábios finos de Malfoy com os seus.
O Sonserino manteve seus olhos abertos por alguns segundos, surpreso pela atitude que nem ele mesmo tomaria, ainda assim aos poucos se entregou ao momento. Suas mãos se direcionaram para cintura e nuca de Granger, fazendo a mesma ronronar, como seu gato — Bichento.
Draco deu uma leve risada com o fato, dando espaço para que Hermione pudesse aprofundar o beijo. O ato, que começara singelo, com um simples selar de lábios, aos poucos se tornava urgente, quente.
O gosto de ambos se misturavam enquanto Malfoy direcionava a menina para, o que ele achava ser, uma parede. Em uma melhor posição, o corpo de ambos se moldaram perfeitamente, trazendo uma proximidade deliciosamente errada.
Hermione não conseguia decidir onde parar suas mãos. Uma hora estavam nos fios desalinhados de Draco, outra arranhando suas costas sobre a camisa amassada do mesmo. Como aquele beijo podia ser tão viciante? Quanto mais explorava os lábios de Malfoy mais ela queria.
Instintivamente o loiro desceu a sua mão pela coxa da grifinória, puxando-a mais para si e enfim encaixando a parte que mais clamava por ela. Gemeu baixo entre os beijos, esquecendo de tudo enfim. Não sabia onde estavam, quem eles eram e o que ele mesmo deveria saber. A única coisa que ele sabia é que precisava desesperadamente daquela menina para si.
Mordeu a boca de Hermione, fazendo a mesma arranhar mais forte sua nuca. Ambos precisavam respiram, mas os dois sabiam que no momento que parassem eles não poderiam continuar. Granger pressionou sua mão mais forte na nuca do loiro, trazendo-o novamente para perto. Continuaram naquele momento por um tempo que nenhum dos dois saberia dizer. As mãos correndo soltas pelos corpos, sem pudor ou medo.
Aos poucos os dedos de Granger desaceleraram o toque, trazendo assim o fim daquele momento inesquecível. O sonserino ainda manteve o corpo colado ao dela, escondendo seu rosto no pescoço da mesma.
De olhos fechados, Malfoy desejava com todas as suas forças para que o tempo parasse e eles continuassem ali, contudo ele sabia que aquele momento roubado não era para sempre. Respirou fundo algumas vezes, tentando manter o cheiro da menina guardado em sua memória e deu um último beijo no pescoço quente de Hermione antes de se afastar.
Granger procurou os olhos do loiro, mas o mesmo recusava a lhe encarar, adquirindo novamente uma postura distante e fria. Aquele, sem a menor dúvida, fora o melhor beijo da sua vida. A adrenalina corria em suas veias e sua respiração ainda estava falhada, porém sua mente tomou o controle novamente.
Ajeitou suas roupas e procurou o garoto novamente com o olhar. Malfoy encontrava-se de frente para o armário sumidouro, admirando o móvel entretanto perdido em pensamentos. Aproximou-se do loiro, desta vez mantendo uma distância segura e, pegando o mesmo desprevenido, falou.
— Realidade é tudo aquilo que acreditamos ser realidade, não é mesmo? Então será que foi sonho ou realidade? — e sem mais o que dizer, virou-se de costas e andou em direção a porta da sala precisa.
Aos poucos os passos de Granger foram ficando mais distantes, enfim desaparecendo na imensidão daquele recinto.
Draco respirou fundo, ainda tentando acalmar seus batimentos. Aos poucos soltou um riso baixo. Sem a menor dúvida Hermione tinha que irritavelmente dar a última palavra. Voltou a encarar o armário na sua frente, trazendo seus pensamentos novamente para sua vida real.
Os pássaros continuavam a melodia, porém aquele som estaria para sempre na sua memória. Aquela música triste, dali por diante, sempre embalaria o melhor dos seus sonhos já vividos.
Notas finais
Poooooor favor, me digam o que acharam desse devaneio! Curtiram? Amaram? Querem me matar? Acham que Dramione é o melhor casal? Our ainda preferem ela com o Ron?
Eu suuuuuplico! Comentem aqui para eu saber o que eu errei, o que tenho que melhorar e talvez ideias para futuras histórias? quem sabe?
Espero que vocês tenham gostado e espero voltar em breve com novas histórias!
Beeeeijos cheios de queijossss!!!
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